Lembro-me com alegria quando comprei algumas garrafas deste Alentejano, Cortes de Cima Incógnito 2002 e 2003 anos atrás, por aceitáveis 98,00 reais. Hoje é um vinho que beira os 300,00 reais. Em um jantar com amigos por estes dias decidi abrir uma garrafa 2003 para verificar a sua evolução, já que há um ano não o provava. Costumava pecar pela potência e pela fruta meio doce, beirando o enjoativo.

A história da vinícola Cortes de Cima começou em 1988 quando Hans e Carrie Jorgensen cruzaram o Atlântico de barco e descobriram no velho mundo um terroir perfeito, o Alentejo em Portugal.

O nome Incógnito veio quando introduziram a uva Syrah e a colocaram como seu principal desafio. Naquela época, a Syrah era proibida na região demarcada do Alentejo. Ai, mesmo assim foi vinificado e engarrafado o primeiro vinho com 100% de uvas Syrah, que foi batizado de Incógnito, onde não constava a descrição na garrafa sobre a variedade da casta, assim não perdendo a classificação de D.O.C.

Avaliação Pessoal: ST (91) Cortes de Cima Incógnito 2003

  • Na taça mostrou que o tempo te fez muito bem. Visual granada de média intensidade, com halo de evolução. Aromas lembrando notas balsâmicas, chá mate e uma fruta vermelha mais contida, groselha no fundo de taça. Ótima acidez (frescor), bem equilibrada com o teor alcoólico. Taninos de ótima qualidade. Retrogosto de frutas vermelhas e especiarias. Persistência longa.

Portugal – Alentejo – 14,5% – Syrah 100% – importador Adega Alentejana

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