Dicas da Serra Gaúcha (Bento Gonçalves e Garibaldi): hotéis, vinícolas e restaurantes

Conhecer vinícolas, se deliciar com a culinária e provar bons vinhos e espumantes são alguns atrativos para quem está pensando em visitar Bento Gonçalves, Garibaldi e demais cidades na Serra Gaúcha (RS). Os visitantes podem acompanhar o cultivo nos vinhedos, a produção do vinho, participar de degustação e, dependendo da época, participar da colheita. É um passeio surpreendente cheio de encantos e sabores. São dezenas de vinícolas, com várias versões da bebida e uma quantidade igualmente grande de restaurantes.

Como chegar

De avião: São duas opções para chegar de avião até próximo a Bento Gonçalves, pois a cidade não possui aeroporto com voos regulares. Via Caxias do Sul, o Aeroporto Hugo Cantergiani recebe poucos voos diários e fica a 45 km de Bento. O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, recebe voos diários de diversas companhias aéreas nacionais e internacionais, localizado a 114 km de Bento Gonçalves e Garibaldi.

De carro: Saindo de Porto Alegre (sul), o trajeto é via BR-116 até Novo Hamburgo, seguindo pela RS-240 e RS-122 até São Vendelino e em seguida pela RS-446 e BR-470 até Bento Gonçalves. São 122 km.

De ônibus: Da capital Porto Alegre há ônibus direto para Bento Gonçalves e Garibadi, saindo da rodoviária, em vários horários. Rodoviária de Porto Alegre:

Traçando rotas

Com a ajuda do aplicativo para Smartphones “Turismo Bento” para Android e iPhone – Turismo Garibadi para Android e iPhone – é possível traçar rotas por meio da geolocalização e o acessar mapas e informações sobre os principais passeios e roteiros, pontos turísticos, hotéis, restaurantes, vinícolas, entre outros estabelecimentos e serviços. Também é possível obter informações gratuitamente pelo: 0800 603 6060 (segunda a sexta: das 8h às 17h30 | sábados, domingos e feriados: das 9h às 17h)

O desafio para quem fica mais do que alguns dias na cidade é lidar com mobilidade. Alugue um carro ou contrate um serviço de uma empresa de turismo local (Giordani Turismo), ficará mais barato que chamar um taxi, que na região é caro e tem pouca oferta.

Onde Comer

Casa Di Paolo


Eleito melhor galeto do Brasil há 13 anos consecutivos pela Revista 4 rodas, o DiPaolo oferece o melhor da culinária típica da colonização italiana em massas (capeletti, espaguete – os molhos: tradicional, funghi, tomate seco, quatro queijos e alho e óleo), salada de maionese, saladinha e raicci e o delicioso galeto al primo canto e acompanhamentos, além de completa carta de vinhos nacionais e importados. Pra quem aguentar a sobremesa, a casa oferece sagú com creme, pudim de leite e ambrosia. O serviço é no sistema rodizio ao custo de 65 reais por pessoa.

Fica na Rodovia RSC 470, junto ao Castelo Benvenutti, Garibaldi-RS. Terça a domingo das 11 hs as 15 hs. Terça a sábado das 19 hs as 23 hs. Tel 054 3463 8008. Mais informação: www.casadipaolo.com.br

Trattoria Primo Camilo


A Trattoria Primo Camilo fica em um prédio histórico nas proximidades do Centro de Garibaldi. O ambiente rústico, em um porão de pedras cria um clima único ao local, atende até 80 pessoas e outras 35 em um segundo andar. No cardápio, menu degustação ou serviço a la carte com massas, risotos, peixes e carnes. A casa, que atende à noite de segunda à sábado, também estará com horário especial no domingo de Páscoa, com atendimento para almoço e jantar. Wagner Poletti, junto com Pessali, lideram o empreendimento.

Fica na Avenida Rio Branco, 1.080, em Garibaldi. – Fone: 54 3462-3333 – De segunda a quinta (das 19h30min às 22h30min), sextas e sábados (das 19h30min às 23h) – Nas quartas-feiras, é servido rodízio de pizza.

Trattoria Mamma Gema

A Trattoria Mamma Gema está localizado junto ao Complexo Enoturístico Villa Michelon, bem no coração do Vale dos Vinhedos, nas margens de um lago e rodeado por lavandas coloridas, o restaurante oferece rodízio de massas ou a la carte com diversas opções de saladas, massas, risotos, carnes e sobremesas. “Procuramos em cada receita recriar os sabores das receitas das ‘mammas’, mas com um toque pessoal dado pelo Pessali”, conta Clege Dalmáz. O ambiente, com capacidade para 200 pessoas, é climatizado, possui rede wi-fi, estacionamento e segurança.

Fica no complexo turístico Villa Michelon, no Vale dos Vinhedos. – Fone: 54 3459-1392 – De terça a domingo, ao meio-dia. No mesmo local, funciona o Armazém Mamma Gema.

Caldeira restaurante

Do atendimento aos pratos, os apreciadores da boa comida têm uma experiência única no Caldeira. O ambiente acolhedor, com petiscos diferenciados e pratos temperados com criatividade e excelência, que transformam o prazer de comer em uma jornada, onde são explorados os mais diversos sabores e sentidos.

No Caldeira, não há harmonização pronta para os pratos. Cada cliente é atendido pela sommelier, que procura compreender a personalidade da pessoa para montar combinações únicas. E por trás de cada sabor há uma história incrível vivenciada por Rafael. Entre as mais saborosas estão a do Ossobuco e polenta cremosa.

Fica na rua Gen. Osório, 426 – Centro, Bento Gonçalves – (54) 3701-0272

Pizza entre Vinhos

No Pizza entre Vinhos o cardápio é apresentado em dois idiomas – português e inglês – traz 28 opções de pizzas salgadas e sete doces, mas o cliente pode, ainda, criar seu próprio sabor com a seleção de ingredientes utilizados pela casa. Os cuidados em cada detalhe são acompanhados de perto por Lucimar Roncaglio, que divide com Pessali o desafio de dirigir a casa. Com serviço à la carte, a Pizza entre Vinhos oferece, ainda, a Horta do Vale, uma mesa de saladas em que as verduras são cultivadas sem o uso de agrotóxicos por produtores do Vale dos Vinhedos. As pizzas são assadas em forno à lenha e servidas na pedra. O ambiente é climatizado, possui rede wi-fi, estacionamento e segurança. A Pizza entre Vinhos funciona de quarta a domingo, a partir das 19h. Informações e reservas podem ser feitas pelo telefone 54 3459.1392 ou pelo e-mail 

Valle Rústico

Quem busca tranquilidade, tem preocupação com a saúde e entende que a refeição deve ser feita com calma e aproveitada em cada detalhe, precisa conhecer o Restaurante Valle Rustico, no Vale dos Vinhedos. Além de alimentar o corpo, é alimento também para a alma.

Em meio à natureza e ao silêncio prazeroso do interior, o restaurante do Chef Rodrigo Bellora reserva experiências gastronômicas especiais e diferenciadas. Seguindo os conceitos da enogastronomia e da ecogastronomia, a proposta do restaurante é apreciar a refeição em etapas, desfrutando do aroma e sabor de cada prato, que atingem seu máximo quando harmonizados com vinhos e espumantes do Vale dos Vinhedos.

Fica na linha Marcílio Dias – 15 da Graciema – Vale dos Vinhedos – (54) 3067-1163

Pedalando pelos vinhedos

“Que tal de bike?” Realizado pela Rede de Hotéis Dall’Onder, roteiros com formatos diferentes que contemplam pedaladas de 3h a 8h de duração são realizados com níveis de dificuldade que vão do leve e moderado ao radical. Em todas as opções, os ciclistas são acompanhados em tempo integral por um veículo de apoio com toda estrutura necessária. Mais informações pelo telefone (54) 3455.3555 ou pelo site www.dallonder.com.br.

Pic nic nos vinhedos

A experiência, que permite refrescar o dia do turista, pode ser vivida durante o dia a partir das 15h. A escolha da melhor hora é do turista, que pode optar por ficar mais próximo da vinícola, no topo do vale, ou mais distante, com maior privacidade no caso de um casal. 

Recheada com produtos coloniais com destaque para o pão caseiro feito pela própria nona Romilda Larentis, a cesta traz, ainda, queijo, copa, salame, geleia, biscoito e, é claro, uma garrafa de vinho ou de espumante. A tradicional toalha xadrez é companhia certa, além das taças e do vinhedo carregado de uvas que serão colhidas entre os meses de fevereiro e março.

Fica na vinícola Larentis – Vale dos Vinhedos – Cesta inclui produtos coloniais regados a vinho ou a espumante, além da tradicional toalha xadrez e, agora, de almofadas. – Informações: 54 3453.6469 ou 


 

Vinícola Aurora

A Cooperativa Vinícola Aurora foi a primeira vinícola de Bento Gonçalves a abrir suas portas ao público. No início dos anos 80 criou um Centro de Recepção Turística, que recebe atualmente em torno de 150 mil visitantes por ano (2015).

 O roteiro mostra os diversos procedimentos da arte de elaborar vinhos, percorrendo corredores com barris de carvalho, tanques de inox e enormes pipas de madeira. O trajeto é interligado por túneis, que fazem o visitante vivenciar um pouco da cultura e tradição locais e o romantismo contagiante do mundo do vinho. Ao final da visita, na Cave di Bacco há um varejo com toda a linha de produtos. 

Cursos de degustação de vinhos e espumantes e mini cursos de harmonização de chocolates com vinho fazem parte dos atrativos oferecidos pela Aurora.

Fica na rua Olavo Bilac, 500 – Bairro Cidade Alta – (54) 3455-2000 – www.vinicolaaurora.com.br

Miolo – Wine Garden


Com 1.200 hectares de vinhas próprias e 12 milhoes de litros de vinhos finos por ano, a Miolo conta com a maior área de vinhedos próprios no país. A pedida, além de passear pelos vinhedos, interior da vinícola e sua espetacular sala de degustação, é aproveitar os finais de semanas e feriados no Wine Garden, instalado em uma ampla e linda área verde atrás do varejo da vinícola. A novidade conta com espaço kids, para que os pais apreciem com tranquilidade vinhos e espumantes em taça, além de comidinhas vindas de uma espécie de “wine truck”.

Fica no jardim da vinícola Miolo – RS 444, Km 21 – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves – Telefone (54) 2102-1540 – site: www.miolo.com.br

PETERLONGO 

Pioneira na produção de espumante no Brasil, ganhou legalmente o direito de usar o termo champagne em seus produtos. Durante a visitação pode-se aprender as diferenças entre os três métodos de elaboração da bebida (Charmat e Champenoise) e conferir como eram as primeiras máquinas utilizadas na fabricação. Também é possível degustações harmonizadas e picnic nos vinhedos.

Fica na rua Manoel Peterlongo, 216 – Tel. (54)3462-1355. www.peterlongo.com.br

Salton

Completando 100 anos de existência, a Salton é uma das marcas mais conhecidas no País. Ela fica em Bento Gonçalves. Suas instalações merecem uma visita. Na entrada, um belo relógio solar recebe os turistas. Com 30 mil metros quadrados de área construída, possui tanques de inox gigantes, onde pode-se conhecer mais sobre o processo de fabricação. A visita a Cave da Evolução é imperdível.

Fica na R. Mario Salton, 300, Bento Gonçalves – Mais Informações: www.salton.com.br – Tel. (54) 2105-1000

Casa Valduga

Oferece, além das visitas guiadas, degustação e venda de produtos, a opção de hospedagem em suas quatro pousadas. O local possui ainda uma osteria e uma cantina italiana. Outra visita imperdível é conhecer a Casa da Madeira, que produz geléias doces, suco de uva e vinagre. Para quem quiser saber mais sobre vinhos, são ministrados cursos rápidos de degustação. Tel. (54) 2105-3154.

Preço: Com a aquisição de um vale de R$ 20, o visitante recebe uma taça com o logotipo da casa e pode visitar a vinícola, os vinhedos e degustar seus vinhos. Informações: www.casavalduga.com.br e para hospedagem www.villavalduga.com.br

Cave Geisse

A Cave Geisse não fica no Vale dos Vinhedos, mas na microrregião vizinha dos Vinhos de Montanha. Ela produz um dos melhores espumantes do Brasil. O grande momento da visita fica por conta de uma aventura em um carrinho 4×4 que percorre uma trilha em meio à mata virgem, onde você fará uma parada que será um convite a relaxar em um deck e degustar um dos melhores espumantes da vinícola. Seguindo o passeio irá desfrutar das belezas que compõem esse terroir e descobrir seus segredos e ao final deguste deliciosas empanadas Chilenas. Tem visita guiada e degustação e compras no varejo. Tel. (54)3455-7461/62/63 – www.cavegeisse.com.br

Dal Pizzol

O Parque temático da Dal Pizzol Vinhos Finos, na Rota das Cantinas Históricas, em Faria Lemos, você precisa incluir em seu próximo roteiro pela região. Fica fora da região demarcada do Vale dos Vinhedos, mas dentro de Bento Gonçalves. A proposta é proporcionar ao visitante além da apreciação de bons vinhos e espumantes, um contato com a natureza e a história do vinho, em um verdadeiro Parque Temático a céu aberto, com área total de 80 mil m². Museu com peças e produtos vínicos bastante antigos e o “Vinhedo do Mundo” uma coleção de parreiras com 300 variedades de uvas de 5 continentes e de 23 países são alguns dos atrativos. Sem falar na gastronomia e nos vinhos e espumantes.

Fica na RS 431, Km 5,3 – Distrito de Faria Lemos – Fone: (54) 3449.2255 – Fax: (54) 3449.2222 – E-mail:  – Site: www.dalpizzol.com.br

Don Giovanni

Localizada a pouco mais de 10 quilômetros de Bento Gonçalves, no distrito de Pinto Bandeira, vale reservar um fim de semana para visitar essa vinícola, que possui uma pousada com oito quarto que recebe enófilos e apreciadores em geral. No mesmo local, um casarão do ano de 1930 funciona um restaurante que tem capacidade para receber até 60 pessoas mediante reserva. Destaque para o Don Giovanni Nature (sem adição de açúcar), produzido pelo método tradicional e 24 meses em contato com as leveduras.

Fica na Linha Amadeu (28), km 12, Pinto Bandeira – Tel: (54) 3455-6293 |  www.dongiovanni.com.br

Don Laurindo

Na família Brandelli, fundadora da vinícola, a tradição e a arte da elaboração de vinhos de castas nobres é transmitida de pai para filho. Na Don Laurindo, uniram-se a tradição, arte e técnica, através do cultivo de vinhedos próprios e seleção criteriosa das uvas, obtendo-se se excelentes resultados na elaboração dos vinhos. A origem da vinícola remonta 1887, com a chegada à região de Marcelino Brandelli, imigrante do pequeno povoado de Zévio, na província de Verona, Norte da Itália. E o esmero na busca e transmissão dos conhecimentos evolui a cada geração.

Fica na estrada do Vinho – 8 da Graciema – Vale dos Vinhedos – Fone: 0800 510 1600 e (54) 3459.1600 – –

Almaúnica

A Almaúnica como o nome já diz, é única. Trata-se da mistura bem feita entre valores e culturas tradicionais do vinho, de uma família secular da lida, mas com a modernidade de uma vinícola que nasceu para ser eternamente jovem. Seja em seu prédio, com características de boutique contemporânea de vinhos, seja em seus produtos, de aromas e sabores equilibrados e cheios de vivacidade, a Almaúnica é uma experiência única.

Fica na RS 444 – Vale dos Vinhedos – Fone: (54) 3459.1384 – – www.almaúnica.com.br

Pizzato

O vinho é elaborado a partir de uvas selecionadas e de vinhedos próprios, utilizando-se controles apurados em todas as etapas de produção. Modernas técnicas e equipamentos são utilizados na elaboração dos vinhos. Além da visitação e venda direta de produtos em seu varejo, a vinícola dispõe de restaurante onde elabora refeições harmonizadas com seus rótulos para grupos mediante agendamento. 
Ao longo do ano, o visitante também pode desfrutar de uma variada programação que vai desde a visita aos parreirais e as suas instalações, como cursos de degustação e piqueniques sob as parreiras.

Fica na linha Leopoldina, snº – Vale dos Vinhedos – Fone: (54) 3055.0440 –

Hospedagens

Farina Park Hotel – www.farinaparkhotel.com.br

Hotel Laghetto Viverone Bento – www.laghettoviveronebento.com.br

Spa do Vinho Hotel & Condomínio Vitivinícola – www.spadovinho.com.br 

Hotel Villa Michelon – www.villamichelon.com.br

Pousada Castello Benvenutti – www.pousadacastellobenvenutti.com.br

Pousada Don Giovani – www.dongiovanni.com.br

Link úteis

Os 10 melhores vinhos de Portugal, segundo júri do ESSÊNCIA DO VINHO – PORTO

O júri internacional convidado da 13ª edição do “ESSÊNCIA DO VINHO – PORTO” foi soberano: o vinho tinto Júlio B. Bastos Grande Reserva Alicante Bouschet 2012 (produzido em Estremoz, Alentejo, pelo produtor Júlio Bastos, na Quinta Dona Maria), o branco Mirabilis Grande Reserva 2014 (elaborado na Quinta Nova de N. Sra. do Carmo, no Douro) e o vinho fortificado Henriques & Henriques Tinta Negra 50 Anos (um Vinho Madeira, da casa Henriques & Henriques) são os grandes vencedores da prova “TOP 10 Vinhos Portugueses”.Mais de 30 jurados de 13 nacionalidades (Alemanha, Brasil, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Hong-Kong, Polónia, Reino Unido, Roménia, Suíça e, claro, Portugal) – por entre jornalistas, bloguistas, sommeliers e wine educators – provaram um total de 53 vinhos, pré-selecionados pela revista especializada WINE – A Essência do Vinho, tendo em consideração as melhores classificações atribuídas pelo painel de provas da publicação aos vinhos avaliados em 2015.. No total, 31 vinhos tintos, 13 vinhos fortificados (Porto, Madeira e Moscatel) e 9 vinhos brancos.

1º Vinho Tinto:Júlio B. Bastos Grande Reserva Alicante Bouschet 2012 (Júlio Bastos, Alentejo)

1º Vinho Branco:Mirabilis Grande Reserva 2014 (Quinta Nova de N. Sra. do Carmo, Douro)

1º Vinho Fortificado:Henriques & Henriques Tinta Negra 50 Anos (Henriques & Henriques, Vinho Madeira)

Quinta da Touriga Chã 2013 (Jorge Rosas, Douro)

Vinha de Lordelo 2011 (Domingos Alves de Sousa, Douro)

Malhadinha Nova 2013 (Herdade da Malhadinha Nova, Regional Alentejano)

Soalheiro Primeiras Vinhas 2014 (Vinussoalleirus, Vinho Verde)

Quinta dos Carvalhais Branco Especial (Sogrape Vinhos, Dão)

Barros Colheita 1938 (Sogevinus, Vinho do Porto)

JMF Alambre 40 Anos Moscatel de Setúbal (José Maria da Fonseca, Moscatel de Setúbal)

Brasil recebe alunos da OIV e profissionais da revista Decanter

Doze profissionais do curso de mestrado da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e outro grupo formado por profissionais da revista inglesa Decanter estiveram no Rio Grande do Sul para conhecer de forma mais aprofundada os vinhos brasileiros. Entre segunda-feira (22) e quarta-feira (24), os grupos foram recebidos pela equipe do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), visitaram vinícolas em diferentes regiões e participaram de degustações.  As diretoras de Publicação e Degustação da Decanter, Sarah Kemp e Christelle Guibert, respectivamente, e o Master of Wine Peter Richards – responsável pelos mercados do Chile e Brasil – vieram ao Brasil a convite da empresa Eno Cultura, que promove palestras e ministra cursos profissionalizantes de reconhecimento internacional, entre os quais, da instituição inglesa WSET (Wine & Spirit Education Trust).

Após os dois dias de visitas e degustações, Richards afirmou que o Brasil tem um enorme potencial. “Definitivamente o Brasil estará entre os principais produtores mundiais de vinhos de qualidade.  O produtor brasileiro precisa experimentar e conhecer melhor o que se faz no resto do mundo, assim terá condições de evoluir e construir com mais segurança sua própria identidade”, reforçou.

Para Sarah, são os espumantes os produtos com maior capacidade para conquistar o mercado externo. Mesmo com apenas dois dias na Serra Gaúcha, a diretora da Decanter não esperava encontrar tanta diversidade e uma indústria com tanta energia. “Gostaria de voltar em alguns anos pois sei que nesses próximos anos está para acontecer uma revolução na indústria vinícola brasileira”, previu.

Na segunda (22), os alunos de mestrado da OIV degustaram 30 vinhos das principais regiões produtoras brasileiras e puderam provar a diversidade e a qualidade dos produtos verde-amarelos. O painel organizado pelo Ibravin foi conduzido pelo sommelier Maurício Roloff, que também fez uma apresentação institucional e tirou dúvidas dos participantes. “Para a maioria, foi o primeiro contato com vinhos brasileiros, e ficou claro que eles ficaram bem impressionados pela qualidade dos vinhos. Essa é uma característica dos nossos rótulos: a capacidade de surpreender”, resumiu Roloff. 

O sul-coreano Winston Kim elogiou os vinhos elaborados no país e agradeceu pela degustação ter sido tão ampla e representativa das diversas regiões. “Foi uma ótima oportunidade para a conhecê-los. Gostei muito dos brancos e dos espumantes, achei todos muito equilibrados”, analisou, enquanto a francesa Capucine Dentraygues afirmou que todos os vinhos provados têm padrão de qualidade internacional. 

Além da sede do Ibravin, o grupo da OIV visitou vinícolas em Garibaldi e Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, e empresas localizadas na Campanha Gaúcha.  Entre os dois grupos, foram visitadas 12 vinícolas. Os profissionais da Decanter degustaram rótulos de 22 vinícolas.

Em outubro, o Brasil será sede da 39ª edição do Congresso Mundial do Vinho, organizado pela OIV.

Os melhores vinhos argentinos 2016, segundo o júri do Argentina Wine Awards

Saiu o resultado da décima edição do Argentina Wine Awards (AWA 2016), o mais respeitado concurso que avalia os vinhos do país. No total foram 14 troféus, 16 medalhas de ouro, 257 medalhas de prata e 317 de bronze. 

Trófeus regionais

  • Vales do Norte – Serie Fincas Notables Tannat 2013, Bodega El Esteco (sem importador no Brasil)
  • Vales de San Juan – Pyros Single Vineyard Malbec 2013, Pyros Wines (importador Zahil)
  • Vales de Mendoza – Numina Gran Corte 2013, Bodegas Salentein (importador Zahil)
  • Vales Patagônicos – Riccitelli Old Vines Semillon 2015, Riccitelli Wines (importador Winebrands)

Trófeus por variedades

  • Chardonnay Medalla Chardonnay 2014, Bodega Trapiche (importador Interfood)
  • Torrontés Ciclos Torrontés 2015, Bodega El Esteco (sem representante no Brasil)
  • Cabernet Sauvignon Viña Cobos Bramare Luján de Cuyo Cabernet Sauvignon 2013, Bodega Viña Cobos (importador Grand Cru)
  • Malbec The Apple Does Not Fall Far From The Tree’ 2014, Riccitelli Wines (importador Winebrands)
  • Malbec BenMarco Malbec 2013, Dominio del Plata (Importador Cantu)
  • Malbec Dedicado Malbec 2014, Finca Flichman (Importador Sogrape)
  • Trophy Malbec Bramare Touza Vineyard Malbec 2013, Viña Cobos. (Importador Grand Cru)
  • Red Blend Altaland Tinto Histórico 2015, Bodegas Esmeralda (sem Importador no Brasil)
  • Red Blend Porvenir Icon 2013, El Porvenir de Cafayate (Importador Vinhos do Mundo)
  • Red Blend Antología XXXVIII 2012, La Rural Viñedos y Bodegas (Importador Zahil)

Verifique a lista completa dos premiados > Wines Of Argentina 

Vallontano assina vinho do Esquina Mocotó

Elaborado pelo enólogo Luís Henrique Zanini, na região do Vale dos Vinhedos, o Cabernet Sauvignon tem um acento frutado marcante e notas vegetais típicas da casta. É um vinho versátil que acompanha bem diversos tipos de temperos e sabores, principalmente com os da culinária brasileira.

Para dar o nome de seu restaurante a um vinho, Rodrigo Oliveira buscava um pequeno produtor, uma vinícola que, assim como ele, tivesse um trabalho artesanal, de autor. “Encontrar o Zanini e seus poemas engarrafados foi um desses encontros mágicos que nos deram mais certeza dessa busca. Uma rima tão redonda que nos levou naturalmente a entregar a ele a assinatura de nosso vinho”, diz o chef.

Zanini, conhecido por elaborar vinhos de tipicidade e identidade regionais, em estilo próprio e sempre em quantidades limitadas, também comemora a parceria. “A maior alegria para um vinhateiro é encontrar outro artista que comungue dos mesmos princípios de conduta. Quando este artista é um cozinheiro, a felicidade é completa. Rodrigo Oliveira é um poeta da gastronomia, por quem cultivo profunda admiração. Sinto um imenso orgulho em assinar o vinho da sua casa”, afirma o enólogo da Vallontano, única vinícola brasileira representada pela importadora Mistral.

Quinta da Figueira (Florianópolis/SC) – Novos vinhos Laranja do Brasil

Finalmente tive a oportunidade de conhecer na taça alguns vinhos da Quinta da Figueira, elaborados pelo enólogo Rogério Gomes em Florianópolis, Santa Catarina.

A história da vinícola começou em 2008 quando um amigo trouxe para Florianópolis 120 quilos de uva Cabernet Sauvignon compradas em Bento Gonçalves para elaborar seu primeiro “Vinho de Apartamento”. Depois de fazer o primeiro vinho e decidir dar sequência ao projeto, invadiu a garagem da casa de seu pai, aonde permanece até hoje.

A inspiração para o “Quinta” no nome da vinícola veio de seu bisavô português, acrescentado pela ideia de sua esposa, sendo batizada de Quinta da Figueira em homenagem à Figueira Centenária da Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis.

Atualmente as uvas utilizadas na produção vêm principalmente de São Joaquim, que devido à altitude e às características climáticas, são uvas ricas em cor, taninos e acidez, mas dificilmente super maduras, pois o deslocamento da maturação para o outono e a alta amplitude térmica dificilmente irão permitir a obtenção de uma uva para elaboração de fruit-bombs.

Rogério Gomes na garagem onde produz seus vinhos.

Os rótulos levam nomes da cultura local, da cultura açoriana, dos nativos da ilha e da história de Florianópolis. Os rótulos atuais são o Reserva Perpétua, Ponte Velha, Garapuvú, Miramar, Istepô, La Purpurata e Moça Faceira.

Falo hoje sobre a linha de vinhos Garapuvú que foi restruturada a fim de identificar e expressar os diferentes estilos de Vinhos Laranja: Para que ainda não sabe o vinho laranja é um branco produzido de forma semelhante a um tinto – ou seja, o suco da uva fica em contato com as cascas por algum tempo. É esse contato, maior ou menor, que dá cor aos vinhos – a cor é extraída da casca. No caso do laranja, ele tem uma coloração alaranjada.

A primeira experiência foi com o Flor de Garapuvu 100% Chardonnay (Eleito melhor chardonnay do Brasil pelo Guia adega de vinhos do Brasil 2015) – Com o tempo de maceração curto – até 48h – este vinho é o que mais se aproxima de um vinho branco normal, que normalmente possui nenhuma ou pouquíssimas horas de maceração. Aqui, o período estendido de 48h permitiu ao vinho mais estrutura, aroma e sabor. Garapuvu Amarelo Sauvignon Blanc – Nesta linha a maceração ocorre durante a fermentação alcoólica (de 5 a 10 dias). Após, o vinho é separado das cascas e segue seu ciclo. Este estilo de Vinho Laranja é o mais comum, representado por brancos fermentados com as cascas e separados delas ao final da fermentação alcoólica. Garapuvu Laranja Chardonnay/Sauvignon Blanc – Já nesta linha, o tempo de contato com as cascas e sementes se estende por meses. Este é o estilo de vinho Qvevri – método ancestral da Geórgia. O Garapuvu Laranja 2014 permaneceu 12 meses em contato com as cascas e sementes.

Em geral, os vinhos revelaram uma enorme complexidade, apresentando desde notas florais, cítricos, frutas secas, de cogumelos, e até notas minerais. São mais estruturados que um branco comum, em alguns lembrando um tinto, como o Garapuvu Laranja, porém com frescor de um grande vinho branco.

Quando o assunto é harmonização os vinhos laranjas se saem muito bem com peixes e frutos do mar, pratos temperados, como por exemplo da cozinha tailandesa, carnes de frango e porco, e até intensas como a de cordeiro.

A Quinta da Figueira também oferece vinhos tintos, no qual falarei em breve.

Para os interessados na compra dos vinhos é só acessar o site – .

Conheça o Winebar on the Road, um winebar sobre rodas!

Criado por Alexandre Frias e Daniel Perches, dois publicitários e atuantes no mercado do vinho há quase 10 anos, o projeto WINEBAR nasceu em 2010 como uma alternativa na promoção do vinho, encurtando distâncias e promovendo experiências em um setor tão amplo e pulverizado.

Inicialmente focado apenas em projetos online, onde realizam transmissões promovendo degustações ao vivo e videos séries com dicas sobre vinhos, a partir de 2016 o projeto foi literalmente para as ruas com o nome de Winebar On the Road.

A Kombi ano 69 transformada em um wine bar, ou “wine truck” como chamam alguns, é uma verdadeira atração. Tem cores as vibrantes (laranja e preta), iluminação caprichada, champanheira gigante e taças coloridas. Com todo esse aparato e claro, muitas garrafas de espumantes e vinhos à bordo, eles saem às ruas cobrindo eventos e fazendo parcerias com diversos restaurantes e empórios na região de Campinas. A agenda é sempre divulgada através das redes sociais.

“Escolhemos inicialmente a cidade de Campinas como piloto não só pelo fato de morarmos aqui, mas também pelas características do consumo local. O interesse por gastronomia tem crescido muito e as pessoas querem novidades. Os eventos de food truck tem feito muito sucesso e a aceitação é até maior do que esperávamos”, comenta Daniel Perches.

Mas os projetos do Winebar Online não ficaram para trás. Segundo Alexandre Frias “o alcance dos eventos e produção de conteúdo online através do Youtube e redes sociais é indiscutível, pois conseguimos abrangência, mas com certeza a presença física de nossos “wine trucks” pelo Brasil vai potencializar a experiência com o vinho”.

A carta de vinhos do Winebar on the Road não tem restrições e pelo seu tamanho reduzido, muda constantemente. Além dos vinhos, eles servem drinques feitos também com vinho e suco de uva. Daniel e Alexandre explicam o motivo de não restringirem a carta a determinados países ou estilos: “o Brasil é um dos países com a maior variedade de rótulos do mundo. Queremos que as pessoas se divirtam provando vinhos diferentes. Um tinto espanhol, um rosé francês, um espumante brasileiro. Por quê não?”

A operação do “wine truck” é recente, mas os planos são de rápida expansão. Segundo os sócios já existem conversas avançadas com várias importadoras e produtores brasileiros interessados em ações especiais.

Sobre o WINEBAR

O WINEBAR é um projeto que quer levar a experiência inesquecível do vinho às pessoas. O Winebar On Line produz conteúdo exclusivo, entrevistas e transmissões ao vivo pela web. O Winebar on The Road realiza eventos e promove experiências com seu “wine truck”.

Gostou? Então puxe a cadeira, pegue sua taça e aprecie com a gente.

Outras informações:
http://www.winebar.com.br

Telefone: (19) 99909-2016

Dormir no Douro, dentro de um barril de vinho já é possível!

Dentro de poucas semanas vai ser possível dormir dentro de um barril de vinho, na margem esquerda do rio Douro (Portugal), na Quinta da Pacheca.

A Quinta, que já tem um hotel de inspiração vínica, mas quer “inovar e proporcionar novas experiências para fazer a diferença diante oferta existente”. E dormir em um barril, diz Paulo Pereira, o empresário português radicado na França que há dez anos comprou esta quinta situada no concelho de Lamego, “será uma proposta diferente”.


Henrique Pinto, o arquiteto que idealizou o projeto diz que “a dormida será segura e proporcionará outros sonhos, em contato com as texturas e os aromas vínicos”.

A Quinta da Pacheca recuperou os velhos barris do vinho do Porto, que foram requalificados e acrescentados. As aduelas foram alargadas e transformadas em modernos bangalôs que vão proporcionar, a partir deste mês, fevereiro, a experiência de dormir, literalmente, dentro de um barril de vinho.

Quinta da Pacheca, Cambres, Lamego, Portugal

Telefone: +351 254 331 229

Rota do Vinho em Santa Catarina

Para aqueles que, como eu, têm interesse em conhecer as vinícolas, os vinhos e demais atrativos turísticos de Santa Catarina, já podem comemorar. Foi oficializada pela lei 16.873 de 15/01/2016 a “Rota do Vinho“. Além de movimentar a economia do Estado, a rota também oferece um passeio pelos vinhedos, podendo assistir a colheita da fruta dependendo da época. A rota passa por diversos municípios, proporcionando uma visita saborosa pelos encantos de Santa Catarina. Já estou ansioso para conhecer!

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