CLIMA

Champagne tem o clima mais severo de todas as regiões vinícolas da França, o que não o impede de produzir vinhos mundialmente conhecidos. É aqui, no limite norte da cultura da vinha, os viticultores correndo riscos cada ano. As geadas da Primavera são freqüentes durante a brotação, o verão é quente, mas a curto e a colheita não é sempre escaldante. Não é incomum ver aquecedores dispostos nas videiras no final de abril início de maio para evitar as geadas noturnas. Mas os solos “champenois” estão voltando para o sol, e aproveitam ao máximo do menor raio solar. As variedades cultivadas, não parece se queixar.

TERROIR

O champanhe é elaborado a partir de vinhas situadas em parcelas estritamente registradas e que delimitam a área da AOC. Elas estão localizadas principalmente em encosta, bem expostas ao sol, das regiões de Reims e Epernay. Uma camada muito espessa de giz branco cobre a região, ate a cidade de Reims, onde centenas de quilômetros de cavernas foram escavadas ao longo dos séculos. Esse giz traz o vinhedo as condições necessárias para uma maturação mais rápida da uva, porque reflete o sol e forma solos mais quente. Todas as comunas vinícolas são classificadas conforme a escada dos “crus”. Os melhores terroirs são classificados 100% e pode reivindicar a menção “Grand Cru”.

História

Aos romanos atribui-se o facto de terem plantado as vinhas na região, embora haja documentos históricos que atestem que a cultura da vinha vem de muito antes, como do famoso escritor de então Plínio, que escrevia já dos famosos vinhos e vinhas desta região, e aos romanos se deve o início da produção dos espumantes em França.

Século I – IV

Surgimento em Champagne dos primeiros vinhedos

Século IX

Os vinhos de Champagne, são chamados “vins de la Montagne” e “vins de la Rivière”.

Século XIV – XV

A guerra de 100 Anos devasta Champagne e retarda o crescimento da viticultura. As vinhas são abandonadas, as prensas foram destruídas.

Fim Século XV

As vinhas de champanhe retomam a sua expansão. O número de comunas vinícolas local triplicaram ate chegar a 400 o final do século.

Século XVII

Os vinhos do terroir de Champagne são chamado vins de Champagne.

Século XVII – XVIII

Instauração das regras precisa da elaboração. Garrafas mais resistentes. Rolhas de cortiça. 1670 Dom Pérignon é  o primeiro a realizar a assemblage de uvas de diferentes colheitas, o que melhora a qualidade do vinho e remove alguns defeitos. Além disso, durante uma peregrinação à abadia beneditina de Saint-Hilaire, no Languedoc, ele descobriu o método de vinificação dos vinhos espumantes de Limoux, que existe há mais de um século.

1820 : Comercialização mundial.

Lei de 1927 : Define o vinhedo de champagne.Instaura novas regras :

3 Cepas (Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier).

Regras de qualidades.

Rendimento por hectare.

Poda da vinha.

Espaço e densidade das parreiras.

Na verdade tem mais nome de cepas, que pertencem a mesma família da Pinot: Arbanne, Petit Meslier, Pinot de Juillet, Pinot Rosé,  Pinot Blanc Vrai, Pinot Gris Vrai

1936 : 29 de junho, o Champagne é denominaçao de Origim Controlada. Antes da criaçaõ do AOC os Champenois  procuravam codificar e proteger a Appellation ( decição judicial de 1887, lei de 1911, delimitacao em 1927 e decreto de 1935)

Pouco antes do início da Revolução Francesa, o vinhedo de  Champagne se distribuídos por cerca de 50.000 hectares. Na segunda metade do século XIX, conhece uma expansão máxima com 65 000 hectares incluído também 2,5 mil hectares no departamento de Ardennes. Após a praga do filoxera e à Primeira Guerra Mundial, o vinhedo foi reduzido para 12.000 hectares.

No inicio do século XXI, a área plantada foi aumentando: 32 341 hectares em 2007, 33.105 hectares em 20.092.

AOC CHAMPAGNE :

Vinhas na delimitação da região de Champagne 1927. Apos 1927, só 3 tipos de uvas sao autorizadas: a pinot noir, a chardonnay, a pinot meunier. Limitação de rendemento ao hectare, e ao pressurage. Poda,altura, espacamento e densidade das vinhas. Colheita a mão. E mais recente, medidas para prolongar o tempo mínimo de envelhecimento antes da comercialização (15 mese para um brut, 3 anos para um millésimé).

Existe 3 tipos de vinhos em Champagne :

As catégories de Champagne : existe 6

Podendo ser em 7 tipos:

  • Brut Nature, Pas dosé, Brut Zéro : 
  • Extra-Brut: 
  • Brut: 
  • Extra-dry: 12 à 20 g/L
  • Sec: 17 à 35 g/L
  • Demi-sec: 33 à 50 g/L
  • Doux: >50) g/l

Champagnes A.O.C millésimés

Eles podem ser Blanc de Blanc, Blanc de Noir ou assemblage. A qualidade do vinho é o suficiente para fazer sem um reforço  de vinhos de reserve. Tem que ser um ano bom, excepcional, então o produtor elabora um vinho produzido exclusivamente a partir do ano de colheita. Este champanhe é um “vintage”. O regulamento impõe que envelhece mais na “cave” antes da comercialização (no mínimo de três anos após a colheita). 1990 é a grande safra no ultimo anos.

Champagnes A.O.C.blanc de blancs

Elaborado com uva branca (chardonnay exclusivamente). Jovem, os blancs de blancs têm fragrâncias de flores e avelãs. Apos alguns anos, eles ganham corpo, untuosidade e desenvolvem notas de “viennoiserie “e toradas. É um champagne mais leve.

Champagnes A.O.C.blanc de noirs

Elaborados com uvas pretas, pinot noir e/ou pinot meunier. Champagnes potentes, frutados, com tempo desenvolvem aromas de frutas secas. Um Champagne mais masculino.

Champagne A.O.C.cuvée spéciale de prestige

As “cuvées”  significam que os vinhos tem uma assemblage do mínimo de 75% de blanc de Noirs. É o “top” da maison champenoise. Essa “cuvée” pode ser millésimée ou não. Representam só 1% da consumação francesa. Essa menção é significativa da serenidade da maison que elabora.

Champagne A.O.C.rosé

A cor é obtida a partir da vinificação tradicional dos vinhos tintos, com a diferença que a fermentação das uvas não é conduzida até o final. Na maioria é colocada uma pequena quantidade de vinho tinto de Champagne. Frutados e delicados, agradam mais o paladar feminino.

Champagnes A.O.C.bruts d’assemblage sans année

Compostos das três cepas em proporções variáveis, é uma montagem de varias safras. E a maior porcentagem na produção. O Champagne é envelhecido do mínimo de 15 meses antes da venda, e é sobre a qualidade desse Champagne ” de base ” que destaca a maison champenoise.

Os Vinhos “Tranquilles” : existe 2

Coteaux champenois ( AOC rouge, blanc et rosé)

Indicação seguida com o nome da comuna de origem e Data do decreto 21 de agosto de 1974. Foi dessa data que mudou o nome, antes esses vinhos eram conhecidos como ” Vin Nature de la Champagne” ou de “Champagne Nature”. Hoje somente os vinhos de Champagne produzidos em espumante podem ter o nome de Champagne. Os vinhos tradicionais têm o nome de “Coteaux Champenois”. Os vinhos dessa denominação são produzidos nos mesmos solos dos Champagnes. Na região das comunas de Bouzy e d’Ay, pode ser visto placasindicando “Vieilles vignes Françaises préphylloxériques”.  Essas vinhas são as raras vinhas que não morreram com a destruição da filoxéra na frança no fim do século 19.

Rosé des Riceys ( AOC rosé )

Data do decreto 02 de fevereiro de 1971. Os Rosés des Riceys só pode ser produzidos em três vilarejos da comuna de Riceys, situados ao sul do vinhedo de champagne. Esse vinho já era consumido por Louis XIV. Considerados como uns dos melhores vinhos rosés da frança. Os rosés des Riceys é o resultado de um método de vinificação chamado “saignée de cuve”. Deve ser obtido de uvas exclusivamente de pinot noir.

As ”Eaux de Vie” (distilados): existe 2

Para cada uma dessas produções, a origem é muito antiga e ligada a produção de uvas, do vinho em geral e do Champagne em particular. O “Marc de Champagne” e “Fine de la Marne” são sobre denominações regulamentada desde o decreto de 23 de fevereiro de 1942.

O Marc de Champagne

É uma cachaça de denominação regulamentada obtida com dos “marcs” de uvas fermentadas que só vêm dos vinhedos de Champagne, destilados em alambiques tradicionais, em seguida refinados por envelhecimento em barricas de carvalho.

A Fine de la Marne

É uma denominação de cachaça regulamentada obtida por destilação tradicional de vinhos procedente exclusivamente a partir de vinhas de Champagne. São usados ​​como um digestivo, coquetéis e em varias preparações culinárias (molhos, flambage de carnes, sorvete, chocolate …)

As 20 pequenas regiões do vinhedo de Champagne

Esta classificação permite determinar o custo a pagar para o proprietário das videiras. 100% correspondem ao “grand cru” e o comprador paga 100% do preço de referência. De 80 a 89%, os terroirs não são classificados. De 90 a 99% são os “Premier Cru” é o preço pago e, portanto, e varia de 90 a 99% do preço de referência das uvas. Anteriormente, a classificação ia ate 60%.


Classificação em percentual dos Crus

Dos 329 “crus” que conta a área de produção do champagne, adequeriram um terroir classé. Eles respondem a uma classificação indicada em percentual, em escala de 80% a 100%. Apenas 17 têm direito a denominação “grand cru “ , 40 a “premier cru”, e 272 em “cru”, conforme o quadro a seguir.


17 terroirs mais nobre, que é atribuído 100%. Este ranking é fixado pelas autoridades do vinho que atribuam o lugar para cada terroir. Esta lei funciona desde 1911.

Champagne “grand cru” ou “Cru à 100%” – 5% da superfície

Os 17 municípios:

07. Commune d’AMBONNAY
15. Commune d’AVIZE
11. Commune d’AY
03. Commune de BEAUMONT-SUR-VESLE
13. Commune de CHOUILLY
14. Commune de CRAMANT
09. Commune de BOUZY
08. Commune de LOUVOIS
04. Commune de MAILLY-CHAMPAGNE
17. Commune de LE MESNIL-SUR-OGER
16. Commune de OGER
12. Commune de OIRY
01. Commune de SILLERY
02. Commune de PUISIEULX
10. Commune de TOURS-SUR-MARNE
05. Commune de VERNEZAY
06. Commune de VERZY