Harmonizações de Páscoa | Torta Capixaba, Bacalhau e Chocolate

Nada melhor do que vinhos e uma boa gastronomia para celebrar a Páscoa em companhia da família e de bons amigos. Além de simbolo religioso, o vinho acompanha perfeitamente o cardápio típico da ocasião, a base de peixes, frutos do mar e o tradicional chocolate.

Torta Capixaba

No meu estado, o Espirito Santo, a semana santa começa e termina na Pascoa com Torta Capixaba, um prato complexo, discutível, que leva vários ingredientes como, siri, sururu, bacalhau, caranguejo, camarão e etc. As melhores companhias não são os brancos, nem tintos, e sim os roses menos extraídos, tons de salmão, leves, que por semelhança vai complementar e não sobrepor os sabores do prato. Vai por mim…rs.

Dica > Lidio Carraro Faces Rosé – 100% Pinot Noir – Brasil/Encruzilhada so Sul – Preço médio R$ 60

Bacalhau

Estrela nesta data, o bacalhau é um peixe de sabor intenso. Independente da forma de preparo, os brancos, especialmente os encorpados, com passagem por carvalho, e os tintos de corpo médio são ideais, já que seus taninos sutis (dos tintos) não conflitam com o sal do peixe e seu corpo nao atrolepa o prato.

Dica > Esporão Reserva Branco 2016 – Antão Vaz, Arinto, Roupeiro e Semillon – Portugal/Alentejo – Preço médio R$ 135

Dica > Cortes de Cima Chaminé – Aragonez, Trincadeira, Castelão, Moreto – Portugal/Alentejo – Preço médio R$ 80

Chocolate 

Por sua intensidade de sabores e texturas, o chocolate é considerado uma das combinações mais difíceis para vinhos. Para o casamento dar certo, é preciso um vinho com boa estrutura, teor alcoólico mais elevado e uma doçura superior ou igual ao chocolate. Os fortificados, como os vinhos do Porto – especialmente os Tawnys – acompanham bem o sabor adocicado do chocolate e finalizam muito bem uma refeição.

Dica > Ceremony Porto Tawny – Preço médio R$ 60

 

Dica > Messias Porto Tawny – Preço médio R$ 60

Viagem ao Chile | Vale do Maule (Vinícola Casa Donoso/San Vicente) e Vale do Colchagua (Vinícola Siegel)

Recentemente viajei ao Chile para conhecer as novidades. Verifiquei produtores de vinho experientes testando novas variedades de uvas e técnicas de vinificação, e uma indústria que continua a se expandir e, cada vez mais, produzindo vinhos que competem com os melhores do mundo.

Consumo x Exportações

O Chile tem o menor consumo anual de vinho entre os principais países produtores e exportadores. Os chilenos consomem apenas 18 litros per capita, em comparação aos 42 na Itália e 45 na França. Então, para onde vai todo o vinho? É exportado…o Chile é agora 4º do mundo em volume. A China é um mercado importante e crescente. Mas os chilenos também estão se tornando consumidores de vinho mais sofisticados, fato esse são os Wine Bar/Restaurantes em Santiago com experiencias vínicas bem interessantes, como Bocanáriz, Baco Vino y Bistro em Providencia e Bistro Kilometro 0 em Las Condes.

Carmenére

A Carmenere, uma variedade de uva de Bordeaux que nunca se deu bem no clima frio e úmido daquela região, é hoje a terceira variedade vermelha mais plantada no Chile, e as plantações continuam a crescer.

Romano – Cesar Noir

A César Noir, também chamada de Romano, é desconhecida na maior parte do mundo. Possui apenas 10 hectares certificados na França e, nesse país, é usado principalmente para enriquecer alguns Pinot Noirs. Recentemente está presente no Chile como um vinho monovarietal com resultado interessante.

Carignan

A casta Carignan não é novidade no Chile, mas está em alta. Foi cultivada no Vale do Maule por mais de 70 anos. Primeiro plantado em grande escala no início dos anos 1940. A alta acidez, cor e sabor da uva foram vistos como um plus para melhorar os vinhos locais.

Sauvignon Blanc

Me impressionou a o resultado da Sauvignon Blanc plantada em solos vulcânicos no Maule, sem aquele maracuja enjoado, e sim uma mineralidade deliciosa e boca mais estruturada. Perfeito com ostras.

Tinajas

Antes do advento das barricas de carvalho francês, dos tanques de aço inoxidável e do moderno lagar, o vinho no Chile era feito à mão. As uvas foram colhidas manualmente e prensadas à mão usando um zaranda, que separava as bagas das hastes. As bagas parcialmente esmagadas fermentaram em um processo não muito diferente da maceração semicarbônica encontrada em Beaujolais. Tradicionalmente fermentavam e eram envelhecidos em grandes potes de barro chamados tinajas. Hoje, esses métodos tradicionais de vinificação estão sendo atualizados por alguns dos produtores de vinho.

Vinícola Casa Donoso | San Vicente

A Vinícola Casa Donoso está localizada no coração do Vale do Maule, uma das regiões mais antigas e tradicionais produtoras de vinho no Chile. Seus vinhedos com até 80 anos estão plantadas nos melhores solos do Vale do Maule. A sua história começou em 1989 quando um grupo de empresários adquiriu a fazenda La Oriental, que pertencia à senhora Lucia Donoso Gatica, primeira a engarrafar vinhos com o Doña Lucía.

No início de 2011 novos proprietários chegaram, continuando com o compromisso de qualidade das linhas de produção das cepas tradicionais Cabernet Sauvignon, Carmenere, Merlot, Sauvignon Blanc e Chardonnay, atual base para na produção de todas as suas linhas.

Com Felipe Ortiz, enólogo chefe da vinícola tive a oportunidade de provar seus vinhos premium com pontuação de (91 a 95 pontos Descorchados).

Nesse line-up estavam o Sucesor Romano 2015 – Cesar Noir 85% e 15% Carignan, 7 meses em barricas de carvalho usadas e o Sucesor Romano 2017– Cesar Noir 90% e 10%, com passagem por madeira 60% e Tinajas/Anforas 40%. Os dois muito perfumados, com boca mais estruturada. Resumindo, nariz de Pinot Noir e boca de Cabernet Sauvignon. R$ 250 preço médio.

Sucesor Red 2013 e 2015 – as duas safras com as mesmas composições, Carmenére 80% e 20% Malbec, e tb o mesmo tempo em barrica, 18 meses. A safra 2015 nitidamente mais fresco, bem equilibrado e puro, mostrando notas atraentes de frutas vermelhas no nariz e cereja. Gostei muito. R$ 170 preço médio.

Donoso Gran Domaine 2014 – Carmenere 60% e Malbec 40% com 24 meses em carvalho, um vinho perfumado, estruturado, com uma textura untuosa. Precisa de comida e aeração para aproveitar o seu melhor. R$ 400 preço médio.

Não podia deixar de falar desse Chungará Gran Reserva Sauvignon Blanc 2017, um branco delicioso elaborado com uvas da Vinícola San Vicente plantadas em solos vulcânicos e vinificado na Casa Donoso pelo enólogo Felipe Ortiz. Não tem aquele maracujá enjoado, e sim uma mineralidade deliciosa e boca mais estruturada. Adorei a combinação com ostras.

Seus vinhos são importados pela Uaine Group – e estão disponíveis no mercado brasileiro.

Vinícola Siegel

A Siegel Family Wines é uma vinícola de tradição familiar, com raízes profundas no Vale do Colchagua, região que detém combinação única de solo, clima e topografia – excelente para a produção de vinhos de alta gama. Sua trajetória contempla o trabalho de diversas gerações dedicadas à arte de produzir vinhos com identidade, que refletem o seu terroir de origem e o compromisso da família com a excelência. As uvas cultivadas são produtos de uma cuidadosa seleção dos melhores vinhedos. Seus taninos maduros e redondos traduzem claramente o terroir de Colchagua, resultando em vinhos modernos e elegantes. A Siegel possui certificação de “Vinho Sustentável do Chile” e atualmente tem mais de 700 hectares plantados, desde os pés da Cordilheira dos Andes em Los Lingues até zonas mais costeiras.

As variedades de uvas cultivadas são a Cabernet Sauvignon, a Merlot, a Carménère, a Syrah, a Chardonnay e a Sauvignon Blanc, com outras novas variedades adicionadas à demanda do mercado, como a Petit Verdot, Cabernet Franc, Carignan, Grenache e Mourvedre.

Provei com o enólogo Alberto Siegel praticamente todos os seus vinhos que são divididos entre as linhas – Crucero (vinhos de entrada), Siegel Gran Reserva, Siegel Vineyard, Unique Selection – todos muito bons, com perfil mais modernos, fáceis de beber e de agradar.

Nesse post gostaria de destacar o lançamento da vinícola, o ultra-premium Ketran 2013, feito a partir de 35% Syrah, 30% Petit Verdot, 25% Carmenere, 10% Cabernet Franc, 30 meses em barricas de carvalho francesa.

O nome Ketran vem da língua mapuche e significa “terra arada” pelo fogo da atividade vulcânica. Uma homenagem aos solos vulcânicos que deram origem ao fantástico terroir de Los Lingues, localizado no pé da “Cordilheira dos Andes”.

Foi eleito o melhor vinho Colchagua Andes com 95 pontos no Guia Descorchados 2018 pelo jornalista Patricio Tapia.

Na taça um belíssimo vinho, concentrado e sedoso. O nariz revela frutas vermelhas e negras, notas de chocolate e carvalho – tostado, baunilha e especiarias. Um vinho encantador, que surpreende! O Brasil vai receber somente 60 garrafas, que será vendida em torno de R$ 500.

Seus vinhos são importados pela Uaine Group – e estão disponíveis no mercado brasileiro.

Provei a safra 2015 do Almaviva, 100 pontos James Suckling

Amigos, o enólogo francês Michel Friou, responsável por elaborar um dos mais desejados vinhos do mundo, o chileno Almaviva, esteve em Vitória esta semana para apresentar a 20ª safra da vinícola – 2015, vinho do ano, considerado perfeito – 100 pontos – pelo crítico de vinhos americano James Suckling – que durante muitos anos trabalhou para a revista Wine Spectator.

James Suckling descreve Almaviva 2015 como “um vinho que simboliza a grandeza com sua intensidade, estrutura e equilíbrio, enfatizando a distância dos vinhos amadurecidos ao neoclassicismo com energia e nesse”.

Michel Friou também esteve na rádio Band News 90.1 FM ES, no programa “Amigos de Taça” que faço com o amigo Antônio Carlos Leite – em breve o link da entrevista estará disponivel no blog.

Na foto – Silvestre Tavares,  Michel Friou e Antônio Carlos Leite

Para quem ainda não sabe, a vinícola foi criada em 1997 através de uma “joint venture” entre o Château Mouton Rothschild na França e a Chilena Concha y Toro, sob o conceito de Chateau Francês. O vinhedo ocupa um terroir exclusivo, possui uma única adega e uma equipe técnica que se dedica unicamente a produzir este grande vinho. Estas características o transformam em um vinho de grande sofisticação, no qual se vende para o mundo todo, exceto os Estados Unidos, através de distribuidores especiais, os conhecidos “Negociantes de Bordeaux” e através de cadeias de distribuição.

No almoço (restautante Aleixo) para doze privilegiados, promovido por João Bosco, presidente da Vila Porto International Business, importadora exclusiva da Concha Y Toro para o Brasil, tive a oportunidade de provar três safras 1999, 2007 e a badalada 2015.

Almaviva 1999 | Álcool 13,5% | Puente Alto | Maipo | 78% Cabernet Sauvignon, 19% Carménère e 3% Cabernet Franc | 16 meses em barricas novas de carvalho francês.

Nariz aberto, franco, com notas de mentol, terra molhada, tabaco, couro e muitas especiarias. Paladar macio, muito equilibrado – no seu auge, mas acredito que vai nesse nível por alguns anos. Talvez o melhor Almaviva que provei. Para beber ajoelhado!

Almaviva 2007 | Álcool: 14,5% | Puente Alto | Maipo – variedades: Cabernet Sauvignon 64%, Carménerè 28% e Cabernet Franc 7% e Merlot 1% | 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Nariz aberto, com frutas negras e vermelhas, muito maduras, madeira evidente, tostados e especiarias. Paladar fino, aveludado, com grande concentração. O mais potente dos três.

Almaviva 2015 | Álcool: 14,5% | Puente Alto | Maipo – variedades: Cabernet Sauvignon 69%, Carmenere 24%, Cabernet Franc 5%, Petit Verdot 2% | 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

Nariz potente, aberto com 30 minutos na taça, mostrando uma fruta madura deliciosa, madeira bem trabalhada, se integrando, claro. Paladar denso e aveludado, com taninos doces e finos. Desde jovem mostra sua classe, com concentração X equilíbrio. Já é um grande vinho.

*O vinho custa em torno de 1 mil reais no mercado nacional

Casa de Locos (1ª edição) | Restaurante La Dolina vai se transformar num pedaço da Argentina em Vitória!

No dia 22 de abril o Restaurante La Dolina vai se transformar num pedaço da Argentina em Vitória. É que Emilio Farfan e Ivan Di Cesare promoverão a 1ª edição do Casa de Locos, um evento com muita comida boa, cerveja, música e cultura. E muito fuego!
Neste dia os clientes do La Dolina e apreciadores da boa comida provarão um menu dedicado à carne feita na brasa, como de costume, mas quem estará no comando da parrilla junto com Emílio, Ivan e Nahuel Belmar Recchia será Ricki Motta, chef do restaurante uruguaio Bodega Garzón.
Além de provarem o menu de 8 pratos criado pelos quatro chefs, os participantes do Casa de Locos – 1ª edição vão curtir a atração musical Guto Ferrari, provar vinhos da Bodega Garzón e chopp da Cervejaria ES.
Conheça o menu 
Pesca inteira em cama de bambu
picles e molho chermoula
Mariscos
arroz socarrat e aioli
Milho na parrilla, manteiga defumada e farofa de especiarias (se come con la mano)
Ossobuco, pão na chapa, coalhada e pimenta fermentada
Creme de mollejas, abobrinha, pimenta biquinho em torta frita
Impregnação de aipim com açafrão e manteiga de alho-poró
Alfajor argentino
Fruta assada, iogurte e garrapiñada de gergelim

DATA E HORA

dom 22 de abril de 2018

12:00 – 16:30

LOCALIZAÇÃO

Restaurante La Dolina

Rozendo Serapião de Souza Filho

Bairro República

R$ 160

Ver mapa

Compre aqui > https://www.eventbrite.com.br/e/casa-de-locos-1a-edicao-tickets-44253671924 

Mesa ao Vivo ES | Quer aprender harmonizar queijos e vinhos corretamente?

Quer aprender a harmonizar queijos e vinhos corretamente? Dia 22/03, quinta-feira, as 17:30, dentro da programação do evento Mesa ao VivoMarcel Miwa (editor de vinhos da revista Prazeres da Mesa) comanda a palestra – “Vinhos brasileiros harmonizados com os queijos artesanais Serra das Antas!” Garanta o seu Passaporte MESA no https://www.mesaaovivoespiritosanto.com.br 

Conheça os principais sistemas de pontuação de vinhos

O mundo do vinho vive cercado de frases feitas, regras incontestáveis e garantias de qualidade, tanto para neófitos quanto para enófilos experimentados. Fato esse, consequência da nossa dificuldade em desvendar características de uma enorme variedade e complexidade de rótulos que hoje temos a disposição no mercado.

A necessidade de informação criou uma grande circulação de opiniões, onde sites, blogs e críticos independentes ganharam destaque e reputação mundial, passando a ditar regras e nortear o consumidor através de notas aos vinhos degustados.

Para atenuar a subjetividade, o ritual de degustação foi padronizado. Degustadores normalmente às cegas, utilizando fichas de degustação, avaliam os vinhos segundo alguns critérios, com o somatório de pontuação dividido basicamente em algumas características: visual, olfativo e gustativo. A forma de aferir e apresentar os resultados pode variar bastante.

O blog relaciona abaixo vários sites e personalidades confiáveis, considerados atualmente os mais reputados no mercado. Conheça os critérios que eles utilizam para emitir suas notas aos vinhos. As siglas (abreviaturas dos nomes) podem ser encontradas nos catálogos, publicações e selos colados nas garrafas.

Wine Advocate | Robert Parker (RP) – www.erobertparker.com 

O mais temido e respeitado crítico do mundo chama-se Robert M. Parker Jr., que largou sua carreira de advogado 1978 para escrever sobre vinhos quando descobriu que tinha uma incomum capacidade de degustar vinhos. Criador do sistema de notas muito utilizado – em que atribui de 50 a 100 pontos. Sua avaliação pode levar uma vinícola à falência, e ao contrário a glória. Suas notas, e de seus colaboradores, estão disponíveis no site, que hoje é mantido por investidores de Cingapura. Como atribui notas – (50- 59) inaceitável – (60-69) abaixo da média – (70-79) mediano – (80-89) médio – (90-95) excelente – (96-100) extraordinário.

Jancis Robinson (JR) – www.jancisrobinson.com 

A Master of Wine inglesa Jancis Robinson, é outra grande referencia, apresentando um estilo franco ao comentar sobre os vinhos e seus produtores. Livre, isenta, publica reportagens, avaliações e notas em seu site, onde os interessados pagam uma anuidade para ter acesso ao conteúdo completo. Jancis Robinson atribui de 0 a 20 pontos aos vinhos avaliados. (12) desequilibrado – (13) deficiente – (14) correto – (15) mediano – (16) distinto – (17) superior – (18) acima dos superiores – (19) Fantástico – (20) Excepcional.

Wine Spectator (WS) – www.winespectator.com 

A mais famosa publicação do mundo, tanto no impresso quanto na web, com venda de acesso às áreas exclusivas, onde milhares de fichas de degustação de vinhos estão disponíveis. Publica anualmente o mais aguardado ranking de vinhos do mundo, chamado de TOP 100 Wine Spectator, que premia não somente por notas, e sim por uma conjunto de fatores: pontuação, preço e disponibilidade no mercado, gerando normalmente ausências surpreendentes.

A Wine Spectator atribui notas de 50 a 100 pontos aos vinhos avaliados. (50-74) ruim – (75-79) médio – (80-84) bom – (85-89) muito bom – (90-94) excelente – (95-100) extraordinário.

Gambero Rosso (GR) – www.gamberorosso.it

Para os fãns dos vinhos italianos, o conselho e seguir as dicas do melhor Guia de Vinhos da Itália, chamado Gambero Rosso. O Guia comenta e pontua a quase totalidade dos vinhos produzidos na Itália. Como forma de pontuação, atribui de 0 a 3 Bicchieri (taças) aos vinhos degustados, e premia com uma estrela os produtores que obtiverem por dez vezes os tre bicchieri em seus vinhos. (1 taça) médio – (2 taças) muito bom e (3 taças) excepcional.

Decanter (DEC) – www.decanter.com 

Outra grande referência é Revista Inglesa Decanter, editada no Reino Unido e nos Estados Unidos, pratica uma mescla de noticias e avaliação de vinhos. Optou por uma simplificação, atribui notas colocado estrelas, de 0 a 5. (1 estrela) comum – (2 estrelas) para beber eventualmente – (3 estrelas) dia dia – (4 estrelas) excelente – (5 estrelas) top.

Wine Enthusiastwww.wineenthusiast.com.br

Considerada primeiro como referência para acessórios de vinhos, caves e adegas, informação, eventos e viagens, a Wine Enthusiast passou a partir de 1988, trazer aos seus leitores informações centenas de avaliações de vinhos. O crescimento da revista ocorreu com o objetivo de ser a maior revista periódica do mundo focada em vinhos. Outro motivo de sucesso da revista foi a criação do evento ‘Toast of the Town’, exposição esta que reúne consumidores e profissionais do ramo do vinho e culinário.

A Wine Enthusiast atribui notas de 80 a 100 pontos aos vinhos avaliados. (80 a 84) bom – (85 a 89) muito bom – (90 a 94) excelente  – (95 a 100) soberbo. Vinhos abaixo de 80 pontos não são avaliados.

Seja um critico

Por fim, que tal ajudar aos amigos e apreciadores de todo mundo com a sua opinião? Esta oportunidade é proporcionada pelo aplicativo para smartphone Vivino. Ele capta as informações do vinho pelo rótulo e você avalia com estrelas. (5 estrelas) Nectar dos deuses – (4 estrelas) excelente – (3 estrelas) para o dia-dia – (2 estrelas) – sem maiores pretenções – (1 estrela) – simples.

Guia Descorchados 2018 será lançado em São Paulo e no Rio de Janeiro | 10 e 12 de Abril

Considerado o maior guia mundial de vinhos da América do Sul, o Guia Descorchados, que completa 20 anos, chega à sua edição 2018 com mais de 3 mil vinhos degustados, vindos de 155 vinícolas argentinas, 190 chilenas, 30 vinícolas uruguaias e 16 vinícolas brasileiras.

São mais de mil páginas com as notas dadas por Patricio Tapia, idealizador e organizador do guia, que conta com a colaboração de Eduardo Milan, editor de vinhos da Revista Adega. A publicação traz também detalhes sobre as principais uvas, harmonizações e recomendações, tornando-o referência para o setor.

O lançamento da versão 2018 será feito em conjunto com uma grande feira de vinhos, com cerca de 100 produtores confirmados, dos 4 países. Os visitantes poderão conhecer os principais destaques, além de conversar com produtores, enólogos e importadores.

Em São Paulo, o evento acontece no Villaggio JK, na Vila Olímpia. O espaço contará ainda com palestras e mesas especiais para as “conversas com vinho”, onde especialistas estarão disponíveis para falar sobre determinados rótulos de forma mais descontraída, para grupos menores.

No Rio de Janeiro, o evento terá uma versão pocket, com 20 produtores e acontecerá no Village Mall, na Barra da Tijuca. A organização do evento é da INNER Eventos, empresa do Grupo INNER, parceira do Guia Descorchados. Segundo Christian Burgos, diretor da empresa, “o Rio de Janeiro tem muitos apreciadores de vinho e há algum tempo queríamos fazer também um evento na cidade. Finalmente conseguimos e temos certeza que será repetido no próximo ano”.

O Guia Descorchados pode ser adquirido no e-commerce da Loja Sabor.club, bem como os ingressos para os eventos de São Paulo e Rio de Janeiro. A compra do ingresso dá direito a um exemplar do guia no valor de R$ 150.

Assinantes da Revista ADEGA e Revista Sabor têm 50% de desconto. Para solicitar o benefício, basta enviar e-mail para [email protected] e solicitar o link de acesso. Os assinantes do Clube Adega ganham um exemplar do Guia, bastando confirmar a presença pelo e-mail .

Para o Trade e associados da ABS São Paulo, os ingressos têm preços especiais e para o cadastramento deve ser feito pelo e-mail [email protected] solicitando informações.

São Paulo: Villagio JK – Rua Funchal, 500 – São Paulo – SP
Data: 10/04
Horário: Trade e Imprensa – 14:30h às 17:30h
Público final – 18:30h às 21:30h
Ingressos: 

Rio de Janeiro: Village Mall – terraço
Data: 12/04
Horário: 18h às 21:30h
Ingressos: 

 

Importadora Juss Millesimes inicia suas vendas hoje pelo site!

Com foco no consumidor final e com preços competitivos, começa a funcionar hoje, dia 06 de março, as operaçoes da importadora Juss Millesimes,
oferecendo o melhor dos vinhos da Borgonha, Loire, Cotes du Marmandais e Rioja. Entre as vinícolas estão – Armand Rousseau, Raveneau, Dujac, Ramonet e também – Elian da Ros da Cotes Marmandais, Clau de Nel do Vale do Loire e o biodinâmico Yohan Lardy de Beaujolais.

O nome da importadora é uma referência ao apelido do jogador de futebol Jussiê Vieira, capixaba que depois de jogar no Cruzeiro fez carreira no Bordeaux.

Quem tem a oportunidade de viajar para o exterior e comparar os mercados fica escandalizado com os preços que pagamos por aqui, porém fiquei feliz ao navegar pelo site da importadora e verificar a justa diferença percentual nos preços dos vinhos oferecidos até agora.

Serviço
importadora
Endereço: Rua Costa Carvalho, 561
Horário de funcionamento: 10:00 às 17:00 – telefone 011 99964-6174
Site: www.juss-millesimes.com.br – Instagram: @jussmillesimes – Facebook: jussmillesimes

Queijos e Vinhos | Quais vinhos harmonizam com Brie e Camembert?

Paixão mundial, queijos e vinhos é uma harmonização deliciosa, cheia de aromas e sabores.

Hoje falarei sobre brie e camembert, dois queijos de “mofo branco”, referência a superfície branca aveludada que adquirem à medida que amadurece. O efeito é originado por um fungo chamado Penicillium Candidum, que protege a superfície do queijo de outros fungos.

Ao contrário de outros queijos, o Brie e o Camembert, também conhecidos como queijos semi-moles – à medida que envelhecem ficam mais suaves e saborosos, em vez de mais firmes e secos. Quando jovens podem ser bem sem graça, pálidos e quebradiços, mas com passar do tempo o miolo desenvolve uma textura mais cremosa e untuosa que as vezes traz um sabor marcante de cogumelo.

Tanto o Brie como o Camembert combinam muito bem com vinhos brancos de médio corpo e com boa acidez como é o caso dos vinhos brancos produzidos com a uva Chardonnay ou tintos leves como Pinot Noir, Gamay ou Tempranillo sem passagem por madeira.

Vinhos e espumantes brasileiros ganham 16 medalhas na Espanha

A conquista de mais prêmios internacionais para vinhos e espumantes brasileiros começou mais cedo este ano. O país verde e amarelo acaba de conquistar 1616 prêmios na Espanhano Concurso Internacional de Vinos y Espirituosos (CINVE) 2018, realizado de 12 a 14 de fevereiro no Complexo Cultural de São Francisco, na cidade de Cáceres, na Espanha. A entrega da premiação acontecerá dia 13 de abril no Hotel Villamagna, em Madri.

O concurso reuniu 705 amostras de 14 países. Um júri formado por 40 experts distinguiu quatro vinhos e 12 espumantes brasileiros. O diretor da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo Marcos Gabbardo, esteve representando o Brasil e destaca que foi possível avaliar, principalmente, vinhos da Península Ibérica, além de produtores do Novo Mundo e Velho Mundo. “Todas as avaliações foram realizadas às cegas por jurados internacionais, permitindo a valorização da diversidade e qualidade dos vinhos atuais”. Gabbardo também ressalta a organização do evento que contribuiu para a qualidade do concurso, culminando com diversas premiações para os vinhos e espumantes brasileiros. 

PREMIAÇÕES 

GRAN CINVE

Peterlongo Armando Memória Teroldego 2016 – Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo

Medalha de Ouro

Aliança Espumante Moscatel 2017 – Cooperativa Agroindustrial Nova Aliança

Aurora Espumante Brut 2017 – Cooperativa Vinícola Aurora

Casa Valduga Gran Chardonnay D.O 2017 – Casa Valduga Vinhos Finos

Peterlongo Presence Espumante Moscatel – Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo

Ponto Nero Celebration Espumante Moscatel – Domno do Brasil

Medalha de Prata

Aurora Espumante Moscatel Branco 2017 – Cooperativa Vinícola Aurora

Casa Valduga 130 Espumante Brut Blanc de Blanc – Casa Valduga Vinhos Finos

Casa Valduga 130 Espumante Brut Blanc de Noir – Casa Valduga Vinhos Finos

Casa Valduga Raízes Gran Corte 2013 – Casa Valduga Vinhos Finos

Garibaldi Espumante Moscatel 2017 – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Marcus James Espumante Brut Branco 2017 – Cooperativa Vinícola Aurora

Peterlongo Armando Touriga Nacional 2016 – Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo

Peterlongo Presence Espumante Brut  – Estabelecimento Vinícola Armando Peterlongo

Ponto Nero Espumante Brut – Domno do Brasil

Ponto Nero Espumante Brut Rosé – Domno do Brasil