Nascido do encontro de duas culturas e duas empresas o Almaviva é um grande vinho tinto que na tradição de Bordeaux é elaborado a partir de uvas nobres de três variedades: Cabernet Sauvignon, Carmenère e Cabernet Franc. É produzido em quantidades limitadas pela Concha y Toro e Baron Philippe de Rothschild nas vinhas de Puente Alto, ao sul de Santiago (Chile). Almaviva, o nome e emblema do presente vinho franco-chileno, pertence à literatura clássica francesa: Conde Almaviva é o herói de O Casamento de Fígaro, a famosa peça de Beaumarchais (1732-1799) depois transformado em uma ópera de Mozart. O rótulo, entretanto, uma homenagem aos ancestrais da história do Chile, com três reproduções de um desenho estilizado que simbolizava a visão da terra e do cosmos, no período mapuche. O desenho apareceu no “kultrun”, um ritual do tambor utilizado nessa antiga civilização, assim, duas grandes tradições combinam e oferecem ao mundo uma promessa de prazer e de excelência. 


A primeira garrafa foi lançada em 1998 com safra de 1996, que tinha por blend as uvas Cabernet sauvignon 75%, Carménère 19% e de Cabernet Franc 6%, passando por estágio em barrica de primeiro uso onde ficou por 16 meses.

Nesta sexta feira junto a um grupo de amigos tive a oportunidade de provar mais uma vez as safras 1999, 2001 e 2003. É realmente um vinho diferenciado, desde o inicio, ao cheirar a rolha já encanta e mostra o que vem pela frente.

Almaviva 1999 – 78% Cabernet Sauvignon, 19% Carmenére e 3% Cabernet Franc – 16 meses de barrica – ST (96+)

  • Visual granada discreto, quase imperceptível evolução. Aromas de frutas negras, vermelhas e tabaco, com madeira muito bem integrada. O estilo chileno se faz sentir nos discretos e agradáveis toques de mentol e cânfora. Na boca, um vinho encorpado com taninos macios, boa acidez e persistência longa. Novo agüenta bons anos pela frente, com boas perspectivas de evolução.

Almaviva 2001 – 70% Cabernet Sauvignon, 27% Carmenére e 3% Cabernet Franc – 17 meses de barrica – ST (94+)

  • Visual rubi, muito escuro sem qualquer halo de evolução com lágrimas numerosas e lentas, muito extrato e concentração. Os aromas, ainda com notas primárias, lácteo, fruta negra, especiarias e minerais. Na boca mostrou muita estrutura, levemente tânico, boa acidez, álcool equilibrado, fruta madura com final longo.

Almaviva 2003 – 73% Cabernet Sauvignon, 24% Carmenére e 3% Cabernet Franc – 17 meses de barrica – ST (92+)

  • Visual rubi/púrpura, muito escuro, quase negro, sem qualquer halo de evolução. Nariz bastante complexo, exibindo exuberantes aromas de frutas vermelhas maduras, especiarias e café. Na boca mostra boa acidez e álcool equilibrado, gordo e macio, com taninos finíssimos e maduros. Final é bastante longo.