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Archive for outubro, 2012

2º Concurso Pan-Americano de Sommeliers envolveu 19 profissionais de 10 países em Bento Gonçalves (RS)

O brasileiro Tiago Locatelli é o 2º melhor sommelier das Américas. A campeã do 2º Concurso Pan-Americano de Sommeliers, cuja final foi disputada nesta quarta-feira (24) no Hotel e Spa do Vinho Caudalie, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), foi a canadense Véronique Rivest, que era a atual vice-campeã. Está mantida assim a hegemonia do Canadá na competição, vencida por Élyse Lambert na última edição em 2009, em Buenos Aires, que teve o do brasileiro Guilherme Correa na terceira posição. “Subimos um degrau”, comemora Danio Braga, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) e da Alianza Pan-Americana de Sommeliers (Apas). O outro brasileiro na disputa, Diego Arrebola, ficou em 11º lugar entre 19 sommeliers de 10 países (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México, Peru, Uruguai e Venezuela).

Depois de uma exaustiva fase classificatória, realizada na terça-feira (23), envolvendo um dia inteiro de provas teóricas e práticas, a finalíssima aberta ao público foi realizada ontem no Centro de Eventos do Hotel e Spa do Vinho Caudalie. Os três sommeliers finalistas – a canadense Véronique Rivest, o brasileiro Tiago Locatelli e o norte-americano Ian Cauble – cumpriram seis provas, sempre se expressando na língua não materna.

Na primeira, uma degustação às cegas de três vinhos (um branco e dois tintos), onde o candidato tinha 12 minutos para falar de suas características, sugerir as uvas que entram em sua composição e de qual região e país procedem. Os comentários ainda tinham de abordar a temperatura de serviço ideal e pratos adequados para harmonizar com eles. Depois, em três minutos os candidatos deveriam adivinhar o que eram cinco líquidos oferecidos nas taças. A terceira prova era um serviço de champagne, que deveria ser cumprida em seis minutos. A quarta, serviço de um vinho tinto em decanter, em seis minutos. Em seguida, os finalistas tiveram de harmonizar um cardápio internacional em quatro minutos. E, por último, a correção oral, em três minutos, de uma carta de vinhos com 10 rótulos.

O 2º Concurso Pan-Americano de Sommeliers, uma espécie de Copa América do Serviço de Vinho, foi promovido pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Associação Internacional de Sommeliers (ASI) e Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). A vencedora está classificada para o Concurso Mundial de Sommeliers, que ocorrerá em 2013 no Japão. “Foi um orgulho realizar este concurso no berço da vitivinicultura brasileira em um local elegante e refinado como merece a profissão de sommelier”, comenta Danio Braga. Ele promete criar a ABS-RS no início do ano que vem. “Precisamos formar mais sommeliers aqui no Rio Grande do Sul”, diz ele.

O melhor sommelier do mundo, Gerard Basset, foi um dos jurados do concurso, ao lado de Shinya Tasaki, campeão mundial em 1995 e atual presidente da ASI, e Michèle Chantôme, responsável pela comunicação da ASI. Um jantar de gala encerrou a programação do concurso.

Paralelamente ao concurso, a ABS e o Ibravin promoveram, de segunda (22) a quarta (24), uma série de visitas técnicas pelas vinícolas da Serra Gaúcha. “Foi uma boa oportunidade para os sommeliers das Américas conhecerem mais a produção vitivinícola brasileira”, afirma o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. A agenda contemplou visitas na Aurora, Casa Valduga, Chandon, Dal Pizzol, Miolo e Salton, além de um mini Circuito Brasileiro de Degustação com a participação de 13 empresas (Casa Valduga, Courmayeur, Don Giovanni, Domno do Brasil, Don Laurindo, Dunamis, Geisse, Laurentia, Larentis, Lidio Carraro, Pizzato, Peterlongo e Valmarino).

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A importadora Magnun trouxe ao Brasil os enólogos Rafael Tirado da vinícola chilena Laberinto (foto ponta esquerda) e Meinard Bloem da também chilena Lagar de Bezana (foto acima ponta direita). A primeira cidade visitada foi Vitória, e em seguida será Rio e São Paulo.

Em jantar realizado pela no Bristrô Ville du Vin na Praia do Canto, os enólogos receberam formadores de opinião para degustação onde foram apresentados os vinhos Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011, Laberinto Pinot noir 2010, Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008, Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 e o Lagar de Bezana Limited Edition 2007. Os vinhos foram acompanhados por pratos especiais preparados pelo Chef Tomate, como carpaccio de polvo, Steak Tartare e Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi. A harmonização dos pratos com os vinhos brancos e tintos estava perfeita!, “second-me”. Para finalizar, uma sobremesa especial foi servida: Panna Cotta de Chocolate.

O empresário e proprietário da Importadora, Raphael Zanette (foto acima centro), também participou do evento e brindou com os convidados. Os vinhos já estão disponíveis na loja da Ville du Vin.

Segue minha avaliação pessoal abaixo:

Localizado na pré Cordilheira dos Andes, a 600 metros de altitude, as margens do lago Colbun, esse projeto fantástico de Rafael Tirado, um dos mais famosos e respeitados enólogos chilenos, tem apenas 18 hectares e uma gama de premiações e reconhecimentos. O nome Laberinto retrata os vinhedos de Rafael, que foram plantados em curvas e diferentes direções, para aproveitar a diversidade de solos e aumentar a exposição solar. Com isso as uvas e os vinhos ganham em estrutura e complexidade.

Laberinto Sauvignon Blanc Cenizas de Barlovento 2011 – 12,5% -R$ 94,00 – ST (93) Este é um dos melhores, OU O MELHOR, Sauvignon Blanc chileno que já provei até hoje. Já tinha provado a safra 2007, que era importado pela Casa do Porto, que ainda tenho algumas garrafas e está vivinho da silva. A atual safra 2011 levou 94 pontos (Descorchados 2012), mostrou as mesmas características, porem com uma acidez mais pronunciada pela idade. Visual amarelo esverdeado, aromas de cajá, leve grama e erva doce. O paladar é fresco, limpo e cítrico, com algum mineral e uma textura incomum para um Sauvignon Blanc.

Carpaccio de Polvo x Sauvignon Blanc

Laberinto Pinot noir 2010 – ST (90) – 13,5% – R$ 120,00 – Este Pinot foi a primeira vez que provei. Visual rubi claro, nariz intrigante aparecendo uma nota de fumaça, resina, prejudicando um pouco a fruta aparecer. Porem no paladar mostrou a que veio. Ótima acidez, gerando muito frescor, fruta limpa e fresca. Bom equilíbrio e um final de boca agradável.

Steak Tartare x Pinot Noir

A história da bodega Lagar de Bezana, iniciou na década de 90 quando o empresário Ricardo Benzanilla se aventura no mundo das vinhas e dos vinhos. Escolheu uma terra localizada no Alto Cachapoal, aos pés da Cordilheira dos Andes, 87 km ao sul de Santiago. O clima ameno e a variação de temperatura entre o dia e a noite, originam vinhos especiais, de terroir único. O holandês que foi para o Chile com 15 anos, Meinard Bloem, há um ano é enólogo da vinícola. Foi a sua primeira visita ao Brasil.

Lagar de Bezana Cabernet Sauvignon 2008 – 85% Cabernet e 15% Syrah – 14,4% – ST (88) – R$ 62,00 – Lagar de Bezana Aluvión Grand Reserva 2007 – 63% Syrah e 47% Cabernet – 14,5% – ST (90) – R$ 105,00 – Lagar de Bezana Limited Edition 2007 – ST (90+) – 100% Syrah – 14,5% – R$ 145,00.

  • Sobre os vinhos da vinícola Lagar de Bezana, achei muito parecidos. Nariz resinoso, com notas de frutas negras em calda, bastante extrato e alcoólicos. Todos com 14,5%. Diante dessas características indico primeiro uma aeração mínima de 1 hora, a fim de eliminar boa parte desse álcool. Segundo, procurar harmonizar com pratos untuosos, com bastante suculência. Outro fator interessante, e positivo, é a longevidade aparente desses vinhos. Levando em consideração que o álcool é um dos componentes essenciais na evolução de um vinho, além dos taninos e da acidez, recomento, apesar de já estarem em uma idade já avançada, um bom tempo de adega, climatizada é lógico!!!.

Pernil de cordeiro confitado ao vinho com risoto de funghi x os tintos da Lagar de Bezana, perfeito, como falei acima, precisa de pratos untuosos…rsrsrs!

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Crédito foto: Arismário Oliveira

No próximo dia 27 de outubro o Four Towers Hotel irá realizar uma ação solidária em prol da Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (ACACCI). No dia, o restaurante vai oferecer a sua tradicional feijoada em um almoço beneficente.

O “Feijao Amigo” será assinado pelos Chefs Léo Moreira e Juarez Campos e, além da premiada feijoada Four Towers o evento contará também com música ao vivo, drinks e petiscos, recreação infantil e estacionamento gratuito.

O grande diferencial deste evento é que além de ter a oportunidade de apreciar a feijoada, os clientes ainda vão ajudar a centenas de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer infantil, uma vez que parte da renda do evento será revertida para a instituição.

Serviço

Feijão Amigo Four Towers Hotel e Acacci

Data: 27 de outubro

Horário: 12h

Valor: R$59,00 (Convite Individual)

Local: Av. Saturnino de Brito, 1523, Praia do Canto – Vitória (antigo Novotel Vitória)

Informações e Reservas: 27 3183-2500 ou 

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A Freixenet, maior produtora de cavas do mundo, lança em parceria com a importadora Qualimpor, seu cava de maior prestigio: Freixenet Reserva Real. Elaborado na região Penedés (Catalunha), esse cava passou por um processo de produção diferenciado, oferecendo-lhe características únicas. Um grande cava elaborado com grandes uvas: Macabeo, Xerel-lo e Parrellada.

Vinhos de distintas safras, combinando assim as melhores qualidades de cada uma delas. Seu engarrafamento e posterior envelhecimento são realizados com tampa de cortiça, e não com o tradicional obturador metálico, fator que lhe permite adquirir um bouquet particular. Dégorgement e dosagem são feitos à mão. Seu nome, Reserva Real, vem do fato de que este cava foi feito originalmente para a visita da família real espanhola nas cavas Freixenet. Esse cava recebeu 90 pontos de Robert Parker.

Freixenet Reserva Real é importado exclusivamente pela Qualimpor e pode ser encontrado em lojas especializadas, supermercados e restaurantes. Custa em torno de R$ 155,00.

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O 2º Concurso Pan-americano de Sommeliers acontece no Hotel e Spa do Vinho Caudalie, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS). Vinte e quatro sommeliers de 12 países participam da competição, uma espécie de Copa América do Serviço de Vinho, promovida pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Associação Internacional de Sommeliers (ASI) e Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). A semifinal entre os dois melhores sommeliers dos 12 países participantes – Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, México, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela – ocorre hoje, dia 23. A final, com três competidores, aberta ao público, será no dia 24, às 17h, no Centro de Convenções do Spa do Vinho Caudalie, seguida de jantar de gala. O vencedor se classifica para o Concurso Mundial de Sommeliers, que ocorrerá em 2013 no Japão. “Vamos realizar este concurso no berço da vitivinicultura brasileira em um local elegante e refinado como merece a profissão de sommelier”, afirma Danio Braga, presidente da ABS.

Os dois representantes brasileiros são Diego Arrebola, de Campinas, e Tiago Locatelli, do Varanda Grill, de São Paulo, respectivamente o 1º e o 2º colocados no 7º Concurso Brasileiro de Sommeliers, promovido e organizado pela ABS com representantes do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Brasília e Curitiba. O 1º Concurso Panamericano de Sommeliers, realizado há três anos, em Buenos Aires, teve uma mulher como vencedora: Elyse Lambert, do Canadá, que trabalha no XO Restaurante  do St James Hotel, em Montreal. Neste concurso, os dois brasileiros ficaram bem colocados, Guilherme Corrêa, da Decanter, ficou em terceiro lugar e Tiago Locatelli foi o quinto. O melhor sommelier do mundo, Gerard Basset, também estará presente no concurso.

Paralelamente ao concurso, a ABS e o Ibravin promovem, de segunda (22) a quarta (24), uma série de visitas técnicas pelas vinícolas da Serra Gaúcha. “Será uma boa oportunidade para os sommeliers das Américas conhecerem mais a produção vitivinícola brasileira”, afirma o gerente de Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. A agenda prevê visitas na Aurora, Casa Valduga, Chandon, Dal Pizzol, Miolo e Salton, além de um mini Circuito Brasileiro de Degustação com a participação de 13 empresas (Casa Valduga, Courmayeur, Don Giovanni, Domno do Brasil, Don Laurindo, Dunamis, Geisse, Laurentia, Larentis, Lidio Carraro, Pizzato, Peterlongo e Valmarino).

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Crédito da foto: Orestes de Andrade Jr

Compromisso assumido entre as partes é de aumentar o consumo per capita de 1,9 para 2,5 litros até 2016. Em conjunto, todos os elos da cadeia terão como meta ampliar venda de vinhos finos brasileiros de 19 para 40 milhões de litros em quatro anos.

Acordo de cooperação entre os produtores de vinhos brasileiros e as principais associações de importadores, formalizado na última sexta-feira (19), em Brasília, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), estabelece medidas para o crescimento do mercado de vinhos finos no Brasil bem como a ampliação do volume de produtos nacionais. O anúncio oficial foi feito nesta segunda-feira (22), em entrevista coletiva na sede da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em São Paulo. A Abras, a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e a Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba), em conjunto com as entidades vitivinícolas brasileiras, estabeleceram diversas metas que serão desenvolvidas e acompanhadas por um grupo de trabalho formado por profissionais das entidades.

O acordo prevê a cooperação entre as partes para ampliação do consumo, redução dos tributos incidentes sobre o vinho, bem como apoio para os pedidos do setor de securitização das dívidas agrícolas e redução dos estoques de produtos vitivinícolas. Mas as partes também assumem compromissos pontuais. As associações representativas dos importadores de vinhos comprometem-se a buscar a ampliação para 25% da presença de vinhos finos brasileiros nas redes dos supermercados e para 15% nos demais estabelecimentos varejistas por meio de parcerias entre importadores e vinícolas nacionais. O objetivo destas ações é buscar a comercialização de 27 milhões de litros de vinhos finos brasileiros em 2013 crescendo paulatinamente até atingir 40 milhões de litros em 2016.

Já o Ibravin e as entidades vitivinícolas representantes dos produtores brasileiros comunicaram ao governo a retirada do pedido de Salvaguarda que estava em análise no Departamento de Defesa Comercial (DECOM/MDIC) e comprometem-se a cessar quaisquer ações que visem à criação de barreiras tarifárias e/ou não tarifárias à importação de vinhos finos e ainda a manter os investimentos em marketing, qualificação da produção e aumento da competitividade que estavam previstos no Plano de Ajustes do processo de Salvaguarda.

Da parte do setor de supermercados, o compromisso é de trabalhar para a ampliação do espaço de exposição e promoção dos vinhos finos nacionais nas lojas.

O presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, considera este acordo de cooperação “um avanço importante em prol do desenvolvimento do mercado de vinhos no Brasil, que vai possibilitar um crescimento sustentável da produção brasileira de vinhos finos”.

Para o presidente da Abras, Sussumu Honda, quem sai ganhando com o acordo é o consumidor. “O consumidor brasileiro está cada vez mais apreciando bons vinhos, nacionais e importados. O bom sortimento de produtos nas gôndolas é essencial e esse acordo vem para dar ainda mais vitalidade a essa escolha, sem restrição. Vamos promover nossa indústria, ampliar sua competitividade, mas garantindo o melhor mix nacional e internacional de vinhos nos supermercados.”

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Cercado de mistério, o vinho Caballo Loco não traz em seu rótulo a safra e nem a uva. Na verdade é um corte de diversas uvas e de safras, que começou a ser utilizada nos anos 90 sob o comando de Jorge Coderch, o “Caballo Loco“, que emprestou o nome ao vinho.

Nesta época havia várias barricas das variedades Cabenet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Malbec das safras 1990 e 1993, mas em quantidades reduzidas, insuficientes para uma linha varietal. Assim a vinícola decidiu criar o seu Top, o Caballo Loco.

Em 1994, metade desta barrica foi usada para o Caballo Loco Number 1, a outra metade foi reservada e misturada para o Number 2 e assim sucessivamente. A cada safra 50% da anterior se soma a atual.

O Nº 12 que degustei é 50% da colheita de 2007 e 50% das colheitas entre 1990 e 2006.

Avaliação Pessoal: ST (93+)
-
Chile – Vale do Maipo, Colchagua e Curicó – 14,6% – Cabernet Sauvignon, Carmenère, Malbec e Merlot – 18 meses em barrica – Importador Ravin
-
R$ 260,00

  • Já tinha provado o nº9 e gostado muito, mas parece que esse está ainda melhor. Visual rubi intenso, aromas intenso de frutas, como pitanga, manga, ameixa em calda, couro, e um caramelo maravilhoso. O paladar mostrou bom corpo, concentrado, taninos sedosos, boa acidez, bastante equilibrado, com uma madeira bem trabalhada que não sobrepõe à fruta. Bastante longo. Sem dúvida, um vinhaço!

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Todos sabem que a Cave Geisse é um dos mais respeitados e reconhecidos produtores de espumante do Brasil e do Mundo. Mas poucos sabem que agora assina um Champagne Premier Cru.

Na tarde desse sábado tive o privilégio de provar em primeira mão, sendo o primeiro blog a postar uma opinião pessoal sobre o primeiro lote do Champagne Cave Geisse Philippe Dumont Premier Cru, garrafa nº 00176 das 1500 produzidas. Esse Champagne é o resultado da parceria entre duas famílias que compartilham a mesma filosofia de trabalho, a Dumont francesa e a Geisse brasileira.

O projeto teve inicio em 2007 quando os Geisse receberam em sua vinícola, em Pinto Bandeira, o francês Philippe Dumont, proprietário de pouco mais de 5 hectares Premier Cru em Chigny-les-Roses – Reims, com mais de 300 anos de tradição na região. Philippe ficou encantado com a qualidade e o estilo dos espumantes elaborados por Mario Geisse, e as afinidades em virtude da filosofia de trabalho de ambas as famílias acabaram em um convite para que Mario Geisse fosse elaborar o primeiro champagne com rótulo brasileiro.

São 1.500 garrafas, já que o volume de produção nas terras com denominação Premier Cru é muito limitada e o valor das áreas com esse padrão de qualidade pode chegar a 1,5 milhões de Euros por hectare. Dos cerca de 200 vilarejos da Champagne, apenas 43 têm direito a utilização da denominação Premier Cru, designação concedida a pouquíssimos produtores da região em função da alta qualidade e da localização de seus vinhedos.

Avaliação Pessoal:
ST (93) – 50% Chardonnay / 50% Pinot Noir – 12,5% – Produção por hectare: 8000 kg – Colheita: Setembro – Método de elaboração: Champenoise / Tradicional – Tempo de fermentação:  Aprox. 180 dias – Tempo de amadurecimento: 36 meses – Graduação de Açúcar:12 gramas por litro – Produção: 1.500 garrafas – R$ 290,00 em Vitória.

  • Visual amarelo palha clarinho, perlage com bolhas pequenas, numerosas e de boa persistência. O nariz apresenta notas de brioches e panificação dominando (sem tosta), frutas brancas, e um mineral bastante destacado. O paladar tem ótima acidez, encorpado, com boa concentração de frutas brancas, excelente persistência e delicioso retrogosto, com destaque para as leveduras. Deve melhorar com mais alguns anos de adega. Um grande champagne, digno dessa parceria entre dois grandes produtores.

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Marcelo Retamal, um dos mais competentes enólogos do Chile percorreu junto a sua equipe quase todo país em busca de vinhedos velhos e perdidos, alguns deles com variedades que nem eles conseguiram identificar.

Dessa busca nasceu o De Martino Viejas Tinajas 2011, elaborado com uvas Cinsault provenientes de vinhas com 30 anos de idade do Vale de Itata,
Guariligüe, 400 km ao sul de Santiago, conduzidas em gobelet, não irrigadas e plantadas em pé franco. Sua fermentação foi conduzida com bagos inteiros por 15 dias em tinajas (ânforas) centenárias de barro. O vinho foi engarrafado sem filtração alguma. Não foram adicionados nenhum insumo enológico (enzimas, taninos, leveduras selecionadas), salvo uma pequenas dose de SO2 para a conservação do vinho.

O vinho foi eleito a melhor das “outras” cepas tintas no guia de vinhos Descorchados 2012, o mais respeitado do Chile, recebendo 92 pontos.

Avaliação Pessoal:
ST (91)
- De Martino Viejas Tinajas 2011- 100% Cinsault – 13% – Importadora Decanter / Em Vitória Espaço D.O.C – R$ 134,00

Na taça o vinho superou as minhas expectativas. Visual rubi de média intensidade, fruta bastante limpa, cereja, framboesa, e um discreto floral. O paladar apresenta corpo médio e ótima acidez. Persistência aromática de boa intensidade, confirmando o nariz, com um final fresco e equilibrado. Um vinho que não cansa o paladar. Se fosse degustado às cegas falaria ser um Pinot. Ótima compra!

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ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), A.B.B.A. (Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Bebidas), ABRABE (Associação Brasileira de Bebidas) e IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho), realizam nessa segunda-feira, 22/10 (segunda-feira), 11h, na sede da Associação Brasileira de Supermercados, uma coletiva de imprensa para anunciar o fim da Salvaguardas. Na verdade um grande acordo em nome do vinho.

Segundo fonte, o acordo prevê contrapartida com uma série de medidas que vão impactar no consumo do vinho brasileiro. Hoje 1,9 litro por habitante. Dentro das ações, o varejo supermercadista brasileiro vai se comprometer na melhor visibilidade (exposição) dos vinhos nacionais nas prateleiras em todo Brasil. Os produtores nacionais em contrapartida vão parar de solicitar entraves burocráticos para dificultar a entrada de vinhos importados, acabando com a rivalidade, e sim, unindo forças para um mercado maduro cheio de possibilidades.

Viva o vinho!

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