Bom tarde amigos, me desculpem pela ausência prolongada aqui no blog. Como informado nesse meio tempo, tive o privilégio de visitar Portugal, em uma verdadeira viagem dos sonhos.

Cheguei no dia 7 pela manhã, fui recebido no aeroporto de Lisboa pelo amigo Dias Lopes, revista Gosto. Chovia e o clima estava fechado, mas a vontade de conhecer o país só me deixava ver o melhor. Portugal é linda, gostosa, amigável. Foram 7 dias intensos, no qual ganhei muito conhecimento vínico, comi e bebi muito bem.

Logo na saída do aeroporto partimos para o Alentejo, uma região quente e extensa, com aproximadamente 20 mil hectares de vinhas, que se apresentam em uma paisagem plana, com várias florestas de sobreiros, que produz a cortiça, matéria-prima da rolha. Mais de 55% da cortiça do mundo vem de Portugal, principalmente das planícies do Alentejo. E do produto final são 85%.

A região representa bem a melhora do vinho de Portugal. No passado a região produzia tintos e brancos duros, alcoólicos, consumidos em sua maioria em balcões de bares e tascas. Por lá, o nível técnico também era ruim. Era comum acontecer fermentações em altíssimas temperaturas, gerando um produto final rustico, como resultado final acima descrito. Atualmente as coisas melhoraram muito com a chegada modernos equipamentos, como os de controle de temperatura. Apesar da sabida crise, Portugal em geral, mostra progresso no mundo do vinho.

Os vinhos do Alentejo que são feitos em várias sub-regiões. As principais são: Portalegre, Borba, Redondo, Évora, Vidigueira, Moura, Granja Amareleja e Reguengos de Monsaraz, que seus nomes aparecem nos rótulos. As uvas mais utilizadas são a Trincadeira, Alicante Bouschet. A Alicante Bouschet apesar de sua origem francesa, está no Alentejo há muito tempo. Atualmente, também encontramos uvas, Touriga Nacional e, de outros países, como a Cabernet Sauvignon e Syrah, que vem apresentando bons resultados.

Como em qualquer região e país, existem vinhos de vários níveis, desde os mais simples a alguns notáveis. Mas atualmente os vinhos portugueses se posicionam mundialmente pela excelente relação qualidade preço.

Na chegada a região fui recebido pelos irmãos Luis e José Nunes Barata (proprietários de uma quinta na região, Nunes Barata, no qual falarei mais a frente), no Restaurante Afonso, localizado em Mora, distrito de Évora. Local: Mora, Mora, Rua de Pavia, 1 – Telefone: 266403166 – Horarios: Todos os dias das 12:00 às 15:00 e das 19:00 às 23:00 – Website: http://www.restauranteafonso.pt – Preço: 25€ – Cozinha: Alentejana

Uma casa agradável, tradicional, confortável, com tijolinhos e quadros na decoração. As garrafas de vinhos expostas nas prateleiras colaboram para dar um ar simpático ao ambiente.

Luís Nunes Barata, Dias Lopes, Silvestre Tavares e José Nunes Barata

Com uma cozinha espetacular e variada, que utiliza os produtos da terra, o Restaurante Afonso comandado por Afonso das Neves Mendes e sua esposa Dª Bia é considerado um dos melhores lugares para apreciar a gastronomia do Alentejo. O destaque são os pratos de caça, que são servidos durante todo o ano. A carta de vinhos é criteriosa com bastante oferta e cobrindo boa parte da produção da região e também com excelente variedade de rótulos de safras antigas.

As migas à alentejana constituem um dos mais conhecidos pratos da gastronomia do Alentejo. Tal como as açordas e outros pratos desta região portuguesa, o ingrediente de base é o pão, produto tradicional do Alentejo (antes chamado de “celeiro” de Portugal, devido à produção de cereais que, entretanto, tem decaído bastante). A carne utilizada é a de porco, outro produto regional com grandes tradições. Essa que provei foi de Aspargos.

A Perdiz à dona Bia (23,50 €) – com um molho que leva “14 ingredientes”, apresenta sabor e aromas únicos. Digno de Louvor!

Porco Preto 16€ – A  Carne de Porco Preto é muito macia e suculenta. Estas características devem-se essencialmente à distribuição equilibrada de músculo e gordura, insaturada e rica em ácido oleico, com elevadas componentes de antioxidantes e um moderado percentual de colesterol.

Em geral, o Porco Preto possui uma cabeça pequena, focinho saliente, pescoço curto mas musculado e extremidades das patas finas, mas longas e bastante resistentes. A sua pele e unhas são negras, daí o Porco Preto ser também conhecido como “Pata Negra”.

O Porco Preto Alentejano é único dentro do sabor requintado  e resultam assim, numa qualidade incomparável.

O Porco Preto Alentejano com uma alimentação que consiste num regime extensivo de pastoreio nos campos, em montado de azinheiras e sobreiros pasta em total liberdade no montado durante 18 a 24 meses, percorrendo 2 a 3 ha por dia, na busca de alimentos disponíveis- bolota e pasto.


Sobremesas variadas de 2 a 4 €

Assinando o livro de presença no restaurante!

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