Vamos lá meus amigos, mais um vinho evoluído que degusto neste feriado. Desta vez falo um pouco do Château Léoville Poyferré 1983 um St Julien Deuxièmes Crus de Bordeaux. Em relação ao Palmer postado anteriormente a expectativa era bem mais favorável, nota melhor de RP, sites também dando boa avaliação.

Uma das coisas que mais gosto de um vinho antigo é o ritual, o cuidado em abrir a garrafa, conseguir retirar a rolha, expectativa pelos aromas diferenciados, terciários, evoluídos que fazem a gente abrir um sorriso. Neste caso como se vê acima a situação da rolha era dramática, afinal era um jovem de 28 anos.

Uma razão para a incomparável regularidade de St-Julien nos últimos anos é que 80% dos 900ha são propriedades de 11 Châteaux Classificados de alto nível, 5 deles segundo vinhedo e todos comprometidos com a qualidade. A outra razão é a localização: denominação pequena de Médoc, a Aoc St-Julien inclui 2 platôs cascalhosos bem expostos e com boa drenagem de frente para o Estuário de Gironde. A vinha predominante é a Cabernet Sauvignon, mais o produto de St-Julien, ao contrario dos vinhos potentes de Pauillac, é mais contido, de caráter frutado mais agradável, marcado pelo equilíbrio, mais igualmente longevo.

Hoje quem vai descrever o vinho é o meu amigo Marcos Fonseca.

Avaliação:

Um vinho nitidamente mais estruturado, dominado por frutas escuras com traços de verniz e grafite. Não apresentou a mesma complexidade aromática e elegância do Palmer. Um pouco tímido, destacou-se mais pela integridade e estrutura, o que já é um grande mérito para um vinho com quase 30 anos de estrada.