A região do Alentejo no sul de Portugal é desenhada em uma linda paisagem, plana, com muitas florestas de sobreiros, responsável por 80% da produção de rolhas do mundo e dividida por várias sub-regiões, entre elas está Reguengos de Monsaraz, que pode ser identificada nos rótulos.

Várias uvas autóctones e algumas estrangeiras fazem parte do corte se seus vinhos. Entre as mais tradicionais estão Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouschet (francesa), Moreto e a Castelão Francês. Ainda podemos encontrar outras, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e a Syrah, que vem se dando muito bem por lá. Entre as brancas estão Antão Vaz, Arinto (Pedernã) e Fernão Pires (Maria Gomes).

Como em qualquer região vinícola, existem vinhos de vários níveis, desde os mais simples, aos topo de gama, verdadeiros néctar dos deuses. Hoje apresento os vinhos da Tapada do Fidalgo (marca feita exclusivamente para o Brasil – importado de Adega Alentejana) elaborados com uvas de vinhas próprias em Monte dos Perdigões, uma fazenda onde se localiza a adega.

A vinícola é propriedade de Henrique Granadeiro, executivo em grandes empresas portuguesas, nascido no Alentejo e apaixonado pela sua terra e pelos vinhos alentejanos. Faz parte do Conselho de Administração da Fundação Eugénio de Almeida desde 1987. A sua atuação foi e é fundamental para o crescimento contínuo que a Fundação Eugénio de Almeida alcançou nestes últimos 20 anos. Com esse currículo fica fácil de entender…

Os vinhos com preços entre “35 e 160 reais” foram apresentados ontem na Wine Store Carone, sob o comando Miria Carvalho, representante da importadora e Claudio Martins, diretor comercial da vinícola.

Tapada do Fidalgo Branco 2011 (13,5%) | Antão Vaz e Verdelho.

  • Aroma com muitas frutas tropicais, como abacaxi em calda e também algo de mel. Seguiu no mesma linha em boca. Sedoso, macio e fresco. Ideal para o verão que já bate na porta. R$ 35,00 | Nota: 84/100

Tapada do Fidalgo Rosé 2012 (13%) | Castelão, Syrah e Touriga Nacional

  • O rosé continua na moda, melhorando a cada dia em muitos países, entre eles se destaca Portugal. Esse rótulo, muito elogiado na prova, mostrou um visual cereja vivo, aroma intenso, frutado, lembrando groselha. Continuou encantando na boca. Chamou atenção pela concentração de sabores que se manteve até o final. Ao mesmo tempo encorpado e refrescante, com ótima acidez. R$ 35,00 | Nota: 87/100

Tapada do Fidalgo Tinto 2011 | (14%) – Alicante Bouschet, Aragonez, Tinta Caiada e Trincadeira – Vinificação ocorre parte em cubas de inox e parte em balseiros de Carvalho Francês –
Indicado pela Revista de Vinhos em Portugal como “Boa Compra”. 

  • Visual granada, aroma intenso lembrando frutas vermelhas maduras, com algumas nuances florais. Paladar macio e redondo. Um vinho simples, fácil de beber. Para o dia-dia. R$ 35,00 | Nota: 85/100

Tapada do Fidalgo Reserva Tinto 2008 | (14%) – Alicante Bouschet, Aragonez e Tricadeira – 12 meses em barricas de carvalho francês – Eleito vinho tinto do ano pela revista Gula 2011. 

  • Um vinho alentejano de muita classe. Aroma com algo de fruta fresca, lembrando alcaçuz, licor de cacau e especiarias. O ponto positivo foi sua evolução, que foi ficando mais intenso com mais tempo na taça. Paladar elegante, austero e longo. R$ 60,00 | Nota: 90/100

Poliphonia Signature Tinto 2009 | (14,5%) – 18 meses em barricas novas de carvalho francês seguido de 1 ano em garrafa – Eleito Melhor Vinho Tinto no Concurso Mundial de Bruxelas 2012.

  • As cegas falaria ser do novo mundo. Potente, concentrado e com toque bem nítido de madeira (muito bem colocada, não passando por cima da fruta). Um corte nada habitual de uvas de origem francesa que se adaptaram muito bem por lá: Syrah, Alicante Bouschet. O resultado da mistura agradou. Visual escuro com aroma intenso, com notas de coco, mas também de frutas. Evoluiu para caramelo. No paladar apesar da alta graduação, o álcool não aparece tanto. Final longo, com retrogosto intenso, mais uma vez marcado pelo coco. R$ 160 | Nota: 94/100