Na abertura da Expovinis, em São Paulo, Ibravin divulgou o balanço de vendas de vinhos, espumantes e suco de uva de janeiro a março de 2011.  

A comercialização de vinhos elaborados no Rio Grande do Sul – responsável por aproximadamente 90% da produção nacional – alcançou um crescimento de 5% no primeiro trimestre de 2011 no Brasil, em comparação com igual período de 2010. O mesmo percentual foi verificado nos vinhos finos e de mesa. O destaque foi o desempenho dos vinhos finos tintos, que tiveram aumento de 15% nos primeiros três meses do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de 1,88 milhão de litros de vinhos finos colocados em janeiro, fevereiro e março é o maior da história para o primeiro trimestre, superando o recorde anterior, de 1,80 milhão de litros, de 2007.

Os vinhos rosados subiram 11% e os brancos caíram 19%. O volume total de vinhos finos e de mesa vendidos de janeiro a março deste ano somou 48 milhões de litros, ante 46 milhões no mesmo período do ano passado. Os números foram revelados pelo presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), Júlio Fante, nesta terça-feira (26), em São Paulo, na abertura da Expovinis 2011. 

Espumantes

Os vinhos espumantes tiveram uma queda de 4% no primeiro trimestre do ano. O resultado negativo foi puxado pela diminuição de 24% dos espumantes moscatéis. “Muitas empresas terminaram 2010 sem estoques, devido à alta procura para as festas de final do ano. Por isso, a lenta reposição dos produtos não foi suficiente para atender a demanda”, explica Júlio Fante. Os espumantes do tipo brut e demi-sec tiveram leve aumento de 2% nos primeiros três meses do ano, sempre em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Suco de uva

O balanço do primeiro trimestre do ano ainda aponta acréscimo de 29% no suco 100% de uva natural pronto para beber. Foram colocados 9 milhões de litros de suco 100% de uva de janeiro a março deste ano, contra 7 milhões de litros de janeiro a março de 2010. “A percepção sobre a qualidade do suco com 100% de uva, natural e integral, que não contém adição de água nem açúcar, continua em alta entre os consumidores”, observa o presidente do Ibravin. A comercialização total de suco de uva (reunindo o natural, adoçado e reprocessado) teve alta de 27% de janeiro a março de 2011, atingindo 11 milhões de litros.
Embalagens

O levantamento do Ibravin começa a trazer uma novidade: a comercialização de vinhos por tipo de embalagem. Segundo o enólogo Leocir Bottega, diretor-técnico do Ibravin, o primeiro trimestre do ano confirma o crescimento constante no percentual de vinhos engarrafados em relação à venda a granel, principalmente nos vinhos de mesa.  

O primeiro trimestre encerrou com aumento de 16% na venda de vinhos de mesa engarrafados, de 29% nos vinhos de mesa em bag-in-box e apenas 1% a granel. “Isto mostra que as vinícolas estão buscando maior valor agregado na sua produção vitivinícola”, explica. Nos vinhos finos, a tendência é a mesma, com 1% de acréscimo na venda a granel, 16% engarrafados e 7% em bag-in-box.  

Saiba mais

Os números apurados pelo Ibravin referem-se ao Rio Grande do Sul – origem de cerca de 90% da produção brasileira de vinhos e derivados – conforme o Cadastro Vinícola, mantido em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As informações não abrangem o restante do País em razão de outros estados brasileiros não implantarem o Cadastro Vinícola. 

Crédito das fotos: Orestes de Andrade Jr. / Ibravin

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