Lançada nova edição do Guia ADEGA – Vinhos do Brasil – 2016 | 2017

A sexta edição do “Guia ADEGA – Vinhos do Brasil 2016-2017” já está disponível. Publicado pela Inner Editora, que também edita a revista ADEGA, o livro traça um panorama da atual produção de vinhos do Brasil ao reunir em uma criteriosa compilação as safras que estarão no mercado entre 2016 e 2017.

Para produção desta edição, a equipe de degustadores da revista ADEGA avaliou às cegas 533 vinhos, de 65 vinícolas localizadas nas diversas regiões vitivinicultoras do país, incluindo Vale dos Vinhedos, Campanha Gaúcha, Campos de Cima, Serra Catarinense, Paraná, Vale do São Francisco e Minas Gerais.

O Guia ADEGA traz notas detalhadas das degustações, pontuações dos vinhos e sugestões de harmonizações dos rótulos com pratos variados. Também é fonte obrigatória de consulta em viagens enoturísticas pelo Brasil e também em pesquisas de compra tanto via internet quanto em lojas tradicionais de vinho.

Além das livrarias, o “Guia ADEGA – Vinhos do Brasil 2016|2017” também está disponível na loja ADEGA (www.lojaadega.com.br). R$ 39,90

Preservativo para vinhos

Pois é meus amigos! Isso mesmo, preservativo para vinhos!


A Wine Condom criado pelo americano Mitchell Strahan e sua mãe, Laura Bartlett é praticamente uma camisinha, só que para vinhos. Feita de borracha natural, é só colocar no gargalo do vinho e desenrolar, que segundo seus inventores, fica selado e pronto pra guardar, além de evitar o desperdício e as manchas causadas pelas gostas de vinho que caem nas toalhas e o transporte para outro local sem que se perca uma única gota.


Mais informações aqui – site do produto

2º episódio “Na Casa do Carbonara”: Hamburger e suas possíveis harmonizações com vinho

Segundo episódio de “Na Casa do Carbonara” trata de uma possível harmonização entre hambúrguer e vinho.

A série mostra as relações culturais entre comida, bebida e o mundo contemporâneo através de conversas em torno da comida e bebida, passadas na Casa do Carbonara.

Vinhos:

Pinot Noir 2015 Domaine Ginglinger[

Brain de Folie 2015 Domaine du Mortier 

Direção: João Grinspum Ferraz e Fabio Meirelles 
Conteúdo: Ana Lembo, João Grinspum Ferraz, José Luiz Soares, Rodrigo Malizia
Direção de Fotografia: Fabio Meirelles
Produção: Maíra Teixeira
Edição: Fabio Meirelles, Daniel Crepaldi
Assessoria de Imprensa: Casa Volver
Tradução: Isabela Meneghini 
Músicas: Safakash / Theo Hertzig

Vinícola brasileira anuncia imersão de garrafas em mar francês

A vinícola Miolo anuncia a imersão de um lote com 500 garrafas do espumante Miolo Cuvée Tradition Brut no mar da província de Bretagne, no Atlântico Norte, na França, realizado na última sexta-feira, dia 21.

Quem realizou a operação foi a Amphoris (www.amphoris.fr), empresa francesa cuja especialidade é selecionar locais para a imersão de garrafas, criando caves submarinas em condições ideais: escuridão e umidade total’ e temperatura constante. De acordo com Denis Drouin, presidente da Amphoris, “o ambiente marinho cria condições adequadas e peculiares para o envelhecimento do vinho”. Dispostas horizontalmente em um container especial que propicia o contato direto das garrafas com as correntes marítimas, elas repousarão durante um ano no mar de Bretagne. Após a retirada destas garrafas do fundo do mar, elas serão comercializadas em uma edição especial.

A Miolo é a primeira empresa brasileira a realizar este procedimento de imersão em caves submarinas, acompanhando uma tendência onde várias vinícolas na Europa estão aderindo a esta inovação.

O espumante

Elaborado no Vale dos Vinhedos com uvas Chardonnay e Pinot Noir pelo Método Tradicional(com fermentação na própria garrafa), o Miolo Cuvée Tradition Brut envelhece durante 12 meses nas caves subterrâneas da Miolo.

Michel Temer sanciona lei que inclui o vinho no Simples | Sistema de Tributação Simplificada

Agora é simples! Finalmente o setor vitivinícola nacional foi incluído no sistema de tributação simplificada! Uma vitória de todo o setor, que vai beneficiar 90% das vinícolas brasileiras.

A inclusão das vinícolas, microcervejarias e produtores de cachaça artesanal, aprovada por unanimidade pela Câmara no início do mês saiu do papel. Isso porque hoje, quinta-feira (27), às 11h, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 25/07 foi sancionado pelo presidente Michel Temer. Além de incluir novos segmentos no regime, a atualização amplia o limite de faturamento de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões e cria as Empresas Simples de Crédito para facilitar o acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas (MPEs). O limite de faturamento para os microempreendedores individuais (MEIs) passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil. O texto também amplia o prazo de parcelamento de dívidas de 60 para 120 meses, com redução de multas e juros.

A medida entra em vigor em 2018

Saiba a importância de incluir as vinícolas no Simples Nacional

1. 90% das vinícolas dos estados do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC) e são micro e pequenas empresas e poderão ser beneficiadas caso o setor seja incluído no Simples.
2. Atualmente, a carga tributária brasileira ultrapassa metade do valor de uma garrafa de vinho. A inclusão no Simples deverá aumentar a competitividade do vinho brasileiro frente ao importado.
3. Tradicionais países produtores de vinhos, como Argentina e Espanha, já possuem regimes simplificados de tributação. Os nossos vizinhos, por exemplo, adotam o sistema do Monotributo, algo semelhante ao Simples Nacional.
4. A inclusão das vinícolas brasileiras no Simples Nacional não vai diminuir a arrecadação de impostos pelos governos federal, estaduais e municipais. Isso porque o faturamento das micro e pequenas vinícolas corresponde a apenas 12% do total das empresas do ramo vinícola no Brasil.
5. A inclusão das vinícolas no regime simplificado desburocratiza e desonera a atividade vinícola no país.
6. A inclusão do segmento no Simples pode resultar na formalização de centenas de produtores de vinho artesanal, em 10 estados brasileiros.
7. A medida vai beneficiar não apenas os produtores gaúchos, mas também vinicultores dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo.
8. A inclusão no Simples vai incentivar a produção do vinho no Brasil, considerada em muitos países, como a Espanha, um alimento.
9. A inclusão das vinícolas no Simples cria melhores condições para a permanência dos produtores no campo, em minifúndios, com mão de obra familiar, evitando a evasão rural.

Benefícios econômicos e sociais

– Aumento da visibilidade da produção, o que permite o desenvolvimento adequado de políticas públicas para os produtores familiares;
– Incentivo ao enoturismo, atividade com grande potencial de geração de emprego e renda;
– Maior segurança para o consumidor dos vinhos elaborados em unidades rurais familiares devido à exigência de atendimento das regras técnicas e fitossanitárias de produção;
– Incremento de investimentos na qualidade do produto.

Números da formalização

– 1.931 produtores de vinhos informais com potencial empreendedor no Brasil, segundo o IBGE;
– Estimativa de arrecadação de R$ 27 milhões em tributos;
– Estimativa de 1.050 produtores informais no RS que poderão ser formalizados;
– Em SC, a estimativa é de que 116 agroindústrias familiares sejam incluídas no regime;
– No PR, são 620 produtores informais que devem ser formalizados.

4 vinhos tintos do Crasto no TOP 15 da Wine Spectator

Em mais de 200 vinhos tintos portugueses avaliados por Kim Marcus no relatório de agosto da prestigiada revista de vinhos Wine Spectator, quatro vinhos da Quinta do Crasto constam no Top 15: Crasto Superior Tinto 2013, com 92 pontos, Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2013, com 92 pontos, Quinta do Crasto Tinta Roriz 2013, com 93 pontos, e Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa 2013, com 94 pontos. Saiba mais. 

Cava del Paraje: entenda a nova categoria dos espumantes espanhóis

Andrew Jefford (revista Decanter) viaja à Catalunha para descobrir como vai funcionar a nova categoria: Cava del Paraje. A tradução é de Marcello Borges, especialmente para o site da Artwine, e reproduzido aqui no Blog Vivendo a Vida.

Este é o grande problema: o Cava barato é chamado de Cava, e o 2000 Enoteca Brut Nature da Gramona, que é vendido a £160 na loja Berry Bros & Rudd em Londres, é chamado de… Cava.

O espumante barato que conhecemos por esse nome é conhecido no mundo todo. Mas o vinho espumante fino ainda não é.

O Cava não tem Grands Crus ou Premiers Crus, não tem sub-regiões, não conta com um sistema como o dos Cuvées de Prestige, não tem um marketing expressivo para criar tensão entre as grandes casas e os pequenos vitivinicultores.

Tudo o que existe é… o Cava.

O Cava nem precisa ser produzido no coração da Catalunha, usando-se variedades indígenas e os solos calcários das colinas de Penedès. 

A lista de produtores de Cava de 2015 (241, no total) contém endereços espalhados pela Espanha, desde a Estremadura até a região basca, incluindo a Rioja; uvas onipresentes como Chardonnay e Pinot Noir (embora não a Pinot Meunier, curiosamente) estão relacionadas dentre as variedades aprovadas. 

A DO é recente (datada de 1986); a produção é espantosamente eficiente. Como resultado, o Cava se tornou, desde a concessão da DO, não propriamente um vinho, mas uma mercadoria. 

Poucos consumidores sabem como o Cava pode ser refinado, ou como a relação íntima com seu terroir dá-lhe expressão. Compram-no, mas, na maior parte do tempo, como alternativa barata ao Champanhe.

“Em todos os vinhos”, diz Pedro Bonet Ferrer, presidente do Consejo Regulador do Cava, “existe uma categoria premium. Isso é necessário para a imagem e para a lógica da qualidade. A pirâmide de qualidade precisa ter um ápice”. A pirâmide do Cava tem um ápice, mas ele está envolto em névoas.

O primeiro passo para corrigir isso é criar uma estrutura na qual a excelência pode se manifestar. Em junho deste ano, as autoridades do Cava apresentaram um plano nesse sentido.

Chama-se Cava del Paraje. Geralmente, esta expressão é traduzida como “lugar” ou “local”, embora possa significar algo um pouco maior, como “paisagem”, por exemplo. 

“Algumas pessoas estão tentando dizer que estamos dizendo ‘single estate’,” diz Pedro Bonet, “mas na verdade é um vinhedo único, um local pequeno e específico, um trecho original de terreno”. 

As outras expressões que foram analisadas, mas rejeitadas, incluem heredad (propriedade), finca (fazenda), parcela e pago (vinhedo – a alternativa mais lógica, mas já registrada pela Marqués de Griñón).

As regras oficiais mencionadas no lançamento incluem uma produção máxima de 8.000 kg/ha ou 48 hl/ha; 36 meses de envelhecimento em garrafa; só vinhos safrados e no estilo Brut (ou mais seco); uma exigência pouco definida de 10 anos para os vinhedos, no mínimo; um processo de aprovação para as próprias parcelas; e exigências de degustação para os vinhos base e os vinhos prontos. 

Recentemente, quando visitei a região, porém, vieram à luz outras exigências intrigantes.

A mais importante é que o título de Cava del Paraje só pode ser requerido por empresas que vinificam a maior parte (85 por cento) de seus vinhos-base. 

Aquelas que compram de outros de maneira substancial serão inelegíveis, o que pode excluir muitas das atuais empresas produtoras de Cava. 

Qualquer vinhedo proposto como Paraje precisa ser de propriedade da empresa, tendo sido fermentado separadamente por três colheitas, no mínimo. 

O vinho não pode ser acidificado (o que o Cava normal pode fazer), e precisa ter um nível de acidez natural final de 5,5 g/l (medidos no tartárico), enquanto o nível mínimo de acidez para o Cava normal foi reduzido recentemente para 5 g/l.

Além disso, Pedro Bonet se empenhou em Madrid para garantir que o Cava del paraje tenha se tornado a terceira DO “Calificado” da Espanha, após Rioja e Priorat. 

Contudo, significativamente, a parte “Calificado” deve ser usada obrigatoriamente com a fórmula Cava del Paraje (ela qualifica o substantivo masculino – em espanhol – paraje, e não, como em Rioja e Priorat, o substantivo feminino denominación, motivo pelo qual termina com um “o” e não com um “a”). 

Pode parecer um detalhe burocrático para um observador externo, mas está carregado de importância no cenário dos vinhos espanhóis.

Perguntei a Pedro Bonet porque o Cava del Paraje Calificado não estava limitado a variedades indígenas. “Conversamos muito sobre isso, e esse foi o princípio, o espírito. 

Porém, como as outras variedades já estão incluídas na DO, decidimos que isso não seria possível em termos legais”. 

Bem, e por que não mexer completamente com o processo e criar uma nova DO, com novas regras? Ele sorriu. “Bem, isso significa que o próprio Cava iria se tornar ‘ordinário’, uma categoria de segunda classe, e isso não seria bom”.

Conversei com aqueles que teriam muito a ganhar ou a perder com as novas regras – noutras palavras, aqueles que têm se esforçado para produzir Cavas da melhor qualidade. “É algo bem vindo”, disse Ton Mata, da Recaredo.  “Embora não seja exatamente o que eu gostaria, porque sou muito ambicioso. 

Meu sonho é uma apelação para espumantes de nossa área, mas esse não é um sonho fácil – há Cavas produzidos a 1.000 quilômetros a oeste daqui. Concordo com todos os outros pontos, mas o Consejo deveria se esforçar para definir o que entendem como Paraje”.

Jaume Gramona também apoia o esquema, bem como a inclusão das variedades não indígenas. “Estudei cinco anos na Borgonha e estou convencido de que essas variedades francesas podem ser boas para os espumantes. A diferença é que com as variedades indígenas nem sempre conseguimos um resultado. 

Este ano, esperávamos declarar Chardonnay para Paraje, mas percebemos que não podíamos fazê-lo; a qualidade não estava à altura”. 

A Codorníu, que detém vinhedos colossais (3.500 ha), tem a oportunidade de ser um participante importante do Cava del Paraje, e também apoia a Chardonnay e a Pinot Noir, fazendo uma campanha malsucedida para que o nível mínimo de acidez natural fosse de 7,5 g/l.

As definições de local serão cruciais, e parece haver um sistema curioso para sua aprovação, exigindo que o produtor “defenda” o terreno ante um painel que inclui experts e jornalistas de vinho espanhóis, como uma espécie de defesa de tese de doutorado. 

Neste ponto, o que parece evidente é que até os principais produtores têm ideias diferentes sobre o que pode ser um Paraje. O vinhedo Turó d’En Mota, da Recaredo, reconhecido por Pedro Bonet como uma inspiração para o projeto, tem menos de um hectare, e a empresa tem outros vinhedos pequenos que pretende apresentar para aprovação no momento adequado. 

Esse é o modelo clássico – um equivalente catalão, digamos, do “climat” borguinhão ou do Clos du Mesnil. 

A Gramona, por sua vez, pretende requerer um Paraje chamado “de Origen Gramona” para todos os vinhos da família que forem submetidos ao processo (dentro de um total de 30 ha): uma espécie de paradigma do “grand vin” de Bordeaux, embora com um conjunto menor de vinhedos.

Também é preciso admitir que “Paraje” não é a palavra mais fácil para quem não fala espanhol como nativo (o “j” faz o mesmo som que os escoceses produzem ao dizer a palavra “loch”, que nem de longe se parece com o “j” padrão dos ingleses). “Pago” teria sido bem mais fácil.

Bem, reclamar de detalhes é fácil. Na minha opinião, essa é a melhor notícia oficial sobre Cavas que recebi na minha vida: uma medida que há muito deveria ter sido tomada e que finalmente dá aos produtores a oportunidade de comunicar a extraordinária finesse, complexidade, refinamento e, sim, a acentuada “mineralidade” que esses vinhos são capazes de expressar.

Vou retornar ao assunto ainda este ano com um texto sobre o sabor do Cava que, espero, explicará porque vinhos como os da Recaredo e da Gramona merecem claramente os preços que cobram por eles, porque a “transmissão do terroir” pode atingir níveis sem igual nos vinhos espumantes finos da Catalunha – e ainda tenho algumas dúvidas sobre o uso de Chardonnay e Pinot Noir no Cava del Paraje Calificado.

Artigo publicado originalmente no site da revista Decanter. Para ler o artigo original, clique AQUI

Começa hoje o Festival Gastronômico Monte Velho | São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina

O Esporão promove, de 26 a 30 de outubro, o Festival Gastronômico Monte Velho; e pela primeira vez o Brasil participa desta grande ação, que também acontece simultaneamente em diversos restaurantes de Portugal, Espanha e Bulgária. No Brasil, a ação acontecerá nos estados de São Paulo (Restaurantes Adega Santiago, Espírito Santo, Taberna 747 e Páteo Sabor Paulista), do Rio de Janeiro (Restaurantes Gruta de Santo Antônio e Rancho Português) e em Santa Catarina (Restaurante Marisqueira Sintra). Ao escolher um prato típico português nestes locais – o Menu Monte Velho –, acompanhado de uma garrafa 750 ml de Monte Velho (safra 2015 Edição Manta Alentejana, branco ou tinto), o cliente levará para casa outra garrafa 750 ml de Monte Velho, para degustar quando quiser!

Lançado em 2013 para celebrar a gastronomia portuguesa e sua forte ligação com estes icônicos vinhos portugueses, cerca de 100 restaurantes participam do Festival Gastronômico Monte Velho, propondo aos seus clientes as melhores harmonizações com os vinhos, confirmando assim o caráter gastronômico e a versatilidades dos vinhos alentejanos Monte Velho.

www.qualimpor.com.br

6 vinhos do Chile entre os 100 melhores do mundo 2016

Como publicado aqui no blog Vivendo a Vida, o respeitado crítico James Suckling divulgou seu ranking com os 100 melhores vinhos do mundo em 2016. Além de vários outros países, o Chile marcou presença com 6 vinhos. Veja quais são eles na lista abaixo:

2.  Viñedo Chadwick Cabernet Sauvignon Valle de Maipo 2014

21.  Aristos Chardonnay Valle de Cachapoal Duquesa d’A 2011

48. Montes Valle de Colchagua Alpha M 2013

51. Concha y Toro Cabernet Sauvignon Puente Alto Don Melchor Puente Alto Vineyard 2012

55. Matetic Syrah Valle de San Antonio 2012

71. Clos des Fous Malbec San Rosendo Tocao 2013

Flávio Zílio é eleito o Enólogo do Ano 2016

 

A Associação Brasileira de Enologia (ABE) esteve em festa na noite deste sábado, 22 de outubro, quando brindou seus 40 anos e comemorou o Dia do Enólogo, além do ponto alto do evento: a revelação do Enólogo do Ano 2016. Desta vez, quem recebeu o título foi o enólogo Flávio Zílio (foto acima/direita), eleito por colegas associados à entidade. Além da distinção que reconhece sua contribuição profissional para o setor, Zílio é o primeiro homenageado a receber o novo troféu, completamente reestilizado. O jantar foi realizado na sede social da Sociedade União São Francisco América (Susfa), em Bento Gonçalves, com a presença de cerca de 300 convidados que puderam depositar depoimentos de suas melhores experiências com vinho na Barrica do Tempo.

Nascido em Muçum, Vale do Taquari, Zílio é tecnólogo em Viticultura e Enologia e há 27 anos passa o dia provando diferentes vinhos. Atua na Cooperativa Vinícola Aurora há 23 anos, onde é enólogo chefe, com papel fundamental na evolução dos vinhos, muitos deles com medalhas conquistadas mundo afora. “Quando entrei no mundo do vinho o objetivo principal era obter recursos para a vida, mas não demorei a perceber que a escolha da profissão era muito mais do que isso eu estava diante do mundo fantástico do vinho”, frisou o Enólogo do Ano 2016.

Flávio Zílio é o 13º enólogo a ser reconhecido com o prêmio. A votação, realizada de 10 a 16 de outubro, envolveu 121 enólogos associados e o resultado foi homologado mediante regulamento por uma comissão formada pelo presidente da ABE, enólogo Juliano Perin, por representantes do IFRS – Campus Bento Gonçalves, da Embrapa Uva e Vinho e enólogos já homenageados com a distinção. Como premiação, Zílio recebeu uma viagem para visitar uma feira do setor, de modo a ampliar e atualizar seus conhecimentos em viticultura.

Durante a cerimônia, Perin destacou a importância da união entre os associados da ABE e como a entidade se mobiliza em prol da qualificação dos associados, além da importância do contato entre os colegas de profissão. “Esta é uma noite muito especial em nossa vida, pois comemoramos mais um ano de profissão entre amigos e lembramos o quão importante é dividir histórias e trocar experiências que nos levam ao crescimento profissional”, pontuou.

A noite teve mais surpresas. Por fazerem parte da ABE há mais de 20 anos e terem mais de 65 anos de idade, os enólogos Sérgio Foletto e Alberto Miele foram agraciados com diploma de sócio vitalício. A ABE também entregou uma placa em homenagem aos colaboradores Dario Crespi, 1º tesoureiro, e Eliane Cerveira Dal Piaz e Adriane Biasoli, secretárias, por seus esforços para alcançar os objetivos da entidade. E a festa se completou com o baile animado pela banda Sunset Riders, de Porto Alegre, que apresentou clássicos da música internacional.

Barrica do Tempo

Para marcar o momento de confraternização, a ABE criou a Barrica do Tempo, na qual os convidados puderam depositar depoimentos contando suas melhores experiências com vinho. A Barrica do Tempo somente será aberta daqui a 10 anos, quando a entidade comemorará suas Bodas de Ouro.

Em 40 anos de atuação, a ABE vivencia intenso trabalho e dedicação à qualificação do enólogo, assumindo o importante papel de promover o vinho brasileiro. Com uma agenda viva e abundante, a entidade cruzou safras realizando cursos, palestras e visitas técnicas, degustações temáticas, e também grandes eventos como o Brazil Wine Challenge, o Concurso do Espumante Brasileiro e a Avaliação Nacional de Vinhos. Desse modo, a ABE leva os vinhos e espumantes brasileiros para todos os continentes, ampliando a visibilidade da produção nacional, hoje repleta de medalhas.

Troféu Enólogo do Ano

A partir deste ano, um novo troféu passa a ser instituído, inspirado no principal ícone da profissão do enólogo, a taça, afinal é por meio dela que o profissional coloca os sentidos à prova, vivendo uma das mais interessantes experiências de sua atividade, a degustação.

Com nova abordagem, valorizando formas puras e diretas, o troféu traz movimento e silhueta que remetem ao balanço do vinho na taça, uma forma orgânica com alta fluidez. A composição se completa com uma folha de parreira estilizada. Feito de alumínio e cobre, o troféu apresenta um contraste que confere identidade nobre e imponente à peça.

O troféu original foi entregue ao Enólogo do Ano 2016, Flávio Zílio, que ficará com a taça durante um ano, até a escolha do Enólogo do Ano 2017, quando a peça será transferida para o novo vencedor e substituída por uma réplica. Os enólogos homenageados nos anos anteriores receberam também uma reprodução do novo troféu.

Histórico de homenagens

Enólogo do Ano 2004 – Antônio Czarnobay

Enólogo do Ano 2005 – Gilberto Pedrucci

Enólogo do Ano 2006 – Firmino Splendor

Enólogo do Ano 2007 – Adriano Miolo

Enólogo do Ano 2008 – Ismar Pasini

Enólogo do Ano 2009 – Nauro José Morbini

Enólogo do Ano 2010 – Lucindo Copat

Enólogo do Ano 2011 – Daniel Dalla Valle

Enólogo do Ano 2012 – Dirceu Scottá

Enólogo do Ano 2013 – Juliano Perin

Enólogo do Ano 2014 – Delto Garibaldi

Enólogo do Ano 2015 – Christian Bernardi

Enólogo do Ano 2016 – Flávio Zílio