Crédito da foto: Bruno Agostini
Meses atrás, em Vila Velha, Romain Jousselin embaixador da marca Dom Pérignon no Brasil, conduziu um degustação inesquecível no qual tive o prazer de participar (confira aqui), com várias safras do seu célebre champanhe. Até aqui tudo normal (ou melhor, tudo ótimo, né!), mas o que chamou a atenção dos experientes convidados foi que as taças usadas para prova não eram do tipo de flute, no qual associamos aos vinhos espumantes ou champanhes. Pelo contrário, o champanhe foi servido em taças de vinho branco. O comentário naquele dia foi que com essa nova tendência se “perde” o glamour, já que no visual as bolinhas (perlage) ficam mais tímidas. Já no nariz notamos que os aromas foram potencializados. Mas não lembro se essa tendência foi debatida ou explicada de forma aberta e ampla.

Hoje, lendo sobre essa nova tendência, conheci a decisão final do chefe da cave Dom Pérignon, Richard Geoffrey, ”Não usamos mais copos flute, usamos copos Chardonnay”. Durante décadas a taça flute foi imposta pela indústria pelo seu formato que preserva as bolhas (o perlage).

No entanto, a Dom Perignon não compartilha essa ideia. E não só não compartilha, como iniciou um processo de evangelização para banir este estilo de taça. A razão, de acordo com Geoffrey é que com a taça flute não se pode apreciar e perceber a qualidade real de um champanhe. Ao contrario da maior, como a de vinho branco, que dá mais complexidade e permite que o champanhe alcance uma maior expressão.

Agora é testar e dar o veredicto final, pois na minha taça eu que mando! Rs