Para nós gourmets, por mais que seja simples a refeição é um ritual cercado de detalhes. Isso por que, sempre temos uma harmonização diferente para experimentar e verificar a sua compatibilidade.

A harmonização perfeita é o equilíbrio entre os dois, combinando os sabores dos alimentos com as características dos vinhos. Os dois devem sempre se complementar e não se sobrepor. O resultado tem que ser agradável e prazerosa, dando a sensação de que os ingredientes “casam” perfeitamente.

Veja alguns conselhos do Sommelier Manoel Beato para combinar vinho e comida, que falou para a revista Época:

Carnes 

  • Quanto mais forte e firme a carne, mais aromático e encorpado deve ser o vinho. Mas carnes leves, como vitela e frango, podem ser provadas até com vinho branco.

Trufas brancas 

  • A combinação clássica é com vinhos do Piemonte, como Barolo e Barbaresco. Mas os Pinot Noir da Nova Zelândia produzem um resultado ainda melhor.

Alcachofra 

  • Costuma-se dizer que aspargos e alcachofras não combinam com vinho algum. Exagero. Os dois alimentos vão bem com champanhe ou espumantes em geral. Também podem ser acompanhados por um Riesling.

Feijoada 

  • Combina com vinho, sim, acho bem melhor que cerveja. Recomendo um tinto frutado, como um Beaujolais Cru.

Frutos do mar 

  • Com mariscos, vale um branco perfumado, como Sauvignon Blanc. Peixes fortes, como um bacalhau, podem até ser servidos com um tinto português. Peixes extremamente salgados, como anchovas e arenques, vão bem com Champagne e Riesling.

Vinhos caros 

  • Quem tem uma garrafa de um grande tinto em casa, valioso e envelhecido, deve combiná-la com carne em receita simples, como um cordeiro assado no próprio molho. Senão o prato ‘briga’ com o vinho.

Casamentos tradicionais 

  • Às vezes funcionam. Presunto defumado com Jerez espanhol, por exemplo. Foie gras com vinho branco licoroso ou ostras com Chablis, também.

Massas 

  • A massa é neutra, como batata e arroz — o vinho precisa combinar com o molho ou o recheio. Quando é de peixe, um branco suave. Quando é de carne, um tinto do Douro, por exemplo. E, com molho de tomate básico, um branco italiano como o Pinot Bianco.