search engine optimizationsubmit websiteemail extractor

Archive for dezembro, 2014

5º Programa da Série O Aprendiz de Sommelier. Neste capítulo você ficará sabendo um pouco sobre as espécies de uva. Quantas vitis existem, quais servem para vinho e quais os desafios para que elas se tornem bons vinhos. Vai saber os maiores produtores de uvas autóctones. Aliás, você sabe o que quer dizer autóctone?

Manoel Beato, de 50 anos, é o sommelier de um timaço de estrelas da gastronomia nacional. O elenco inclui o Fasano e outras três casas do grupo, o Parigi, o Gero e a Trattoria. Essa, porém, é apenas a definição mais simples, óbvia, da atividade deste paulista, nascido no oeste do estado, em Vera Cruz. Beato, na verdade, é um especialista em tomar decisões – e pelos outros. Cabe ao sommelier, afinal, sugerir à freguesia o que beber durante um jantar. Em condições normais, essa seria uma tarefa delicada. Torna-se crítica, considerando-se o nível de exigência e a expectativa dos clientes que frequentam o quarteto de restaurantes do grupo Fasano. “Ainda assim, minha margem de erro é baixíssima”, diz Beato. “Fica próxima de 2%, ou uma vez a cada 50 escolhas.”

Uma pontaria tão certeira não se constrói ao acaso. Requer método. Pois Manoel Beato desenvolveu um sistema de sugestões, cujo resultado prático é minimizar eventuais deslizes dos seus conselhos etílicos. Na prática, ele leva em conta três variáveis: o contexto da ocasião, o perfil do freguês e, claro, as peculiaridades dos vinhos. O mérito de Beato consiste em balancear esses elementos com mestria.

A primeira fase do processo consiste na identificação do contexto. Trata-se de um jantar romântico, um encontro de negócios, algum tipo de comemoração?  Existem tradições, mundialmente estabelecidas, que servem como ponto de partida nesses casos. Em encontros de negócios, um clássico cai bem. Nas celebrações de qualquer espécie é recomendado um brinde com espumante. Se for um aniversário romântico, vale o ritual completo: espumante de entrada, vinho branco seguido de um tinto, outro adocicado e licor, para terminar. Tudo em harmonia com o chef, em busca da combinação ideal entre pratos e bebidas.

A definição do perfil do público, o segundo elemento do método, é mais complexo. Aqui, pesam os 22 anos de experiência como sommelier. Beato classifica os frequentadores do Fasano em quatro grupos. No primeiro, estão os clientes que gostam de segurança. Eles, em geral, optam por clássicos. Esses vinhos compõem 30% da carta. Já os conhecedores, que são frequentadores assíduos do Fasano, querem ser surpreendidos por sabores novos ou raros. Para eles, o preço não é problema. No terceiro time, encontram-se experts, mas que resistem a surpresas. Nesse caso, o melhor a fazer é deixá-los decidir. Por fim, o quarto bloco é formado por visitantes esporádicos que, entendendo ou não de vinhos, não querem gastar mais do que R$ 120

A chave está na observação

Os clientes do tipo dois, assíduos e afeitos a surpresas, são a maioria: 85% do total. Para identificar os demais, o sommelier desenvolveu algumas ferramentas úteis. Beato entrega a carta de vinhos e observa a forma como ambos (a carta e o freguês) se relacionam. Se a pessoa vira as páginas, relendo as opções, ele interfere: “Gostaria de uma ajuda?”. Quando se trata de alguém que entende do assunto, mas resiste a surpresas, a resposta é “não”. “Muitos têm receio de que, julgando pela aparência, você abuse no preço da escolha”, diz. É comum que esse tipo de cliente volte outras vezes ao restaurante e, pouco a pouco, leve em conta a opinião do especialista.

Quando a pessoa diz “sim” à oferta de auxílio, Beato inicia um processo de sondagem. Que tipo de vinho gosta? Até que ponto é aberto a novidades? Quanto quer gastar? A primeira e a segunda questão são feitas de maneira direta. As respostas ajudam a indicar o grau de conhecimento do cliente. “É comum uma pessoa falar em um tinto suave”, afirma. “Mas tinto suave, a rigor, não faz sentido. Os tintos são ácidos, taninos, frescos, vivazes. Assim, percebo que ela não conhece muito, mas entendo que se refere a um vinho adocicado.”

A tática para saber até quanto uma pessoa está disposta a gastar requer sutileza na execução. A maioria dos frequentadores do restaurante evita o assunto. Por elegância, Beato também. Então, ele aciona o botão do “estímulo visual”. Ele mostra algumas opções na carta, com variações de preços, impressos ao lado do nome do vinho. A partir da reação da pessoa, entende qual é a disposição do freguês para abrir a carteira.

Diversidade de preço e prazer

Para sugerir com eficácia, é preciso ter um suporte adequado – e variado. A adega do Fasano é formada por 350 vinhos, com um total de 4 mil garrafas. Diariamente, 40 unidades são vendidas. Um dos critérios para a escolha desse estoque é o preço. É necessário oferecer opções nesse quesito. Os valores dos rótulos selecionados por Beato oscilam de R$ 95,00, para o tinto espanhol Viña Borgia (safra 2012), a até R$ 16 mil, pelo Petrus, de Bordeaux (1978). O lucro do restaurante é sempre o mesmo: duas vezes o custo.

Metade da adega é composta por vinhos na faixa de R$ 150 a R$ 200, os mais vendidos. Em seguida, aparecem os de R$ 450, preferência de 30% dos clientes. Os mais baratos, por volta de R$ 100, são minoria. Representam 20% das opções. Apenas uma garrafa de R$ 1 mil é vendida por dia. Por mês, 12 clientes pagam acima de R$ 4 mil por um vinho. Há ainda os exemplares fora da curva, como um Romanée-Conti (safra 1985), de R$ 42 mil. Ele foi arrematado, no ano passado, por “um viajante desconhecido”, depois de dormitar por dez anos na adega do Fasano.

É óbvio que a escolha dos eleitos para formar a adega segue critérios técnicos. Para fazer a sugestão adequada, Beato precisa ter à sua disposição tipos diferentes de bebida. Como no caso dos preços, diversidade é o termo-chave nesse item. Os elementos da equação são os tipos de uva, as regiões de origem, os estilos (leve, encorpado, fresco…). Há ainda inúmeras variações e combinações possíveis entre esses fatores.

O problema é que as novidades surgem a todo momento. Acompanhar o mercado é dificílimo. O volume e a velocidade com que os dados surgem são estonteantes. Beato, por isso mesmo, criou uma rede de informantes. Ele os batizou de “antenas”. “Não consigo ser especialista em tudo”, afirma. “Então, sigo alguns estudiosos, além de outros profissionais e até amadores respeitáveis.” Toda semana, ele experimenta novos vinhos. Em São Paulo, onde mora, ou em viagens pelo mundo, em restaurantes e em casa de amigos.

Há ainda a fonte convencional de informações: os fornecedores. Pelo menos 40 distribuidores de bebidas o procuram constantemente. Ele trabalha com, no máximo, 15 por vez. Também fica atento à movimentação das pessoas pelo mercado. Recentemente, soube da saída de um diretor de uma grande importadora. “Agora, a empresa está com uma lacuna”, diz. “Eu estou de olho, para ver quem vai assumir o cargo.” Enquanto isso, o diretor que saiu da importadora montou uma pequena distribuidora da qual o sommelier já é comprador.

A arte de “ler” o cliente

O fator safra também pesa na escolha dos vinhos da adega. Nesse caso, a conta é simples. A maioria dos vinhos oferecidos no Fasano foi produzida a partir de 2000, com exceção de alguns rótulos que remontam à década de 70. Com a popularização da bebida e o consequente aumento da competitividade nesse mercado nos últimos anos, manter garrafas no estoque por muito tempo não é um bom negócio. Até porque quanto mais velho, mais caro e mais difícil de o produto ser vendido. “Essa é uma realidade do Brasil”, afirma Beato. “Noventa por cento dos vinhos comercializados no país não estão no seu apogeu.”

Tão importante quanto fazer a escolha correta é não insistir numa sugestão. Ao contrário, sempre que encontra um interlocutor reticente, Beato tira o time de campo. “Acato a decisão”, diz. O melhor de tudo, porém, é saborear o prazer de uma indicação bem-sucedida. É isso o que acontece quando ele oferece, com sucesso, um rótulo a um apreciador com vasto conhecimento do assunto. “Essas apostas são os trunfos do sommelier”, afirma. “Principalmente, quando se trata de vinhos de muita qualidade e com um preço inferior ao de outros comparáveis.” Pela dificuldade em encontrar produtos que atendam a esses requisitos, eles não representam mais do que entre 5% e 10% do estoque.

Beato conta que, certa vez, indicou um vinho para um “cliente especial” (um conhecedor, bilionário), cujo nome ele não quis citar. O freguês, de cara, ficou reticente em aceitar a sugestão. Topou, contudo. Ele gastava, em média, R$ 2 mil por uma garrafa. Em vez de levar uma bebida com preço semelhante, Beato resolveu arriscar. Apresentou uma novidade: o Cheverny Clos du Tue-Boeuf, safra 2009. O empresário adorou a bebida. Quando a conta chegou, revelou-se a melhor parte da surpresa: o preço do vinho, R$ 209. “Isso fideliza o cliente.” 

Sabragem, em francês sabrage, é o nome da técnica para abertura de uma garrafa de champanhe ou espumante com um sabre. Tornou-se popular logo após a Revolução Francesa, quando Napoleão Bonaparte, montado em seu cavalo não tinha como fazer o serviço tradicional de abertura, e utilizou seu sabre para degolar algumas garrafas de champagne que ganhou da Madame Clicquot (a Viúva Cliqcuot). Frase eternizada: “Na vitória é merecido, na derrota necessário

Para que quiser se aventurar nesse réveillon seguem algumas dicas preciosas copiladas da revista Adega:

  • O local escolhido para o evento deve ser amplo e livre de objetos quebráveis.
  • As pessoas presentes para assistir o evento devem se posicionar às suas costas, nunca à sua frente, pois o gargalo de vidro voará a alguns metros de distância.
  • A garrafa que será degolada deve estar bem gelada (6ºC é o ideal) e não se deve sacudi-la para não aumentar a pressão interna. Este item é de fundamental importância pois, se o líquido estiver quente, a garrafa poderá explodir no momento da pancada do sabre. É recomendado que ela fique em um balde de gelo e água por, no mínimo, duas horas antes da sabragem.
  • Retire toda a cápsula que envolve o gargalo da garrafa.
  • É fundamental achar a emenda do vidro, que dividem as duas metades da garrafa. O utensílio utilizado para abrir deve seguir exatamente essa emenda até o gargalo da garrafa.  
  • Uma sugestão interessante é que um guardanapo de pano seja amarrado ao arame de metal que prende a rolha. Dessa maneira, ao segurar o guardanapo durante a sabragem, o gargalo (preso ao guardanapo) não voará longe, evitando qualquer tipo de dano ou acidente.
  • Seque bem a garrafa para que se possa segurá-la com total firmeza.
  • Segure a garrafa envolta no guardanapo com uma das mãos. A garrafa deve ficar em posição inclinada de modo que o sabre possa deslizar pelo vidro até atingir a boca protuberante do gargalo.
  • A pancada deverá ser seca e firme. A pressão interna da garrafa fará o resto do serviço. Normalmente o gargalo sai inteiro, deixando uma superfície lisa na boca da garrafa. Se o vinho estiver bem gelado nenhum líquido se perderá. Poderá haver, contudo, perda de um pouco do gás, por esse motivo recomendo não usar garrafas caras para a prática. Em seguida, todos poderão apreciar o champanhe e a festa estará completa.

Seguem alguns vídeos:




Na hora de escolher juventude é importante - Existem champagnes, cavas e outros espumantes especiais que podem ser degustados por décadas. Mas, em geral esse tipo de vinho é feito para ser bebido jovem. Depois de três anos aproximadamente de vinificação, ele começa a perder acidez, os aromas frescos e, o perlage, símbolo de alegria.

Fique atento ao grau de açúcar - Um ponto importante para ficar satisfeito com um espumante é o seu teor de açúcar. Se preferirem os mais secos, os brut e extra-brut são os mais indicados. Existe ainda o nature ou zero dosage, com menos açúcar em relação ao extra-brut. Já os secs ou demi-secs são mais adocicados.

Prefere Charmat ou tradicional? Quando gostar de um espumante, repare se ele é feito pelo método tradicional ou Charmat. Essa informação costuma ser encontrada na parte frontal do rótulo, logo abaixo do nome da marca. Originado na famosa região francesa de Champagne, e utilizado em várias outras partes do mundo, o método tradicional (segunda fermentação na garrafa) é empregado quando se pretende fazer espumantes encorpados, complexos e com capacidade de envelhecimento. Já os elaborados pelo método Charmat (segunda fermentação em grandes tanques de inox), costumam ser mais leves e frescos, com aromas de frutas, e devem ser bebidos jovens.

Cuide da temperatura - Gelado sim. Estupidamente, não! No Brasil, o espumante é muito associado ao verão; e muitos tendem a provar estupidamente gelado. Isso é um erro. Se degustado muito gelado os aromas e sabores ficam tímidos. Beba os mais simples a cerca de 6 graus (mais ou menos a temperatura da geladeira), e os mais complexos a 12 graus. Como aqui faz muito calor, o espumante pode ser retirado da geladeira ou adega climatizada um pouco abaixo da temperatura de serviço e mantido em balde com gelo.

Saiba como degustar

Analise visual – Nos espumantes brancos, a cor mais clara indica juventude. Já o amarelo ouro sugere que o espumante tem alguma idade.

Avalie as bolhas ou perlage – Preste atenção. Quanto maior a qualidade do produto, menores e mais numerosas são as bolhas.

Sinta os aromas – Procure distinguir os aromas que aparecem. Alguns espumantes têm aromas mais frescos e frutados. Outros lembram nozes, avelãs, amêndoas e pão torrado. Se você souber dizer quais dos dois prefere, ajudara ao vendedor a indicar algo do seu agrado.

No link ao lado você terá dicas de espumantes –
AQUI.

Conheças os melhores vinhos do Guia Descorchados 2015, uma fonte segura para nortear nossas taças, que nesta edição conta com cerca de 500 páginas, apresentando mais de 3.000 (três mil) vinhos degustados. Conheça abaixo os destaques:

Melhor tinto

Cousiño Macul Lota Cabernet 2009 – 97 Pontos

Melhor branco

De Martino Viejas Tnajas Muscat 2013 – 96 pontos

Branco revelação

Sierras de Bellavista Riesling 2013 – 92 pontos

Tintos revelação

Tabalí Roca Madre Malbec 2014 – 93 pontos

Santa Carolina Specialties tinto de Montaña Malbec 2013 – 94 pontos

Concha y Toro Marques de Casa Concha País Cinsault 2014 – 93 pontos

J.A Jofré Vinos Fríos del Año Carignan Tempranillo Carmenére 2014 – 93 pontos

Marca revelação

Sol de Sol, Aquitania

Bodega revelação

House Casa del Vino e El Viejo Almacén de Souzal

Melhor Cabernet Franc

Maquis Franco 2011 – 96 pontos

Melhor Cabernet Sauvignon

Cono Sur Silencio 2010 – 96 pontos

Santa Rita Casa Real Reserva Especial 2011

Melhor Carignan

Bodegas RE Re Nace Cariñena 2013 – 95 pontos

Melhor Carmenére

Concha y Toro Terrunyo Lote 1 2013 – 95

Melhor Chardonnay

Aquitania Sol de Sol 2011 – 96 pontos

Melhor Cinsault

De Martino Viejas Tinajas 2014 – 94 pontos

Melhor espumante

Bodegas RE Re Noir Nature Virgen Pinot Noir – 94 pontos

Morandé Nature Chardonnay/Pinot Noir – 94 pontos

Melhor Malbec

House Casa del Vino 2013 – 93 pontos

Viu Manet Viu 1 2011 – 93 pontos

Melhor Merlot

Tres Palacios cholqui 2011 – 93 pontos

Melhor mescla branca

Apaltagua Coleccíon Blanc 2014 – 93 pontos

Ramirana Gran Reserva 2014 – 93 pontos

William Févre 2012 – 93 pontos

Melhor Mescla Tinta

Cousino Macul Lota Cabernet 2009 – 97 pontos

Melhor moscatel

De Martino Viejas Tinajas Muscat 2013 – 96 pontos

Melhor outras cepas brancas

Casa Marin Casona Vineyard Gewurztraminer 2014 – 94 pontos

Melhor outras cepas tintas

Lapostolle Collection Monastrel 2013 – 93 pontos

Pérez Cruz Chaski Petit Verdot 2012 – 93 pontos

Melhor país

Concha y Toro Marques de Casa Concha Limited Edicion 2014 – 93 pontos

Melhor Pinor Noir

Maycas de Limarí San Julián 2013 – 93 pontos

Montsecano 2013 – 93 pontos

Tabalí Talinay 2013 – 93 pontos

Melhor Riesling

Sierras Bellavistya 2014 – 94 pontos

Melhor Rosado

Bodegas RE Pinotel Pinot Noir Moscatel 2014 – 92 pontos

Melhor Sauvignon Blanc

Laberinto 2014 – 96 pontos

Leyda Lot 4 2014 – 96 pontos

Melhor Syrah

Errázuriz Costa 2013 – 95 pontos

Leyda Lot 8 2012 – 95 pontos

Undurraga TH 2012 – 95 pontos

Super preço extremo branco

Cono Sur Bicicleta Gewurztraminer 2014 – 89 pontos

Super preço extremo tinto

Santa Rita 120 Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2013 – 89 pontos

Super Preço branco

Leyda Garuma Vineyard Sauvignon Blanc 2014 – 94 pontos

Super preço tinto

Cacique Maravilla 2014 – 92 pontos

Maycas de Limarí Sumaq Pinor Noir 2013 – 92 pontos

Como prometido segue o terceiro capítulo do curso Aprendiz de Sommelier, apresentado por Didu Russo, editor do blog www.didu.com.br. Para quem perdeu o primeiro capítulo > aqui, o segundo > aqui, e o terceiro aqui. O intuito é de ajudar pessoas que se interessam por vinho e muitas vezes não têm condições de fazer um curso, seja por falta de dinheiro, ou por falta de tempo ou ainda por não ter cursos em suas cidades.

Como prometido segue o terceiro capítulo do curso Aprendiz de Sommelier, apresentado por Didu Russo, editor do blog www.didu.com.br. Para quem perdeu o primeiro capítulo > aqui e o segundo > aqui. O intuito é de ajudar pessoas que se interessam por vinho e muitas vezes não têm condições de fazer um curso, seja por falta de dinheiro, ou por falta de tempo ou ainda por não ter cursos em suas cidades.

Os vinhos biodinâmicos, orgânicos e naturais estão virando tendência. Particularmente tem me dado um novo ânimo para seguir em frente na minha curta caminhada vínica. São vinhos puros, autênticos, mais francos e com muita história para contar.

Semana passada estive provando mais uva vez, porém com muita atenção, os três vinhos da safra 2008 de Nicolas Joly, vinicultor Francês, da região do Loire, pioneiro e uma das principais personalidades do vinho biodinâmico. Seus vinhos são constantemente citados como um dos melhores vinhos brancos secos do mundo.

Nenhuma outra propriedade no Loire desperta tanta paixão e opinião diversa como a propriedade de Coulée-de-Serrant. Muitos produtores lançam um olhar de inveja sobre suas premiadas vinhas Chenin Blanc, sem dúvida, o mais privilegiado terroir dentro da denominação. 

A propriedade começou sua atividade em 1839, quando foi projetada pelo arquiteto Edouard Moll. É uma residência de grande beleza, que sobreviveu a duas guerras mundiais e permanece praticamente inalterada até hoje. Passou por sucessivas gerações da família Walsh de Serrant do século 18 ao início do 19. Em 1840 a propriedade passou para família Trémoille onde permaneceu até 1894, quando, ameaçado com o custo de ter que replantar toda a vinha após filoxera, os Trémoïlles decidiram vender. O momento crucial da sua história veio em 1962, quando André Joly comprou a propriedade. Seu filho Nicolas continua até hoje com grande energia, defendendo suas opiniões controversas e apaixonadas.

As vinhas são totalmente certificadas “biodinâmica” desde 1985. São produzidos três vinhos distintos; todos a partir da casta Chenin Blanc, porém em diferentes terroirs e métodos de vinificação. 

O Les Vieux Clos (R$ 73,00), vinho de entrada da vinícola é 100% fermentado em aço inoxidável e produzido a partir de vinhas de menor expressão do terroir. Já o Clos de la Bergeri (R$ 110,00), é fermentado em barricas de carvalho de várias idades a partir de vinhas de baixo rendimento de um terroir diferente da Coulée de Serrant. E por fim, o Clos de la Coulée de Serrant (R$ 318,00), produzido a partir de vinhas de baixo rendimento, de terroir privilegiado, montanhoso, fermentado em barricas de carvalho novo. Na taça os vinhos se mostraram únicos e complexos, oferecendo um bouquet incrível (mel, damasco, remédio…) e paladar cheio de acidez, frescor e mineralidade. Uma loucura!!! Mas em minha opinião, a diferença entre os três não justifica. Comprarei o de entrada por 73 dilmas, uma verdadeira pechincha.

Os preços citados são de uma tabela promocional com 50% de desconto. Aos interessados > .

Pelos próximos dois anos, a Associação Brasileira de Enologia contará com um novo presidente. Juliano Perin foi eleito por unanimidade em assembleia que ocorreu na noite do dia 11 de dezembro, no Dall’Onder Grande Hotel. A eleição ocorreu após uma breve explanação das propostas que Juliano apresentou aos associados. O candidato pertencia a uma chapa única e vem para suceder e dar continuidade ao trabalho de Luciano Vian, que se despede em janeiro de 2015 do comando da entidade.

Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos com especialização em Nutrição Humana e Saúde, o enólogo Juliano Perin foi homenageado pela ABE em 2013 com o título de Enólogo do Ano, o que comprova o seu comprometimento com a enologia. Como presidente à frente da ABE, Juliano afirma que manterá o trabalho desenvolvido pela entidade, com foco na valorização do associado através de palestras, degustações temáticas e experiências imersivas. Como novidade, Perin pretende enfatizar ainda mais a questão das visitas técnicas, promovendo conhecimento em todos os âmbitos aos profissionais do vinho, reforçando seu comprometimento com a categoria.

Licenciado em Enologia e Indústria Fruti-hortícola pela Universidad Juan A. Mazza – Faculdad Tecnológica de Enologia y de Industria Frutihortícola, Don Bosco, em Mendoza, Argentina, Juliano atua desde 2000 como gerente de Enologia na Chandon do Brasil, em Garibaldi (RS).

Despedida

Luciano Vian, enólogo que deixa a presidência da ABE no dia 1º de janeiro de 2015, quando ocorre a posse de Juliano, fez um breve balanço de sua gestão. Emocionado, enfatizou a importância de trabalhar em equipe, o que faz a ABE uma entidade de reconhecimento mundial. “O presidente é a figura que leva críticas e elogios. Mas nada disso seria possível se não fosse o comprometimento de todos os associados da nossa entidade”, finalizou.

Nominata – Diretoria da ABE Gestão 2015 – 2016

Presidente: Juliano Daniel Perin

Vice-Presidente: Samuel Cervi

1° Tesoureiro: Dario Crespi

2° Tesoureiro: Gabriel Carissimi

1º Secretário: Luciano Vian

2ª Secretário: Leocir Bottega

Diretor Social: Christian Bernardi

Diretor de Eventos: André L. F. Peres Júnior

Diretor de Eventos: Daniel Salvador

Diretor de Degustação: Larissa Bettú

Diretor de Degustação: Gilberto Simonaggio

Diretor Cultural: Ricardo Morari

Diretor Técnico em Viticultura: Carlos Abarzúa

Diretor Técnico em Viticultura: João C. Taffarel

Diretor Técnico em Enologia: Edegar Scortegagna

Diretor Técnico em Enologia: André De Gasperin

Turistas poderão participar da colheita, degustar uvas e vinhos, viver a pisa, saborear um piquenique nos parreirais, passear de tuc-tuc, visitar o Ecomuseu da Cultura do Vinho e ainda contemplar paisagens de tirar o fôlego

Quem visitar os empreendimentos da Rota Cantinas Históricas, no interior de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, de janeiro a março vai poder viver muitas experiências. Durante os três meses, a rotina seguirá a colheita da uva com atrações variadas como a pisa das uvas e o edredom nos parreirais, por exemplo. A ideia é levar o turista a viver uma vindima sensorial, com vivências únicas e inesquecíveis.

A paisagem da rota já indica que a vindima se aproxima. Os vinhedos que conduzem o visitante pelo roteiro estão carregados de uvas, que aguardam a maturação para serem colhidas. Tons de verde invadem um cenário privilegiado pela natureza. Enquanto não vira o calendário, produtores de uva e vinhateiros alinham atividades para levar turistas a vivenciar a vindima despertando os sentidos.

A partir de janeiro, o Armazém das Cantinas Históricas terá uma programação especial para quem deseja participar de um dia de colheita, com pisa das uvas e degustação de vários tipos da fruta, além de um passeio de tuc-tuc (trator típico da região) pelos parreirais. Para quem aprecia um piquenique a Cristófoli Vinhedos e Vinhos Finos tem o charmoso e inusitado Edredom nos Parreirais, que reúne vinhos, espumantes e produtos típicos regionais num edredom super aconchegante sob o vinhedo. A opção pode ser desfrutada de manhã ou de tarde, mediante agendamento prévio.

Para quem curte unir cultura, história e natureza o Ecomuseu da Cultura do Vinho da Dal Pizzol é parada obrigatória. Lá, o visitante pode caminhar entre plantas nativas, exóticas e frutíferas catalogadas em meio a animais como pavões, gansos e coelhos à beira de lagos. O acervo conta, ainda, com uma sala de exposições que reúne garrafas históricas que contam a história do vinho no Brasil e no mundo. Ânforas, objetos de museu e uma coleção de saca-rolhas compõem a coleção. O local também abriga o Vinhedo do Mundo, hoje com 360 variedades de uvas, o que o coloca entre as três maiores coleções privadas do mundo. E para completar, uma Enoteca, com garrafas consideradas peças de museu, que ficam armazenadas numa antiga olaria da família, registrando a produção dos 40 anos da vinícola. No Enoteca Dal Pizzol, um pitoresco restaurante ao lado dos lagos, que atende grupos pré-agendados, é possível provar cardápios temáticos que resgatam as tradições dos imigrantes italianos que colonizaram a região.

O roteiro conta com a Casa Dequigiovanni, um espaço gastronômico com cardápios regionais que se unem a arte dos vinhos e espumantes, embalados por apresentações artísticas conduzidas pelo proprietário. A Montevino e Estrelas do Brasil se diferencia por estar no alto da montanha, um lugar privilegiado e digno de ser apreciado com uma taça de espumante na mão. Na Vinícola Mena Kaho o turista tem a oportunidade de provar vinhos e sucos orgânicos. No local também são oferecidos jantares mediante agendamento prévio. Outra opção para quem aprecia vinhos finos é a Vinícola Monte Rosário, com vista panorâmica dos vales e montanhas.

Para completar, a Vistamontes Sucos Naturais, instalada em uma casa centenária construída com pedras extraídas do solo da propriedade, especializou-se na produção de sucos com qualidade superior. A paisagem do local é formada por montes cobertos por vinhedos, muitos deles sustentados por plátanos. Para todas as atrações recomenda-se agendamento direto com os empreendimentos. Mais informações: www.cantinashistoricas.com.br.

CONTATOS

ARMAZÉM DAS CANTINAS HISTÓRICAS

Agendamento para grupos a partir de 15 pessoas.

De segunda a sábado, das 8h às 19h

Aos domingos, das 8h30min às 12h

www.armazemdascantinashistoricas.blogspot.com.br | (54) 3439-1168 (54) 9931-3748

CASA DEQUIGIOVANNI

Atende somente por agendamento.

www.casadequigiovanni.com.br | (54) 3454-3200 (54) 9944-8156

CRISTOFOLI VINHEDOS E VINHOS FINOS

Agendamento a partir de seis pessoas. Refeições somente para grupos de oito a 20 pessoas mediante reserva antecipada.

De segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 14h às 17h

Nos finais de semana e feriados, das 9h30min às 17h

www.vinhoscristofoli.com.br | (54) 3439.1190 (54) 9917.1903

DAL PIZZOL VINHOS FINOS ECOMUSEU DO VINHO

Agendamento para grupos a partir de oito pessoas.

De segunda a sexta-feira, das 9h às 11h30min e das 14h às 17h

Nos finais de semana e feriados, das 9h30min às 17h

www.dalpizzol.com.br | (54) 3449-2255

MONTEVINO ESPUMANTES ESTRELAS DO BRASIL

Atendimento somente através de agendamento.

www.estrelasdobrasil.com.br | (54) 3439-1089 (54) 9924-1016

VINÍCOLA MONTE ROSÁRIO

Visita e degustação.

De segunda a sexta-feira, das 7h30min às 12h e das 13h30min às 17h45min

 | (54) 3439.1193

VISTAMONTES SUCOS NATURAIS

Atendimento somente através de agendamento.

www.vistamontes.com.br | (54) 9603-3230

VINÍCOLA MENA KAHO

Visita e degustação. Agendamento para grupos a partir de 20 pessoas.

De segunda a sexta-feira, das 7h30min às 12h e das 13h30min às 17h

www.menakaho.com.br | (54) 3454-5840 (54) 3454-9142