Todos sabem que a Cave Geisse é um dos mais respeitados e reconhecidos produtores de espumante do Brasil e do Mundo. Mas poucos sabem que agora assina um Champagne Premier Cru.

Na tarde desse sábado tive o privilégio de provar em primeira mão, sendo o primeiro blog a postar uma opinião pessoal sobre o primeiro lote do Champagne Cave Geisse Philippe Dumont Premier Cru, garrafa nº 00176 das 1500 produzidas. Esse Champagne é o resultado da parceria entre duas famílias que compartilham a mesma filosofia de trabalho, a Dumont francesa e a Geisse brasileira.

O projeto teve inicio em 2007 quando os Geisse receberam em sua vinícola, em Pinto Bandeira, o francês Philippe Dumont, proprietário de pouco mais de 5 hectares Premier Cru em Chigny-les-Roses – Reims, com mais de 300 anos de tradição na região. Philippe ficou encantado com a qualidade e o estilo dos espumantes elaborados por Mario Geisse, e as afinidades em virtude da filosofia de trabalho de ambas as famílias acabaram em um convite para que Mario Geisse fosse elaborar o primeiro champagne com rótulo brasileiro.

São 1.500 garrafas, já que o volume de produção nas terras com denominação Premier Cru é muito limitada e o valor das áreas com esse padrão de qualidade pode chegar a 1,5 milhões de Euros por hectare. Dos cerca de 200 vilarejos da Champagne, apenas 43 têm direito a utilização da denominação Premier Cru, designação concedida a pouquíssimos produtores da região em função da alta qualidade e da localização de seus vinhedos.

Avaliação Pessoal:
ST (93) – 50% Chardonnay / 50% Pinot Noir – 12,5% – Produção por hectare: 8000 kg – Colheita: Setembro – Método de elaboração: Champenoise / Tradicional – Tempo de fermentação:  Aprox. 180 dias – Tempo de amadurecimento: 36 meses – Graduação de Açúcar:12 gramas por litro – Produção: 1.500 garrafas – R$ 290,00 em Vitória.

  • Visual amarelo palha clarinho, perlage com bolhas pequenas, numerosas e de boa persistência. O nariz apresenta notas de brioches e panificação dominando (sem tosta), frutas brancas, e um mineral bastante destacado. O paladar tem ótima acidez, encorpado, com boa concentração de frutas brancas, excelente persistência e delicioso retrogosto, com destaque para as leveduras. Deve melhorar com mais alguns anos de adega. Um grande champagne, digno dessa parceria entre dois grandes produtores.

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