No Brasil, pouco se conhece sobre vinhos de sobremesa e, por isso, não se tem o hábito de brindar nessa hora. Mas o rótulo ideal proporciona aquele grand finale que um jantar festivo merece. Na semana passada pude apreciar e finalizar um jantar com um ótimo vinho de sobremesa de Sauternes, o Château Lamothe 2003.

Em Sauternes, a artista principal é a uva Semillón, podendo ter como coadjuvante a Sauvignon Blanc e a Muscadelle. Brancos da região francesa de mesmo nome, onde as parreiras sofrem a ação do fungo botytis cinerea, que torna porosa a casca, fazendo com que as uvas percam água. Daí, a concentração natural de açúcar aumenta. São chamados de vinhos “botritizados“. 

Lá se produz um dos mais famosos vinhos doces do planeta, o Château d’Yquem, com produção tão baixa que dizem que se gasta um pé de uva para um copo de vinho.

Avaliação Pessoal: ST (94)

  • Visual amarelo ouro. Nariz de mel, casca de laranja discreta e um condimentado que sempre interpreto como sendo oriundo da Botrytis. A boca confirma o nariz com boa densidade, acidez suficiente para manter o conjunto equilibrado e ótima persistência. Uma ponta a mais de acidez seria bem-vinda, mas do jeito que está já está bom demais. Um relativamente jovem Sauternes que promete ainda muitos anos de alegria.

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