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Archive for março, 2014

Quem visita o Vale dos Vinhedos nesta última semana de março está sendo recepcionado não somente pelos bons vinhos e por um cenário que já anuncia o charme do outono com seus tons avermelhados, como também por faixas de mobilização que mudaram a paisagem do roteiro enoturístico mais famoso do Brasil. Expostas em frente às vinícolas, restaurantes e hotéis, elas denunciam a insuficiência de investimentos de infraestrutura básica. O principal pleito é pela Ciclovia, projeto que traria respeito e segurança aos visitantes, moradores e trabalhadores do local.

A ação, liderada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), reivindica, entre outros pleitos, a conclusão da revisão orçamentária do projeto da Ciclovia, que o governador Tarso Genro solicitou ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), além do repasse da gestão da obra para o Governo Municipal. “Estamos cobrando atitude das autoridades. O visitante precisa saber que nossa busca por melhorias é contínua e para melhor receber precisamos ser atendidos pelos governantes. O descaso é muito grande e já se arrasta por muito tempo”, protesta o presidente da entidade, Juarez Valduga.

A cada dia, novas faixas surgem entre os vinhedos, mostrando a indignação dos empreendedores que integram o roteiro, que estão fazendo sua parte com investimentos em atendimento ao visitante e na qualidade da produção. “Aproveitamos o período da Movelsul Brasil, que atrai profissionais do mundo todo, para compartilhar nosso descontentamento e o de milhares de visitantes que precisam de estradas mais seguras, com acostamento, sinalização, iluminação e sem buracos. Estamos às vésperas da Copa, precisamos destas melhorias urgentemente”, argumenta a vice-presidente da Aprovale, Deborah Villas Bôas Dadalt. Para ela, o impacto desta ação refletirá na formação de um grupo cada vez maior que divide a mesma opinião pública: providências imediatas do Estado.

A mobilização, que não tem data para terminar, deverá se estender por todo o Vale dos Vinhedos. “Estas faixas são o nosso clamor pacífico de protesto”, enfatiza Valduga.

Helena Rizzo, a chef de cozinha do estrelado restaurante paulistano Maní Manioca, foi nomeada a Veuve Clicquot World’s Best Female Chef deste ano: http://bit.ly/1jqkNJF.

O prêmio Veuve Clicquot World’s Best Female Chef é votado por mais de 900 membros da academia Diners Club International’s The World’s 50 Best Restaurants. Helena foi também premiada com o título de Veuve Clicquot Best Female Chef América Latina em 2013!

Vinho – Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

Normalmente quando penso em um vinho espanhol, logo me vem a cabeça os da região de Rioja. Talvez pelo histórico de boas surpresas na taça. O nome vem do rio Oja, pequeno afluente do grande rio Ebro, que atravessa todo nordeste da Espanha. Os vinhos de Rioja são feitos principalmente com a uva Tempranillo, originária desse país. Ela produz vinhos de cores profundas, sabores ricos, e com grande potencial de envelhecimento. Extremamente complexos, desenvolvem com tempo um caráter que lembra couro.  

No rótulo é possível verificar nome de algumas sub-regiões: Rioja Baja, Rioja Alta e Rioja Alavesa. Cada uma tem um clima e uma topografia ligeiramente diferentes. Rioja Alta, no nordeste, produz vinhos potentes e mais estruturados, que precisam de mais tempo para chegar ao apogeu. Quando maduros, são os melhores e mais delicados da região. Rioja Alavesa, também no nordeste, responde pela menor área de Rioja, e produz vinhos mais frutados e ricos. Já Rioja Baja fica no sudeste, onde o solo não ajuda, tornado os vinhos mais comuns, baseados em sua grande maioria na uva Garnacha (Grenache).  

Já a região de Ribera del Duero, que abriga as grandes bodegas no país, originam vinhos igualmente maravilhosos em referencia aos de Rioja. O nome Ribera del Duero vem do rio Duero, que torna o Douro famoso pelo Porto ao seguir para Portugal, a oeste. O clima desse vale é extremo, árido, com dias muito quentes e noites muito frias durante o verão, e invernos muito intensos. Nessa condição a acidez da uva Tempranillo, com nome de tinto fino por lá, aumenta. O resultado são vinhos com grande intensidade, estrutura e textura sedosa.

Como escolher um vinho espanhol

De modo geral, o vinho espanhol é definido pela idade. Por isso os termos no rótulo; Jovem ou Roble; Crianza, Reserva e Gran Reserva; se referem ao tempo que os vinhos amadurecem em barris de carvalho, e depois nas garrafas, antes de ser vendidos.

Os vinhos rotulados como “Jovem ou Roble” tem pouco ou nenhum envelhecimento em carvalho. São vinhos para os apreciadores do estilo frutado e fresco. Já os “Crianzas”, que passaram um ano no barril e outro na garrafa, oferecem boa complexidade, mais ainda são dominados pelo caráter frutado. Os “Reservas” oferecem notas de baunilha, especiarias, couro, devido a mais um ano que passaram no carvalho. E finalmente, os Gran Reservas”, que são os “melhores”. Produzidos apenas em grandes safras, passam pelo menos dois anos no barril e mais três na garrafa antes de ser comercializados.  

Foram esses vinhos, mais precisamente os de Rioja (Bodega Bagordi-) e Ribera (Bodega Lambuena-), os atores principais que colocaram no palco novos goles da Espanha, em recente degustação promovida pela importadora Radar no restaurante Aroeira Bistrô & Armazém.

A turma de avaliadores: Fernando Rabelo (Importadora Radar), Thiago Valentim (GB5), Marcelo Vasconcellos (Aroeira), sommelier espanhola Deborah Sanchez (Restaurante Soeta), Frederico Cassaro (Radar – Vendas), Vicente (Diretor Radar) e André Costa Leal (GB5).

Abaixo um relato sobre os destaques:

Condado de Palacios tinto 2009 – Ribera del Duero – R$ 85 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Vinho de entrada da Bodega Lambuena, sem passagem por madeira; apresenta belo aroma, fresco, com notas de violeta, frutas negras e vermelhas maduras. Bom corpo, intenso e com boa persistência em boca.

Lambuena Roble 2011 – Ribera del Duero – R$ 112 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Um varietal Tempranillo com passagem 70% em carvalho americano e 30% francês por 4 meses. Aroma gostoso, floral. Redondo, “quente”, mas não alcoólico.

Lambuena Crianza 2010 – Ribera del Duero – R$ 215 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Um tinto surpreendente, em um grande momento de sua vida. Potente, encorpado e elegante. Aroma intenso, com notas de coco, cacau e especiarias. Na boca, estruturado, elegante e longo, com álcool bem integrado. Para meditar!

Usoa de Bagordi Jovem 2012 – Rioja – R$ 76 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Elaborado segundo o conceito biodinâmico, ecologicamente correto, mostrou com ótimo aroma, aberto desde o início, com notas de frutas negras e vermelhas, e de especiarias como cravo. Paladar leve e elegante.   

Usoa de Bagordi Crianza 2009 – Rioja – R$ 140 - Radar importadora (27-3213-3131)

  • Tambem elaborado sob o conceito biodinâmico, mostrou um aroma atraente, de uva-passa, baunilha e especiarias. Paladar redondo, taninos doces, com boa fruta e final agradável.

Bagordi Crianza 2008 – Rioja – R$ 117 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Macio, redondo e com boa persistência. Feito à moda tradicional com estágio de 12 meses em barricas + 12 em garrafa. Potente, mas equilibrado.

Bagordi Reserva 2005 – Rioja – R$ 190 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Apesar de ser 2005, 9 anos de vida, se mostrou muito novo. Aroma com algo lácteo e baunilha. Encorpado, potente e macio. Gostoso de beber, mas vai evoluir muito na próxima década. Para enófilos que não tem pressa!

Bagordi Gran Reserva 2001 – Rioja – R$ 440 – Radar importadora (27-3213-3131)

  • Muito fino e complexo, com notas de frutas, tostado, café, charuto, com lembranças florais, que iam alternando conforme evoluía na taça.  Na boca, gostoso, elegante e equilibrado, confirmando as notas do nariz. Precisa de 1 hora de decanter para mostrar a que veio.  


O projeto ‘Festival Soeta Recebe’ dos chefs Barbara Verzola e Pablo Pavón retorna com força em 2014. Em 10 de abril, o primeiro convidado será o colombiano Dagoberto Torres, do restaurante Suri, de São Paulo.

O menu montado pelo chef será composto por nove tempos. Para começar: Levanta muertos (sopa de camarão com vôngole, queijo branco, fideos, pimenta dedo de moça e coentro); Arepas com cochinita pibil (massa de milho branco frita, recheada com costelinha de porco e cebolas curadas com habanero); Chingón (tiradito de vermelho com pimenta chipotle, tomate verde, cebolinha, limão e coentro) e Mandioca rösti com queijo brie e cebolas doces com pimenta cayena. O menu segue com os pratos principais Calamarcitos (lulas grelhadas, farofa de bananas e vinagrete de abacate); Ceviche Guayas, de corvina, polvo e lula com aji amarillo; La doncella (pintado grelhado com cebolinha, couve de bruxelas, tomates e salsa de coco com gengibre e coentro) e Rabo encendido (rabada cozida ao molho criollo com pimenta tabasco e papas amarillas). Para finalizar, dulce de tomates com coco e creme de limão.
O projeto já faz parte da identidade do restaurante Soeta.

O objetivo é abrir as portas aos chefs nacionais, para que desembarquem em Vitória e mostrem o melhor de sua cozinha. Além de ser uma oportunidade única de apresentar aos capixabas o que há de mais atual na cena gastronômica brasileira. O Festival do restaurante Soeta é uma tendência entre os restaurantes contemporâneos brasileiros. A troca entre os chefs oriundos de outros Estados ajuda a divulgar os produtos disponíveis no país e a fomentar ainda mais a criatividade e as pesquisas dentro das cozinhas brasileiras.

Sobre Dagoberto

Nascido em Chaparral, no interior da Colômbia, Dagoberto Torres cresceu entre a pequena cidade e o campo, na fazenda da família. Aos 30 anos, é ele quem comanda a cozinha do Suri Ceviche Bar, restaurante que apresenta o ceviche com múltiplas influências, numa abordagem contemporânea até então inédita no Brasil. A cevicheria é a realização de um sonho do chef, que se formou Técnico profissional em cozinha pelo SENA, prestigiada universidade pública de gastronomia em Bogotá, e depois de estagiar em diversos restaurantes e hotéis em seu país, viajou pela América Latina em busca de referências. Em São Paulo, trabalhou um ano no D.O.M e foi lá que percebeu que seu negócio era definitivamente a cozinha latina. É co-autor do livro “Ceviche, do Pacífico para o Mundo”, lançado pela editora Senac em 2013.

Rua Desembargador Sampaio, 332, Praia do Canto, Vitória – ES/ 48 lugares / Tel: (27)3026 4433. Funcionamento: Segunda à sexta das 12h às 15h, terça à sábado à partir das 19h30. Possui ar-condicionado e mesas ao ar-livre. Acesso a cadeirantes. Menu degustação Chef Dagoberto Torres: R$190,00, serviço e bebidas a parte. Formas de pagamento: dinheiro, cheque, Visa e Mastercard. www.soeta.com.br

Marina Giuberti, Capixaba de nascimento e carioca por adoção, passa a colaborar com o blog Vivendo a Vida. Sua história no mundo de Baco começou quando deixou o Rio rumo à Itália em 2004, onde cursou gastronomia na Italian Culinary Institute for Foreigners, que também formou o chef Juarez Campos. Trabalhou no restaurante Le Calandre (três estrelas no Guia Michelin), em Padova. Em 2010, mudou-se para Paris, já sommelière. Na capital francesa, antes de abrir a casa (Divvino – Blv. Voltaire 163 – 75011), passou pelo restaurante Le Bigarrade e pela enoteca La carte des vins, no bairro Bastilha. A ideia é que Marina transmita direto de Paris dicas do mundo enogastronômico com exclusividade para você leitor.

Projeto que acaba de ser lançado prevê arrecadar R$ 25 milhões em investimentos no Vale dos Vinhedos. A Vinícola Miolo é parceira do empreendimento para o processo de cultivo e vinificação.

O primeiro condomínio vitivinícola com serviços cinco estrelas e denominação de origem do Brasil acaba de ser lançado no mercado. Spa do Vinho, o premiado complexo enoturístico do Vale dos Vinhedos, agora abre seus vinhedos para enófilos que desejam cultivar e produzir seu próprio vinho D.O. A expansão do negócio prevê levar R$ 25 milhões em investimentos e uma nova atividade econômica ao Vale dos Vinhedos.

Inaugurado em 2007 no coração da principal região produtora de vinhos finos do país, o Spa do Vinho ingressa em uma nova etapa – além de luxury hotel, spa vinoterápico e centro de eventos enogastronômicos, o complexo acaba de fundar uma confraria dedicada à produção de vinhos em sistema de condomínio. “Esta ampliação do negócio específico do Spa do Vinho, de hotel para condomínio vitivinícola, já era uma meta desde quando assumimos o complexo, no entanto sabíamos que exigiria um longo período de maturação. Estamos na décima safra do nosso vinhedo, produzindo um vinho de comprovada qualidade, o hotel consolidou-se com um dos vinte melhores do país em seu segmento, o Spa Caudalie segue ganhando prêmios e temos uma bandeira internacional dentre os mais exclusivos luxury-hotels da Marriott. É o momento certo para a ampliação”, relata o sócio-diretor Aldemir Dadalt.

Fazendo o próprio vinho

Agora sob o título de Spa do Vinho Hotel & Condomínio Vitivinícola, o empreendimento traz um novo modelo econômico ao Vale dos Vinhedos. Destaque no cenário turístico nacional, foi eleito “Melhor Spa do Brasil” (Prêmio Viagem & Turismo 2011/2012) e chancelado pela Marriott International como único representante do país do selo “Autograph Collection”, uma seleta rede de hotéis independentes escolhidos por sua excelência e exclusividade. Esta trajetória consistente permitiu à Harvest, sócia-operadora do Spa do Vinho, evoluir para um conceito ainda mais completo de enoturismo, no qual o enófilo não apenas visita o terroir, mas tem oportunidade de nele cultivar e produzir seu próprio vinho.

O projeto foi desenvolvido pela sócia-diretora Deborah Villas-Bôas Dadalt a partir de condomínios vitivinícolas de sucesso em tradicionais regiões vinícolas como Napa Valley e Mendonza. “Podemos dizer que esta será a ultimate experience para os amantes do vinho, uma oportunidade real de acompanhar o cultivo, colher, vinificar, rotular e levar para casa seu próprio vinho premium, com denominação de origem”, explica Deborah. Uma reunião de investidores, realizada esta semana no próprio hotel, instituiu oficialmente o condomínio.

As principais diretrizes desta nova etapa do empreendimento são claras – a experiência de produzir o vinho pode ser tão elegante e prazerosa quanto a de degustá-lo. Assim, quem se torna membro desta exclusiva confraria adquire não apenas um lote de vinhedo, mas também um apartamento ou suíte no hotel, com direito a toda mordomia de um cinco estrelasworld class, como a prestigiada revista americana Wine Enthusiast classificou o Spa do Vinho no ano passado.

Café da manhã à francesa, centro de eventos de última geração, galeria de arte, spa francês de vinoterapia, dois restaurantes gourmet e uma esplendorosa adega – a maior dentro de um hotel no país, com capacidade para 40 mil garrafas e acervo de mais de 600 rótulos – são alguns dos diferenciais que os novos vitivinicultores terão à sua disposição enquanto cuidam de seus vinhedos certificados. Cada proprietário tem pelo menos quatro semanas de cortesia no hotel para garantir sua presença em cada uma das etapas da vitivinicultura, nas diferentes estações do ano. Mas este período pode ser ampliado sempre que desejar, pois todas as áreas do complexo oferecem tarifas diferenciadas para os membros da Confraria Spa do Vinho, além de uma programação mensal de degustações, palestras técnicas e visitas à vinícolas.

Miolo

Sócia fundadora do Spa do Vinho, a Vinícola Miolo será a principal parceira do empreendimento para o processo de cultivo e vinificação. Esta cooperação já é histórica, pois os enólogos Adriano Miolo e Michel Roland – consultor da vinícola durante anos – criaram com Aldemir Dadalt o VE, o tinto 100% Merlot premiado como um dos melhores do Vale dos Vinhedos e vendido unicamente no hotel.

Através do condomínio, os proprietários podem vinificar seu lote do parreiral em parceria com a vinícola de sua opção pessoal, recebendo anualmente a quantidade correspondente à fração ideal de sua unidade – com mínimo de 10 caixas por safra vinificada – e podendo escolher por cortes e rotulagem própria. Os membros da Confraria Spa do Vinho também podem comercializar seus vinhos, o que é interessante para aqueles que possuem diversas unidades e consequentemente produzirão centenas de garrafas ao final de cada safra. O Merlot VE 2005, por exemplo, é comercializado a R$ 400,00 a garrafa.

Além do valor do apartamento, o único gasto dos novos vitivinicultores é a taxa mensal de condomínio destinada à conservação e manutenção da unidade e do vinhedo (incluindo toda a vinificação, barricas de carvalho francês, garrafas, rolhas e trabalhos da vinícola parceira), que inclusive pode não ser cobrada. Isto porque durante as semanas em que o proprietário não o utiliza, o apartamento permanece à disposição do pool do hotel, destinado a hóspedes e participantes de eventos. Diferenças entre o resultado positivo e a taxa de condomínio são rateadas e distribuídas mensalmente em forma de rendimentos para os proprietários. “Cultivar um magnífico terroir, produzir um vinho de excelência e ainda ter a possibilidade de receber rendimentos mensais é uma equação atraente até para quem não é um enófilo inveterado”, comenta o CEO Adriano Miolo. Ele sabe muito bem do que fala, pois há anos coordena um projeto pioneiro da Miolo para vitivinicultores iniciantes chamado “Winemakers”, reunindo enófilos de vários estados brasileiros.

Copa do Mundo

Às vésperas da Copa 2014, o Spa do Vinho renovou-se completamente para honrar o contrato firmado com A FIFA, através da Match, para abrigar delegações e turistas estrangeiros. Com 12.500 m2 de área construída, no alto da colina do Lote 41 da Linha Leopoldina, seus vinhedos já tem capacidade para produzir mais de 10 mil garrafas de Merlot D.O. a cada safra.

A partir deste mês, com a ampliação de suas atividades, o Spa do Vinho torna-se pioneiro em oferecer ao mercado nacional um condomínio vitivinícola com serviços de luxo e produção rateada de vinho com denominação de origem. Com o novo modelo de negócio, o perfil enoturístico de sucesso – que alia marca valiosa, serviços de luxo e bandeira internacional – se mantém e ainda ganha valorização patrimonial, dada a alta demanda do mercado para a as propriedades em condomínios vitivinícolas. “Hoje contamos com duas dezenas de proprietários fundadores, que investiram no empreendimento desde 2007. Para tornar-se um novo confrade é preciso contar com a anuência do conselho, pois buscamos garantir a unidade de interesses e a longevidade do grupo”, informa Dadalt, que já tem em mãos uma lista de espera para a reservas das novas unidades. “Como o preço é convidativo, acredito que possamos rapidamente dobrar o número de vitivinicultores do Vale dos Vinhedos”.

Esta é, aliás, a boa notícia capaz de dar um impulso extra ao desenvolvimento da principal região vinícola do país – ao invés de loteamentos residenciais ou fábricas, agora poderá ser mais lucrativo transformar as belas colinas do vale no paraíso de diversos pequenos vitivinicultores apaixonados pelo bom vinho brasileiro.

Hoje estive almoçando no restaurante Vitória Bistrô, da Chef Sylvia Lins, com alguns amigos. Além de provar os saborosos pratos elaborados para o Restaurant Week, tive a oportunidade de degustar o vinho chileno Acróbata 2011, mais uma aposta de Jaime Rosello, Diretor Veramonte Wines & Neyen de Apalta, com a assessoria enológica Patrick Valette, nosso velho conhecido.

É elaborado na região de Entre Cordilheiras, uma das zonas vitivinícolas mais antigas do Chile, que tem a mesma distancia entre o mar e a cordilheira, recebendo a influência de ambos, dando origem a vinhos tintos encorpados com notável capacidade de guarda. Com 69% Cabernet Sauvignon e 31% Carmenère, leveduras indígenas e 15 meses de barricas francesas, apresentou aroma franco, alegre, que se mostrou de imediato, sem a necessidade de aerar, deliciosas notas de frutas vermelhas, florais, de grafite e especiarias. No paladar confirmou as notas do nariz, uma textura aveludada, fresco, pedindo o próximo gole. O álcool não incomoda. Produção: 17.488 garrafas. Quer saber se vale o preço?…depende do seu bol$o. Custa R$ 168 na Espaço Doc e Ville du Vin.

Fica a dica!

Amarone é um excelente vinho para acompanhar uma grande variedade de pratos tradicionais do Veneto, da cozinha moderna e também da culinária asiática. Na harmonização com alimentos é importante levar em consideração os diferentes estilos de Amarone, o tradicional e o moderno.

O estilo tradicional apresenta vinhos complexos, maduros, revelando aromas e sabores de cereja preta, ameixa seca e notas de frutas secas. As safras mais antigas revelam um caráter oxidado com caramelo e outros sabores. Eles têm um teor alcoólico relativamente alto (16-17%), mas os melhores são equilibrados e com bom extrato. Mesmo amadurecendo por um longo tempo em barril, eles geralmente não revelam aromas ou sabores de carvalho. Seus taninos geralmente exigem anos de envelhecimento. 

O Estilo moderno também é maduro, mas apresenta mais notas de frutas frescas do que os estilos tradicionais de Amarone. Seus aromas combinam frutas secas e frescas, carvalho tostado com algumas notas de baunilha e ou de coco. Amarones modernos também apresentam níveis elevados de álcool, como os vinhos tradicionais, mas também podem revelar sabores concentrados, extraídos de macerações longas e de doçura do açúcar residual e álcool, no meu entendimento são menos elegantes.

Amarones exibem uma grande variedade de sabores, que combinam bem com pratos salgados, especialmente aqueles feitos com um molho Amarone. Dependendo do estilo, aromas e sabores podem incluir cerejas, ameixas, passas, figos secos, fumaça, nozes, chocolate amargo, café, alcatrão, tabaco e terra.

O caráter robusto, às vezes oxidado de Amarones tradicionais torna especialmente adequado para harmonização com carnes, ensopados e costelas. A intensidade de frutas vermelhas e taninos mais suaves dos Amarones modernos significam que eles combinam bem com pratos de carne de porco, vitela e frango. Todos Amarones funcionam bem com grandes queijos aromatizados.

Pratos tradicionais da Veneto 

Experimente alguns dos pratos tradicionais venezianos com Amarone como Pasta e Fasoi (macarrão e sopa de feijão) Fegato alla Veneziana (bezerros fígado), Brasato todos “Amarone (carne assada com risotto amarone), Bigoli col’Anara (massa fresca com molho de pato), Pastisade de Caval (guisado de carne de cavalo), ou Torresani allo Spiedo (pombo no espeto).

Carne de boi, cordeiro e vitela

Pratos de carne par lindamente com Amarones, especialmente aquelas no estilo mais tradicional. Tente com bifes grelhados, ensopados rústicas, javali, veado, carne assada de costelas e carne assada da carne assada no Amarone. Os Amarones estilo mais leves funcionam melhor com Ossobuco e bochechas de vitela assada no Amarone.

Aves e caça

Pato e Amarone caminham muito bem juntos. Pato assado regado com um molho de redução de Amarone é uma ótima combinação. Avestruz e faisão, ou foie gras, combinadas com um molho de frutas ou molho Amarone também são excelentes pratos para emparelhar com Amarone. Além disso, tente fígados de galinha temperada ou frango teriyaki.

Peixe

Amarone é forte demais para a maioria dos pratos de peixe, mas há alguns mais leves que par bem com bife de atum ou de tamboril com molho de Amarone.

Pasta

O primeiro curso tradicional de Veneza Bigoli co l’Anara (massa fresca com molho de pato) é um vencedor como é Risotto all’Amarone . Além disso, tente Pappardelle alla Lepre(massas fita larga com coelho).

Queijos

Maduros e robustos - Tente Parmigiano Reggiano , Cimbro , Monte Veronese Ubriaco , e Pecorino Vecchio . Além disso, Gouda e queijos azuis, como Gorgonzola, Stilton, Roquefort e azul dinamarquês.

Começa hoje o evento WinePrime, a nova aposta do restaurante Vitória Bistrô e Adega Espaço DOC, na Praia do Canto, para promover a prova de vinhos exclusivos em taça a preços subsidiados. A ideia é ter toda semana uma seleção de vinhos diferentes.

O happy hour #winePrime acontece de quarta a sexta-feira, das 18h às 21h, no restaurante Vitória Bistrô, Vitória, Praia do Canto. Reservas: (27) 3024 1222.