Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno Prazer & Cia | Jornal A Gazeta em 08/11/2013

A fim de reorganizar seu mapa vitivinícola, o Chile, através da Wines of Chile, acaba de aprovar três novas denominações – Costa, Andes e Entre Cordilheiras – que abrangem as atuais regiões a leste-oeste. Em relação às regiões de norte e sul, nada muda. Atualmente, uma Denominação de Origem define muito mais do que apenas o nome do lugar de onde vêm as uvas: preserva a identidade dos vinhos em todo o processo de produção, desde o plantio até o engarrafamento, atestando sua qualidade, sendo um diferencial no momento da compra pelo consumidor.

O que se pretende é desmembrar as atuais regiões em virtude das acentuadas diferenças de terroir. Em uma pequena área, entre os Andes e a costa do Pacífico, vinhos com características muito distintas se misturavam em uma mesma denominação de origem. É um trabalho longo, que deve se estender até 2020.

Conheçam as novas Denominações

Costa (em azul no mapa): Recebem influência do Oceano Pacífico. É marcada por temperaturas mais baixas, o que implica um período de amadurecimento mais lento das uvas e traz expressão aromática intensa, além de frescor e boa acidez. Características excelentes para brancos de boa acidez como Sauvignon Blanc , ou tintos leves como Pinot Noir.

Entre Cordilheiras (em verde no mapa): Uma das zonas vitivinícolas mais antigas do Chile. Com a mesma distancia entre o mar e a cordilheira, recebe a influência de ambos é dá origem a vinhos tintos encorpados e alcoolicos e com notável capacidade de guarda, como a Cabernet Sauvignon, Carmenere, Shiraz, entre outros.

Andes (em marrom no mapa): Cobre os vales a leste. É a cordilheira mais extensa do mundo. Sua altura, largura e o domínio da corrente fria de Humboldt impedem o deslocamento de nuvens que, de outro modo, provocariam significativa quantidade de chuva. Sua formação natural possibilita o controle da temperatura e sua altura permite o desenvolvimento de tintos e brancos em latitudes que em outras circunstâncias não entregariam vinhos de qualidade.

*Segundo Claudio Cilveti, managing director da Wines of Chile, o Brasil é um dos mercados prioritários e ocupa a 6ª posição no ranking de exportações de vinhos do Chile, em volume e em valor.  42,6% do consumo de vinho importado no Brasil vêm do Chile.