Uma das minhas curiosidades anotadas para conhecer em minha recente viagem ao Sul do Brasil era a taça especialmente elaborada para o espumante brasileiro. Logicamente com espumante dentro, rsrsrs. Pois bem, em uma visita relâmpago a Dom Laurindo, que não estava no roteiro, além de provar raridades que falarei posteriormente, tive a oportunidade de testá-la. Realmente, além do belo desenho, melhora muito o seu desempenho. O benefício maior é no perlage, vira um vulcão. Nos aromas não senti tanta diferença, com uma normal ao lado. Segue abaixo informações técnicas retiradas no site da Embrapa.


Desenvolvida por meio de uma parceria entre Embrapa Uva e Vinho, Associação Brasileira de Enologia (ABE) e Cristallerie Strauss, a Taça doEspumante Brasileiro foi lançada em “2009″ para mais de 750 apreciadores de vinho durante a 17ª Avaliação Nacional de Vinhos, em Bento Gonçalves.

Confeccionada artesanalmente em fino cristal, a Taça do Espumante Brasileiro apresenta linhas finas e elegantes, um bojo sinuoso que valoriza a formação do perlage (borbulhas), uma boca estreitada que concentra a liberação de aroma e um encaminhamento da nobre bebida para o prazer dos consumidores.

Desenvolvendo a Taça

O desenvolvimento da taça contou com o conhecimento das parceiras Embrapa Uva e Vinho, a Associação Brasileira de Enologia e a Cristallerie Strauss, que se dedicaram não apenas em utilizar todo o conhecimento técnico de suas equipes, em suas áreas de atuação: pesquisa, enologia e confecção de cristais, mas também reuniram e ouviram a opinião dos principais agentes envolvidos na elaboração, comercialização e promoção do espumante brasileiro.

Segundo o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e Diretor de Degustação da ABE, Mauro Zanus, um dos idealizadores da ideia, não bastava desenvolver a taça e apresentar para o setor vitivinícola. “Além de desenvolver uma taça adequada as características do espumante nacional, tinha-se que promover um processo de legitimação do produto, algo que fosse discutido e validado pelo setor vitivinícola”, comenta.

O processo de desenvolvimento da Taça ocorreu em quatro etapas, com a participação de profissionais qualificados das principais entidades do setor de vinhos do Brasil (veja lista completa abaixo). Na primeira etapa, profissionais avaliaram apenas o aspecto visual dos 26 modelos de taças existentes, considerando originalidade, estética e funcionalidade. As avaliações foram individuais, sem a permissão de comentários.

Na segunda etapa, em condições de laboratório, fez-se a avaliação técnica das seis taças melhor pontuadas na etapa anterior. Nesta fase, os participantes foram solicitados a avaliar a qualidade da taça em uma situação real de prova, com um espumante típico da Região Sul do Brasil.

A terceira etapa ocorreu na Cristallerie Strauss com pequenos ajustes nas dimensões de altura e diâmetro de bojo das duas taças que apresentaram maior pontuação e também seguindo critérios técnicos apontados pelos especialistas da Cristallerie. A última etapa foi o teste final pela pela diretoria da ABE, a qual confirmou sua adequação técnica para a valorização das características do espumante brasileiro.

A arte da confecção da taça

A Taça do Espumante Brasileiro é feita manualmente por artesãos extremamente habilidosos formados na própria indústria. A matéria-prima utilizada para a confecção do cristal é criteriosamente selecionada, desde a areia, bem como os componentes químicos que farão parte da sua composição (Bórax, Carbonato de Sódio, Carbonato de Potássio, Nitrato de Potássio, Óxido de Arsênico e Litargírio 24% PbO).

A fusão plena destes elementos acontece a uma temperatura de aproximadamente 1460ºC. Estando pronta a fundição, inicia-se o processo de fabricação do produto, onde o profissional colhe o material do forno por intermédio da cana de vidreiro que será soprado em um molde específico de acordo com o design da peça.

As fases seguintes serão a confecção da haste e a colocação da base da taça. Estas peças irão passar por um forno de alívio de tensões, ou seja, que irão acomodar as moléculas que se encontram desarranjadas em sua composição, evitando assim que ocorram os devidos choques térmicos em seu manuseio.

Os procedimentos de beneficiamento acontecem logo após o corte da capa, as bordas internas e externas das peças são suavemente lixadas e polidas por profissionais hábeis e qualificados para este serviço.

Definindo a taça

O processo de escolha da taça contou com a participação das seguintes instituições: ABE, Afavin, Agavi, Aprobelo, Apromontes, Aprovale, Asprovinho, Aviga, Confraria Amavi, Confraria da Vinha, Confraria do Champagne da Serra Gaúcha, Confraria do Vinho e do Champanha das Mulheres Bento Gonçalves, Confraria do Vinho em Bento Gonçalves, Confrariados Cavalheiros do Vinho, Confraria L’Arte Del Vino de Flores da Cunha, Consórcio de Produtores de Espumantes de Garibaldi, Embrapa Uva e Vinho, Fecovinho, Febave, Fenachamp, Fenavinho, Fisul, Ibravin, Escola de Gastronomia UCS/ICIF, ICTA/UFRGS, IFRS Campus Bento, Laren, Ministério da Agricultura, Rota dos Espumantes, Secretaria da Agricultura, Sindivinho, Uvibra e Wines from Brazil.

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