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Archive for janeiro, 2013


O Chile sabe como ninguém fazer vinhos que agradam o paladar dos brasileiros.

O Seña, tinto ícone, resultado de uma parceria entre Eduardo Chadwick (Errázuriz) do Chile e a tradicional família californiana Mondavi, representa todo esse sucesso.

A ideia do seu nascimento foi de mostrar para mundo que o Chile tinha capacidade de elaborar um vinho TOP, caro, que correspondesse na taça o seu valor.

Para isso não pouparam esforços. Foram plantados vinhedos próprios, em terroir apropriado, ao abrigo do sol da tarde, quente, para prolongar o amadurecimento das uvas. No inicio até o resultado da primeira safra, o Seña foi elaborado com parcelas de uma seleção dos melhores barricas dos vinhedos Errázuriz também no Vale do Aconcágha.

O resultado é um corte de Cabernet Sauvignon, Carmenere, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot. Estagia por um longo período (18 meses) em barricas (90% novas) e mais 12 meses depois de formado o blend.

O nome Seña significa “assinatura”, “sinal”, ou “senha”.



Avaliação Pessoal: ST (93+) – Chile – 14,5% – Vale do Aconcágua – R$ 498,00 – Expand – (Oferecido por André Andrès)

Visual escuro, muita fruta, com toques forais, ameixa em calda e torrefação. O paladar se mostrou potente, já macio, bem equilibrado com a madeira. Fruta na medida. Impressiona pela concentração. Quente, mas não alcoólico. Afinal são 14,5% de álcool, que não apareceu. Um vinhaço, que já proporciona muito prazer, mas com certeza vai melhorar muito com tempo de garrafa.

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O melhor branco feito com a uva Sauvignon Blanc que provei ultimamente não veio do Chile, e sim da França, mais exatamente do Vale do Loire, onde “Didier Dagueneau” se revelou uma espécie de mago dos vinhos de Pouilly-Fumé. Didier era uma figura única, de aspecto hyppie (cabeludo e barbudo) não tinha formação em enologia e usava métodos incomuns de produção para a região, como a fermentação em barricas.

Após a sua morte em setembro de 2008 aos 52 anos de idade, vítima de um acidente de ultraleve, seus filhos Benjamin e Charlotte seguiram seus princípios em busca da expressão máxima da Sauvignon Blanc. O Domaine Didier Dagueneau mesmo aumentando de 3 para 27 hectares sua área é ainda considerada uma vinícola de garagem.

Os vinhos da vinícola são: Blanc Fumé de Pouilly, Pouilly Fumé em Chailloux, Buison Renard, Asteroïde, Pur Sang e Silex (o Top da vinícola). Após período sem importador no Brasil, retornaram pelas mãos da Casa Flora e vendidos em vitória pela Ville du Vin. Não são baratos, mas correspondem muito a expectativa. Começam a 350,00 e vão até 700,00 reais.

Avaliação Pessoal:
ST (95+) – Didier Dagueneau ”Pur Sang” – 100% Sauvignon Blanc

  • O vinho na taça impressiona com aromas abertos já em primeiro plano de frutas como (melão, pêssego, manga, tangerina) leve floral e forte caráter mineral. O paladar se apresenta macio com leve untuosidade, aliando fruta e frescor. Perfil mineral dominando, muito elegante e persistente. Um branco deslumbrante, único, que mostra a uva Sauvignon Blanc em seu esplendor.

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O Blog acaba de receber e-mail com uma matéria da Revista Go’Where Gastronomia de fevereiro, onde alguns amigos paulistas como Walter Tommasi, Alvaro Galvão, Paulo Sampaio entre outros especialistas avaliaram às cegas Cabernet Sauvignon Chilenos e Americanos. Muito interessante, veja o resultado abaixo:

DEGUSTAÇÃO-chileno by silvestretg

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Marcos Bassi, o rei do churrasco, revelou o segredo para preparar a fraldinha para que ela não fique seca na churrasqueira. Bassi também desmistifica a fraldinha, e diz que a carne não é de segunda mão.

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Cada vez gosto mais dos vinhos portugueses. Essa predileção foi confirmada em uma degustação informal semana passada com vinhos de Lisboa, e presença do Export Manager da Quinta do Pinto, Pedro Fonseca, na calçada do restaurante argentino La Dolina.

Com grande tradição vitivinícola, Alenquer, uma pequena vila de Lisboa é terra de conhecidas casas de vinho, Chocapalha, Quinta do Monte D’oiro, Pancas, entre outras. São produtores com nomes já respeitados que integram o que alguns chamam das Quintas de Alenquer.

Quinta do Pinto é um projeto relativamente novo, que promete se juntar as boas casas de vinho da região. Durante muito tempo abandonada, renasceu fruto da paixão de um enófilo que quer deixar a sua marca.

Comprada em 2003 com o nome de Quinta do Anjo por Afonso Pinto, a propriedade estava abandonada, mas tinha uma historia de ligação ao vinho desde o século XVII. Rapidamente 100 hectares foram modificados, com o plantio de uvas que mostram o gosto francês do proprietário, Marsanne, Roussanne, Viognier, Cabernet, Chardonnay, entre as 19 variedades locais e internacionais plantadas por lá.

O nome Quinta do Pinto surgiu porque o vinho que se produzia nessa propriedade no século XVII valia mais que um Vintém, Pintos, uma moeda pequena de ouro vigente na época. Mais informações sobre a vinícola aqui.

Da vinícola provei dois vinhos, um branco e um tinto. O primeiro Vinhas do Lasso Colheita Selecionada 2010ST (88) – R$ 90,00 – um branco com um corte inusitado, castas portuguesas (Arinto, Fernão Pires) com pequena parcela das francesas (Sauvignon Blanc e Chardonnay). Mostrou um visual amarelo dourado, aroma intenso, com notas de frutas tropicais, florais e minerais. Fácil de beber, com boa acidez, certa cremosidade, pedindo refeição

O tinto Vinhas do
Lasso Colheita Selecionada 2009ST (88) – R$ 90,00 – também é um corte com a uva portuguesa (Touriga Nacional) junto as francesas (Syrah e Cabernet Sauvignon), com estágio por 9 meses em barricas de carvalho francês. Visual escuro. Um vinho diferente, com uma fruta parecendo passificada, evoluindo para compota de figo. Equilibrado e com boa concentração em boca. Já pronto, mas deve evoluir bem na garrafa. Também pede comida. Foi harmonizado com um sanduba (foto acima) e a Tagliatta (abaixo). Uma ótima combinação.

Os vinhos são importados pela Da Confraria.

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A diferença entre o vinho fino e o vinho de mesa está na uva. As uvas que fazem um vinho de qualidade vem de uma parreira de origem europeia chamada “Vitis Vinífera“, que geram as conhecidas Cabernet sauvignon, Merlot, Chardonnay entre outras. Só elas tem propriedade para produzir uvas concentradas com características para se fazer vinhos de qualidade. As uvas mais comuns, da espécie Vitis labrusca, cultivadas no brasil, exemplo, Isabel (vinho tinto) e Niágara (vinho branco) fazem vinhos mais simples, os chamados vinhos de mesa.

A importância da qualidade de um vinho está na qualidade da uva, se é plantada no lugar certo, clima, poda e recursos apropriados, resultando em um grande vinho fino. No Brasil tem muito essa diferença entre vinho fino e vinho de mesa, agora, fora do país o que diferencia um vinho de qualidade são as suas denominações. O vinho de mesa é mais barato que o vinho fino.

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O Julgamento de Paris foi uma degustação promovida em 1976 pelo critico Steven Spurrier. Nela, jurados submetidos à prova cega preferiram vinhos desconhecidos da Califórnia aos melhores da França, provocando um impacto revolucionário no mundo do vinho. O Museu Nacional de História Americana Smithonian abriga, em sua coleção, duas garrafas de vinho – um Stag’s Leap Wine Cellars Cabernet Sauvignon de 1973 e um Chateau Montelena Chardonnay de 1973. Esses foram os vinhos que venceram a hoje famosa degustação de Paris de 1976, quando um grupo de experts franceses comparou alguns dos mais famosos vinhos franceses com uma nova geração de vinhos californianos. Eles não sabiam que aquele resultado transformaria completamente o mercado de vinho, dando início a uma idade de ouro para a vinicultura que estende o mundo do vinho para além dos sacramentados limites da França – para Austrália, Chile, América do Sul, Nova Zelândia e por todo o globo. A prova foi amplamente divulgado na imprensa, ganhou filme é foi capa da revista Time.

Fonte: Livro O Julgamento de Paris, de George M. Taber, que,em 1976, era corresponde em Paris do semanário americano Time e único jornalista a presenciar o evento.

Segue abaixo os vinhos por ordem de avaliação:

Brancos

  • Chateau Montelena 1973 (EUA)
  • Meursault Charmes Roulot 1973 (FR)
  • Chalone Vineyard  1974 (EUA)  
  • Spring Mountain 1973 (EUA)
  • Beaune Clos des Mouches Joseph Drouhin   1973 (FR)  
  • Freemark Abbey Winery 1972 (EUA)  
  • Bâtard-Montrachet
  • Ramonet-Prudhon 1973
  • Puligny-Montrachet Les Pucelles
  • Domaine LeFlaive 1972
  • Veedercrest Vineyards 1972
  • David Bruce Winery 1973

TINTOS

  • Stag’s Leap  Wine Cellars 1973
  • Château Mouton Rothschild 1970
  • Château Haut-Brion 1970
  • Château Montrose 1970
  • Ridge Vineyards Monte Bello 1971
  • Château Léoville-Las-Cases 1971
  • Mayacamas Vineyards 1971
  • Clos Du Val Winery 1972 87.
  • Heitz Cellars Martha’s Vineyards 1970
  • Freemark Abbey Winery 1969
  • Bâtard-Montrachet Ramonet-Prudhon 1973
  • Puligny-Montrachet Les Pucelles Domaine Leflaive 1972 
  • Veedercrest Vineyards  1972 (EUA)
  • David Bruce Winery 1973 (EUA)

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Entre as minhas principais metas para 2013 está a de beber menos, porem com mais qualidade, de preferência caldos que ainda não conheça. E parece que as coisas estão caminhando bem. Nem bem começou o ano e já estou tendo gratas surpresas na taça. Uma delas foi conhecer o Hermitage M. Sorrel 2006, um vinho soberbo, que expressa de forma única a real qualidade da uva Syrah.

Hermitage é uma das principais apelações do Rhône, França. Suas vinhas são cultivadas na região desde o ano 500 AC. Sua área está restrita apenas a uma colina na cidade de Tain L’Hermitage. Tem uma excelente exposição ao sol. Os vinhos da região são tão valorizados como os crus classes de Bordeaux. Muitas vezes eram adicionados os vinhos de Bordeaux para conferir mais robustez, profundidade e cor. Por lá produzem vinhos tintos e brancos. Nos tintos se utiliza a uva Syrah, sendo permitido até de 15% de uvas brancas, Marsanne e Roussanne. O resultado são vinhos potentes, encorpados e complexos.

O nome Hermitage se deve a lenda do cavaleiro ferido nas cruzadas que retorna para viver como eremita na colina até o fim de seus dias.

História da vinícola

Marc Sorrel vem de uma família instalada em Tain L´Hermitage há mais de um século, onde seu pai, Henri era tabelião. Apaixonado pela viticultura, possuia 3,4 hectares de vinhedos em Hermitage, vendendo sua colheita aos negociantes até 1970, quando decidiu elaborar e engarrafar seu próprio vinho. Essa mudança teve pleno êxito, tendo produzido duas safras de qualidade em 1978 e 1979. Com sua saúde em declínio, ele convidou seu filho Marc, engenheiro quimico de formação, a assumir a produção. Marc Sorrel então iniciou o aprendizado do métier em 1982, com um enólogo que trabalhava com seu pai. Henri Sorrel faleceu em 1984, quando Marc se viu sozinho como vinicultor. Marc herdou 2 hectares de seu pai, o restante indo a seus irmãos. Ele adquiriu outras terras em Hermitage, formando o vinhedo total de 4 hectares que ele explora hoje.

Os Vinhedos

Os vinhedos estão situados na Côtes-du-Rhône setentrional, margem esquerda do rio Rhône, com orientação sul, estando abrigado dos ventos frios do norte e criando um microclima de influência mediterrânea. A uva syrah é a principal variedade da região, e uma das atribuições de sua origem é exatamente Tain l´Hermitage. Nesse terroir, a syrah produz vinhos de grande expressão aromática e estrutura muito equilibrada, além de uma evolução lenta que lhes confere grande valorização.

Equipamentos

A vinícola está equipada com 7 tanques inox com capacidades entre 2000 e 5000 litros, possuindo equipamento automático para mergulhar o chapéu durante a fermentação (pigéage). Uma prensa pneumática é usada para as uvas brancas. A cave é climatizada a 17 ºC. A condução do vinho para o engarrafamento é feita por gravidade.

Tagliatta servida do restaurante Ville du Vin

Avaliação Pessoal:
ST (95)
– 100% Syrah – 13,2% – 22 meses em barricas – R$ 600,00 – Ville du Vin

  • Quando aberto assustou, aromas estranhos…a tal acidez volátil?, rs. Não sei. Porém depois de uma hora aerando em decanter começou a abrir e mostrar o seu melhor. Esse é um daqueles vinhos que se fosse apenas para ficar sentindo os aromas já valia. Notas frutadas lembrando cereja e ameixa, pimenta do reino, e um leve licoroso. Enche a boca e deixa um retrogosto longo e gostoso. Fruta limpa e fresca. Potente, mas não alcoólico. Muito equilibrado. Ótima acidez. Um vinhaço, que mostra com a uva Syrah deve se expressar.

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Será que o mítico Le Pin é realmente um vinho excepcional na taça? Vale os R$ 9,900.00 reais cobrados aqui no Brasil?

Para responder essas perguntas precisamos entender alguns fatores. Tudo começa pela condição financeira de quem prova, seguindo pela a lei da oferta e da procura, terroir…

Mesmo não sendo classificados oficialmente, os grandes vinhos do Pomerol como o Le Pin e o Petrus, têm preços elevados, frequentemente mais altos, inclusive, do que os famosos Premier Cru.


Trata-se de um dos vinhos mais cultuados do mundo. Sua historia começou com a compra da propriedade pala família belga Thienpont em 1979. Raro, é cultivado em apenas “2 hectares” de terra em Pomerol (França), resultando em 600 caixas por ano, uma quantidade muito pequena. Elaborado em um porão de uma casa tão modesta que não leva nem o nome de Château. Um verdadeiro “vinho de garagem“. Seu corte é majoritariamente Merlot, com pequena quantidade de Cabernet Franc.

O nome Le Pin surgiu em homenagem a um pinheiro solitário que se encontrava na propriedade.

Mesmo sendo considerada uma safra ruim, na taça se mostrou muito elegante, com aroma difícil de definir, destacando própolis, complexo, com muitas nuances. Único.

Infelizmente a garrafa estava sem o rótulo, mas a safra estava carimbada na rolha como pode ver na foto acima.

Esse vinho foi aberto pelo amigo Gustavo Varella em homenagem a Antônio Carlos Leite (André Andrès). Além dele, foram abertos um Weinert 1983, Balthus 2005, Seña 2007 e um Alvear Pedro Ximenez 1927. Tudo harmonizado com belos pasteis de carne. Participaram dessa degustação além dos citados acima, eu, Sidney Santigo e Rafael Machado que gentilmente abriu a sua Espaço DOC para o encontro.  

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