A convite de Vanderlei Martins (Carone), o Blog Vivendo a Vida, participou de um “wine dinner” promovido pelo grupo LVMH, detentora da marca de Champagne Dom Pérignon. Para isso o Wine Store Carone preparou uma experiência inesquecível e inédita, pela primeira vez aberta ao público no Brasil.

A degustação foi conduzida pelo embaixador da marca Dom Pérignon no Brasil, Romain Jousselin, e Lucio Rossi (gerente comercial) que apresentaram as quatro faces do champanhe: Dom Pérignom safra 2002, Dom Pérignon safra 2003 – Edição especial assinada pelo cineasta David Lynch, Dom Pérignon Rosé safra 1999, uma raridade e Dom Pérignon Rosé safra 1998 magnum (1,5l), considerado por Richard Geoffroy, chef-de-cave de Dom Pérignon, a joia da Maison.

Silvestre Tavares (Blog Vivendo a Vida) e Romain Jousselin (Embaixador da Dom Pérignonno Brasil)

Romain Jousselin entre Junior Carone e Lucio Rossi

Olicio Santana, Vanderlei Martins e a Chef Arlete Nunes

Foram apenas 25 seletos convidados, onde, além dos quatro rótulos emblemáticos de Dom Pérignon, saboreamos um cardápio exclusivo, elaborado pela chef Arlete Nunes, especialmente preparado para acompanhar esta degustação única. A sensação foi que realmente, pratos e os vinhos nasceram uns para os outros, um verdadeiro prazer.

História

A história de Dom Pérignon o monge, que em 1668 foi nomeado para servir na abadia de Hautvillers, diz a história que acidentalmente “descobriu o Champagne” – o processo da segunda fermentação na garrafa – declarando a conhecida frase, “Venham rápido! Estou bebendo estrelas!”.

A produção

Elaborada unicamente nos anos de excepcionais safras, a Cuvée DOM PÉRIGNON é produzida a partir das castas nobres de uvas Chardonnay e Pinot Noir dos vinhedos selecionados entre os melhores “crus” da região. Depois de um longo envelhecimento nas adegas subterrâneas (entre 6 e 8 anos), o champanhe adquire toda a sua fineza e complexidade. Mas, para alcançar essa sensação, o champanhe tem, desde o início, uma proporção que varia de 40% a 60% dessas duas uvas. É o limite, embora a presença delas no assemblage (mistura dos vinhos que, depois da segunda fermentação, resultará no champanhe) seja variável. São produzidas cerca de 5 milhões de garrafas de cada vintage. A Pinor Meunier, casta permitida em Champanhe, não é usada. Também não usadas barricas de carvalho na produção.

Guardanapos de linho personalizados estavam à espera dos convidados.

Na taça

Acredito que qualquer enófilo gostaria de participar inesquecível experiência. Devido à ordem de serviço indicada Romain Jousselin, começando pela safra mais nova, foi possível avaliar na taça a evolução de sabores e aromas e consequentemente o seu potencial de guarda. Fomos transportados em por panorama de comportamento futuro do Champagne Dom Pérignon, que pela grande estrutura, à medida que envelhece, torna-se mais complexo e profundo, preservando seu frescor e estilo único.

Entendemos como eles trabalham os vinhedos e também como vinificam, que segundo o embaixador da marca, inspira-se diretamente na filosofia do monge pela busca da perfeição na elaboração do champanhe, valorizando, sobretudo, o rigor na vinha, buscando o maior potencial da uva, não se esquecendo de sua elaboração.

Das safras apresentadas, 2003, 2002, 1999 e 1998, todas, sem dúvidas são verdadeiras referências para uma longa e promissora guarda. Porém se tivesse que escolher somente uma para comprar, seria a 2003, não somente pelo potencial de guarda que possui, e sim, unicamente pelo prazer que me proporcionou naquele dia na taça.

Eu sei que é um produto para poucos em virtude do seu preço, mas garanto que a satisfação de apreciar é única. Aos que puderem, não deixem de provar.

Dom Pérignon Vintage 2003 brut – “Edição especial assinada pelo cineasta David Lynch”

Inspirado na ideia de poder da criação, Lynch foi procurar referencias nas ficções científicas para desenvolver as embalagens. As garrafas levam um brasão metalizado, criado pelo próprio cineasta, com cores diferentes.

Na taça mostrou um perlage finíssimo, notas florais e cítricas, com destaque para o tostado (panificação), resultado do contato prolongado com as leveduras. Um vinho de médio corpo, muito elegante, com paladar extremamente fresco, e mineral, com ótima acidez e persistência eterna. R$ 749,80 – Nota: 95/100

Harmonização: 1ª Entrada > Carpaccio de haddock ao molho especial de tomate seco

Dom Pérignon Rosé Vintage 2002 – Garrafa Magnum

Aqui já começa apresentar mais evolução, perlage fino, delicado, com nariz explodindo em aromas, com fruta fresca, com nítido cítrico, entrelaçadas com notas florais delicadas. Na boca equilíbrado, com ótima acidez, e um final longo. Nota: 93/100

Harmonização: 2ª entrada > Queijo goldan,queijo grana padano, jamon espanhol e mini vol-au-vents de babaganuche

Dom Pérignon Vintage 1999 – Uma raridade

Visual acobreado, âmbar. O perlage é fino, delicado, e interessante. Some com tempo, se transformando em um vinho tranquilo. Um Champagne diferenciado, que apesar dos seus 14 anos de vida não perdeu frescor, e nem intensidade aromática. Notas cítricas, e de frutas secas, com leve toque de doce de leite, completam as sensações deste excelente Champagne. Bem adegado, vai evoluir muito ainda na garrafa. Nota: 94/100

Dom Pérignon Rosé Vintage 1998 – Garrafa Magnum

Considerado por Richard Geoffroy, chef-de-cave de Dom Pérignon, a joia da maison, o champanhe Rosé safra 1998 tem uma perfeita escolha das uvas brancas que complementam um equilíbrio da forte personalidade das uvas tintas, seguido do envelhecimento de oito a dez anos nas adegas. Sublime! Visual casca de cebola, untuosa espuma, finíssimo perlage, e uma riqueza aromática e gustativa fazem do Dom Pérignon Rosé um champanhe especial. Refrescante e sedosa. Nota: 93/100

Harmonização: Prato Principal > Medalhão de salmão na manteiga de ervas acompanhado de musselini de baroa

Harmonização: “Vinho do Porto” – Sobremesa > Tartelette de creme grego com calda de frutas vermelhas.