Mais uma vez a Confraria se reuniu no Bistrô “Sonho da Pulga” para jogar conversa fora, apreciar bons vinhos e uma gastronomia de primeira assinada pelos confrades, Aldir Manoel e Flavio Maraninchi.

Provamos seis tintos chilenos de primeira gama, todos da safra 2003 – chamada degustação horizontal – que nesse caso teve objetivo de avaliar o comportamento dos vinhos x uvas (maioria Cabernet Sauvignon) em regiões (maioria Maipo) de uma determinada safra (2003) e país (Chile). A safra 2003 no Chile foi muito boa para os tintos, com condições climáticas favoráveis.


A degustação foi boa, às cegas, como em todos os encontros, mas não chegou empolgar no geral. Num nível desses, com rótulos custando 400 reais em média, não se espera apenas bons vinhos, mas sim excepcionais.

Como era de se esperar, os vinhos estavam na meia idade, muito parecidos, concentrados, com a maioria apresentando muita madeira e uma fruta primária. Os vinhos que me chamaram atenção foram o Carmen Gold Reserve 2003 e o Viña Quebrada de Macul Domus Aurea. Vinhos parelhos, mais evoluídos, equilibrados, com taninos finos, cremosidade e certa complexidade. Nitidamente em fase de integração, porém fica a duvida sobre a longevidade de ambos. Segue as minhas notas:

Von Siebenthal Montelig 2003 – Vale do Aconcagua – 65% Cabernet Sauvignon, 25% Petit Verdot e 10% Carmenére – Nota: ST (88)

Concha y Toro Don Melchor 2003 – Vale de Maipo – 95% Cabenert Sauvignon e 5% Cabernet Franc – Nota: ST (90)

Viña San Pedro Cabo de Hornos 2003 – Vale de Maipo – 100% Cabernet Sauvignon – Nota: ST (90)

Casa Lapostolle Clos Apalta 2003 – Apalta, Colchagua e Rapel – 70% Carmenére-merlot e 30% Cabernet Sauvignon – Nota: ST (90)

Carmen Gold Reserve 2003 – Vale de Maipo – 100% Cabernet Sauvigon – Nota: ST (91+)

Viña Quebrada de Macul
Domus Aurea – Vale de Maipo – 86% Cabernet Sauvignon, 10% Merlot e 4% Cabernet Franc – Nota: ST (92)