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Archive for junho, 2013

E por falar em Lagosta, o Restaurante Papaguth convida os apaixonados por frutos do mar para aproveitar entre os dias 1º a 7 de julho um evento de dar água na boca. É o Festival da Lagosta, realizado pelo segundo ano sob o comando do chef Júlio Lemos. O menu no sistema de à la carte (R$ 120, duas pessoa), terá a opção dos seguintes pratos: Lagosta Mediterrânea, Lagosta a Papaguth, Lagosta a Bonelli, Maionese de Lagosta, Lagosta Gralhada, Moqueca de lagosta e o Espaguetti de lagosta ao molho cítrico.  

Para enriquecer esse momento a casa conta com um serviço do vinho adequado, desde profissionais treinados para servir, passando pela qualidade das taças e uma adega com boa variedade de vinhos espumantes, brancos e rosés, adequados para a harmonização com a lagosta. Para quem não abre mão de levar o vinho, não tem problema, a casa aceita e cobra uma taxa de rolha de R$ 25 reais por garrafa.

Tudo isso contemplando o belíssimo visual para a Baía de Vitória, o Convento da Penha e a Prainha de Vila Velha. 

Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 700 – loja 1, Praça do Papa | Bairro: Enseada do Suá | Cidade: Vitória | Telefone: 3225-5773 | Lugares: 120 | Horário: 11h/15h (qui. e sex. também 19h/23h; sáb. e dom. até 16h) | C. Crédito:    | C. Débito:    | Serviços:     

A Associação Brasileira de Enologia (ABE) estendeu até quinta-feira, 27 de junho, o prazo para as vinícolas inscreverem amostras na 21ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2013. Único no mundo, o evento já reuniu mais de 12 mil apreciadores, que desde 1993 se reúnem para avaliar anualmente cada safra. Com caráter educativo, a Avaliação também tem importante papel na evolução da qualidade da produção nacional. No ano passado, foram 387 amostras de 70 vinícolas de sete estados brasileiros.

Depois das inscrições o próximo passo será coletar as amostras diretamente dos reservatórios nas vinícolas, etapa que inicia dia 15 de julho. Somente no mês de agosto, entre os dias 15 e 30, é que os enólogos farão a degustação de seleção dos vinhos no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves.

A degustação de seleção terá a participação de oito grupos de 15 enólogos cada, resultando na integração de 120 enólogos de diversas regiões produtoras do Brasil. Serão dois grupos a cada três dias, sendo que cada grupo degustará um conjunto diferente de vinhos. “Desta forma, conseguiremos envolver um grande número de enólogos, maximizando e potencializando o trabalho”, destaca o presidente da ABE, enólogo Luciano Vian.

O resultado será apresentado ao grande público no dia 28 de setembro. Para este dia, as inscrições abrem somente dia 03 de setembro.

E por falar em vinhos franceses, na semana passada ao término de uma degustação de vinhos biodinâmicos e naturais do produtor Pierre Frick tive a oportunidade de provar na companhia confrades outros vinhos. Entre eles dois me chamaram atenção e merecem serem compartilhados com vocês amigos leitores. Veja abaixo:

Pierre Morey Bourgogne Aligoté 2006

Elaborado com a uva autóctone Aligoté, segunda uva branca mais plantada na região da Borgonha, atrás somente da maior Chardonnay, surpreendeu na taça pela vivacidade, levando em conta a sua safra 2006. Na taça se mostrou bastante fresco e agradável. Paladar delicado, com notas minerais e uma fruta branca mesclada com notas de baunilha. Ótima acidez. Indicadíssimo. 12,5% de álcool | Nota: 90/100 | R$ 99, 00 na Wine Vix

Château Berliquet 2000 - Merlot (predominante), Cabernet Franc, Caberbet Sauvignon

Já o Bordeaux depois de provar três vezes os vinhos de sua segunda linha chamada de Les Ailes de Berliquet, sempre decepcionando, decidiu mostrar a que veio com o seu premium. Foi um prazer. Visual escuro, sem halo de evolução. No nariz apresentou aromas intensos de frutas negras confitadas mescladas com notas de grafite, cedro, tabaco e uma estrabaria agradável. Paladar com ótima estrutura, aliando potência e elegância. Acidez chamou bastante atenção. Final longo e sedoso. Vinho de meditação. 13,5% de álcool | Nota: 92/100

E por falar em espumantes, recentemente a Cave Geisse lançou mais um produto, o Cave Geisse Rosé Brut 2011 e o blog Vivenda a Vida foi logo conferir na taça e contar para vocês.

A vinícola é comandada por Mário Geisse, enólogo e dono da empresa, que sabe e muito quando o assunto á produção de espumantes de qualidade. Ele trabalhou por bastante tempo na Chandon, que é outra bela referência aqui no Brasil. À empresa atualmente é um verdadeiro orgulho nacional, considerada a melhor.

O Cave Geisse Rosé Brut 2011 foi elaborado com 100% Pinot Noir de uma plantação própria, na região fria de Pinto Bandeira, Serra Gaúcha. Amadureceu por dois anos com as borras, contém oito gramas de açúcar por litro e, é produzido pelo método da segunda fermentação na garrafa (champenoise), o mesmo utilizado na elaboração de champanhes.

Avaliação Pessoal:

Como se pode ver pelo visual na taça, este é um espumante de cor intensa, cobre alaranjado, bastante viva. Perlage correto. Aroma franco, lembrando notas doces, fruta em compota e um fundo floral. Mas nada enjoativo. Paladar é estruturado, com boa cremosidade e acidez. Equilibrado e fresco. Deixa uma sensação final muito gostosa. Vai bem como aperitivo, mas acompanhando de uma Paella Valenciana…hummm! 12,5% de álcool | Nota: 89/100 | Ville du Vin: R$ 70,00

Quanto maior o recipiente, menor será o contato da madeira com o vinho e, consequentemente, menor e mais lento será seu efeito no sabor da bebida. Grandes tonéis de dez mil litros influem bem menos no vinho que pequenas barricas bordalesas de 225 litros (o padrão mais usado hoje no mundo). É grande o número de tamanhos, formatos e nomes de recipientes de madeira nas várias regiões vinícolas ao redor do planeta. Seguramente, existe cerca de cem, das quais a principais são:

Tipos de Barril | País de origem | Vol. em litros

  • Barrique (França – Bordeaux) – 225 litros
  • Demi-muid (França – Midi) – 600 | 700 litros
  • Foudre (França – Bordeaux) – 1.000 litros
  • Pièce (França – Bourgogne) – 228 litros
  • Tonneau (França – Bordeaux) – 900 litros
  • Botte (Itália – Marsala) – 422,6 litros
  • Pipa (Portugal – Porto) – 550 litros
  • Bota (Espanha – Jerez) – 490 | 600 litros
  • Puncheon (EUA – Califórnia) – 450 | 615 litros
  • Hogshead (EUA – Califórnia) – 300 | 315 litros

Vinhos biodinâmicos, orgânicos, ecológicos, biológicos e naturais. Mesmo reconhecendo os esforços dos produtores que deixam de lado técnicas mais fáceis de cultivo por outras mais trabalhosas que visam o equilíbrio ambiental e a saúde das pessoas, tenho que dizer que o resultado na taça é controverso, um estilo de vinho “ame ou odeie”. O motivo na maioria dos casos são seus aromas e evoluídos e ligeiramente oxidados, em virtude da baixa ou nenhuma adição de SO2 (conservantes), e demais métodos de vinificação. Esses vinhos estão na moda entre os enófilos mais rodados, mas que dificilmente agrada os bebedores de final de semana. Eu gosto. Os poucos que provei não decepcionaram, e sim, foram gratas surpresas, apresentando aromas e sabores bastante atrativos. Ah, também não tive dor de cabeça, rs.

A anuência de alguns pesos pesados à biodinâmica funciona como um endosso a essa tendência. Um desses produtores é Pierre Frick, uma propriedade familiar que produz vinho a doze gerações, em apenas 12 hectares de vinhedos na Alsacia, França. Por lá, seis integrantes da família trabalham unidos para cuidar de todo o processo produtivo. Os vinhedos são biológicos desde 1970 e utilizam as técnicas Biodinâmicas a partir de 1981. Seus principais vinhedos são: Grands Crus Steinert (Pfaffenheim), Grand Cru Vorbourg (Rouffach) et Grand Cru Eichberg (Eguisheim), Bihl, Rot Murlé, Bergweingarten, Lerchenberg, Carrières (Krottenfues) et Strangenberg, 

Recentemente tive a oportunidade de provar seis vinhos em painel do Domaine Pierre Frick, no qual descrevo a minha opinião abaixo.

Pierre Frick Crémant d’Alsace 2007

Perlage em boa quantidade, fina e duradoura. Aroma vivo, lembrando algo cítrico. No paladar apresentou bom corpo, fresco e equilibrado. Acidez marcante, com notas confirmando o nariz. 12% de álcool | Nota: 88/100 | R$ 95,50

Pierre Frick Pinot Blanc “Vin Biologique – Vinifié Sans Soufre” 2007

Visual escuro, marrom (nunca tinha visto em um vinho branco), indicando uma rápida evolução pela não adição de sulfito. Nariz apresentado notas oxidativas e frutadas em harmonia, com leve gengibre. Paladar meio doce, com acidez dando suporte, com sabores de frutas secas. 13% de álcool | Nota: 88/100 | R$ 91,00

Pierre Frick Pinot Blanc 2005

Apesar de mais antigo, apresentou uma cor clara. Nariz boa fruta, lembrando a tipicidade da casta, maça e pêssego. No paladar agrada pelo frescor e fruta delicada. Bastante equilibrado. 12,5% de álcool | Nota: 90/100 | R$ 80,00

Pierre Frick Riesling Grand Cru Steinert 2006

No nariz mostrou notas minerais que remetem em destaque à petróleo, seguidos de notas florais e discretamente cítricas. Paladar deliciosamente fresco, com uma certa untuosidade mesclada por uma ótima acidez, e uma final longo e agradável, colocam este Riesling Grand Cru num patamar acima dos demais neste painel. 13% de álcool | Nota: 93/100 | R$ 146,00

Pierre Frick Pinot Noir 2004

Visual rubi clarinho, nariz com boa tipicidade mostrando leve “brett” que agradou por não passar por cima da fruta. Um vinho correto e elegante. Paladar vivo e com bom final. 12,5% de álcool | Nota: 89/100 | R$ 102,00

Pierre Frick Pinot Noir Rot Murlé 2007

Foi o que menos gostei, talvez por apresentar um característica novo mundo, destoando dos demais. Visual rubi escuro, aromas doces, com uma compota de goiaba em destaque. No paladar apesar de não confirmar o dulçor do nariz, apresentou uma acidez mediana e final de boca meio desequilibrado. 12,5% de álcool. | Nota: 84/100 | R$ 141,90

Winebar já conhecido ponto de encontro virtual que realiza degustações com diversos produtores e importadores de vinho pelo mundo realizou na semana passada uma degustação com vinhos da vinícola alentejana Herdade do Rocim que contou com a presença da enóloga Catarina Vieira. Os vinhos estão chegando na World Wine. No vídeo, Daniel Perches conversou com Catarina sobre dois deles, o Herdade do Rocim tinto e o Olho de Mocho. O Blog Vivendo a Vida também recebeu os vinhos e em breve dará a sua opinião.

A Fepam, órgão Estadual de Proteção Ambiental, que cuida do meio ambiente gaúcho, concedeu a licença a vinícola Salton para seguir com seu projeto de expansão e investimento na cidade de Santana do Livramento (RS). Ao todo, a empresa pretende aplicar R$ 45 milhões na Fronteira Oeste nos próximos sete anos, através do cultivo de 450 hectares de vinhedos próprios. O projeto também inclui a instalação de uma unidade vinícola local, que será responsável pelo beneficiamento de uvas da região. Atualmente, em um total de 110 hectares de terra, já foram plantadas as variedades Chardonay e Pinot Noir, utilizadas principalmente na elaboração de espumantes e vinhos finos. 

O presidente da empresa, Daniel Salton, explica porque a Salton acredita na Campanha: “O terroir da Campanha possui solos bem drenados e derivados de arenito e granito – solos pobres em matéria orgânica e classificados entre novos e intermediários, de grande qualidade para o desenvolvimento dos vinhedos. É a região mais seca entre as regiões produtoras de uva, o que favorece a maturação da fruta e propicia a elaboração de vinhos tranquilos, com baixa acidez e menor necessidade de tratamentos. As uvas produzidas nesta zona caracterizam-se por uma graduação alcoólica maior, em função da grande amplitude térmica – dias quentes e noites frias, originadas pelo fator continentalidade. Na Campanha, a alta luminosidade e o clima seco favorecem o desenvolvimento da videira e o amadurecimento das uvas.”

A safra 2008 do vinho australiano Penfolds Grange conseguiu uma façanha. Recebeu insuperáveis ​​100 pontos (nota máxima) em duas mais influentes criticas de vinho do mundo, The Wine Advocate de Robert Parker e Wine Spectator. A última vez que uma garrafa de Grange obteve 100 pontos na Wine Advocate foi em 1981, quando a vindima 1976 foi lançada.

Grange shiraz foi criado elaborado principalmente a partir de uvas colhidas de vinhas velhas de baixa produção no Barossa Valley, sob uma onda de calor que atingiu o sul da Austrália no início de março de 2008.

Matéria publicada ontem, dia 21/06 – Coluna Vivendo a Vida – Jornal A Gazeta – Caderno Prazer & Cia

Em sua quinta edição, que tomou conta do Itamaraty Hall na semana passada, o Vitória Expovinhos – Salão Internacional do Vinho de Vitória reuniu os apaixonados pela bebida de Baco em torno do que há de mais novo, raro e especial no universo das taças. Realizado pela Federação do Comércio do Estado do Espirito Santo, o evento reuniu cerca de 60 expositores e seis palestrantes, brasileiros e estrangeiros, em uma grande e animada confraria.

Nos dois dias da feira, mais de 2 mil enoapaixonados tiveram à disposição mais de 1.000 rótulos para degustar. Puderam também tirar suas dúvidas sobre a bebida e participar de palestras com renomados produtores, como David Bavesrtock, enólogo australiano que lidera a equipe responsável pelas vinícolas portuguesas Esporão e Quinta dos Murças. Eleito recentemente o enólogo do ano em Portugal, David mostrou que é possível aliar o tradicional ao moderno na vinificação de seus rótulos, com ótimos resultados.  

Na coluna de hoje, compartilho com você, caro leitor, os vinhos de que mais gostei entre os eleitos no concurso Top Five, a grande atração do Vitória Expovinhos. Confira a lista completa com os 30 rótulos premiados, em seis categorias, no blog Vivendo a Vida, pelo link . A escolha dos campeões foi feita durante uma degustação às cegas, da qual participaram 14 jurados, entre eles o colunista que lhes escreve. 

Diferentemente dos anos anteriores, o resultado foi divulgado antes do inicio do ExpoVinhos, e os visitantes puderam provar dos rótulos nos estandes com mais antecedência.

Veja na página ao lado meus comentários sobre os meus escolhidos entre os tops da feira. São impressões descritas de forma simples e objetiva, sem a pretensão de impor regras. 

Aprecie sem preocupação, pois quando o assunto é vinho, não existe uma palavra final, mas sim opiniões, bem fundamentadas ou não. Afinal, essa bebida existe para nos proporcionar prazer. E quando isso acontece, ótimo, missão cumprida. É preciso desmistificar e popularizar o vinho, tirá-lo do pedestal em que foi colocado por alguns pretensos entendedores. Seu lugar é na taça. E não há nada mais desagradável do que um enochato, não é mesmo?

 

Philipponnat Royale Reserve Rosé 2006 – Vila Fruti – Vila Vella (3421-1977) – R$ 249,00

  • Perlage duradoura, aroma gostoso e intenso, lembrando frutas vermelhas e muito pão tostado, característica de um grande champagne. Na boca, equilibrado e fino. Acidez agradável e longo final. Sublime!

Casa Donoso Bicentenário Gran Reserva Chardonnay 2009 – branco – Chile – Zanatta – R$ 55,00

  • Visual amarelo palha, aromas surpreendentes, fugindo totalmente do tradicional da casta, lembrando mais um SB, com notas de caju, pitanga e carambola. O paladar e leve, fresco, agradável, um bom aperitivo.

Casa de Mouraz Encruzado Dão 2010 – Wine Vix – R$ 189,00

  • Visual amarelo com reflexo verdeal. Nariz com aromas de frutas cítricas, e bastante mineral. Corpo médio, com bom equilíbrio entre acidez e álcool. Boa persistência, com retrogosto frutado e floral. Um vinho com uma personalidade incrível e única.

Tabalí Reserva Especial Tinto 2009/Chile – Carone – R$ 51,90

  • Muita fruta, tradicional especiaria, tabaco e chocolate da uva Syrah. O paladar encorpado e saboroso. Bom equilíbrio, taninos macios e boa persistência. Grande compra.  

Tinto da Anfora Grande Escolha 2006 / Portugal – Enótria – R$ 239,00

  • Impressionante buquê de frutas vermelhas e negras, com um toque de baunilha e especiarias. Paladar elegante e fino. Um belíssimo vinho!

Moscatel de Setubal Roxo 1998 / Portugal – Ville du Vin – R$ 176,00

  • Aroma explode com notas de mel, figo seco, cravo, passando para notas amendoadas. O paladar untuoso, mastigável, tudo equilibrado a uma ótima acidez que consegue neutralizar a força de tanto dulçor.