Cada vez gosto mais dos vinhos portugueses. Essa predileção foi confirmada em uma degustação informal semana passada com vinhos de Lisboa, e presença do Export Manager da Quinta do Pinto, Pedro Fonseca, na calçada do restaurante argentino La Dolina.

Com grande tradição vitivinícola, Alenquer, uma pequena vila de Lisboa é terra de conhecidas casas de vinho, Chocapalha, Quinta do Monte D’oiro, Pancas, entre outras. São produtores com nomes já respeitados que integram o que alguns chamam das Quintas de Alenquer.

Quinta do Pinto é um projeto relativamente novo, que promete se juntar as boas casas de vinho da região. Durante muito tempo abandonada, renasceu fruto da paixão de um enófilo que quer deixar a sua marca.

Comprada em 2003 com o nome de Quinta do Anjo por Afonso Pinto, a propriedade estava abandonada, mas tinha uma historia de ligação ao vinho desde o século XVII. Rapidamente 100 hectares foram modificados, com o plantio de uvas que mostram o gosto francês do proprietário, Marsanne, Roussanne, Viognier, Cabernet, Chardonnay, entre as 19 variedades locais e internacionais plantadas por lá.

O nome Quinta do Pinto surgiu porque o vinho que se produzia nessa propriedade no século XVII valia mais que um Vintém, Pintos, uma moeda pequena de ouro vigente na época. Mais informações sobre a vinícola aqui.

Da vinícola provei dois vinhos, um branco e um tinto. O primeiro Vinhas do Lasso Colheita Selecionada 2010ST (88) – R$ 90,00 – um branco com um corte inusitado, castas portuguesas (Arinto, Fernão Pires) com pequena parcela das francesas (Sauvignon Blanc e Chardonnay). Mostrou um visual amarelo dourado, aroma intenso, com notas de frutas tropicais, florais e minerais. Fácil de beber, com boa acidez, certa cremosidade, pedindo refeição

O tinto Vinhas do
Lasso Colheita Selecionada 2009ST (88) – R$ 90,00 – também é um corte com a uva portuguesa (Touriga Nacional) junto as francesas (Syrah e Cabernet Sauvignon), com estágio por 9 meses em barricas de carvalho francês. Visual escuro. Um vinho diferente, com uma fruta parecendo passificada, evoluindo para compota de figo. Equilibrado e com boa concentração em boca. Já pronto, mas deve evoluir bem na garrafa. Também pede comida. Foi harmonizado com um sanduba (foto acima) e a Tagliatta (abaixo). Uma ótima combinação.

Os vinhos são importados pela Da Confraria.

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