A convite do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), fui para o Sul do Brasil entre os dias 14 a 19 de fevereiro visitar algumas vinícolas da região. Estava acompanhado de 12 jornalistas de várias localidades: Flavia Gusmão (Jornal do Comercio – Recife), Izakeline de Paiva Ribeiro (Jornal Diário do Nordeste), Jeriel da Costa ( Blog do Jeriel), Jorge Carrara ( Revista Prazeres da Mesa e Site Basílico), José Maria Aguiar Santana ( Revista Gosto), Naiobe Quelem de Oliveira ( Site Quero Comer), Oscar Daudt ( Site Enoeventos),Rafael Luiz Lorenzado ( Blog Epifania Etílica), Regina Bochicchio ( Jornal a Tarde – Salvador), Silvia Mascella Rosa ( Revista Adega e Almanaque do vinho),Tania Nogueira (Revista Gol e Menu) e Stenio Andrade (Agencia EFE).


Foi uma semana mágica. Tivemos o privilégio de estar visitando na época de uma vindima histórica (2012), a melhor de todos os tempos, aonde o Deus Baco botou a mão e tudo foi a favor, gerando uvas sadias, com maior concentração, que vão resultar em vinhos mais complexos e longevos.


O roteiro que durou cinco dias, tivemos a oportunidade de conhecer seis vinícolas e alguns pontos turísticos. A primeira parada foi na Vinícola Perini, no Vale Trentino em Farroupilha. A Vinícola conta com 12 hectares de vinhedos localizados em Garibaldi e 80 hectares em Farroupilha, agregando uma área total de 92 hectares, sendo que parte desta área possui o diferencial de ser produzida com uvas de videiras européias certificadas. Neste sistema, as parreiras são sustentadas por estruturas em forma de “Y” (espaldeira). Lá fomos recebidos pelo presidente da vinícola Benildo Perini e seus filhos, Franco e Pablo Perini.

A saga da família começou há mais de 130 anos, Antonio e Giuseppe Perini chegavam ao Brasil trazendo da Itália a arte de transformar a uva em vinho, junto com a imagem do Santo Anjo da Guarda para abençoar o Vale onde a Família Perini iria viver. Acreditavam que seu amor pela terra, unido à benção do  Santo, daria um sabor especial às uvas que cultivavam. Lenda ou não, há quatro gerações os Perini seguem produzindo vinhos de excelente qualidade.

No entanto, a produção vinícola teve início mais tarde, com João Perini em 1928, quando a partir daí começou a expansão e, gradativamente, a melhoria no do processo de elaboração em todos os aspectos, desde o cultivo de novas variedades viníferas até o produto final.

Foi em 1970 que Benildo Perini, neto de Giuseppe e atual diretor da vinícola, iniciou a transformação do pequeno empreendimento familiar em empresa, engarrafando seu vinho com a marca Jota Pe em homenagem ao seu pai João Perini. O empreendimento familiar de Farroupilha ganha então uma nova estrutura, em moldes empresariais, com o objetivo de atender diversos segmentos do mercado em vários estados do Brasil.

A vinícola adotou desde 2009 o sistema de “rastreabilidade“, que através de um software que compara o rendimento de cada um dos vinhedos, analisando por exemplo, os tipos de poda mais eficazes e também o tempo exato de fermentação de cada variedade de uva. Este sistema custou cerca de 700.000 mil reais para a vinícola.

Visita as instalações

Provando o mostro de moscatel 2012

Franco Perini, Orestes Andrade Junior (Ibravin) e Pablo Perini

Após visitarmos as instalações e os vinhedos, tivemos uma degusação seguida de palestra para conhecer na taça os vinhos da casa. Dentre eles gostaria de destacar dois, O casa Perini Champenoise e o Perini Quatro.

Avaliação Pessoal – ST (90)

Elaborado com uvas das variedades Chardonnay e Pinot Noir, mostra um visual amarelo claro brilhante, borbulhas médias e boa persistência. Aromas lembram flores, frutas brancas e cítricas. O paladar mostra cremosidade média, bom equilíbrio, destaque para sua acidez.

Elaborado apenas em safras especiais, com edição limitada; o vinho Tinto Premium Perini Qu4tro está ligado aos valores e a simbologia desse algarismo que carrega significados  sólidos. O número 4 traz em sua  essência o sentido de  força, de sonho, de  energia e de poder, requisitos necessários para o árduo e  poético trabalho do cultivo da vinha e elaboração de um vinho Premium. O numeral também está associado ao conceito de  tempo, com as 4 estações fundamentais  para  a  formação da uva  e as  4 fases  lunares que  interferem no crescimento da  videira. Elaborado a  partir das  uvas  cultivadas em vinhedos próprios, o Perini Qu4tro segue  o conceito clássico de  mesclar variedades entre si, utilizando as uvas  Ancellotta, Cabernet Sauvignon, Merlot e  Tannat para  chegar  a  um produto único e  sofisticado.

Avaliação Pessoal: ST (90)

Na taça mostrou um visual vermelho rubi, aromas de frutas vermelhas e negras, baunilha, verniz, tosta e caramelo (bala toffe). O paladar gordo, taninos firmes, ótima acidez, álcool integrado, com final longo e saboroso.


Para fechar a visita nos foi oferecido um jantar em seu restaurante próprio, Taverna Perini, onde os pratos são simples, porém maravilhosos.

O ambiente é aconchegante com arquitetura rústica típica da imigração italiana, onde João Perini elaborou seus primeiros vinhos. Lá também é realizado eventos especiais como casamentos, aniversários, formaturas, confrarias, festas empresariais e comemorações de grupos em geral.

Horário de atendimento: Vinícola: seg à sex das 9h às 11h e das 14h às 17h / Restaurante: mediante agendamento / Varejo: seg à sex das 9h às 11h30min e das 13h30min às 17h30min – sáb das 9h às 12h30min e das 13h30min às 17h30min

http://www.vinicolaperini.com.br

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