Bom dia meus amigos, hoje começo falando de um vinho português “degustado às cegas” na noite de ontem, que acabou roubando a cena, sendo servido ao final de uma degustação de Bordeaux (Médoc). O nome do vinho é Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Reserva, Safra 2008. Além de sua boa qualidade, o que mais me chamou atenção foi que ele fugiu das características que os vinhos do Douro costumam apresentar na taça.

A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, com 120 hectares, situa-se junto do Pinhão e está integrada na Região Demarcada do Douro desde a sua instituição, em 1756.

Ao longo dos tempos, todo o patrimônio histórico da quinta tem sido cuidadosamente preservado – a casa senhorial oitocentista, hoje hotel do vinho, a capela de estilo barroco datada de 1795, a capela do século XVII que se situa junto ao rio, os pomares, a azenha e a adega de 1764. Renovamos as tradições, mas respeitamos a autenticidade da paisagem.

O nome “Quinta Nova” tem origem na nova quinta que foi criada após a junção de duas quintas. Nossa Senhora do Carmo relaciona-se com a santa padroeira da capela que foi construída no século XVII, junto à margem do rio Douro. Naquela perigosa zona do rio, os tripulantes dos barcos rabelos eram vítimas de freqüentes naufrágios, suplicando pela proteção daquela santa. Assim, durante o séc XVII, na seqüência de uma promessa dos mareantes, foi construída a pequena capela, albergando uma imagem em pedra desta padroeira e renomeando a propriedade para Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo.

Avaliação Pessoal: ST (91+) (Degustado às cegas)

Na taça apresentou um visual rubi brilhante, aromas de hortelã, mentol, frutas negras e baunilha. O paladar mostrou potência, bom corpo, sedoso, dulçor leve, madeira muito bem colocada, álcool não se fazendo sentir, acidez viva com um final longo. Sem duvida um vinho com características modernas, não faz lembrar nem um pouco a personalidade dos vinhos portugueses do Douro.

Portugal – Douro – 14,9% – Tinta Roriz e Tinta Amarela, lotada com Touriga Franca e Touriga Nacional e vinhas velhas – R$ 160,00 – Importador Grand Cru – 16 meses de barrica nova e francesa de segundo uso.