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Archive for julho, 2013


E por falar na vinícola Cousiño Macul, detentora de um dos mais antigos vinhedos do Vale do Maipo, abri para alguns amigos mais uma garrafa do celebre Antiguas Reservas 1999, safra considerada nota 10 no Chile.

Na taça foi o mais inteiro de todos que provei desta safra. Rolha em perfeito estado, visual ainda escuro, aroma franco e complexo, com notas balsâmicas, couro, especiarias e torrefação, que se sustentou por todo tempo da prova. Na boca apresentou bom corpo, cremosidade, acidez presente, sem excessos com taninos amáveis. Um vinho muito íntegro e elegante (12,5% álcool), no alto dos seus 14 anos. Acredito que ainda pode evoluir. Saúde!


De acordo com uma pesquisa realizada pela Wine & Spirit, a China já é o quinto maior produtor de vinhos do mundo.

O país com o maior número de habitantes conta com características próprias. Em primeiro lugar, os chineses mostram predileção por vinhos importados cujos nomes sejam de fácil pronúncia. Além disso, privilegiam o vinho tinto, pois a sua cor está associada à sorte e à riqueza. Em termos de consumo, no entanto, a China ainda está bem abaixo dos países ocidentais. Os bebedores chineses consumiram apenas 1,4 litro de vinho per capita em 2011, enquanto os franceses, por exemplo, passaram dos 50.

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) venceu mais uma guerra jurídica no estrangeiro, bloqueando o registo da empresa italiana “DiPortofino”.

Em Maio, quase dois anos depois do início do processo, o Instituto de Harmonização do Mercado Interno (OHIM na sigla inglesa) deu razão ao organismo que certifica o vinho do Porto, rejeitando uma marca que iria “tirar partido indevido do carácter distintivo e do prestígio da denominação de origem” portuguesa.

A empresa sediada em Savona, na região da Liguria, queria colocar no mercado vários produtos alimentares, como café, chá, açúcar, especiarias, gelados, cerveja e água. No acórdão da instância europeia, a que o Negócios acedeu, lê-se que “iriam beneficiar da fama da denominação tradicional de origem Porto”. É que “mesmo não sendo produtos relacionados com vinho, pertencem à indústria de comodas e bebidas”, além de poderem ser vendidas nas mesmas lojas.

O estatuto de “prestígio”, mencionado pelo OHIM só tinha sido reconhecido ao Cognac, em 2008. O presidente do IVDP, Manuel Cabral, disse ao Negócios que soube das pretensões italianas através da publicitação do pedido do registo da marca e adiantou, sem quantificar, que já foram bloqueados “diversos” casos e que há vários outros em fase de decisão. Questionado sobre novos instrumentos para identificar e combater estes casos, respondeu que estão “fundamentalmente a obter agora os resultados de um modo de atuação que começou já há algum tempo.

Da via diplomática aos tribunais

Para proteger a identidade deste produto único no mundo, que vendeu 93 milhões de euros entre Janeiro e Abril, o IVDP recorre às vias diplomáticas – através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da tutela da Agricultura – à comissão Europeia, às administrativas (junto deste OHIM ou do Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e, como “última via de recurso” às instâncias judiciais.

É “claramente no Reino Unido e, fora da Europa, no domínio dos vinhos, nos Estados Unidos” que o instituto público regista maior conflitualidade. E se a maior parte das queixas dizem respeito às denominações Porto e Port, Cabral adiantou que os casos envolvendo a marca Douro “têm vindo a aumentar seja em Portugal ou fora da União Europeia, por exemplo Angola”.

No dia 23 de junho, Anadia entrou para o Guiness World Records com o maior brinde de espumante em cadeia do mundo, que contou com 1275 participantes.

A iniciativa aconteceu no decorrer da Feira da Vinha e do Vinho, onde os participantes se posicionaram de forma alinhada com um flute de espumante na mão, de forma a brindarem com a pessoa do lado.

De destacar que este brinde aconteceu com espumante Bairrada DOP. O anterior recorde pertencia ao Japão com 886 brindes.

Um grupo de deputados da União Europeia reuniu-se recentemente para elaborar uma declaração escrita pedindo que o Parlamento Europeu apoie o reconhecimento da cultura do vinho como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

Na declaração, os eurodeputados destacam a contribuição do vinho à fundação das primeiras civilizações e seu papel de identidade, tanto em práticas religiosas como culturais.

Para a deputada espanhola Esther Herranz, a produção de vinho contribuiu para a formação das primeiras sociedades, tendo-se expandido com o Império Romano. Ela também destaca que, durante séculos, o vinho foi parte da dieta dos homens e seu consumo é considerado parte de uma dieta saudável.

Alejandro Bulgheroni, considerado um dos homens mais ricos da Argentina, com uma fortuna estimada em 5,5 bilhões dólares ,segundo a revista ‘Forbes’, continua a investir em Montalcino, Itália. Depois de adquirir recentemente a Fattoria dei Barbi por 15 milhões de euros, agora foi a vez da Podere Brizio, vizinha de Gianfranco Soldera Case Basse, que foi atacada no ano passado por um ex-empregado, que jogou fora mais de 60.000 litros de vinho de tanques da adega. Bulgheroni, também é proprietário da Dievole.

É possível que, quando passar perto do Ecorkhotel, em Évora, ele passe despercebido. É que a nova unidade hoteleira revestida de cortiça camufla no resto da paisagem alentejana.

Na verdade, o Ecorkhotel é um hino à sustentabilidade. Desenhado por José Carlos Cruz, o eco-hotel é claramente marcado pela cortiça, um produto 100% natural e que, apesar de multifuncional, ainda não tinha sido utilizado como revestimento exterior na área da hotelaria.

“Tinha havido duas utilizações. Uma no pavilhão português [na Expo de] Hannover e [outra] em Xangai. É o primeiro hotel do mundo com este revestimento”, explicou ao Economia Verde Manuel Policarpo, diretor-geral do hotel.

Rodeado por sobreiros, azinheiras e oliveiras centenários, o hotel tem um design moderno, ambiente contemporâneo e ligação estreita ao montado alentejano. A utilização da cortiça no exterior atua como isolante térmico e acústico, permitindo uma eficiência energética excepcional e ambiente natural.

Na verdade, todo o hotel foi pensado a pensar no ambiente. É usada a geotermia para aquecimento do edifício principal e piscinas. Há também painéis solares para aquecimento das águas quentes do hotel e das piscinas interior e exterior – é que Évora é a cidade portuguesa com maior número de horas de sol, e há que aproveitar este recurso.

A economia local não foi esquecida durante a construção deste hotel de quatro estrelas. “Procurámos a utilização de materiais regionais, [até] para diminuir ao máximo a pegada ecológica”, explicou Manuel Policarpo.

Em breve, serão construídos painéis solares fotovoltaicos para produção de energia eléctrica. Construído em parceria com a Amorim, o Ecorkhotel oferece alojamento de 56 suítes privativas, com uma área de 70 metros quadrados cada. Fica a cinco minutos do centro de Évora e emprega 24 colaboradores – que serão 30 na época alta.

Coluna Vivendo a Vida publicada hoje, dia 26/07, no Caderno Prazer & Cia do Jornal A Gazeta

O processo de degustação de um vinho, avaliando seus atributos, consiste em três etapas. Para começo de conversa, observa-se o visual da bebida. Em seguida, sente-se os seus aromas e, por último, permite-se degustá-la. Esse é o momento que muitos estranham, pois é preciso bochechar, movimentando o vinho de um lado para o outro dentro da boca, prestando muita atenção para captar ao máximo suas características. Esse ritual dura alguns segundos, dependendo da sua atenção com o vinho. Durante esse tempo, as papilas gustativas registram diversas sensações que se revelam de forma sequencial, conforme descrevo abaixo.

Doçura 

O vinho pode ser classificado como seco, meio seco ou doce. Normalmente, enófilos iniciantes relacionam vinhos secos com doces, pois confundem o sabor de fruta com o sabor doce. Um vinho é frutado quando tem aromas e sabores de frutas distintos. Você sente o sabor das frutas com seu nariz; na boca, você “cheira” esse sabor pela via retronasal. O doce, por outro lado, é uma impressão sentida na língua. Quando houver dúvida, tape o nariz enquanto estiver saboreando o vinho. Se ele for realmente doce, você sentirá a doçura, apesar de não conseguir sentir o sabor frutado. Açúcar e álcool, se houver, suavizam o vinho.

Acidez

Se existe uma característica mais importante na degustação, é, sem dúvida, a acidez. Ela confere frescor, elegância e equilíbrio ao vinho, e também é um elemento chave para acompanhar uma refeição. A uva, como outras frutas em geral, contém ácidos, que geram uma sensação de frescor especialmente nos brancos e nos rosados, mas também nos tintos, formando uma parceria notável com os taninos. Um vinho com baixa acidez se torna sem graça, sem personalidade. Por outro lado, se a acidez for alta, causa incômodo no paladar. Taninos e acidez são elementos que conferem estrutura ao vinho, deixam o gosto mais firme na boca.

Taninos

Os taninos são elementos encontrados nas cascas e nas sementes das uvas. São extraídos durante a fermentação alcóolica no mosto. Vinhos brancos não possuem taninos porque as cascas das uvas não são utilizadas na fermentação. Já nos tintos, a substância é presente, pois a casca é necessária no mosto para obter a cor da bebida.  Quando, ao beber, você não tiver certeza se o que está sentindo é tanino ou acidez, preste atenção na sensação que ficará em sua boca após engolir o vinho: o ácido lhe fará salivar; o tanino deixará sua boca mais seca.

Álcool 

O álcool dos vinhos é formado durante a fermentação, quando o açúcar da uva se transforma na substância. Portanto, quanto mais maduras forem as uvas e mais intenso for o teor de doçura/açúcar da polpa, maior será o teor alcoólico do vinho. Os principais fatores para um maior amadurecimento das uvas são o clima e as técnicas de vinificação. Ao analisarmos um vinho, podemos perceber o álcool já no visual. Girando a taça, podemos ver a formação de “lágrimas” ou “pernas”, aquele desenho feito pelo vinho ao escorrer pela superfície do vidro. Quanto maior a quantidade de lágrimas, mais alcoólico o vinho. 

Corpo

O primeiro fator que observamos ao escolher um vinho é saber se ele tem corpo leve ou médio, ou se é encorpado (quando proporciona a sensação de estar sendo mastigado). É um fator primordial para harmonizar a bebida com comida. O vinho pode ser leve ou encorpado independentemente de ser branco ou tinto. Quanto maior a concentração de álcool, taninos e acidez, mais encorpado ele será. Então, uma dica é sempre conferir o teor alcoólico no rótulo antes de comprar.

Após atentar para essas características, é hora de concluir a análise. Gostou do vinho? É equilibrado? Proporcionou prazer? Tecnicamente, um vinho é considerado equilibrado quando nenhum desses elementos se destaca durante a prova – acidez exagerada ou álcool muito aparente, por exemplo.  

Estudos comprovam que, devido à quantidade de papilas gustativas, a percepção varia de uma pessoa para outra. Assim, há quem seja mais sensível às características descritas acima. Esses são chamados de superdegustadores, não pela experiência, mas porque percebem as sensações de forma mais precisa. Isso deixa claro que, apesar de todas as técnicas, vinho é uma questão de gosto.

Saúde!

As vinícolas brasileiras estarão novamente em campo entre os dias 5 e 8 de agosto, na feira da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad).  O evento ocorre junto com a Convenção Anual do Atacadista Distribuidor, que está na 33ª edição. Considerado o maior evento deste segmento na América Latina, é a primeira vez que ocorre na região Nordeste, em Fortaleza (CE). Basso Vinhos e Espumantes, Gran Legado Vinhos e Espumantes, Miolo Wine Group, Vinhos Canção, Vinícola Aurora, Vinícola Mioranza, Vinícola Nova Aliança e Vinícola Peterlongo representam a seleção que estará presente no estande do Vinhos do Brasil.

O gerente de Marketing do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Diego Bertolini, destaca que, por se tratar da primeira edição na região, ação deve trazer resultados importantes para o setor. “Enxergamos a região Nordeste como um mercado em potencial, especialmente para o suco de uva. Por isso estamos com uma expectativa muito positiva em relação a esta feira”, antecipa.

O executivo apontou a participação coletiva do setor brasileiro de vinhos e sucos como uma forma de estreitar as relações com atacadistas e distribuidores na região e em todo o País. “Um dos principais gargalos do setor é a distribuição e a logística e o nosso objetivo é levar as empresas para perto destes segmentos para que possamos fortalecer a participação dos nossos vinhos e sucos naquele mercado”, observa Bertolini.

A participação nesta feira é avaliada como estratégica pelo Ibravin pois contribuirá com o objetivo de cumprir as metas estabelecidas no acordo de cooperação para promoção comercial dos vinhos brasileiros assinado entre os supermercadistas, importadores e distribuidores. Entre os resultados a serem buscados, está o de ocupar 25% dos espaços de gôndola da seção de vinhos nos supermercados em todo o país, além de ampliar a participação do suco de uva.

Participação premiada 

O público que visitar o estande do Vinhos do Brasil / Suco de Uva 100% do Brasil poderá concorrer a uma viagem para a Serra Gaúcha. Para participar da promoção, o visitante deverá provar vinhos das vinícolas expositoras e, por meio de um aplicativo digital, poderá fazer chutes a gol que rendem pontos conforme a mira do jogador. A pontuação consistirá no número de vinhos degustados (mínimo de cinco de um total de oito que serão selecionados a cada dia de feira), multiplicado pelo número de acertos nas cobranças. Quem obtiver a maior pontuação será o vencedor.

O estande Vinhos do Brasil ocupa uma área de 95m² e segue a temática ligada aos torneios esportivos proposta no Planejamento Mega Eventos do Ibravin – com grama sintética, refletores e outros elementos que remetem aos estádios da Copa do Mundo. Nos dias 5 e 8 de agosto, a feira abre às 15h30min e nos dias 6 e 7, estará aberta a partir das 14h30min.

A participação do Vinhos do Brasil / Suco de Uva 100% do Brasil na feira da Abad conta com apoio do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul (Seapa/RS), Cisper e Oxford Cristal.

A feira ocorre no Centro de Eventos do Ceará (CEC), na avenida Washington Soares, 999, bairro Edson Queiroz, Fortaleza  (CE).

Sobre a feira     

A Convenção Anual do Atacadista Distribuidor da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) é reconhecida como o maior encontro de negócios do segmento na América Latina. Tem como objetivo estreitar o relacionamento entre indústria, varejo, agentes de distribuição e prestadores de serviço. É um espaço onde profissionais da cadeia de abastecimento encontram produtos, equipamentos e serviços que desenham novas tendências e geram oportunidades de negócios.

Neste ano, serão duzentos expositores e uma expectativa de público de mais de 31 mil pessoas. Nos quatro dias de evento, visitantes e expositores também têm acesso a palestras técnicas e serviços gratuitos que são colocados à disposição dos participantes.

A importadora Grand Cru promove uma super promoção neste final de semana, com descontos até 60%. Em tempos de crise, nada mal né!

julho3 by Silvestre Tavares Gonçalves