A prestigiada marca francesa Rémy Cointreau colocou à venda o seu negócio de champanhes. Fortemente afetada pela crise econômica, a empresa deu instruções ao grupo Crédit Agricole para iniciar o processo de venda da divisão que inclui marcas como a Piper-Heidsieck e a Charles Heidsieck. Não há, no entanto, indicação do prazo para a conclusão do negócio ou de quem serão os interessados.

Ainda que as marcas tenham um grande prestígio, o negócio de champanhe da Rémy Cointreau não consegue atingir os ganhos de marcas como a Pernod Ricard, Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH), Laurent-Perrier ou Vranken-Pommery. Em 2009, a empresa francesa reportou perdas na ordem dos quatro milhões de euros, seguidas de uma reestruturação da Piper-Heidsieck que levou ao despedimento de 45 pessoas. Só esta unidade foi avaliada em 320 milhões de euros, mas não se espera que surjam grandes distribuidoras interessadas: a reestruturação feita em Fevereiro ainda está a produzir resultados e, apesar do prestígio destas marcas, nem mesmo uma empresa experiente no mercado das bebidas como a Rémy Cointreau conseguiu obter resultados, o que deixa antever um trabalho difícil para o grupo Crédit Agricole.

Recorde-se que em 2006, a Rémy Cointreau fundiu todas as suas marcas champanhe criando a Piper-Heidsieck e a Charles Heidsieck. Atualmente, os resultados da empresa têm sido suportados pelas vendas da marca de conhaque Rémy Martin na Ásia. As mesmas registraram em 2010 uma evolução de 20%.

Fonte: Decanter.com e Site de Maria João de Almeida