Esteve esta semana visitando a Capital Capixaba a convite da Importadora Decanter, Marcelo Maizelman, diretor de exportações da Bodega argentina Colomé. O Objetivo desta visita foi realizar mais um evento na capital Capixaba, mostrando suas novidades. O local escolhido foi a churrascaria Minuano que deu um Show de variedade, dando a oportunidade para os enófilos de plantão testar seus sentidos nas harmonizações.

Colomé possui os vinhedos mais altos do mundo, aninhados na Cordilheira dos Andes no nordeste da província de Salta, entre 2.200 e 3.015 metros de altitude. A antiga vinícola Colomé teve a sua fundação em 1831, e ostenta outro recorde como a mais antiga da Argentina ainda em operação, com vinhedos de Malbec e Cabernet Sauvignon pré-filoxéricos plantados em 1854 e dando frutos. O empresário e colecionador de arte suíço Donald Hess, proprietário de vinícolas de ponta no Napa Valley (The Hess Collection), na África do Sul (Glen Carlou) e na Austrália (Peter Lehmann), se apaixonou por este belíssimo altiplano desértico de Calchaquí e adquiriu a propriedade Colomé de 39.000 hectares em 2001.

Os índios nativos e depois os Incas, que chegaram à região no séc. XV, cultivaram estas terras por centenas de anos. A lenda conta que um chefe indígena de nome Colomin foi o pioneiro no plantio de vinhas na localidade, doadas pelos colonizadores espanhóis como recompensa por bons serviços prestados. Os três vinhedos de Colomé (Colomé, El Arenal e La Brava) possuem 101 hectares, dos quais 4 hectares são de videiras de Malbec e Cabernet Sauvignon que vieram antes da filoxera, plantadas em 1854 e irrigadas por inundação através de um arcaico e engenhoso sistema de pequenos canais que operam por força gravitacional. Outros 7 hectares possuem videiras entre 80 e 120 anos, inclusive de Torrontés. Novos vinhedos estão sendo plantados com Malbec, Cabernet Sauvignon, Tannat e Syrah, empregando-se três sistemas de condução distintos, de acordo com estudos dos resultados. Um aspecto muito importante a ressaltar é que todos os vinhedos e mais os 150 hectares de agricultura são trabalhados segundo os preceitos da biodinâmica, com um profundo respeito e entendimento dos seus ciclos biológicos.

O clima do Vale de Calchaquí é excepcional para este tipo de cultivo orgânico, com pluviosidade ínfima de 50 a 120mm/ano, noites frias e dias quentes, estes normalmente entre 25 e 31ºC. O gradiente dia-noite pode chegar a 35ºC. A radiação UV é altíssima, com mais de 350 dias de sol no ano, o que favorece a concentração de cor, aromas e açúcares nas uvas. Os solos são pobres, de caráter aluvial e arenoso, ótimos para a viticultura de qualidade.

Colomé elabora no momento 4 vinhos: o Amalaya (corte de Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah, Tannat e Bonarda), o Colomé Estate (com Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat) e o Colomé Reserva (Malbec e Cabernet Sauvignon pré-filoxéricos) entre os tintos; e um incrível Torrontés de vinhedos centenários como único branco. O enólogo Steve Galvan já trabalhou com grandes nomes da Califórnia, e se beneficiou de experiências no Château Petrus na França e com Alvaro Palacios na Espanha. Steve cria neste “terroir” sensacional alguns dos vinhos mais peculiares e poderosos do Novo Mundo.

Amalaya significa “esperança de um milagre” na língua nativa do povo do Vale Indígena Colchaqui. Este vinho de altitude vem da Argentina, noroeste da capital, Cafayate, captando o espírito de uma longa tradição de colheita, graças à Mãe Terra ou “Pachamama”. Do solo original do vale e microclima, 5.580 pés acima do nível do mar, permite o baixo rendimento das vinhas que produzem, em alta qualidade, uvas densamente coloridos.

Amalaya Branco 2010 – 90% Torrontés e 10% Risesling – Salta – Alto Valle Calchaquí – 13,5% – ST (85)

Visual amarelo esverdeado, aromas florais e minerais com boca liberando médio frescor.

Sashimi com os dois Corte branco e o varietal

Colomé Torrontés 2010 – 100% Torrontés – Salta – Alto Valle Calchaquí – 13,7% – ST (87)

Gostei que a safra 2010 está com aromas mais contidos e menos lima que as anteriores, bom frescor, mineral em fim agradável.

Amalaya 2009 – Cabernet Sauvignon, Syrah, Malbec, Bonarda e Tannat – Salta – ST (84)

Muita fruta em compota, goiaba, amoras e morangos. O paladar apresenta médio corpo, taninos macios, fácil de beber com bom final de boca.

Paleta de cordeiro

Amalaya Grand Corte 2009 – Malbec, Cabernet Franc e Tannat – Salta – 14% – ST (88)

Belo vinho, pronto, fruta na medida, madeira bem colocada, boa estrutura e complexidade.

Picanhaaaaa!!!!

Colomé Estate – 100% Malbec – Salta – 14% – ST (87+)

Acredito ser um dos mais aclamados de todos, na minha opinião precisa de mais tempo em garrafa para amadurecer e mostrar todos as suas qualidades.

Colomé Lote Especial Malbec – 100% Malbec – Salta – 14% – 5.800 grfs – ST (90+)

O melhor da noite, boa complexidade nos aromas, tosta, baunilha, frutas vermelhas e negras e café. Boca gorda, aveludada, acidez viva, confirma o nariz, madeira na medida, tem cara de top! Foi o único que não bati a foto. Acima tem foto o ultimo da direita.

Marcelo Maizelman (Bodega Colomé) e Julio Antunes (Decanter-ES)

Confraria Big Dog Wine marcando presença!

Marcelo Maizelman (Bodega Colomé), Carlos Olivera & Rocío Muíño López (Puerto Madero Winery)

A coisa está tão feia que Simey Santos da Enótria está levando “marmita” nos eventos…hehehe!!!