Os vinhos biodinâmicos, orgânicos e naturais estão virando tendência. Particularmente tem me dado um novo ânimo para seguir em frente na minha curta caminhada vínica. São vinhos puros, autênticos, mais francos e com muita história para contar.

Semana passada estive provando mais uva vez, porém com muita atenção, os três vinhos da safra 2008 de Nicolas Joly, vinicultor Francês, da região do Loire, pioneiro e uma das principais personalidades do vinho biodinâmico. Seus vinhos são constantemente citados como um dos melhores vinhos brancos secos do mundo.

Nenhuma outra propriedade no Loire desperta tanta paixão e opinião diversa como a propriedade de Coulée-de-Serrant. Muitos produtores lançam um olhar de inveja sobre suas premiadas vinhas Chenin Blanc, sem dúvida, o mais privilegiado terroir dentro da denominação. 

A propriedade começou sua atividade em 1839, quando foi projetada pelo arquiteto Edouard Moll. É uma residência de grande beleza, que sobreviveu a duas guerras mundiais e permanece praticamente inalterada até hoje. Passou por sucessivas gerações da família Walsh de Serrant do século 18 ao início do 19. Em 1840 a propriedade passou para família Trémoille onde permaneceu até 1894, quando, ameaçado com o custo de ter que replantar toda a vinha após filoxera, os Trémoïlles decidiram vender. O momento crucial da sua história veio em 1962, quando André Joly comprou a propriedade. Seu filho Nicolas continua até hoje com grande energia, defendendo suas opiniões controversas e apaixonadas.

As vinhas são totalmente certificadas “biodinâmica” desde 1985. São produzidos três vinhos distintos; todos a partir da casta Chenin Blanc, porém em diferentes terroirs e métodos de vinificação. 

O Les Vieux Clos (R$ 73,00), vinho de entrada da vinícola é 100% fermentado em aço inoxidável e produzido a partir de vinhas de menor expressão do terroir. Já o Clos de la Bergeri (R$ 110,00), é fermentado em barricas de carvalho de várias idades a partir de vinhas de baixo rendimento de um terroir diferente da Coulée de Serrant. E por fim, o Clos de la Coulée de Serrant (R$ 318,00), produzido a partir de vinhas de baixo rendimento, de terroir privilegiado, montanhoso, fermentado em barricas de carvalho novo. Na taça os vinhos se mostraram únicos e complexos, oferecendo um bouquet incrível (mel, damasco, remédio…) e paladar cheio de acidez, frescor e mineralidade. Uma loucura!!! Mas em minha opinião, a diferença entre os três não justifica. Comprarei o de entrada por 73 dilmas, uma verdadeira pechincha.

Os preços citados são de uma tabela promocional com 50% de desconto. Aos interessados > .