Para estar dentro das normas da IG Vale dos Vinhedos, as empresas devem elaborar vinhos finos, como tintos, brancos e espumantes, com requisitos específicos, detalhados pela Aprovale e seus parceiros, através do Conselho Regulador da Indicação Geográfica. Estas regras tratam da quantidade máxima de uvas que poderão ser cultivadas pelas parreiras, dos tipos de uvas e a forma como devem ser processadas na hora da elaboração dos vinhos.

Estas são as normas básicas:

As uvas Para a D.O. podem ser cultivadas apenas alguns tipos, também chamadas de variedades, de uvas “Vitis Vinifera” (aquelas destinadas a processamento para vinhos finos). No Vale dos Vinhedos, a variedade tinta que ao longo dos anos mostrou melhores resultados nos vinhos foi a Merlot. Então, foi eleita para ser a representante da identidade da nossa D.O. Entretanto, também se pode utilizar de forma complementar a Cabernet Sauvignon, a Cabernet Franc e a Tannat. No caso das uvas brancas, a D.O. engloba a Chardonnay e, como variedade complementar, a Riesling Itálico. Para espumantes, vale também a Pinot Noir, que na verdade é uma uva tinta, mas da qual se extrai um vinho base branco, que traz muita elegância.

Em todos os rótulos da D.O., 100% das uvas devem ser cultivadas nas áreas dentro dos limites do Vale dos Vinhedos. As videiras têm que ser plantadas exclusivamente em espaldeira (similar a uma cerca). E, de uma forma geral, não se pode produzir mais do que 10 toneladas da uva por hectare para vinhos e 12 toneladas por hectare para espumantes.

Os vinhos

Os vinhos da D.O. poderão ser varietais, aqueles elaborados praticamente com só um tipo de uva. Para os vinhos tintos, a D.O. Vale dos Vinhedos elegeu o varietal Merlot. Já no caso dos brancos, o vinho varietal é o Chardonnay. Mas a D.O. também aceita os assemblages (são os vinhos elaborados a partir de “misturas” ou “cortes”) de outras uvas. No caso dos tintos, no mínimo 60% do vinho deve ser Merlot, podendo ser complementado com vinhos de outras três uvas tintas especificadas nas regras da D.O.: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Para os vinhos brancos do tipo assemblage, pelo menos 60% deve ser de Chardonnay e o restante pode ser de Riesling Itálico. Para espumantes, o vinho deve ser de base Chardonnay e/ou Pinot Noir, pelo menos em 60% de sua composição. O restante poderá ser complementado por Riesling Itálico. Só podem ser elaborados pelo chamado método tradicional (que na França é conhecido como champenoise), com surgimento das “borbulhas” em processo natural, através da fermentação na própria garrafa.

Resumo das regras:

Uvas permitidas:

Tintas: a Merlot, além da Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat e Pinot Noir

Brancas: a Chardonnay, além da Riesling Itálico

Vinhos elaborados com a D.O

Tintos: varietal Merlot e o assemblage com 60% de Merlot + Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat

Brancos: varietal Chardonnay e o assemblage com 60% Chardonnay + Riesling Itálico

Espumantes: base mínima de 60% Chardonnay e/ou Pinot Noir, complementada com Riesling Itálico.

Via: Vale dos Vinhedos