Fundada em 1797, a Louis Latour é uma empresa familiar de grande tradição, que construiu sua reputação com base no equilíbrio entre tradição e inovação e se tornou reconhecida internacionalmente pela qualidade dos seus tintos e brancos. 

A família Latour se dedica à viticultura desde o século XVIII (antes da fundação da vinícola) e vem construindo, geração após geração, um Domaine singular na Borgonha com cerca de 50 hectares. Este Domaine é proprietário da maior extensão de vinhedos Grand Cru da Cote d’Or, com um total de quase 29 hectares. 

Todas as uvas dos vinhedos próprios do Domaine Louis Latour são vinificadas na histórica adega construída em 1834 no Château Corton Grancey, em Aloxe-Corton. Trata-se da primeira adega planejada construída na França e a mais antiga ainda em operação. Distribuída em níveis no interior de uma suave colina, a adega é composta por um sistema que permite ao processo de vinificação o uso da força da gravidade para movimentar uvas, mostos e vinhos. Eliminando, assim, a agressividade e eventual oxidação decorrente do bombeamento. 

A Louis Latour foi pioneira na produção de vinhos de qualidade a partir das uvas Chardonnay e Pinot Noir fora das fronteiras da Borgonha. Seus vinhos produzidos nas regiões de Ardèche e Côteaux de Verdon vem conquistando prestígio e mercados pela excelente qualidade, raramente encontrada fora da Borgonha. 

Em 1997 a vinícola celebrou seu bicentenário e foi admitida no exclusivo “Club Hénokiens”, restrito apenas a empresas líderes em seus segmentos de mercado, que permaneçam familiares, tenham uma história de ao menos 200 anos e ainda possuam o nome de seu fundador. Só existem, aproximadamente, 40 dessas empresas no mundo!

Avaliação Pessoal: ST (90) – França – Bourgogne – 100% Chardonnay – 13% – Importador Aurora/Inovini – Fermentado e amadurecido em tanques de aço inox, com maloláctica total.

Comprei uma boa quantidade deste vinho, safras 2006 e 2007 e estou degustando a segunda garrafa 2006. A princípio fiquei cabreiro com a sua integridade, pelo local da compra e por não ser uma safra nova, fator a se prestar atenção em vinhos mais simples, mais ainda sendo um branco. A primeira foi boa, a segunda na qual pude harmonizar com um Budião (peixe) temperado com cebolinha, tomate, alcaparras e “coentro”, um tempero difícil de harmonizar, foi bem melhor, casou muito bem. A próxima harmonização será com uma moqueca.

Visual amarelo dourado, nariz apresentando, mel, damasco, nozes, fruta cítrica, mateguinha leve e muita mineralidade. Na paladar é um vinho de corpo médio, ótima acidez, confirmando a mineralidade e a fruta cítrica anunciada no nariz, muito frescor e um final agradável e persistente.

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