Dando seguimento aos comentários da viagem ao Sul do Brasil, falo hoje um pouco sobre a visita a vinícola Casa Venturini. A vinícola está localizada coração da Serra Gaúcha, interior de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. Terra do Galo, lugar onde as tradições e mitos da imigração italiana foram preservados.

A história da vinícola começou em 1989, com uma estrutura familiar antiga, que nasceu na região nos anos 1970. No final dos anos 1980, uma joint-venture de São Paulo juntamente com um enólogo gaúcho assume a vinícola. Com o passar dos anos, a vinícola passou por uma cuidadosa reestruturação, porém mantendo suas características originais. Tudo de olho na qualidade, mas sem perder a herança cultural.

Em 1997, com nova mudança societária, a empresa passa a chamar-se Góes & Venturini. Em 2001, começa a produção da linha de vinhos finos, colocando no mercado produtos que posteriormente passariam a ser premiados em todo o mundo.

Em 2009, ao completar 20 anos, o empreendimento inicia uma nova etapa abrindo o parque vitivinícola para visitação turística, entrando no enoturismo do Brasil.

Felipe Bebber enólogo da vinícola.

Como estávamos com pouco tempo para a visita, partimos direto para a degustação de um de seus melhores vinhos, uma vertical do Chardonnay coma as safras de 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e a 2012, um verdadeiro privilégio.

Super premiado o Casa Venturini Chardonnay pelo 4º ano consecutivo fica entre as 16 amostras mais representativas da Avaliação Nacional de Vinhos, o evento mais importante do Brasil, no qual tive o privilégio de participar este ano. O melhor de tudo, o vinho custa R$29 na vinícola.

Não vou aqui fazer uma descrição individual dos vinhos. Achei todos muito parecidos, com notas de melão, banana e abacaxi. Na boca, um corpo médio, bom equilíbrio entre a acidez e álcool, sem amargor final. Retrogosto frutado, confirmando as notas do nariz e uma persistência final média. Destaque para a safra 2012 que apresentou bastante frescor, lógico, pela sua juventude.

Outro vinho degustado foi o Casa Venturini Tannat 2009, que também na Avaliação Nacional, figurou entre os 30% mais representativas (SAFRA 2012). Um vinho com bastante estrutura, com 18 meses em barricas de carvalho, aromas de boa intensidade, fruta escura, tostado, toque animal. Vinho seco, acidez correta, equilibrado em álcool, corpo médio, tânico, com final de média persistência. Custa também R$29,00 na vinícola.

Viajei ao Rio Grande do Sul a convite do IBRAVIN, para mais uma edição do Projeto Imagem.

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