Portugal é o mercado preferencial do Brasil para comprar azeite. Segundo o relatório e contas da Casa do Azeite, relativo a 2009, as marcas nacionais representam 52,2 por cento das importações brasileiras em volume, e cerca de 55,4 por cento em valor.

“Significa que Portugal continua a reforçar as suas exportações de azeites de maior qualidade e, portanto, com maior valor acrescentado”, lê-se no documento. As exportações cresceram em volume 4,3 por cento entre 2008 e 2009, mas o valor caiu devido à descida dos preços. Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite, diz que o Brasil reconhece o produto português e a tendência de crescimento deverá manter-se. “Estamos longe de esgotar a capacidade exportadora”, aponta.

Entre 2008 e 2009, as exportações portuguesas de azeite aumentaram de 30.658.900 toneladas para 33.917.500. Depois do Brasil, os principais destinos são Angola, Venezuela e Estados Unidos. Angola está em crescimento contínuo desde 2005.

Nos últimos dois anos as empresas portuguesas do sector têm centrado atenções no olival, recuperando anos de abandono. Depois de meses de negociações com os espanhóis da SOS (donos do arroz Saludães), a Sovena (Oliveira da Serra) passou a deter quase 11 mil hectares de olival e aumentou a auto-suficiência. A aquisição de 5200 hectares no Alentejo por 90 milhões de euros faz parte do projecto de integrar toda a cadeia de valor do olival. A longo prazo, a empresa que vende azeite para o gigante Wal-Mart quer deter uma marca de azeite de âmbito mundial.

Fonte: Jornal publico Portugal