search engine optimizationsubmit websiteemail extractor

Archive for janeiro, 2014

Mais uma importadora encerra suas atividades. Desta vez foi a Ana Import do ex-integrante da banda Chiclete com Banana Bell Marques. A empresa que durou 8 anos, parece que atravessou problemas financeiros, causado principalmente, pela valorização de moedas estrangeiras frente ao real.

A importadora de vinhos Portus acaba de aumentar seu catálogo de produtos, com a importação exclusiva dos vinhos da vinícola italiana Argiano, produtora do Brunello di Montalcino, um dos rótulos mais antigos da região e o primeiro a receber a certificação DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida).

Referência no mercado brasileiro na importação de vinhos portugueses das marcas Bacalhôa, Quinta da Romaneira e Quinta da Herdade, a importadora Portus  espera expandir a comercialização dos produtos da Argiano no país em 2014.

A convite do Consorzio di Valpolicella, sigo hoje para Verona na Itália a fim de participar da 11ª edição da Anteprima Amarone (2010), o grande vinho do Vêneto, já sob o status DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida). Permaneço até a próxima semana conhecendo a sua produção por meio de visitas técnicas a vinícolas, participando de palestras com o intuito de aprofundar o meu conhecimento sobre o setor vitivinícola do país e seus produtos.

Acompanhem via instagram @silvestretg
a viagem. No dia 31 de janeiro publicarei na Coluna Vivendo a Vida no C2 + Prazer & Cia do Jornal A Gazeta uma matéria com exclusividade.

Texto publicado originalmente na coluna Vivendo a Vida | C2 + Prazer & Cia | Jornal A Gazeta

A coluna de hoje é dedicada à Pinot Noir, uma das mais importantes e antigas uvas tintas do mundo consagrada na região da Borgonha, na França, pelos seus vinhos incríveis. É também conhecida por sua utilização na elaboração de champanhes.

A principal característica da Pinot Noir é a elegância. Quando jovem, a casta apresenta sabores de frutas vermelhas e taninos macios e frescos, com textura mais leve que os da Cabernet Sauvignon, o que torna seus vinhos palatáveis e ideais para o clima do verão.

No passado, quem decidiu cultivar a Pinot Noir fora da Borgonha teve problemas. A uva é de difícil cultivo, mesmo em seu local de origem. Porém, mesmo diante das dificuldades, plantá-la sempre foi uma tentação. Que o diga os produtores do Novo Mundo. Ao longo do tempo, além de ter demandado conhecimento técnico e dedicação por parte dos enólogos, a casta mostrou sua capacidade de adaptação, desenvolvendo características próprias, com diferentes sabores, níveis de qualidade, capacidade de rendimento e tempo de maturação.

Hoje, já podemos degustar bons Pinots de diversas regiões do mundo, como, por exemplo, do Oregon e da Califórnia, nos EUA, e de países como Chile, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Alemanha e até mesmo do Brasil.

A grande procura por vinhos de Pinot Noir no Brasil e no mundo ocorreu após o lançamento do filme “Sideways”, em 2004. Na trama, um homem depressivo tenta se tornar escritor. Fascinado por vinhos de Pinot Noir, ele decide dar de presente de despedida de solteiro ao seu melhor amigo uma viagem pelas vinícolas da Califórnia.

Provei para esta coluna rótulos de dentro e de fora da Borgonha, com preços entre R$ 60 e R$ 170. Ao final da degustação, tive uma grande surpresa: os vinhos não mostraram uma grande diferença de qualidade e, sim, uma nítida distinção de estilo. Os do Novo Mundo mostraram um frutado vivo, lembrando muitas vezes goiaba madura. Os do Velho Mundo, por sua vez, apresentaram um caráter mais austero e menos carregado na fruta. Sugiro para a harmonização queijos suaves, salmão, atum, vitela e pizza.

Santenay Vicent Girardin 2007 | Bom equilíbrio e concentração, com frutas vermelhas, toque de violeta e leve herbáceo. Fresco e equilibrado, com taninos muito redondos. Para quem tem mais litragem. Onde: Ok Hipermercado | R$ 176 | França

Domaine Pierre Andre Bourgogne Pinot Noir Vieilles Vignes 2011 | Notas de frutas frescas, morango e cereja, minerais e balsâmicas. Delicado e elegante. Ótima acidez. Bastante equilibrado. Onde: Buywine.com.br | R$ 99 | França

Bueno Bellavista State Pinot Noir 2011 | O vinho do comentarista Galvão Bueno é intenso, e ao mesmo tempo elegante, com fruta na medida. Macio e sedoso. Final longo. Onde: Carone | R$ 65 | Brasil

Matua Valley Pinot Noir 2011 | Belo exemplar da Nova Zelândia | Seu aroma intenso lembra frutas vermelhas, framboesa e amora (leve toque terroso). Delicado, com notas frutadas, elegantes. Onde: Wine Vix | R$ 65 | Nova Zelandia

Marichal Pinot Noir 2009 | Frutado, intenso, temperado com especiarias. No paladar, apresenta taninos macios e levemente doces. Um vinho fácil de beber e de gostar. Onde: Enótria | R$ 75 | Uruguai

Dr. Loosen Villa Wolf Pinot Noir Qualitatswein 2011 | Provei, pela primeira vez, um Pinot da Alemanha. Gostei. Boa tipicidade. Aroma gostoso, frutado e floral. Redondo, “quente”, mas não alcoólico. Onde: Wine.com.br | R$ 67 | Alemanha

Chilcas Pinot Noir Single Vineyard 2011 | Ervas e frutas dão um toque muito especial a esse vinho. Enche a boca e deixa um retrogosto duradouro e gostoso. Potente, mas não alcoólico e enjoativo. Ótimo frescor. Onde: Buywine.com.br | R$ 74 | Chile

Bodega Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2011 | Frutas vermelhas e especiarias (canela). Paladar aveludado, com muita fruta madura e goiaba. Deixa uma impressão gostosa na boca. Onde: Wine.com.br | R$ 64 | Argentina

De acordo com cientistas da Universidade de Londres, comer altos níveis de flavonóides encontrados em frutas, chá e chocolate (preto) pode oferecer proteção contra diabetes tipo 2.

Quase 2.000 mulheres saudáveis ​​foram convidadas a preencher um questionário alimentar para estimar a ingestão de flavonóides que são encontrados em ervas e legumes, como salsa, tomilho e aipo, e antocianinas, encontrado em frutas vermelhas, uvas tintas, vinho e legumes coloridos.

Os resultados mostraram que as pessoas com alta ingestão destes alimentos apresentaram menor resistência à insulina e uma melhor regulação de glicose no sangue.

Fonte

O crítico Joshua Greene, editor da revista norte-americana Wine & Spirits listou os 50 melhores vinhos portugueses. São eles:

  • Adriano Ramos Pinto, Collection 2009, tinto, Douro
  • Aliança, Quinta da Dôna 2009, tinto, Bairrada
  • Anselmo Mendes Vinhos, Contacto 2012, branco, Vinho Verde
  • Casa de Mouraz, Encruzado 2012, branco, Dão
  • Casa de Mouraz, Elfa 2010, tinto, Dão
  • Casca Wines, Monte Cascas Malvasia 2011, Branco, Colares
  • Duorum Vinhos, Reserva Vinhas Velhas 2009, tinto, Douro
  • Enoport United Wines, Quinta do Boição Reserva 2012, branco, Bucelas
  • Folias de Baco, Olho no Pé Grande Reserva 2008, tinto, Douro
  • Fonseca Porto Vintage 2011
  • FTP Vinhos, Quinta do Serrado Reserva 2009, tinto, Dão
  • Herdade de Vale Barqueiros Reserva 2008, tinto, Alentejo
  • Herdade do Esporão Reserva 2010, tinto, Alentejo
  • Herdade do Esporão Verdelho 2012, Alentejo
  • Eminência 2010, branco, Vinho Verde
  • João Brito e Cunha, Quinta de S. José Touriga Nacional 2011, tinto, Douro
  • Jorge Moreira, Poeira 2010, tinto, Douro
  • Jose Maria da Fonseca, Domingo Soares Franco Colecção Privada Moscatel Roxo 2012, P. de
  • Setúbal
  • Luís Pato, Vinha Pan, 2009, Bairrada
  • Lusovini, Pedra Cancela Seleção do Énologo 2010, tinto, Dão
  • Madeira Wine Company, Blandy’s Colheita Bual 1996, Madeira
  • Monte da Ravasqueira, Vinha das Romãs 2010, tinto, Alentejo
    Muxagat 2011, tinto, Douro
  • Niepoort Vinhos, Batuta 2010, tinto, Douro
  • Niepoort Vinhos, Porto Vintage 2011, Douro
  • Quinta da Alorna, Portal da Águia 2009, tinto, Tejo
  • Quinta da Lixa, Aromas das Castas Alvarinho Trajadura 2012, branco, Vinho Verde
  • Quinta da Plansel, Marquês de Montemor Colheita Seleccionada Touriga Franca 2010, tinto,
  • Alentejo
  • Quinta da Ponte Pedrinha Vinhas Velhas 2007, tinto, Dão
  • Quinta da Sequeira Reserva 2008, tinto, Douro
  • Quinta das Bágeiras Garrafeira 2009, tinto, Bairrada
  • Quinta das Bágeiras Garrafeira 2004, branco, Bairrada
  • Quinta de Chocapalha Arinto 2011, branco, Lisboa
  • Quinta de Chocapalha 2008, tinto, Lisboa
  • Quinta de Gomariz Avesso 2012, branco, Vinho Verde
  • Quinta de Paços Casa do Capitão-mor 2011, branco, Vinho Verde
  • Quinta do Noval 2008, tinto, Douro
  • Quinta do Pinto Estate Collection 2011, tinto, Alenquer
  • Quinta do Portal Reserva 2008, tinto, Douro
  • Quinta do Sagrado, Mutante 2007, tinto, Douro
  • Quinta Seara d’Ordens TalentVs Grande Escolha 2010, tinto, Douro
  • Rui Reguinga Enologia, Terrenus 2011, Alentejo
  • Secret Spot Wines, Vale da Poupa Moscatel Galego 2012, branco, Douro
  • Soalheiro Alvarinho 2012, branco, Vinho Verde
  • Soalheiro Primeiras Vinhas 2012, branco, Vinho Verde
  • Sogevinus Fine Wines, Burmester Tordiz 40 anos, Porto Tawny
  • Solar das Bouças Loureiro 2012, branco, Vinho Verde
  • Symington Family Estates, Graham’s Single Harvest 1969, Porto Tawny
  • Vidigal Wines, Brutalis 2010,tinto, Lisboa
  • Wine & Soul, Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2010, tinto, Douro

A partir deste mês, o maior clube de vinhos da América Latina lança o ClubeW One. O objetivo desta nova assinatura é viabilizar um dos pilares que sustenta a empresa desde sua fundação: descomplicar e democratizar o mundo do vinho. Para isso, a empresa uniu a qualidade x preço com a curadoria exclusiva por um valor fixo: R$25, cada garrafa.

Agora o clube conta com três versões: o ClubeW One, com vinhos sempre fáceis de beber, de harmonizar e com excelente relação qualidade x preço; o ClubeW Classic, com seleções dos principais terroirs do mundo e o ClubeW Premium, com exemplares de excelência, de vinhedos nobres e com produção limitada.

A primeira seleção de vinhos, do mês de fevereiro, será de vinhos chilenos: o Santa Helena Reserva Cabernet Sauvignon e o Santa Helena Reserva Carménère.


O The Vines Resort & Spa, um novo resort boutique de luxo em Mendoza, Argentina, anuncia sua grande inauguração. Situado na base da Cordilheira dos Andes, no coração do Valle de Uco – prestigiada região vinícola da Argentina -, o The Vines Resort & Spa é o destino ideal para os amantes de vinho e os aventureiros, e oferece ainda um diferenciado programa culinário desenvolvido pelo aclamado Chef argentino, Francis Mallmann. Agora aceitando reservas, o The Vines Resort & Spa é membro da The Leading Hotels of The World, a maior organização de hospitalidade de luxo do mundo, e é o único resort na região de Mendoza a fazer parte dessa coleção.


Com 180º de vista para os Andes, o The Vines Resort & Spa é rodeado por 15 hectares de vinhedos. Toda e cada estadia é cuidadosamente planejada e supervisionada pelos “Gaúchos” do resort, que atuam como concierges pessoais, guias para passeios e muito mais. Este destino peculiar proporciona experiências customizadas e aventuras incomuns, incluindo a oportunidade única de aprender sobre produção de vinhos com a nossa equipe de experts e o renomado enólogo consultor Santiago Achával. Além disso, o Private Vineyards (Vinhedos Privados) da The Vines oferece a rara oportunidade para que os entusiastas do vinho possuam seu próprio vinhedo, de 1-4 hectares, e produzam a sua safra de vinhos.


O restaurante exclusivo do resort, o Siete Fuegos de Francis Mallmann, exibe as famosas carnes argentinas e serve culinária regional feita a partir da aperfeiçoada coleção de técnicas de cozimento à chama aberta de Mallmann. O The Vines Resort & Spa também apresenta uma piscina de 100m² com borda infinita e suas cabanas privativas, e, em março, irá inaugurar um centro fitness com tecnologia de ponta. Uma variedade de aventuras ao ar livre são oferecidas, incluindo yoga, cavalgadas, hiking, ciclismo, aulas de culinária, degustações de vinho e atividades educacionais sobre a bebida. O Spa oferecerá experiências multi-sensoriais customizadas, incluindo as fragrâncias exclusivas criadas pelo laboratório de perfumes argentinos FUEGUIA 1833.

Projetado pelos renomados arquitetos argentinos Bormida & Yanzón, o resort contém 22 espaçosas Villas (chalés), de um e dois quartos, com três plantas distintas, variando de 300 a 820m². As Villas são inspiradas pela rústica beleza natural do Valle de Uco e possuem amplos espaços internos e externos, com expansivas vistas para a Cordilheira e os vinhedos a cada passo.

Na noite de sábado participei de uma deliciosa degustação vertical com o vinho chileno Don Melchor, top da gigante Concha y Toro, no recém-inaugurado restaurante Grotto Grill (uma próxima conversa), Praia do Canto, na companhia dos meus velhos amigos Aldir Manoel, Marcos Fonseca e suas respectivas esposas, com sempre.

A vinícola Concha y Toro é considerada a segunda marca de vinhos mais poderosa do mundo, símbolo do vinho chileno, com 16 prêmios “Winery of the Year” e reconhecida nas mais prestigiadas publicações do setor, com altas pontuações na Wine Spectator e The Wine Advocate.

Tivemos a oportunidade de provar as safras 2000, 2002 e 2004, de seu mais celebre vinho, já com Enrique Tirado como enólogo. Em minha opinião, duas safras se destacaram: 2000 e 2004, mais francos e equilibrados.  

Don Melchor 2000 | 13,6% álcool |  100% Cabernet Sauvignon | 14 meses em barrica francesa, sendo 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Apesar da idade, se mostrou inteiro e vivo. Aroma encantador, do jeito que eu gosto. Fruta já saindo de cena, deixando as notas terciárias tomarem conta, como caixa de charutos e alcatrão. Paladar macio, acidez mediana e boa persistência. Às cegas arriscaria ser um Bordeaux dos bons. Acho que não evolui. Nota: 92/100

Don Melchor  2002 | 14% álcool | 96% Cabernet Sauvignon e 4% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso. 

  • A safra mais difícil de avaliar. Aroma fechado, mas com a boca boa. Estruturado, potente, mas não chega a encantar. Talvez se revele no futuro. Nota: 88/100

Don Melchor 2004 | 14,5% álcool | 94% de Cabernet Sauvignon e 6% Cabernet Franc | 14 meses em barrica francesa 70% de primeiro uso e 30% de segundo uso.

  • Excelente, no auge da forma. Aroma intenso, com notas cítricas (pitanga), negras e especiarias. Na boca é estruturado, elegante e potente. Confirma as notas do nariz. Muito equilibrado. Nota: 94/100 

Recentemente fui questionado por um amigo pela indicação que fiz na coluna Vivendo a Vida que escrevo todas as sextas-feiras no Jornal A Gazeta (Vitória-ES). No dia 10/01 publiquei os melhores vinhos de 2013 em 8 categorias, elegendo o Almaúnica Reserva Nature (Vale dos Vinhedos – R$ 55 – www.almaunica.com.br) como melhor espumante brasileiro. Foi um ano em que tive a oportunidade de visitar por várias vezes as principais regiões vinícolas do Brasil, provando centenas de espumantes. Provei o Almaunica Nature pela primeira vez na própria vinícola e fiquei impressionado com suas características, apresentando notas elegantes, complexas e tostadas, muito próximo de um Champagne (verdade, rs).

Pois bem, na noite de ontem “tirei a prova dos 9″, o colocando ao lado de um belo champagne Champagne R. Pouillon & Fils Cuvée de Réserve Brut e outros dois espumantes nacionais premiados, Maximo Boschi Speciale Extra Brut (preciso provar outra garrafa – R$ 99), Gran Legado Brut Metodo Champenoise (top ten – ExpoVinis –SP – R$ 50). Deu o esperado, ele confirmou na taça a qualidade que relatei acima. Ficou em segundo lugar, porém com pouquíssima distancia do Champagne. Fica a dica para os amigos leitores.