Fim do mistério, Barca-Velha 1955 é declarado!

Um dos mais famosos vinhos portugueses e do mundo, o Barca Velha, está reescrevendo sua história. O grupo Sogrape, detentora da marca, acaba de declarar legitimo o rótulo de 1955, reconhecendo então que existem atualmente 19 safras desse mítico vinho. Nesse contexto são elas –  1952, 1953, 1954, 1955, 1957, 1964, 1965, 1966, 1978, 1981, 1982, 1983, 1985, 1991, 1995, 1999, 2000, 2004 e 2008.

Em nota oficial (foto acima) a empresa afirma que depois de uma minuciosa pesquisa, no qual foram analisados mais de 30 mil documentos, foi possivel reconhecer que o enólogo da época, Fernando Nicolau de Almeida, vendeu uma quantidade muito limitada de garrafas do Barca Velha 1955. Ainda não foi possivel apurar as razões pela qual essa edição não foi de forma ampla ao mercado.

Porém, a nota não cita o empresário Tiago Paulo, da Garrafeira Estado D’Alma, que ao comprar uma garrafa desta safra, insistentemente, desde 13 de janeiro de 2014, solicitou apuração da Sogrape sobre esta safra misteriosa. Hoje a garrafa é ofertada por 2.995,oo euros na sua loja.  Relembre a história aqui –

Barca Velha 2008 recebe 100 pontos pela Wine Enthusiast

Em 64 anos de história apenas 18 colheitas foram declaradas Barca-Velha. A última safra, 2008, acaba de receber a distinção máxima de 100 pontos pela prestigiada revista Wine Enthusiast. Segundo o comunicado de imprensa, o vinho da Casa Ferreirinha é o “primeiro vinho português não fortificado a atingir a pontuação máxima numa publicação norte-americana de referência”.

Os melhores espumantes do Brasil – Guia Descorchados 2017

O “Guia Descorchados 2017“, mais completo e respeitado anuário sobre vinhos da América do Sul foi lançado no dia 11 de abril, em São Paulo. Nesta 19ª edição estão produtores chilenos, argentinos, uruguaios e brasileiros.

Foram avaliados pelo menos 2.500 vinhos, trabalho que resultou em mais de 1.000 páginas sobre as principais vinícolas da região e seus vinhos. Além de apresentações de vinícolas e regiões produtoras, o livro tem referência de notas de degustações e harmonizações sobre diversos vinhos.

Não canso de repetir que o espumante nacional está consagrado, uma das grandes descobertas do mundo. Os produtores estão investindo cada vez mais, produzindo espumantes fáceis de agradar, geralmente com bastante fruta e uma acidez que limpa e refresca o paladar.

Os melhores espumantes brasileiros

93 pontos: Cave Geisse Terroir Nature 2011 (R$ 165 )

92: La Belle Blanche Brut Rosé (R$ 129,90)

92: Estrelas do Brasil Brut Rosé (R$ 60)

92: Valduga 130 Brut Blanc de Noir 2013 (R$ 130)

92: Casa Valduga Gran Nature 60 Meses 2011 (R$ 150)

92: Estrelas do Brasil Nature ISV12010

92: Cave Geisse Blanc de Blancs 2013 (R$ 105)

92: Hermann Lírica Crua (R$ 76,40)

92: Pizzato Vertigo Nature 2014 (R$ 165)

92: Pizzato Nature 2013

92: Vallontano LH Zanini Extra Brut 2012 (R$ 99,50)

92: X Decima .Yoo Brut Nature Edição Especial 2013

92: X Decima Nature Tradicional 2012

92: X Decima .Yoo Brut Rosé Ed. Especial 2014

92: Domno do Brasil Ponto Nero Moscatel Espumante (R$ 49,50)

Os melhores vinhos tintos da Argentina – Guia Descorchados 2017

O “Guia Descorchados 2017“, mais completo e respeitado anuário sobre vinhos da América do Sul foi lançado no dia 11 de abril, em São Paulo. Nesta 19ª edição estão produtores chilenos, argentinos, uruguaios e brasileiros.

Foram avaliados pelo menos 2.500 vinhos, trabalho que resultou em mais de 1.000 páginas sobre as principais vinícolas da região e seus vinhos. Além de apresentações de vinícolas e regiões produtoras, o livro tem referência de notas de degustações e harmonizações sobre diversos vinhos.

Desde a minha última viagem a Mendoza e demais regiões, venho verificando na taça a mudança de estilo dos tintos argentinos, muito criticados por serem doces, pesados e cansativos. Várias vinícolas preocupadas com as críticas estão se reinventando, utilizando novas técnicas de vinificação, buscando novos terroirs e reencontrando uvas nativas, como a Criolla. O resultado são vinhos com mais acidez, frescor e uma fruta mais limpa. Apesar da Malbec ser a mais importante, destaco a Cabernet Franc a grande sensação do momento, provem!

Os melhores tintos argentinos

99 pontos: Gen del Alma Seminare Malbec 2015 – O vinho mais pontuado da história do guia.

98: Trapiche Terroir Series Ambrosia Malbec 2013

98: Zorzal Wines Piantao Cabernet Franc 2013

98: Catena Zapata Adrianna Vineyard Mundus Bacillus Terrae Malbec 2013

98: Carmelo Patti Malbec 2013

97: Grand Enemigo S. Vineyard Gualtallary Cabernet Franc 2013

97: Cadus Wines Appellation Gualtallary Malbec 2014

97: Superuco Calcáreo Río de los Chacayes Malbec 2015

97: Zuccardi Finca Piedra Infinita Malbec 2013

97: Achával Ferrer Finca Altamira Malbec 2014

97: Carmelo Patti Cabernet Franc 2013

97: Noemia j. Alberto Malbec 2015 (R$ 237,59 na Vinci)

97: Bodega Teho Corte Malbec C. Sauvignon P. Verdot Tempranillo Syrah 2014

97: Matervini Piedras Viejas Malbec 2014

Os melhores vinhos tintos do Uruguai – Guia Descorchados 2017

O “Guia Descorchados 2017“, mais completo e respeitado anuário sobre vinhos da América do Sul foi lançado no dia 11 de abril, em São Paulo. Nesta 19ª edição estão produtores chilenos, argentinos, uruguaios e brasileiros.

Foram avaliados pelo menos 2.500 vinhos, trabalho que resultou em mais de 1.000 páginas sobre as principais vinícolas da região e seus vinhos. Além de apresentações de vinícolas e regiões produtoras, o livro tem referência de notas de degustações e harmonizações sobre diversos vinhos.

Estive rodando a taça pelo evento e dentro dos países participantes o que mais me surpreendeu foi o Uruguai, sempre lembrado pelo seu Tannat duro, tânico e sem frescor, apresentou vinhos com destaque para a fruta fresca e acidez nunca vista. A fórmula encontrada foi a utilização, em muito casos, da maceração carbônica, uma técnica de vinificação onde a fermentação ocorre com os cachos das uvas inteiras, muito utilizada na região de Beaujolais, França. Outro bom resultado vem com a casta branca Albariño cultivadas na região costeira, que já mostra excelente qualidade, porém com pouca oferta.

Os melhores tintos uruguaios

95 pontos: Bodegas Carrau Amat Tannat 2011 (R$ 233 na Zahil)

94: Bodega Alto de la Ballena Cetus Syrah 2013 (R$ 523,66 na Vinhos Mundi)

94: Bodega Bouza B6 parcela Única Tannat 2015 (R$ 334,40 na Decanter)

94: Familia Deicas Domaine Castelar Tannat 2015

94: Familia Deicas Cru D’Exception Malbec 2013

94: Familia Deicas Tannat 2015

94: Familia Deicas Massimo Deicas Tannat 2013

94: Pizzorno Family Estates Exclusive Tannat 2015

94: Pizzorno Family Estates Primo

94: Pizzorno Family Estates Primo Tannat Malbec Merlot Petit Verdot 2013

94: Viñedo de los Vientos Eolo Tannat Ruby Cabernet 2012

92: Viñedo de los Vientos Anarkia Tannat 2016 – Top

Vinícola Casa Romero: Viento Puelche Pinot Noir e Viento Puelche Syrah na taça!

Recentemente recebi o convite do amigo Roberto Rodrigues Jr para conhecer os vinhos e a história da jovem e pequena vinícola Casa Romero, localizada na região V do Chile, mais precisamente no vale de Casablanca ao longo da Rota 68, entre as cidades de Santiago e Valparaíso.

Uma região relativamente nova na produção vinícola, a apenas 18 km do litoral. Em virtude disso, o vale recebe uma forte influência marítima, com clima mais frio, com uma amplitude térmica que chega a até 19º de diferença entre o dia e a noite. O resultado é uma maturação mais lenta, produzindo vinhos com excelente acidez e bem aromáticos.

A vinícola, que está em fase de certificação orgânica, vinifica sob o comando dos enólogos Teddie Barahona e Erwin Sepúlveda, três tintos, os Viento Puelche Pinot Noir, Viento Puelche Syrah e o Viento Puelche Malbec.

Tive a oportunidade de provar dois, o Pinot Noir e o Syrah.

Viento Puelche Pinot Noir 2013 – 14,5% alc – passa por carvalho – Produção 15.000 garrafas

Em alguns casos, no Chile, a Pinot Noir oferece estrutura e corpo, mas esta não é a regra. Se você prefere vinhos mais robustos, aqui não vai encontrar. Esse PN me surpreendeu justamente pelo contrário. Seu excelente frescor e elegância, fruta limpa e delicada, remete claramente remete aos bons caldos da Borgonha. Aquele tipo de vinho que acaba rápido e deixa saudades.

Viento Puelche Syrah 2014 – 14,5% alc – passa por carvalho – Produção 6.000 garrafas

O syrah é produzido com uvas da região do Maipo (Puangue), o que imprime ao vinho mais estrutura e corpo, até pela própria característica da uva. Não sei se o álcool mais alto decorre do clima na safra, mas precisa de respirar uns 30 minutos, no mínimo, para equilibrar. O nariz foge do convencional, com toques vegetais em destaque. Um bom vinho, que fica ainda melhor acompanhando pratos à base de carnes. Um cordeirinho, por exemplo!

Os vinhos são vendidos no Brasil pela importadora F2R (27 – 98168-1718), e estarão disponíveis em breve ao preço médio de 140 reais na gondola.

João Santos apresenta novidades da ViniBrasil e Global Wines em Vitória

Galera, na noite de quarta-feira, a convite do meu amigo Gilson Pimentel Muniz, fui conferir no restaurante Bendito Bistro (ao lado do day by day – Praia do Canto) alguns lançamentos do portfólio da Global Wines/Vinibrasil. Os vinhos foram apresentados por João Santos – Enólogo e Diretor Comercial da Vinibrasil.

A Global Wines é o maior produtor do Dão (centro norte) e um dos maiores do país, com quintas e adegas em várias regiões.

De tanto vender para o Brasil montaram um projeto no Sertão pernambucano, Vale do São Francisco, Vinibrasil. A região tem um diferencial que é produzir duas safras por ano, com resultados muito legais, principalmente nos seus espumantes.

Iniciamos os trabalhos com 3 espumantes da ViniBrasil, primeiro o Rio Sol Brut Blanc Grand Prestige e o Brut Rosé – R$ 35, todos dois elaborados pelo método Charmat, com a uva Syrah e 8 grs de açúcar por litro. Bastante aromáticos, frutados, e com o frescor que nosso clima pede. Perfeita combinação com um Ceviche. O terceiro espumante, o Premium, produção de somente 1.400 garrafas, é feito com as castas portuguesas Touriga Nacional, Arinto e Fernão Pires. Charmat longo e com o vinho base em madeira. Bastante estruturado pede comida e certa moderação.

Seguindo com os rótulos portugueses/Global Wines, inciamos com o Quinta de Cabriz Grilos Dão Branco 2015, delicioso corte de Encruzado e Cercial, mostrou notas florais e de frutas tropicais, perfeito para o dia a dia. Pode ser bebido sozinho mas acompanha muito bem uma infinidade de pratos mais leves e delicados.

O primeiro tinto foi o Quinta do Encontro, um tinto que mudou seu DNA, passando de Baga e Merlot, para um 100% Touriga Nacional, uva emblemática de Portugal.  Macio e cheio de fruta, que fica ainda mais gostoso se servido levemente refrescado. R$ 39,90

A expectativa estava alta com o Quinta de Cabriz Colheita Selecionada (Touriga Nacional, Touriga Franca e Alfrocheiro) R$ 55, incluído entre os 100 melhores vinhos de 2016 da respeitada publicação americana “Wine Spectator”. Na taça com alguns minutos respirando mostrou aromas agradáveis de frutas e um toque terroso, típico da região. Paladar fresco, boa acidez e final curto mas saboroso. Vale a compra, principalmente pelo preço e para quem quiser conhecer a tipicidade desta região.

Fechamos a noite com o que “Second Me” foi o melhor tinto da noite. Se trata do Quinta de Cabriz Reserva, nariz franco, com frutas negras, notas terrosas e aquele coquinho agradável do carvalho. Na boca é estruturado, com boa acidez e persistência. Por ser mais estruturado, vai bem com pratos mais intensos.

Vincent Caillé Clos de la Févrie 2015 (Um vinho branco do Vale do Loire até 100 reais) para #CBE- Confraria Brasileira de Enoblogs

Boa noite meus amigos, hoje é dia de #CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs). A brincadeira é a seguinte. Todos os meses um confrade, blogueiro, escolhe um tema. A partir daí compramos as nossas garrafas e provamos, postando nossas impressões no primeiro dia de cada mês. Esse mês quem escolheu o tema foi o Blog Vivendo a Vida, “um vinho branco do Vale do Loire até 100 reais”.

Para quem está em busca de novos horizontes, os vinhos brancos Vale do Loire (pronuncia-se luar), França, elaborados com a uva Muscadet (pronuncia-se muscadê), também denominada “Melon de Bourgogne“ são excelentes opções. Sua origem exata, e a associação com a uva não é clara. No entanto, a maioria dos estudiosos acreditam que a uva Melon de Bourgogne foi introduzida na região Pays Nantais no século 17 por um comerciante holandês.

A região é dominada por uma forte influência marítima vinda do Oceano Atlântico, fazendo mais frio e com maior precipitação que o restante do Vale do Loire. Bem adaptada a estas condições, a Melon de Bourgogne tem sua colheita geralmente em meados de setembro, sendo esticada de forma experimental por alguns produtores nos últimos anos. Porém, a colheita tradicional (precoce), é a mais eficaz. Mantém a acidez (“frescor“) que é uma característica chave de vinho Muscadet.

Existem quatro AOCs principais da região de Muscadet espalhadas por uma grande diversidade de terrois com grande concentração de xisto, argila, cascalho e granito. São elas; Muscadet, Muscadet Sèvre et Maine (principal), Muscadet Coteaux  de la Loire e Muscadet Côtes de Grandlieu.

Os melhores passam pelo método de vinificação denominado “Sur Lie“, que consiste em manter o vinho contato com as borras (sedimentos das uvas) por um determinado tempo antes do engarrafamento, assim aportando corpo e certa complexidade de aromas e sabores ao produto final.

A harmonização perfeita: ostras, peixes e camarões. A maioria dos Muscadets devem ser bebidos com até três anos de safra.

Clos de la Févrie 2015 – França – Vale do Loire – 100% Melon de Bourgogne – 12% – R$ 97,00 – www.delacroix.com.br

“Pouco mediático, mas reconhecido pelos entendedores e pessoas do mundo dos vinhos como um dos grandes produtores de Muscadet e da Loire, Vincent produz seus vinhos como nenhum outro, muito provavelmente devido a parte de seus sonhos que eles contém! Entretanto, Vincent não é apenas um sonhador, ele vêm de uma família que produz vinhos há 5 gerações e ele conhece seu magnífico terroir de maneira perfeita. Como ele mesmo diz: “O melon é uma esponja que deve se adaptar ao seu terroir.”. Foi através do contato com colegas, como Jo Landron e Guy Bossard, que ele descobre os grandes muscadets, sua uva de grande paixão, e a cultura orgânica e biodinâmica: entre 1994 e 2007 ele passa para a cultura orgânica e três anos mais tarde para a cultura biodinâmica.”

Na taça mostrou um visual amarelo esverdeado, com muita tipicidade, aromas de frutas brancas e cítricas e mineralidade destacada. Paladar sequinho, leve, muito refrescante, com notas minerais dominando. Excelente opção para ter na adega em todas as estações do ano. Delícia!