Muita gente ainda pensa que os vinhos argentinos são todos iguais. Mas a vitivinicultura nesse país vem se desenvolvendo nas últimas duas décadas e novas castas e processos de produção surgem com ótimos resultados.

Um bom exemplo é o Corbec, elaborado pela Masi (Mendoza), vinícola italiana que dispensa apresentação. O vinho é um corte de 70% Corvina, variedade nativa do Vêneto, e Malbec, que utiliza do tradicional processo de passificação – marca registrada do Amarone e na qual a Masi é pioneira, que consiste em deixar as uvas em esteiras de bambu após a colheita para perderem água e concentrarem açúcar, aromas e sabores, dando origem a vinhos intensos.

O resultado na taça é um vinho rico, sedoso e cheio nuances, se diferenciando da grande maioria dos argentinos no quesito acidez e frescor, o que faz pedir um gole atrás do outro. Gostei bastante. ST (92) – R$ 240 – www.mistral.com.br