“Cuidado, a vida é pra valer. E não se engane não, tem uma só. Duas mesmo, que é bom, ninguém vai me dizer que tem sem provar muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu, e assinada embaixo: Deus! e com firma reconhecida.” Vinícius de Moraes

Vitória recebeu pela primeira vez um dos maiores entusiastas do vinho mundial, José Alberto Zuccardi, uma pessoa simples, de fino trato, que transmite uma energia positiva por onde passa. Um enólogo de bem com a vida!

Sentados: Gilson Pimentel (Ravin/ES), Ricardo Ferrari (Gerente Ravin), Alberto Zuccardi e Julio Lemos (Restaurante Papaguth). Em pé: Silvestre (Blog Vivendo a Vida)

Fundada há mais de 49 anos, a vinícola Zuccardi é grande produtora de vinhos argentinos. A sua frente está José Alberto que sem medo e tomado pela sua paixão ao trabalho se dedicou a produção de vinhos de alta gama, elevando seu “negócio” familiar em uma vinícola respeitada mundo afora. No ano de 2000 foi o ano de início de novos projetos, aos quais foram progressivamente somando-se as novas gerações da família. Sebastián, o primogênito dos três filhos de José Alberto, encontra-se a frente dos vinhedos, tornou-se o engenheiro agrônomo e enólogo responsável pela vinícola.

Para apresentar alguns de seus rótulos, Zuccardi recebeu a imprensa especializada para um almoço descontraído dia 20 de Agosto no Restaurante Papaguth, especializado na culinária regional capixaba, é reconhecido pela qualidade da sua cozinha, à base de frutos do mar e peixes, preparados pelo Chef Júlio Lemos.

Olha o visual da mesa, ajuda bastante, não?

Séries A (o “A” vem de Argentina), e Q (que vem de Qualidade)

Os vinhos degustados neste dia foram: Zuccardi Serie A Torrontés ST (86), R$ 89,90, um vinho delicado, fresco, com destaque na ausência daquele floral intenso (mais elegante, menos enjoativo) e uma fruta branca madura, seguindo para o Zuccardi Q Chardonnay ST (90), R$ 110,00, um branco amanteigado, com elegância, notas de mel e amêndoas (coisa muito fina), Zuccardi Serie A Bonarda ST (84), R$89,00, muito frutado, taninos ainda firmes, acidez viva, com final de boca intenso e de média persistência. Também fez parte deste encontro a novidade Malamado Viognier ST (87), R$79,00, o primeiro fortificado branco da Argentina. Apresenta um visual amarelo ouro, aromas que lembram damasco, mel e nozes. O paladar é leve, fresco, baixa untuosidade, acidez moderada, confirmando as notas de damasco e mel, finalizando uma persistência média. Harmonização indicada seria uma torta de nozes. Assista ao vídeo.

Além dos vinhos tivemos a oportunidade de provar três azeites produzidos pela vinícola; Frantoio, uma variedade originária da Toscana, na Itália. Foi introduzida na Argentina no início do século XX e teve ampla difusão a partir de 1930, com o auge da olivicultura nacional. Muito verde com notas de ervas frescas recém cortadas. Sabor de azeitonas frescas, acompanhado de um gosto doce e levemente picante. Manzanilla é originária da Andaluzia, na Espanha. Foi introduzida na Argentina aproximadamente em 1940 para ser utilizada como polenizadora da variedade Arauco, porque sua floração ocorre ao mesmo tempo desta. Forte presença de ervas com notas frutadas. Frutado lembrando à casca de maçã agradavelmente amargo com final levemente picante e fresco. Arauco, única variedade verdadeiramente Argentina. Foi desenvolvida a partir da erradicação de oliveiras ordenada pelos Reis da Espanha no século XVIII, com a finalidade de evitar a concorrência com a produção européia. Aroma de grama cortada. Frutado, característico amargor e picante no final, que lhe dão um rasgo nobre muito expressivo e selvagem ao mesmo tempo.

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