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Archive for outubro, 2013


 

Matéria publicada originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno Prazer & Cia | Jornal A Gazeta em 25/10/2013

Vinho de autor. A expressão define uma filosofia bastante simples, reproduzida por enólogos que procuram os melhores terroirs para elaborar em quantidades minúsculas, e em vinícolas de pequeno porte, vinhos de consumo privado, para degustar com família, amigos e colegas; que podem ou não ser colocados à venda. Resumindo: não se procura um ganho financeiro, mas apresentar na taça a melhor qualidade de que um enólogo é capaz. Essa condição coloca seus vinhos, na maioria das vezes, acima dos de grandes vinícolas. Reafirmo que, na vitivinicultura, dificilmente quantidade caminha ao lado da qualidade.

Participei, semanas atrás, de uma prova com alguns exemplares argentinos que chegam ao mercado capixaba em quantidade limitada a 240 garrafas, apenas, por casta. São os vinhos do enólogo suíço Hubert Weber, que elabora os vinhos de uma das adegas mais tradicionais da Argentina, a Cavas Weinert, por 20 anos antes de alçar voo-solo. “Quero que, além de meus familiares e amigos, os brasileiros possam sentir o mundo de sensações de meus vinhos”, afirma Weber.

Já em sua primeira vindima aos pés da Cordilheira dos Andes, em Mendoza, batizada com seu nome, o enólogo estabeleceu um padrão que a maioria das vinícolas na Argentina deveriam se esforçar para seguir. Vinhos ricos em concentração, porém elegantes, equilibrados por uma acidez que consegue conter o dulçor da fruta madura. Não cansam o paladar, resultam de um bom amadurecimento em carvalho e privilegiam o estágio em garrafa – por aproximadamente seis anos antes da venda.

Há exemplo que vinhos desse nível melhoram muito na garrafa, por um período de cinco a dez anos, ou mais. Muito importante: além de artesanais, os vinhos de Weber são extremamente gastronômicos. Harmonizam com carnes de caça e com molhos condimentados.

Um reconhecimento veio pelo guia “Descorchados”, o mais importante ranking da América do Sul, que nas edições de 2013 e 2014 concedeu altas pontuações para seus vinhos, de 90 a 93 pontos. Meu destaque vai para o Cellar Selection Cabernet Sauvignon 2007, que confesso ter me entusiasmado – façanha que goles com esse preço, R$ 79, não são capazes de conseguir. Como é bom encontrar vinhos que cabem no gosto e no bolso!


Hubert Weber Vineyard Selection Merlot 2006 – Visual rubi claro. Aromas complexos, notas terrosas e fruta vermelha. Potente, frutado, com taninos marcantes. Bem agradável e persistente. 14% de álcool. Onde: Vila Fruti | R$ 49

Hubert Weber Cellar Selection Cabernet Sauvignon 2007 – O melhor vinho na taça. Sedoso, surpreendente no nariz e na boca, com notas intensas de frutas vermelhas, coco, tabaco, caramelo e baunilha. Final persistente. Onde: Rei do Vinho | R$ 79

Hubert Weber Vineyard Selection Malbec 2007 – Possui aromas de frutas negras maduras, notas florais e leve toque de especiarias. Paladar com boa estrutura e persistência. Fácil de beber. 14% de álcool. Onde: Buywine.com.br | R$ 49

Hubert Weber Vineyard Selection Cabernet Sauvignon 2006 – Aromas frutados com notas cítricas, frescas e algo de baunilha. Redondo, equilibrado e com boa acidez. Pede comida. 14% de álcool. Onde: Casa da Praia Gourmet | R$ 49

Hubert Weber Winemakers Selection Blend 2007 – O vinho premium da vinícola precisa de pelo menos 1h em decanter para mostrar a que veio. Amplo e complexo em boca. Nota de frutas maduras, pimenta-do-reino, baunilha e leve defumado. Onde: Buywine.com.br | R$ 139

Cavas de Weinert Gran Vino 2004 – Violáceo, complexo, com nota floral, especiarias, cereja, couro, e toque terroso. Na boca tripé perfeito, elegante, suculento e longo. 14,5% de álcool. Onde: www.imigrantesbebidas.com.br. | R$ 120


É isso mesmo meus amigos, em recente visita a Cooperativa Vinícola Garibaldi, degustei a linha de vinhos premium, chamada de “Acordes”, dentro de uma Pipa (barril) de 100 mil litros, que foi toda transformada e destinada a apresentação dos produtos. Simplesmente original e sensacional!

Fomos recebidos gerente de marketing Maiquel Vignatti, que destacou as particularidades da Linha. São dois vinhos varietais, das uvas Merlot e Chardonnay, e um espumante elaborado pelo método tradicional (champenoise), com as uvas Pinot Noir e Chardonnay. A produção é limitada a 3 mil garrafas por rótulo, que utiliza uvas colhidas em safras de alta qualidade.

Cada rótulo é ilustrado com aves brasileiras e acordes musicais compondo uma poética pauta musical. “Cada detalhe, da elaboração à comercialização, foi estudado pela Cooperativa Vinícola Garibaldi para oferecer ao mercado uma mostra dos mais requintados vinhos já produzidos na Serra Gaúcha. Uma mostra do melhor de nossa produção”, disse Vignatti.

Os vinhos na taça apresentaram uma boa qualidade. O destaque vai para o Chardonnay. Um branco que começou muito bem no aroma e melhorou ainda em boca. Potente, com notas amanteigadas e algo de mineral. Também aparecem frutas tropicais, como abacaxi. Em boca é delicado e, sobretudo, elegante. Longo. Ótima acidez e bastante equilibrado. 


Em anexo a Pipa, com uma passagem interna, fica a cave, onde os vinhos amadurecem em temperatura controlada. Vale a pena uma visita e a prova dos seus vinhos!

Endereço: A Cooperativa Vinícola Garibaldi está localizada na avenida Independência, 845, em Garibaldi (RS).  Site: www.vinicolagaribaldi.com.br – Tel.: (54) 3464.8104

Continuando com os comentários sobre a recente “Press Trip” ao Sul do Brasil, promovida pela (Apromontes), (Aprovale) com apoio da (ABE), falo hoje sobre a visita incrível na Dal Pizzol Vinhos Finos, na Rota das Cantinas Históricas, em Faria Lemos, que você precisa incluir em seu próximo roteiro pela região. A vinícola fica fora da região demarcada do Vale dos Vinhedos, mas dentro de Bento Gonçalves.

A proposta é proporcionar ao visitante além da apreciação de bons vinhos e espumantes, um contato com a natureza e a história do vinho, em um verdadeiro Parque Temático a céu aberto, com área total de 80 mil m².

Logo na chegada, fomos recebidos com um brinde por Antonio Dal Pizzol (diretor comercial da Dal Pizzol), Simara Troian (coordenadora comercial da vinícola), Dirceu Scottá, (enólogo da vinícola e presidente da Uvibra) e por Rinaldo Dal Pizzol, (diretor de patrimônio da Dal Pizzol).

O Espumante Brut “Dal Pizzol” é obtido pelo Método Charmat Longo. Elaborado a partir de um vinho base de Pinot Noir, Riesling Itálico e Chardonnay. Na taça se mostrou frutado e bastante refrescante, ideal para o clima tropical brasileiro.

Seguimos para conhecer o museu com peças e produtos vínicos bastante antigos. O espaço conserva diferentes tipos de garrafas vendidas ao longo dos anos, uma coleção de saca-rolhas, utensílios agrícolas, e até ânforas, vasos de cerâmica onde os antigos romanos armazenavam o vinho, tudo isso com o objetivo de preservar e apresentar ao visitantes a história do vinho no Brasil e no mundo. Por lá, você também poderá conhecer uma variedade de garrafas datadas entre as décadas de 1930 e 1950.

Coleção de saca-rolhas

Ândoras

Tipos de garrafas

Máquinas antigas

A vinícola também preserva e intitula de “Vinhedo do Mundo” uma coleção de parreiras com 300 variedades de uvas de 5 continentes e de 23 países.

Refosco – Itália

Malbec – França


Para quem aprecia os vinhos antigos, essa parte é muito interessante. No antigo forno da olaria, conservado e restaurado, foi instalada em 2005 a ENOTECA dos vinhos Dal Pizzol, com uma coleção de garrafas de safras antigas desde a sua fundação, hoje consideradas peças de museu, explica o enólogo Dirceu Scottá (foto acima).

Enoteca

Cabernet Sauvignon 1985

Cabernet Franc 1992

Gamay 1993

Outro grande destaque são os animais exóticos que passeiam livremente pelo parque, como esse pavão que se apresentou para o grupo.

Lindo Cisne Negro

Para almoços ou jantares somente “sob reserva”, você poderá apreciar no Ristorante Enoteca Dal Pizzol, uma gastronomia típica italiana em um ambiente privilegiado pela natureza.

Salada

Batata com creme chedar

Enoteca Dal Pizzol 2011 é o nome do vinho de elite da vinícola, um corte de uvas com 70% de Merlot, 15% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc, sendo que a Merlot e a Franc são da serra gaúcha e a Cabernet Sauvignon é da campanha.  Estagio por 18 meses em tanques de inox + seis meses garrafa. Não passa por madeira. Produção limitada a 6 mil garrafas. O preço da garrafa é de 65 reais. Na taça apresenta uma fruta limpa, elegante, bom corpo e uma acidez pedido refeição.

Frango com cebola e bacon

PARQUE TEMÁTICO
Rodovia RS 431 – km 5 – Distrito de Faria Lemos
Segundas às sextas-feiras, das 9 horas às 11h40min e das 13h30min às 17 horas
Sábados, Domingos e Feriados, das 10 horas às 16h30min
Telefones: 54 3452-2055 e 54 3439-1311 (horário comercial)

DAL PIZZOL VINHOS FINOS
Adega: Faria Lemos – Distrito de Bento Gonçalves
Escritório: Rua Dr. Casagrande, 418 – Cx. P. 520 – 95700-000 – Bento Gonçalves – RS
Reservas e informações – Tel.: (54) 3452.2055 – Fax: (54) 3452.2037
[email protected] – www.dalpizzol.com.br

E-mail: 
Site: www.dalpizzol.com.br


Evento Exclusivo, contou com a presença de Felipe Larrain, Presidente de Almaviva e Executivo de Viña Conha y Toro, além de Michel Friou, enólogo de Almaviva.

Matéria publicada originalmente na coluna Vivendo a Vida | Caderno Prazer & Cia | Jornal A Gazeta em 19/10/2013

No dia 8 deste mês estive no Rio de Janeiro para participar do lançamento da 15ª safra (2010) do Almaviva, um vinho de elite chileno, adorado pelos amantes de Baco em todo mundo. Além do Chile, apenas o mercado brasileiro foi contemplado com esta comemoração. Um evento exclusivo para 42 convidados no Copacabana Palace, que contou com a presença de representantes das duas famílias controladoras.


A vinícola que foi criada através de uma “joint venture” entre o Château Mouton Rothschild na França e a Chilena Concha y Toro, nasceu em 1997, sob o conceito de Chateau Francês. O vinhedo ocupa um terroir exclusivo, possui uma única adega e uma equipe técnica que se dedica unicamente a produzir este grande vinho. Estas características o transformam em um vinho de grande sofisticação, no qual se vende para o mundo todo, exceto os Estados Unidos, através de distribuidores especiais, os conhecidos “Negociantes de Bordeaux” e através de cadeias de distribuição.


Sua pequena produção anual, em torno das 12.000 a 15.000 caixa de 9 litros, é disputada pelo mundo do inteiro. A principal preocupação de seus donos é com a qualidade e a excelência, o que lhe rendeu pontuações superiores a 90 pontos em todas suas 15 safras por parte de críticos como Robert Parker, e a revista Wine Spectator, referência máxima dessa indústria no mundo. Vale ressaltar a pontuação obtida com a safra 2009 na revista Wine Spectator de 96 pontos, foi a mais alta obtida por Almaviva.


O Blog viajou para o Rio de Janeiro com o apoio da DNA Turismo. Telefone (27) 3022.7373 | www.dnaturismo.com.br

Atualmente, a distribuição de Almaviva na América Latina corresponde a 17% de suas vendas anuais, onde o mercado mais importante é o Brasil. Ásia representa 50%, Europa 18% e América do Norte 15%.



Vertical de Almaviva na taça


Um dos pratos servidos: Cordeiro com crosta de amêndoas.

O evento que custou aos cofres das duas empresas “US$ 300.000,00″ teve duas partes distintas, ambas sensacionais: começou com uma degustação vertical de 7 safras (98,99, 01, 05, 07, 09, 2010) conduzida pelo enólogo chefe, Michel Friou, seguida de jantar de gala. Durante o jantar, especialmente criado para esta ocasião por Francesco Carli, do restaurante Cipriani, foram servidas mais duas safras, 1996 em garrafa “3 litros” e 2003 em “1,5 l”, além do Amelia, um chardonnay da Viña Concha y Toro.



Na taça os vinhos estavam incrivelmente distintos, evidenciando a variação climática entre as safras, seu tempo de estagio em barricas e o percentual de Cabernet Sauvignon no corte. Diferente de outras vinícolas a vinícola engarrafa todos os anos, mesmo em condições climáticas adversas. As safras que me chamaram atenção foram 1996, 1998, 2001, 2009, 2010.


Quando a valer o preço, em média 550,00 reais no Brasil, vai depender de muitos fatores, que começa e termina pela conta bancária do interessado. Trata-se de um dos maiores símbolos de status do mundo, muito mais do que um simples vinho.


Jazz


Conversei com enólogo chefe da vinícola, Michel Friou, que respondeu algumas perguntas para o Blog.

Uma curiosidade: de onde vem o nome Almaviva? Qual é o seu sentido?

O nome de Almaviva, apesar de sua ressonância hispânica, pertence à literatura clássica francesa: o Conde de Almaviva é o herói das bodas de Fígaro, a famosa comédia de Beaumarchais (1732-1799), que mais tarde seria transformada em uma ópera pelo gênio de Mozart. O rótulo exibe o nome de ‘Almaviva’ com o manuscrito original de Beaumarchais.

Em relação às demais vinícolas no Chile, quais são as principais diferenças?

Ao contrário de outros vinhos, que geralmente produzem uma gama completa de vinhos, desde o de “entrada” até o vinho ícone, a Viña Almaviva produz somente um vinho, com uvas de seus vinhedos, com uma equipe técnica inteiramente dedicada a ele.

Qual é o segredo do Almaviva para ser adorado como um vinho?

Nos vinhos Almaviva, a fruta está sempre presente, complexo, fresco, muito limpo e puro. A qualidade dos seus taninos, firme, mas sempre acessível, é provavelmente um dos seus principais selos.

O Almaviva pode evoluir como os grandes vinhos franceses?

Estamos muito satisfeitos com a evolução das safras antigas da Almaviva. 17 anos depois, a primeira safra produzida em 1996 ainda viva e expressiva.

O que você acha dos vinhos brasileiros?

Adoro vinhos espumantes brasileiros. Certamente é a categoria de vinhos com mais desenvolvimento e melhor qualitativa realização no Brasil. Não tenho dúvidas, dado o tamanho do Brasil e a diversidade de seus climas e solos, deve ser capaz de alcançar melhores resultados no futuro em outras categorias de vinhos.

Nas borbulhas que embalam o ano do centenário do espumante brasileiro, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) realizou o 8º Concurso do Espumante Brasileiro na Capital Nacional do Champagne, Garibaldi (RS), uma homenagem ao produto que conquistou apreciadores em todo o mundo. O sabor Brasil, evidenciado e reconhecido na taça por 68 degustadores, resultou na premiação de 83 espumantes de 43 vinícolas brasileiras, sendo duas Grande Medalha de Ouro (acima de 92 pontos), 59 Ouro (88 a 91 pontos) e 22 Prata (84 a 87 pontos). O concurso reuniu 259 espumantes de 69 vinícolas.

Além da qualidade que já é notória entre especialistas e consumidores, o espumante brasileiro também demonstrou, segundo o presidente da ABE, enólogo Luciano Vian, sua evolução. “Nesta edição tivemos o privilégio de degustar espumantes jovens e maduros. A presença marcante de reservados de safras mais antigas foi um dos destaques, assim como a diversidade de estilos”, observa.

As amostras foram avaliadas por 67 degustadores divididos em cinco júris, cada um com amostras diferentes. As degustações aconteceram na quarta e quinta-feira (16 e 17), somente na parte da manhã, na Câmara da Indústria e Comércio de Garibaldi (CIC). Os trabalhos seguiram normas da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE).

A cada edição o concurso vem crescendo no número de amostras inscritas e em sua representatividade. De 2011 para 2013 o incremento no número de espumantes foi de 12%, passando de 231 para 259 amostras. Participaram do concurso, conforme o regulamento, espumantes – já em comercialização – naturais, provenientes de uvas vitis viníferas, em duas categorias: Espumantes de segunda fermentação (charmat e tradicional) e Espumantes de primeira fermentação (moscatel).

A divulgação dos resultados e entrega das medalhas ocorreu em coquetel realizado ontem à noite, 18, no CTG Sentinela da Serra, no Parque da Fenachamp. Foram premiados os espumantes melhores classificados por categoria, respeitando o limite de 30% dos inscritos.

Silvestre Tavares avaliando – Crédito da foto (Gilmar Gomes)

68 DEGUSTADORES

Affonso Ritter – Grupo Bandeirantes e Jornal do Comércio

Alberto Miele – Embrapa Uva e Vinho

Alejandro Cardoso – Cia Piagentini

Álvaro Cézar Galvão – Site Divino Guia

Amarildo Nespolo – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento

Anderson Schimitz – Amazon Group

André Donatti – Vinícola Campestre

Andreia Debon – Editora Novo Ciclo (Bon Vivant)

Antonio Czarnobay – Bodega Czarnobay

Atila Zavarize – Hermann Vinhos e Vinhas

Bruna Cristófoli – Four Trees Inteligência & Valor

Bruno Motter – Vinícola Don Guerino

Carlos Abarzúa – Vinícola Geisse

Carlos Zanus – Vinícola Salton

Cedenir Fortunatti – Fante Indústria de Bebidas

Christian Bernardi - Natural Products

Claudia Stefenon - Biotecsul

Daniel De Paris – Vinícola Dom Cândido

Darci Dani – AGAVI

Delto Garibaldi – Laboratório Lavin

Dirceu Scottá – Vinícola Monte Lemos

Edegar Scortegagna – Luiz Argenta Vinhos Finos

Eduardo Milan – Revista Adega

Edvaldo Galon – Vinícola Monte Lemos

Elton Viapiana - Vinícola Viapiana

Fausto Filippon - Laurentia Vinhedos

Firmino Splendor – Adega Splendor

Flavio Novello – Cooperativa Vinícola Nova Aliança

Flavio Zilio – Cooperativa Vinícola Aurora

Gabriela Poletto – IBRAVIN

Geyce Salton – Sucos Vistamontes

Gilberto Pedrucci – Vinícola Casa Pedrucci

Gilberto Simonaggio – Vinícola Miolo

Gilson Berselli – Courmayeur do Brasil

Giseli Scopel – Vinícola Perini

Irineu Guarnier Filho – Site As Boas Coisas da Vida e RBS TV

Ismar Pasini – Cooperativa Vinícola São João

Jefferson Nunes – Laboratório Enolab

Joice Seidenfus – Vinícola Salton             

Jorge Cattani – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Jose Venturini – Vinícola Góes & Venturini

Juciane Casagrande – Casa Valduga Vinhos Finos

Jurandir Nosini – Cooperativa Vinícola Aurora

Leandro Santini – Vinícola Perini

Luciane Daux - Jornal Notícias do Dia

Luciano Manfroi – IFRS-BG

Luciano Scomazzon – Chandon do Brasil

Lucindo Copat – Vinícola Salton

Luiz Renato Pozza – Vinícola Cave de Pedra

Magnos Basso – Basso Vinhos e Espumantes

Marcel Miwa – Revista Prazeres da Mesa

Marco Salton – Estabelecimento Vinícola Valmarino

Marcos Carlesso – Casa Valduga Vinhos Finos

Marcos Vian – Enovitis

Mateus Poggere – Famiglia Zanlorenzi

Mauricio Roloff – Ibravin e Jornal Pioneiro

Mauro Zanus – Embrapa Uva e Vinho

Nelson Rotta Randon – Laboratório Randon

Neuri Bruschi - Vêneto Mercantil

Paula Schenato – Aracuri Vinhos Finos

Philippe Mevel – Chandon do Brasil

Ricardo Morari – Estabelecimento Vinícola Peterlongo

Sergio De Costa – Vinícola La Cantina

Silvestre Tavares – Site Vivendo a Vida, Jornal A Gazeta e Rádio CBN de Vitória (ES)

Silvia Mascella Rosa – Revista Adega

Thomas Bolzan – Sociedade de Bebidas Panizzon

Vanderlei Gazzi – Vinícola Gazzaro

Vanessa Stefani – Vinícola Geisse

Resultado final:

Para baixar em PDF http://www.clicrbs.com.br/pdf/15745326.pdf

No primeiro dia de avaliação às cegas no VIII Concurso do Espumante Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Enologia, em Garibaldi (RS), tivemos boas surpresas. Das 26 amostras (Método Charmat e Tradicional – brancos e rosés) avaliadas na minha mesa – nº 3, sob a presidência de Gilberto Pedrucci, (7) jurados elegeram – 1 “Grande Medalha de Ouro” e mais 7 ” Medalhas de Ouro”.

O concurso foi totalmente informatizado, a exemplo do que acontece nos maiores concursos internacionais. Foi fornecido um notebook para cada avaliador. A medida garante maior agilidade e segurança, principalmente na soma das notas parciais emitidas pelos avaliadores.

Amanhã participarei de mais uma rodada de avaliações. O resultado final, com o nome das amostras premiadas será divulgado na sexta feira à noite.

Foto mesa julgadora nª 3

Volto hoje para Serra Gaúcha, desta vez para ser jurado a convite da ABE (Associação Brasileira de Enologia), do 8º Concurso do Espumante Brasileiro, que vai avaliar entre os dias 16 a 18, em Garibaldi, 257 amostras de 68 empresas de MG, PE, PR, RS e SC

67 degustadores, entre enólogos e jornalistas especializados, degustam na próxima semana, nos dias 16 e 17 de outubro, 257 espumantes de 68 vinícolas brasileiras das regiões produtoras de Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. É o 8º Concurso do Espumante Brasileiro, que integra a Fenachamp 2013, em Garibaldi (RS), numa promoção da Associação Brasileira de Enologia (ABE). Em 2011, 231 amostras foram inscritas por 70 vinícolas. A divulgação dos resultados e entrega da premiação ocorre no dia 18, às 19h, em coquetel que será realizado no CTG Sentinela da Serra, no Parque da Fenachamp.

Conforme o regulamento, participam somente espumantes naturais, provenientes de uvas vitis viníferas, em duas categorias: Espumantes de segunda fermentação (charmat e tradicional) e Espumantes de primeira fermentação (moscatel). Os espumantes inscritos já estão em comercialização.

O 8º Concurso do Espumante Brasileiro seguem normas da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE) e, por isso, premiará os espumantes melhores classificados por categoria, respeitando o limite de 30% dos inscritos. As degustações serão realizadas na sede da Câmara de Indústria e Comércio (CIC) de Garibaldi.

67 DEGUSTADORES

1. Affonso Ritter – Grupo Bandeirantes e Jornal do Comércio

2. Alberto Miele – Embrapa Uva e Vinho

3. Alejandro Cardoso – Cia Piagentini

4. Álvaro Cézar Galvão – Site Divino Guia

5. Amarildo Nespolo – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento

6. Anderson Schimitz – Amazon Group

7. André Donatti – Vinícola Campestre

8. Andreia Debon – Editora Novo Cilco (Bon Vivant)

9. Antonio Czarnobay – Bodega Czarnobay

10. Atila Zavarize – Hermann Vinhos e Vinhas

11. Bruna Cristófoli – Four Trees Inteligência & Valor

12. Bruno Motter – Vinícola Don Guerino

13. Carlos Abarzúa – Vinícola Geisse

14. Carlos Zanus – Vinícola Salton

15. Cedenir Fortunatti – Fante Indústria de Bebidas

16. Christian Bernardi – Natural Products

17. Claudia Stefenon – Biotecsul

18. Daniel De Paris – Vinícola Dom Cândido

19. Darci Dani – AGAVI

20. Dario Crespi – Union Distilery Maltwhisky

21. Delto Garibaldi – Laboratório Lavin

22. Dirceu Scottá – Vinícola Monte Lemos

23. Edegar Scortegagna – Luiz Argenta Vinhos Finos Ltda.

24. Eduardo Milan – Revista Adega

25. Edvaldo Galon – Vinícola Monte Lemos

26. Elton Viapiana – Vinícola Viapiana

27. Fausto Filippon – Laurentia Vinhedos

28. Firmino Splendor – Adega Splendor

29. Flavio Novello – Cooperativa Vinícola Nova Aliança

30. Flavio Zilio – Cooperativa Vinícola Aurora

31. Gabriela Poletto – IBRAVIN

32. Gilberto Pedrucci – Vinícola Casa Pedrucci

33. Gilberto Simonaggio – Vinícola Miolo

34. Gilson Berselli – Courmayeur do Brasil

35. Giseli Scopel – Vinícola Perini

36. Irineu Guarnier Filho – Site As Boas Coisas da Vida e RBS TV

37. Ismar Pasini – Cooperativa Vinícola São João

38. Jefferson Nunes – Laboratório Enolab

39. Joice Seidenfus – Vinícola Salton

40. Jorge Cattani – Cooperativa Vinícola Garibaldi

41. Jose Venturini – Vinícola Góes & Venturini

42. Juciane Casagrande – Casa Valduga Vinhos Finos

43. Jurandir Nosini – Cooperativa Vinícola Aurora

44. Leandro Santini – Vinícola Perini

45. Luciano Manfroi – IFRS-BG

46. Luciano Scomazzon – Chandon do Brasil

47. Lucindo Copat – Vinícola Salton

48. Magnos Basso – Basso Vinhos e Espumantes

49. Marcel Miwa – Revista Prazeres da Mesa

50. Marco Salton – Estabelecimento Vinícola Valmarino

51. Marcos Carlesso – Casa Valduga Vinhos Finos

52. Marcos Vian – Enovitis

53. Mateus Poggere – Famiglia Zanlorenzi

54. Mauricio Roloff – Ibravin e Jornal Pioneiro

55. Mauro Zanus – Embrapa Uva e Vinho

56. Nelson Rotta Randon – Embrapa Uva e Vinho

57. Neuri Bruschi – Vêneto Mercantil

58. Paula Schenato – Aracuri Vinhos Finos

59. Philippe Mevel – Chandon do Brasil

60. Ricardo Morari – Estabelecimento Vinícola Peterlongo

61. Sergio De Costa – Vinícola La Cantina

62. Silvestre Tavares – Site Vivendo a Vida, Jornal A Gazeta e Rádio CBN de Vitória (ES)

63. Silvia Mascella Rosa – Revista Adega

64. Thomas Bolzan – Sociedade de Bebidas Panizzon

65. Vanderlei Gazzi – Vinícola Gazzaro

66. Vanessa Stefani – Vinícola Geisse

67. Vitor Manfroi – ICTA/UFRGS

Em breve, você poderá passear virtualmente em 3D pelos melhores Châteaux de Bordeaux. Para a alegria dos amantes de Baco, a Google acaba de fechar uma parceria com os principais produtores bordaleses, que darão acesso não somente à parte externa, mas também internas de suas vinícolas. O primeiro a cair na rede é o Lafon Rochet, em Saint Estephe, que permitirá aos internautas passear por dentro do Château, por seus tanques, barricas e pela cave.


Andre Manz nasceu no Litoral Norte de São Paulo e hoje é dono de uma vinícola premiada, 2 dos 50 melhores vinhos de Portugal e produtor do único vinho do mundo elaborado a partir da quase extinta uva Jampal.

Com o intuito de fazer o vinho chegar aos seus compatriotas brasileiros ao preço mais justo possível, André fundou a Lusitanus Brands Comercial Importadora Ltda no Brasil, que agora importa esses vinhos portugueses com sangue brasileiro.


Há muito tempo que a carreira de futebol de André Manz terminou e depois disso o brasileiro revolucionou o Fitness em Portugal nos anos 90, sendo hoje o líder nesse mesmo mercado com uma empresa de eventos, uma escola de formação, uma editora e uma empresa de consultoria para academias, entre outras.

Em 2004 André e sua família mudaram-se para Cheleiros, uma pequena aldeia cheia de história e tradição, buscando um local mais e fugindo um pouco do stress da Capital. Há muito apreciador e apaixonado pela fantástica qualidade dos vinhos portugueses, André Manz percebeu a grande tradição de produzir vinho naquela aldeia e decidiu comprar um pequeno vinhedo abandonado. Queria produzir vinho para si e para os seus amigos!

Então 2 enólogos se deslocaram à vinha para identificar o tipo de uvas que lá estavam e foi aí mesmo que tudo começou… os dois especialistas não conseguiram identificar os cachos de uva branca que lá cresciam! Pesquisaram e descobriram era uma uva portuguesa abandonada e quase extinta com o nome de “Jampal”. Disseram a André que ninguém a mais produzia essa uva porque era pouco produtiva e não era rentável, chegando até a aconselha-lo a arrancar aquelas videiras. André logo disse que não se interessava se a uva era rentável ou não e respondeu “Eu não quero produzir muito vinho, quero é produzir bom vinho!” e assim decidiu experimentar a fazer vinho dessa uva. O resultado foi um vinho que surpreendeu a todos pela sua qualidade e diferenciação.

André Manz ficou super entusiasmado com a sua descoberta e com a qualidade dos seus vinhos e a brincadeira começou a se tornar séria, clonando e plantando novas vinhas, apoiando os velhos agricultores da aldeia, virando um grande projeto de recuperação não só dessa uva, mas também de recuperar a produção de vinhos de qualidade que antigamente deram o reconhecimento a essa aldeia romana. Até um museu do vinho André construiu!

O projeto foi crescendo e o reconhecimento da qualidade dos vinhos foi também crescendo cada vez mais. O místico “Dona Fátima”, o único vinho monocasta Jampal do Mundo foi considerado um dos 50 Melhores Vinhos de Portugal!

Mas André não parou por Cheleiros (Lisboa) onde produz os vinhos DONA FÁTIMA, POMAR DO ESPÍRITO SANTO, PLATÓNICO, MANZ ROSÉ (este último feito exclusivamente para o Brasil). André queria ter o melhor que Portugal oferece nos vinhos e avançou com produção de um vinho na Região do Douro MANZ DOURO (Medalha de Ouro MUNDUS VINI 2013) e na Península de Setúbal CONTADOR DE ESTÓRIAS (Eleito um dos 50 Melhores Vinhos de Portugal).

Esta é sem dúvida uma história de sucesso inesperada para quem saiu do Brasil há 30 anos ambicionando uma carreira no futebol, vira empresário de sucesso, descobre uma uva rara e agora retorna ao Brasil trazendo consigo premiações e vinho português com sangue Brasileiro!

Hoje a coluna Vivendo a Vida no Caderno Prazer & Cia, de A Gazeta, traz uma matéria sobre a Serra Gaúcha, dicas de vinhos, vinícolas, hotéis e aonde encontrar uma boa gastronomia.