Será que o mítico Le Pin é realmente um vinho excepcional na taça? Vale os R$ 9,900.00 reais cobrados aqui no Brasil?

Para responder essas perguntas precisamos entender alguns fatores. Tudo começa pela condição financeira de quem prova, seguindo pela a lei da oferta e da procura, terroir…

Mesmo não sendo classificados oficialmente, os grandes vinhos do Pomerol como o Le Pin e o Petrus, têm preços elevados, frequentemente mais altos, inclusive, do que os famosos Premier Cru.


Trata-se de um dos vinhos mais cultuados do mundo. Sua historia começou com a compra da propriedade pala família belga Thienpont em 1979. Raro, é cultivado em apenas “2 hectares” de terra em Pomerol (França), resultando em 600 caixas por ano, uma quantidade muito pequena. Elaborado em um porão de uma casa tão modesta que não leva nem o nome de Château. Um verdadeiro “vinho de garagem“. Seu corte é majoritariamente Merlot, com pequena quantidade de Cabernet Franc.

O nome Le Pin surgiu em homenagem a um pinheiro solitário que se encontrava na propriedade.

Mesmo sendo considerada uma safra ruim, na taça se mostrou muito elegante, com aroma difícil de definir, destacando própolis, complexo, com muitas nuances. Único.

Infelizmente a garrafa estava sem o rótulo, mas a safra estava carimbada na rolha como pode ver na foto acima.

Esse vinho foi aberto pelo amigo Gustavo Varella em homenagem a Antônio Carlos Leite (André Andrès). Além dele, foram abertos um Weinert 1983, Balthus 2005, Seña 2007 e um Alvear Pedro Ximenez 1927. Tudo harmonizado com belos pasteis de carne. Participaram dessa degustação além dos citados acima, eu, Sidney Santigo e Rafael Machado que gentilmente abriu a sua Espaço DOC para o encontro.  

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