A roda dos aromas encontrados nos vinhos foi desenvolvida nos EUA e é perfeita como orientação na degustação de vinhos. Os brancos têm famílias aromáticas próprias e outras em comum com os tintos. As frutas cujos aromas são mimetizados pelos brancos, por exemplo, são as de polpa branca. São comuns cheiros de pêra, maçã madura ou maçã verde, abacaxi – até passado -, e pêssego.

Aparecem com frequência aromas associados à flores de pétalas brancas, como jasmim, lírios etc., mas flores coloridas também aparecem, como rosas e violetas. Aromas de mel- que trazem toque floral na origem – surgem com a evolução, ao lado de tons caramelados e de frutas ultramaduras, passadas. Algumas uvas manifestam aspectos herbáceos, caso da Sauvignon Blanc, por exemplo. São ervas, grama cortada, folhas amassadas.

Com a evolução, os brancos podem adquirir aromas de frutas secas – tanto as frutas de polpa, como damasco, abricot, figos e uvas passas, quanto amêndoas, nozes, avelâs -, e de folhas secas do bosque, cogumelos, húmus. Não são raros os brancos os aromas minerais e até químicos, como o de pedra de isqueiro, e mesmo querosene, comum nos Riesling, Chablis (Chardonnay) e nos Sancerre e Pouilly-Fumé (Sauvignon Blanc). Quando fazem a malolática e têm madeira, os brancos rescendem a aromas lácteos, manteiga derretida, caramelo.

Os tintos são na maior parte das vezes mais ricos aromaticamente e adquirem maior complexidade ao envelhecer. Jovens, oferecem aromas de frutas, sendo frequentes as remissões a banana, cereja, morango, framboesa, goiaba, tamarindo etc. Aromas vegetais, de folhas amassadas e seivas, como o mentol e o eucaliptol, também são muito comuns.

Aos tintos, o carvalho dá aromas que remetem à adocicada baunilha, além dos empireumáticos (de coisas queimadas), emprestados diretamente pela tosta das barricas. Com o amadurecimento, entra em ação a família de aromas animais, como couro, suor, e até estrebaria. Em vinhos maduros, aromas de compotas e de passas substituem as frutas da juventude.

Fonte: ABS