Vertical de Esporão Reserva tinto 2002 a 2015 comandada por David Baverstock

A convite dos representantes da vinícola Herdade do Esporão, participei recentemente no Wine Store Carone, em Vila Velha, de uma vertical com várias safras da linha reserva – 2002, 2003, 2005, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015, sob o comando de David Baverstock, premiado diretor de enologia da vinícola. Australiano, desde 1992 na Herdade do Esporão, no Alentejo, completou em setembro sua 26ª vindima.

Herdade do Esporão reserva é um dos mais respeitados e famosos vinhos de Portugal, elaborado todos os anos, com as uvas Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet,  provenientes do coração do Alentejo, integrada na DOC Reguengos de Monsaraz. A Herdade apresenta condições únicas para a agricultura – grandes amplitudes térmicas, solos pobres e variados e uma extraordinária biodiversidade que nos ajuda a produzir em equilíbrio com o meio ambiente. Com cerca de 702 ha de vinhas, olivais e outras culturas potenciadas pelo Modo de Produção Biológico. Neste território estão plantadas cerca de 40 castas, 4 variedades de azeitona, pomares e hortas.

O que é uma degustação Vertical?

Uma degustação vertical é quando várias safras do mesmo vinho são provadas de forma sequencial. São colocados na mesa do provador 50 ml de cada safra em taças numeradas, normalmente em número de cinco vinhos e costuma ter a presença de um “expert” ou do produtor para orientar a prova. Os provadores analisam tecnicamente como as condições climáticas de cada ano, as técnicas de vinificação e os aspectos da viticultura podem influenciar nos aromas e nos sabores do vinho. Na prova podemos sentir as diferenças no aroma e no gosto de uma safra para a outra que são também influenciados pelos anos de guarda.

Avaliação das safras

Provando os vinhos pude verificar que em geral são tintos elegantes, com taninos macios e com aromas a frutas vermelhas e de especiarias. Verifiquei também uma mudança de estilo a partir da safra 2011, quando a graduação alcoólica começa a aumentar e os vinhos começam a mostrar características mais globalizadas, ganhando em concentração. Uma questão de estilo, muito influenciado pelo mercado, tipos de barricas, e pelo clima cada vez mais quente.

Pulo do gato

Uma boa dica é a compra das safras 2002, 2007 e 2011. As uvas destinadas para estas safras foram as que seriam utilizadas no vinho superior da vinícola, o Private Selection, que não foi engarrafado. Assim, logicamente, se tornaram vinhos mais complexos, estruturados e com maior capacidade de evolução na garrafa.

Prova do Esporão Reserva 2015

A safra 2015, que provamos em primeira mão, ainda não está no mercado, se mostrou com boa acidez, frescor, fruta gostosa, novo – claro, mas muito agradável.

“O inverno muito seco e as temperaturas acima da média, na primavera e verão, determinaram o início adiantado da vindima. Apesar das temperaturas elevadas, não houve calores extremos e durante a vindima o tempo manteve-se seco proporcionando uma qualidade notável das uvas, que se traduziu em vinhos de aromas frutados, intensos e persistentes.”

Os vinhos são importados no Espirito Santo pela Blend’s Imp Exp e Comércio de Alimentos e Bebidas Ltda Tel (27) 3029-7227.

Wine lança o Site Vinho fácil, que aposta na qualidade a um preço justo

Para atender uma demanda de mercado, a Wine.com.br, maior operação de e-commerce da América Latina, lançou recentemente mais um site: www.vinhofacil.com.br. Nessa nova opção de compra os clientes vão encontrar vinhos com até 80% de desconto, preço final entre 19 e 30 reais por garrafa – “vinhos simples, fáceis de beber, com qualidade e de vinícola respeitada” diz Vicente Jorge, Wine Hunter do grupo Wine.

Cortes de Cima Alvarinho 2016, produzido com uvas do litoral alentejano, a 3 km do oceano Atlântico!

Essa semana estive com Hamilton Reis, enólogo chefe da vinícola Cortes de Cima – Alentejo, em um almoço descontraído no restaurante Aleixo, Praia do Canto. A surpresa foi conhecer seu Cortes de Cima Alvarinho 2016, produzido exclusivamente com a casta Alvarinho, plantada na costa alentejana, a 3 km do oceano Atlântico.

Normalmente associada ao Vinho Verde, típico vinho branco do norte de Portugal, a casta Alvarinho está em todo o território nacional, ainda que possa ser nas condições nortenhas – quer pelas características do solo, quer pelo clima – que obteve seu reconhecimento. Atualmente vem alcançando bons resultados e características próprias na costa alentejana.

Hamilton me explicou que em virtude da exposição solar da região, maior que o Minho/Vinho Verde, a maturação das uvas é mais longa, originado vinhos mais densos, maduros, com acidez menos destacada.

Hamilton Reis na foto acima

As uvas são colhidas durante o período fresco do amanhecer e logo depois do processo de produção, com estágio em borras finas “sur lie”, envelhece durante 6 meses em barricas de carvalho francês.

O resultado na taça é um Alvarinho com aromas cítricos, algo de pêssegos e um delicado toque floral. No paladar é mais gordo dos demais que provei com esta casta, untuoso, bem mineral e boa acidez. Acompanhou muito bem um lombo de bacalhau. Preço médio no mercado R$ 140. Gostei muito! Importadora Adega Alentejana.