O investimento dos vinhos brasileiros no mercado alemão chegou a um marco importante. O projeto Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), faz a sua melhor e mais preparada participação na ProWein 2011, que começou no último domingo (27) e termina nesta terça-feira (29), em Düsseldorf, na Alemanha. Antes de enfrentar a prova de degustadores e compradores do mundo todo pela sétima vez consecutiva na principal feira de vinhos alemã e uma das mais importantes da Europa, as vinícolas brasileiras fizeram o seu dever de casa. 

No ano passado, o Wines of Brasil contratou a consultoria técnica de dois especialistas em vinhos da Alemanha, o jornalista Jürgen Mathäss e o consultor Peer Holm. Depois de uma semana conhecendo as principais cantinas brasileiras, eles fizeram uma série de recomendações aos produtores que querem ter sucesso no mercado alemão. “Depois deste brand analysis, asvinícolas levarão para a feira as suas novidades, com produtos devidamente adequados ao gosto do consumidor alemão”, afirmou a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan, presente na feira. 

Conforme recomendações dos especialistas alemães, as vinícolas brasileiras devem apostar nos espumantes e nos vinhos tintos das variedades Merlot e Cabernet Franc como diferencial para terem êxito na Alemanha. “Há muitos produtos de qualidade e uma boa regularidade nos espumantes e vinhos tintos”, disse Jürgen depois de conhecer a produção brasileira. Os consultores alemães ainda apreciaram os vinhos tintos de cepas exóticas como Marselan, Ancelotta e Teroldego. “O consumidor alemão busca novidades. Por isso, aconselhamos não apostar em varietais tradicionais, que possuem excesso de oferta de todas as partes do mundo”, sugeriram.

Time brasileiro

O time do Wines of Brasil presente na 18ª edição da ProWein conta com as vinícolas Aurora, Boscato, Casa Valduga, Irmãos Basso, Lidio Carraro, Miolo e Vinibrasil, que estão expondo os melhores vinhos e espumantes brasileiros na feira, uma das mais importantes do mundo. A novidade deste ano é a participação da trading Suriana, que representa três vinícolas butique (Cordilheira de Santana, Piagentini e Santo Emilio). “A presença contínua demonstra aos importadores a consistência e a crescente evolução dos vinhos brasileiros. Isto mostra a seriedade com que as vinícolas brasileiras estão investindo no mercado alemão”, destacou Andreia.

 Outra novidade do projeto de exportação de vinhos do Brasil foi a estreia na ProWein Goes City. “Apresentamos os vinhos presentes na feira em restaurantes de Düsseldorf”, contou Andreia. Os produtores brasileiros participantes da feira ainda realizaram uma missão técnica, guiada por Jürgen Mathäss, que passou pelos pontos de venda referenciais de vinho na cidade. Eles também degustaram os vinhos mais comercializados na Alemanha. “Queremos cada vez mais conhecer o que os alemães estão procurando na hora que compram vinhos do mundo para saber com maior clareza o que o Brasil pode lhes oferecer”, comentou Andreia. Os vinhos brasileiros ainda estiveram pela primeira vez no Press Center, onde os jornalistas de todo o mundo fazem as suas refeições e trabalham.

Este ano, afora a já tradicional presença na ProWein, o Wines of Brasil planeja realizar duas degustações de vinhos brasileiros na Alemanha em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). As cidades de Berlim e Frankfurt devem receber os eventos no segundo semestre. “A ideia é buscar uma maior aproximação com o trade em busca da consolidação da marca dos vinhos brasileiros neste mercado tão importante”, explicou Andreia. 

Na edição passada da ProWein, as 12 vinícolas brasileiras presentes realizaram 634 contatos com compradores de 26 países. Foram fechados US$ 45 mil na feira (por duas vinícolas, para Dinamarca e Alemanha) e ainda foram prospectados US$ 850 mil para os próximos 12 meses. Das cinco empresas estreantes na ProWein de 2010, três delas retornam à feira – Irmãos Basso, Pizzato e Piagentini. A Aurora estará com novo importador, a Pacific Wine Company.

Resultados 
A persistência tem mostrado resultados práticos. Em 2006, as empresas integrantes do Wines From Brazil venderam US$ 160 mil à Alemanha. No ano seguinte, o valor passou para US$ 237 mil. Em 2008, ocorreu um salto para US$ 355 mil e em 2009 a Alemanha comprou US$ 368 mil em vinhos e espumantes brasileiros. Em 2010, houve um recuo, para US$ 226 mil, mas o preço médio por litro passou de US$ 2,58 (em 2009) para US$ 3,44 (no ano passado). A feira deste ano deve trazer resultados ainda melhores para as vinícolas brasileiras. “A grande maioria das empresas presentes na ProWein possui importador para a Alemanha, o que facilita muito a exportação”, observou Andreia. Aurora, Boscato, Casa Valduga, Lidio Carraro, Miolo e Salton foram as vinícolas integrantes do projeto Wines of Brasil que exportaram para a Alemanha em 2010.

Assesoria de imprensa: Orestes de Andrade Junior


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