Um dos mais premiados e respeitados produtores de Vinho do Porto, Quinta do Noval, esteve ontem sob o comando do gerente de exportações, Davi Betti, e da representante da importadora Adega Alentejana, Miria Carvalho, apresentando alguns de seus rótulos no Wine Store Carone, em Vila Velha.


Davi Betti, a Chef Arlete Nunes e as alunas da UVV Fernanda e Barbara, responsáveis pelo menu de três etapas para harmonizar com os vinhos.

A Quinta, como são chamadas as pequenas propriedades por lá, está localizada na região central do Douro, a chamada Cima Corgo, que teve o início de sua história em 1715. Propriedade da família Rebello Valente por mais de um século, recebida do Marquês de Pombal, foi adquirida em 1894, depois da devastação pela phylloxera, pelo conhecido comerciante José Antonio da Silva, que promoveu o replantio das vinhas. Mas foi seu genro Luiz Vasconcelos Porto que fez uma verdadeira revolução com novas técnicas de plantio, influenciando significativamente na qualidade.

Em 1958, foi a primeira casa a lançar um ’Late Bottled Vintage’ Porto, com o seu 1954 LBV, uma nova categoria de Porto que se discutia na região há muitos anos.

Atualmente a Quinta do Noval pertence à AXA Millésimes, um grande grupo vitícola composto por nomes como a Disznókő em Tokaj, Hungria, Château Pichon-Longueville em Pauillac, Château Suduiraut em Sauternes, Château Petit-Village em Pomerol, na França, Domaine de l’Arlot na Borgonha e MAS Belles Eaux na região Languedoc. É mole ou quer mais!

Embora seja referência na produção de Porto, desde 2004 vem colhendo bons frutos de um projeto na produção de vinhos de mesa.


Começamos a noite com o Maria Mansa (R$ 69), primeiro branco elaborado pela vinícola, um corte de Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Viosinho, sem passagem por madeira, que se mostrou cheio de personalidade, bastante seco, fresco e mineral.


Seguimos para o Maria Mansa tinto (R$ 62), Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, um vinho muito agradável e de boa estrutura, levemente amadeirado, com notas de frutas maduras e secas, como ameixa e passas.


O segundo tinto foi o Cedro do Noval 2010 (R$ 89), excepcional custo x benefício, muito elegante, agradável e sedoso, que teve sua primeira safra em 2005 e por levar cerca de 30% de Syrah em seu corte, não pode exibir em seu rótulo o Selo de Douro DOC, por isso é rotulado como “Vinho Regional Diurense”. Seu nome é homenagem a uma árvore (Cedro) plantada há mais de 150 anos junto a casa da Quinta. 


Provamos também dois Vinhos do Porto. Primeiro foi o Noval Black (R$117) uma nova forma de beber vinho do Porto, para ser degustado fresco, sem complicações, ótima opção para quem quer iniciar no Vinho do Porto. 


E para fechar com chave de ouro, o Noval Tawny 20 anos (R$ 450) uma mistura de Vinhos do Porto antigos de diferentes colheitas que envelheceram em casco de carvalho, com idade média de 20 anos. Na taça não poderia apresentar outra coisa, muita complexidade tanto no nariz quanto em boca, com notas de mel, damasco, nozes, além de ser equilibrado e longo.

Os preços citados na matéria são dos encontrados na rede de supermercados Carone.