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O Blogger Elmano Marques do Tribuna do Norte listou 10 bons motivos para beber espumantes, cavas e champagnes durante os dias excessivamente quentes do verão. Veja que bom incentivo, rsrsrs

1.São inebriantes por sua mágica acidez

  • A mágica acidez  que confere aos espumantes e champagnes o frescor, a longevidade e a distinção é a razão maior da sua indicação como bebida do verão.

2. São refrescantes 

  • Pela alta acidez e aromas agradáveis os espumantes, cavas e champagnes  são bebidas extremamente refrescantes, substituindo de forma excepcional, outras bebidas, que historicamente foram bebidas do verão.

3. São alegres

  • Os espumantes, cavas e champagnes por  apresentar perlage, (termo francês que deriva de pérola e designa as pequeninas  bolhas que se formam na taça), denotam extrema vivacidade. São bebidas efusivas que transmitem alegria.

4. São aperitivos leves

  • Poucos bebidas são tão bem aceitas como aperitivo como os espumantes e champagnes. Ambos são bebidas com grande frescor, são leves e constituem-se uma excelente opção para os brindes informais do verão.  Constituem-se, na realidade, nos mais calorosos votos de boas vindas que se possam desejar.

5. São excelentes acompanhamentos para a comida

  • Seu alto grau de acidez e a presença de gás carbônico convertem os espumantes, cavas e champagnes em vinhos extremamente versáteis  na harmonização com os alimentos, inclusive com aqueles que habitualmente são de difícil compatibilização.  A acidez dos espumantes, cavas e champagnes permite uma boa relação de afinidade com alimentos cáusticos (alho) e ácidos (vinagre e cítricos), que não harmonizam bem com vinhos com outras características.Os espumantes, cavas e champagnes  secos e demi-secos, com maior conteúdo de açúcar harmonizam bem, por afinidade, com os sabores doces.

6. São versáteis 

  • Desempenham os mais diferentes papeis, dependendo do momento, do local e das circunstâncias, podendo atuar com extremo formalismo ou de maneira totalmente informal.

7.São as companhias ideais para os momentos inolvidáveis

  • Os espumantes e champagnes, particularmente os rosés, são as companhias ideais para momentos especiais. Conferem além de romantismo e cumplicidade, originalidade e frescor, além de boa dose de complexidade.

8. São sedutores 

  • Os espumantes, cavas e champagnes são vinhos sedutores. Suas formas de apresentação e  aparências são elementos evidentes da sedução: brilhantes e límpidos como o olhar de desejo. São os vinhos do afeto, da paixão, que hipnotizam, temperam o encanto e umedecem o fascínio.   Nenhum outro vinho ocasiona tão bem o despertar da sensibilidade no toque e no calor dos corpos.

9. São duas vezes vinho 

  • São vinhos duas vezes vinho, uma vez que passam por duas fermentações. São vinhos, que são, por si só, uma festa. Talvez sejam os únicos vinhos que possam ser bebidos com qualquer coisa  e a qualquer hora.

10. São insubstituíveis

  • Nenhuma outra bebida os substitui, nem mesmo outro vinho. Segundo o filósofo francês Michel Onfray ”certamente eles tem todas as qualidades dos outros vinhos sem ter deles um único defeito. São finos, sutis, singulares, poderosos, aromáticos, leves: permitem o contentamento, a festa, a alegria, a leve embriaguez. Não se conhecem bebedeiras por eles provocadas e que trouxessem a vulgaridade, a grosseria, o predomínio do pior”.


Para nós gourmets, por mais que seja simples a refeição é um ritual cercado de detalhes. Isso por que, sempre temos uma harmonização diferente para experimentar e verificar a sua compatibilidade.

A harmonização perfeita é o equilíbrio entre os dois, combinando os sabores dos alimentos com as características dos vinhos. Os dois devem sempre se complementar e não se sobrepor. O resultado tem que ser agradável e prazerosa, dando a sensação de que os ingredientes “casam” perfeitamente.

Veja alguns conselhos do Sommelier Manoel Beato para combinar vinho e comida, que falou para a revista Época:

Carnes 

  • Quanto mais forte e firme a carne, mais aromático e encorpado deve ser o vinho. Mas carnes leves, como vitela e frango, podem ser provadas até com vinho branco.

Trufas brancas 

  • A combinação clássica é com vinhos do Piemonte, como Barolo e Barbaresco. Mas os Pinot Noir da Nova Zelândia produzem um resultado ainda melhor.

Alcachofra 

  • Costuma-se dizer que aspargos e alcachofras não combinam com vinho algum. Exagero. Os dois alimentos vão bem com champanhe ou espumantes em geral. Também podem ser acompanhados por um Riesling.

Feijoada 

  • Combina com vinho, sim, acho bem melhor que cerveja. Recomendo um tinto frutado, como um Beaujolais Cru.

Frutos do mar 

  • Com mariscos, vale um branco perfumado, como Sauvignon Blanc. Peixes fortes, como um bacalhau, podem até ser servidos com um tinto português. Peixes extremamente salgados, como anchovas e arenques, vão bem com Champagne e Riesling.

Vinhos caros 

  • Quem tem uma garrafa de um grande tinto em casa, valioso e envelhecido, deve combiná-la com carne em receita simples, como um cordeiro assado no próprio molho. Senão o prato ‘briga’ com o vinho.

Casamentos tradicionais 

  • Às vezes funcionam. Presunto defumado com Jerez espanhol, por exemplo. Foie gras com vinho branco licoroso ou ostras com Chablis, também.

Massas 

  • A massa é neutra, como batata e arroz — o vinho precisa combinar com o molho ou o recheio. Quando é de peixe, um branco suave. Quando é de carne, um tinto do Douro, por exemplo. E, com molho de tomate básico, um branco italiano como o Pinot Bianco.

Um erro muito comum, mas que os enófilos e críticos de vinho devem saber distinguir.

Deve-se dizer “o espumante – o Champagne” quando se refere ao vinho, e “a Champagne” quando se refere à região produtora.

Mais uma dúvida de quem está começando no mundo do vinho. Todo vinho espumante é Champagne? Não. Apenas os vinhos espumantes feitos em uma determinada região da França, conhecida como Champagne e submetidos a uma legislação rígida é que podem levar esse nome. Os vinhos com borbulhas podem ser chamados genericamente de espumantes. Os que são produzidos na Espanha são conhecidos como “Cava”, na Alemanha “Sket” e por ai vai.

Um dos maiores segredos da região do Languedoc, França, é o vinho espumante de Limoux, chamado Blanquette de Limoux, elaborado principalmente com a uva Mauzac, que tem sabores de casca de maçãs, juntamente com 10% de chardonnay e Chenin Blanc, para adicionar um pouco de complexidade e elegância. Tem uma relação de preço bem mais barata do que o Champagne.

O Crémant de Limoux é outro vinho espumante dessa região. Ele difere do Blanquette por apresentar maior proporção de Chardonnay e Chenin, até 30% em vez dos 10%.

O vinho espumante de Limoux antecipou o Champagne por mais de um século.

Com todo o respeito aos espumantes de Limoux, pessoalmente sou muito mais o espumante brasileiro!!! Se os espumantes de Limoux são bem mais baratos que os Champagnes…os espumantes brasileiros são mais baratos e melhores que os espumantes de Limoux, Saúde!!!


Pérlage, (colar de pérolas, em francês), formado pelo gás carbônico, é uma descrição visual das bolhinhas que se desprendem do fundo da taça até a superfície. Quanto maior o número de bolhas, quanto menor o tamanho das mesmas e quanto mais persistente for o pérlage, maior a qualidade do espumante.

Tamanho

  • As borbulhas, quanto ao tamanho podem ser classificadas em: muito finas, finas, médias, grandes e grosseiras.

Durabilidade

  • Quanto maior a persistência das borbulhas, melhor o espumante. Pela persistência perlage pode ser classificado em: muito persistente, persistente, suficientemente persistente, pouco persistente e evanescente.

Quantidade

  • Conforme dito acima, quanto mais borbulhas, melhor. Estas podem ser: muito numerosas, numerosas, suficientemente numerosas, pouco numerosas, escassas e muito escassas.


Para estar dentro das normas da IG Vale dos Vinhedos, as empresas devem elaborar vinhos finos, como tintos, brancos e espumantes, com requisitos específicos, detalhados pela Aprovale e seus parceiros, através do Conselho Regulador da Indicação Geográfica. Estas regras tratam da quantidade máxima de uvas que poderão ser cultivadas pelas parreiras, dos tipos de uvas e a forma como devem ser processadas na hora da elaboração dos vinhos.

Estas são as normas básicas:

As uvas Para a D.O. podem ser cultivadas apenas alguns tipos, também chamadas de variedades, de uvas “Vitis Vinifera” (aquelas destinadas a processamento para vinhos finos). No Vale dos Vinhedos, a variedade tinta que ao longo dos anos mostrou melhores resultados nos vinhos foi a Merlot. Então, foi eleita para ser a representante da identidade da nossa D.O. Entretanto, também se pode utilizar de forma complementar a Cabernet Sauvignon, a Cabernet Franc e a Tannat. No caso das uvas brancas, a D.O. engloba a Chardonnay e, como variedade complementar, a Riesling Itálico. Para espumantes, vale também a Pinot Noir, que na verdade é uma uva tinta, mas da qual se extrai um vinho base branco, que traz muita elegância.

Em todos os rótulos da D.O., 100% das uvas devem ser cultivadas nas áreas dentro dos limites do Vale dos Vinhedos. As videiras têm que ser plantadas exclusivamente em espaldeira (similar a uma cerca). E, de uma forma geral, não se pode produzir mais do que 10 toneladas da uva por hectare para vinhos e 12 toneladas por hectare para espumantes.

Os vinhos

Os vinhos da D.O. poderão ser varietais, aqueles elaborados praticamente com só um tipo de uva. Para os vinhos tintos, a D.O. Vale dos Vinhedos elegeu o varietal Merlot. Já no caso dos brancos, o vinho varietal é o Chardonnay. Mas a D.O. também aceita os assemblages (são os vinhos elaborados a partir de “misturas” ou “cortes”) de outras uvas. No caso dos tintos, no mínimo 60% do vinho deve ser Merlot, podendo ser complementado com vinhos de outras três uvas tintas especificadas nas regras da D.O.: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Para os vinhos brancos do tipo assemblage, pelo menos 60% deve ser de Chardonnay e o restante pode ser de Riesling Itálico. Para espumantes, o vinho deve ser de base Chardonnay e/ou Pinot Noir, pelo menos em 60% de sua composição. O restante poderá ser complementado por Riesling Itálico. Só podem ser elaborados pelo chamado método tradicional (que na França é conhecido como champenoise), com surgimento das “borbulhas” em processo natural, através da fermentação na própria garrafa.

Resumo das regras:

Uvas permitidas:

Tintas: a Merlot, além da Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat e Pinot Noir

Brancas: a Chardonnay, além da Riesling Itálico

Vinhos elaborados com a D.O

Tintos: varietal Merlot e o assemblage com 60% de Merlot + Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat

Brancos: varietal Chardonnay e o assemblage com 60% Chardonnay + Riesling Itálico

Espumantes: base mínima de 60% Chardonnay e/ou Pinot Noir, complementada com Riesling Itálico.

Via: Vale dos Vinhedos


Lambrusco é uma uva tinta, natural de uma região ao norte da Itália, que produz vinhos frisantes (com menor pressão e, muitas vezes, com gás carbônico adicionado depois) e alguns espumantes de qualidade. Já Prosecco é, desde 2009, uma denominação de origem dos vinhos espumantes feitos com a uva Glera (que era chamada de prosecco mesmo na Itália), na região do Vêneto.


Adolfo Lona é um dos maiores conhecedores do tema vinho no Brasil. Recentemente participei de uma degustação aqui na capital capixaba, onde tive o prazer de provar seus espumantes e aprimorar os meus conhecimentos.

Esta semana ele publicou em seu blog www.adolfolona.blogspot.com uma ótima matéria sobre o serviço do espumante e do vinho, no qual repasso para os leitores do Vivendo a Vida. Veja abaixo:

1.- Taças de espumante úmidas ou mal enxaguadas prejudicam o perlage: 

  • É um problema bastante freqüente. Lave com detergente neutro e enxágüe abundantemente com água quente e deixe escorrer para que seque naturalmente.

2.- Álcool ajuda a esfriar mais rapidamente o produto no balde: 

  • O álcool abaixa a temperatura de fusão do gelo e por tal razão faz com que a água fique “mais gelada”. Serve para esfriar mais rapidamente, em especial um espumante. Deve tomar-se cuidado de não deixar o produto por tempo excessivo porque pode chegar a congelar caso a mistura seja com predominância de álcool.

3.- Abrir a garrafa com antecedência é ineficaz para oxigenar o vinho tinto: 

  • Estudos comprovaram que este procedimento, considerado correto antigamente, não oxigena o vinho porque a troca é ínfima. Precisa ou deseja oxigenar? Use uma jarra ou decanter.

4.- Gosto não se discute…mais se aprimora: 

  • O consumidor de vinhos e espumantes é progressivo, ou seja com o tempo vai educando o paladar e procura os gostos mais naturais e verdadeiros. Pode iniciar com produtos mais amáveis, adocicados, passa para os mais ligeiros e finalmente chega aos mais expressivos. Começa com um Moscatel, passa para o demi e finalmente chega ao brut ou nature. 

5.- É fundamental a presença de água sem gás e ligeiramente esfriada nas refeições harmonizadas: 

  • Ajuda a manter o paladar “limpo” na passagem de alimento para bebida ou vice-versa além de manter o corpo hidratado.

6.- A melhor forma de abrir um jantar ou almoço é com uma taça de espumante seco (brut ou nature): 

  • O espumante com elevada acidez e gás carbônico estimula a formação de saliva abrindo as papilas gustativas.

7.- A temperatura de serviço do vinho tinto é fundamental para destacar seu sabor: 

  • O velho e surrado ditado de “temperatura ambiente” é verdadeiro para os vinhos tintos mais maduros e envelhecidos, desde que esta temperatura não ultrapasse os dezoito graus. Os tintos mais jovens e ligeiros devem ser esfriados moderadamente para ressaltar os aromas e sabor.

8.- A seqüência correta beneficia os vinhos: 

  • Os vinhos mais jovens e menos complexos devem ser servidos antes dos maduros ou envelhecidos. O primeiro se mostra adequadamente sem prejudicar ou abafar o vinho seguinte.

9.- Harmonizar adequadamente alimentos e bebidas é mais simples do que se imagina: 

  • Use o bom senso, não queira inventar a roda, seja discreto no número de pratos e vinhos, não complique sua vida e a de seus convidados. As chamadas “regras”, que desafiam irresponsáveis a quebrar-las, não são regras. Foram comprovações demonstradas ao longo de séculos em diferentes lugares no mundo. Sim, acredite, peixe, salvo raras e honrosas exceções, harmoniza melhor com vinhos brancos e espumantes. 

10.- A guarda faz bem aos vinhos: 

  • Desde que moderada sim. Nenhum vinho ou espumante se prejudica com a guarda durante períodos de até doze meses desde que conservados ao máximo abrigo da luz e a temperaturas constantes e relativamente baixas, inferiores e 20º e superiores a 10ºC.


A roda dos aromas encontrados nos vinhos foi desenvolvida nos EUA e é perfeita como orientação na degustação de vinhos. Os brancos têm famílias aromáticas próprias e outras em comum com os tintos. As frutas cujos aromas são mimetizados pelos brancos, por exemplo, são as de polpa branca. São comuns cheiros de pêra, maçã madura ou maçã verde, abacaxi – até passado -, e pêssego.

Aparecem com frequência aromas associados à flores de pétalas brancas, como jasmim, lírios etc., mas flores coloridas também aparecem, como rosas e violetas. Aromas de mel- que trazem toque floral na origem – surgem com a evolução, ao lado de tons caramelados e de frutas ultramaduras, passadas. Algumas uvas manifestam aspectos herbáceos, caso da Sauvignon Blanc, por exemplo. São ervas, grama cortada, folhas amassadas.

Com a evolução, os brancos podem adquirir aromas de frutas secas – tanto as frutas de polpa, como damasco, abricot, figos e uvas passas, quanto amêndoas, nozes, avelâs -, e de folhas secas do bosque, cogumelos, húmus. Não são raros os brancos os aromas minerais e até químicos, como o de pedra de isqueiro, e mesmo querosene, comum nos Riesling, Chablis (Chardonnay) e nos Sancerre e Pouilly-Fumé (Sauvignon Blanc). Quando fazem a malolática e têm madeira, os brancos rescendem a aromas lácteos, manteiga derretida, caramelo.

Os tintos são na maior parte das vezes mais ricos aromaticamente e adquirem maior complexidade ao envelhecer. Jovens, oferecem aromas de frutas, sendo frequentes as remissões a banana, cereja, morango, framboesa, goiaba, tamarindo etc. Aromas vegetais, de folhas amassadas e seivas, como o mentol e o eucaliptol, também são muito comuns.

Aos tintos, o carvalho dá aromas que remetem à adocicada baunilha, além dos empireumáticos (de coisas queimadas), emprestados diretamente pela tosta das barricas. Com o amadurecimento, entra em ação a família de aromas animais, como couro, suor, e até estrebaria. Em vinhos maduros, aromas de compotas e de passas substituem as frutas da juventude.

Fonte: ABS