Recentemente estive conhecendo dentro do projeto www.winebar.com alguns rótulos da Viña Arboleda, projeto pessoal de Eduardo Chadwick na região do Aconcagua, importado pela Expand, cujo nome é uma homenagem às árvores nativas preservadas em suas vinhas. Além de Chardonnay, Pinot Noir e Carmenere, que provei, eles também elaboram um Sauvignon Blanc e um Cabernet Sauvignon.

Neste ano, a filha de Eduardo, Maria Eugênia Chadwick foi anunciada como embaixadora internacional da marca, e esteve presente na degustação on-line com vários jornalistas e blogueiros de todo Brasil. Vamos aos vinhos:

Arboleda Chardonnay 2013 – R$ 120

Todas as uvas foram suavemente prensadas com os cachos inteiros e o suco foi integralmente fermentado em barricas de carvalho francês (30% novas) a uma temperatura entre 14°C e 24°C. A alguns dos lotes foram inseridas leveduras selecionadas, enquanto uma grande parte (44%) foi fermentada em barricas, usando leveduras selvagens, naturalmente presentes na pele das uvas. Passou por dez meses de envelhecimento “sur lie” – em suas borras – para aumentar a complexidade. Recentemente conquistou o Japão o prêmio de ‘Melhor Vinho para Sushi’ pela categoria Asian Food Sushi. Na taça mostrou aroma potente, gostoso, típico. Macio e nada e nada enjoativo, em virtude da boa acidez.

Arboleda Pinot Noir 2012 – R$ 150

As uvas passaram por uma maceração a frio de 4 a 7 dias a uma temperatura de 8° a 10°C antes da fermentação, para extrair os intensos sabores e aromas. A fermentação alcoólica foi feita em tanques abertos e se extendeu por 8 a 20 dias. O vinho foi envelhecido durante 12 meses em barricas de carvalho francesas, das quais 25% novas. Na taça estava agradável, fácil de beber. Um vinho leve, aromático, com toques frutados e florais.  

Arboleda Carmenére 2012 – R$ 120

As uvas foram colhidas e classificadas manualmente de maneira cuidadosa em mesas de seleção e levadas a tanques de aço inoxidável para a fermentação a temperaturas que variaram de 26°C à 30°C. Foram realizados remontages regulares para extrair cor, taninos e aromas das peles das uvas, conferindo-lhe, assim, a estrutura, o suporte e os aromas desejados ao vinho. Tudo isso permite realçar a já excelente expressão das características de frutas frescas no vinho. Após um período de maceração de 25 dias, 60% da mescla foi levada diretamente a barricas novas de carvalho, das quais 46% eram americanas e 54% eram francesas, nas quais o vinho envelheceu por 12 meses. Na taça o aroma impressionou, com muita fruta, mas um pouco do álcool sobrando. Um vinho potente, que melhorou com o tempo no copo, indicando que ficaria melhor se fosse decantado, passado para um decanter com bastante antecedência.