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Archive for outubro, 2012

Todos sabem que Ed Motta além de ser um grande cantor e compositor é uma referência quando o assunto é vinho. Ontem em sua página do Facebook
emitiu uma opinião surpreendente sobre um vinho brasileiro chamado Fulvia Pinot Noir 2011, do garagista Marco Danielle, Atelier Tormentas. Considerando ser possível SIM fazer um vinho EXCEPCIONAL em solo brasileiro. Veja abaixo a sua opinião na integra:

“Pra mim o Fulvia Pinot Noir 2011 é “o melhor” fora da França, país que faz os John Coltrane da coisa, onde a barra pesa MESMO.

Eu não sou nacionalista, sou terráqueo, o melhor vinho da uva pinot noir (meu tinto favorito) fora da Borgonha vem do Rio Grande do Sul!!! Já provei várias safras de William & Sellyem (USA) que até ontem de noite era o melhor pinot noir fora da França que eu conhecia…

Marco Danielle já vem sendo abençoado pelo papai do céu em seus vinhos, mas agora nossa senhora…

Depois de 2hrs aberto eu JURO parecia DRC… Parecia o mais alto nível da Borgonha, coisa de outro mundo mesmo. Grand Cru level, etc.

Eu adoro a Argentina e o Chile, vivo elogiando a arte deles que é brilhante, mas não gosto dos vinhos… Mas nem um pouco…

Ou seja tem como fazer SIM um vinho EXCEPCIONAL em solo brasileiro e um vinho sem modismos, verdadeiro sem truques.

Parabéns Marco essa foi coisa de ninja!!!”

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Meus amigos, os chefs Emilio Farfan Recchia e Ivan Di Cesar (ex-Argento Parrilla), conhecidos por exercitar como ninguém a gastronomia argentina, decidiram virar empresários. Abriram o La Dolina, um pequeno restaurante de ambiente simples e cardápio enxuto, onde terão a liberdade de praticar uma cozinha mais autoral. As clássicas empanadas com molho criollo ganharam destaque no cardápio com onze tipos. A novidade fica por conta dos Hermanos e Lomitos sandubas com toque caseiro, feitos com carnes na brasa. A casa também serve linguiça e carnes na Parrilla. Para o apaixonado pelo vinho, o serviço é de boa qualidade. Taças apropriadas e uma ampla variedade de vinhos onde o cliente escolhe na loja ao lado, Zanata Wine Store, e paga preço de prateleira. Se decidir levar seu vinho de casa, a rolha custa 15,00 reais. E para que prefere uma cerveja, tem a Quilmes de 1 litro por 18,00 reais a garrafa.

Olha a danada da empanada pronta, que beleza. Custa 4,50 reais e vem quentinha, acompanhada de molho criollo e com bastante recheio. São servidas em telhas…um verdadeiro charme!

Assim como as empanadas, achei a comida gostosa. A fraldinha é super indicada, bastante macia e saborosa.

O lugar é simples: tem um balcão e uma mesa no salão, mas acho essas mesinhas na calçada são altamente indicadas.

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Endereço: Av. Carlos Gomes de Sá, nº 730, loja 8, em frente a pizzaria do Bixiga – Mata da Praia. Vitória/ES

Entrega: O serviço de entrega está previsto para inicio de dezembro.

Horário de funcionamento: de terça a domingo de 18 as 0 h.

Telefone: (27) 3207.7944 e 9274.6410

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Todos que acompanham o blog sabem da minha enorme paixão pelos vinhos antigos, evoluídos. Normalmente estamos acostumamos ter a referência dos vinhos do velho mundo, que teoricamente são mais longevos, e não dando crédito aos vinhos brasileiros, achando que não tem a capacidade de evoluir com qualidade. Esse conceito ou pré-conceito pode ser mudado com uma visita a adega rara da vinícola Don Laurindo no Vale dos Vinhedos (RS). Por lá Ademir Brandelli cuida com muito carinho de uma adega invejável com vinhos de sua vinícola, no qual habitam safras raras e antigas, algumas com mais de 30 anos.

No dia 26/09 desse ano visitei a vinícola e provei pela segunda vez o seu primeiro Tannat, que foi elaborado em 1995. A prova aconteceu na madrugada com os amigos Gil Mesquita (blog Vinho para Todos), Orestes Andrade Jr. (Ibravin), Morgana Miolo (Diretora de Marketing da Miolo), Marina Rossi (IstoÉ Dinheiro) e Gilmar Gomes (Fotógrafo). Foi mais uma noite incrível, no qual o vinho confirmou a sua capacidade de envelhecer com qualidade. Por lá provamos mais alguns vinhos, que descreverei aqui aos poucos.

Avaliação Pessoal: ST (91) Don Laurindo Tannat 1995

Visual acastanhado, com belo halo evoluído (alaranjado). Aromas remetendo aos vinhos da “Rioja”, notas de carne, madeira velha, mel, associado a frutas secas e especiarias. No paladar se mostrou macio, com caráter frutado, confirmando o nariz, redondo, boa acidez e longa persistência. Evoluiu muito bem. Saúde!

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Mais uma prova desse vinho Português que dificilmente decepciona nata taça. O Quinta da Bacalhôa é um Cabernet Sauvignon único, que evolui de forma surpreendente. Sua primeira safra foi em 1979. A Bacalhôa Vinhos de Portugal, fundada em 1922, sob a designação João Pires & Filhos, fez um longo percurso, afirmando-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal. Situada no litoral Oeste a Sul de Lisboa (Terras do Sado), é nesta região vitivinícola que se produz o famoso e tão apreciado Moscatel de Setúbal.

Avaliação Pessoal: ST (93) – Quinta da Bacalhôa 1999 – 12,5%.

Visual granada (tijolo), com halo de evolução, levemente turvo. Aromas de boa intensidade, frutas secas, mel, madeira velha, e própolis. O paladar se mostrou cheio de sabores, confirmando o nariz, ótima acidez, álcool integrado, taninos polidos, maduros e sedosos, bom corpo e um final longo. Um vinho que não cansa, delicia! Acredito que estava no seu melhor momento, embora tenha aparentado agüentar mais alguns bons anos de guarda.

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A uruguaia Caterina Fernanda Viña Migliardo é a nova enóloga da butique de vinhos Campos de Cima. A empresa da Campanha Gaúcha vai inaugurar sua vinícola própria, no valor de R$ 1 milhão, no início de 2013, na cidade de Itaqui (RS), na fronteira com a Argentina. A implantação desta moderna estrutura de vinificação, bem como o desenvolvimento de novos produtos, já conta com a assessoria de Caterina Viña, uma das profissionais mais prestigiadas do setor vitivinícola da América do Sul. “Caterina tem uma carreira invejável no Uruguai, um país com solo e clima muito parecidos aos da nossa região. Esse know how aperfeiçoará todo o nosso processo produtivo”, revela a proprietária da Campos de Cima, Hortência Ravache Brandão Ayub.

“A trajetória da enóloga Caterina Viña é impressionante. Além de ser profundamente especializada em sua atividade, ela conseguiu agregar êxito e prestígio em diferentes áreas, como no desenvolvimento de estratégias de marketing”, destaca o diretor comercial da Campos de Cima, Pedro Candelária. “Somado ao seu currículo admirável está o seu fascínio pelo processo de elaboração dos vinhos, uma paixão que a inspira a aceitar novos desafios, como participar de um grande investimento como o nosso na Campanha Gaúcha”, registra Hortência.

Caterina Viña iniciou sua carreira em 1993, comandando o laboratório da Bodegas y Viñedos Santa Rosa, que possui mais de 115 anos de história na elaboração de vinhos finos no Uruguai, e depois se tornou a enóloga encarregada da vinificação de toda a produção da empresa. Após, ela atuou como enóloga na Bodega Filgueira, onde também colaborou com áreas de marketing e comercialização. Foi ainda professora da matéria de enologia no Instituto Técnico de Hotelero Gastronómico del Uruguay, na escola de Hotelería del Plata e na Faculdade de Química da Universidad de la República. O extenso currículo de Caterina também destaca seu trabalho de assessoramento e controle de qualidade em diversas empresas, sua atuação como jurada em diversos concursos internacionais e sua atuação como membro da diretoria da Associação de Enólogos de 1995 a 2002.

Hortência Ayub destaca ainda que a Campo de Cima é um vinícola essencialmente feminina. Isso porque é formada e administrada por três proprietárias (Hortência e suas duas filhas, Vanessa e Manuela) e mais de 50% da mão-de-obra é formada por mulheres. Agora, é mais um talento feminino que se junta à equipe. “Compartilhar novos projetos com uma mulher competente e totalmente envolvida com as nossos objetivos nos orgulha muito”, observa Hortência. A proprietária da butique de vinhos ainda acrescenta: “A busca incessante da qualidade, da beleza e do equilíbrio entre as necessidades do mercado e a preservação da natureza são tratados com a dedicação maternal características das mulheres em nossa empresa, uma virtude que também integra a personalidade do novo membro de nossa equipe”.

A nova vinícola

A construção do prédio em que será instalada toda estrutura para a vinificação dos rótulos da Campos de Cima será concluída em dezembro deste ano. O empreendimento – no valor de R$ 1 milhão, captados, em parte, junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) –, possibilitará um salto na produção: 80 mil litros de vinho por ano, que serão produzidos em instalações modernas. “Será um novo marco em nossa história”, afirma Hortência, ao recordar que seus vinhedos foram implantados de 2002 a 2004, tendo a primeira safra em 2006, e originando um lote de 5 mil garrafas do Campos de Cima Tannat, que chegou ao mercado em 2009. Dentre as 11 variedades de uvas cultivadas pela Campos de Cima estão ainda Ruby Cabernet, Chardonnay, Viognier, Pinot Noir, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Shiraz, Malbec e Tempranillo, presentes em todos os rótulos da empresa.

Para quem ainda não sabe, existe um concurso que elege as companhias aéreas que oferecem o melhor vinho. A premiação é promovida pelo Skyscanner, um site especializado em buscas de passagens aéreas, hotéis e locação de veículo. O júri foi formado por 12 sommeliers que às cegas provaram 21 vinhos que são servidos nas classes econômicas das companhias Europeias.

A companhia Thomson Airways foi eleita como a que oferece o melhor vinho tinto, o Finca La Linda Cabernet Sauvignon 2011, vendido aqui no Brasil ao preço de R$ 38,00 pela importadora Decanter.

2º SAS – Backhouse Pinot Noir, USA, 2011.

3º Pegasus Airlines – Kavaklidere Angora 2011.

4º BMI (Britishi Midland) – Grand Sud, Merlot 2011.

5º KLM (Koninklijke Luchtvaart Maatschappij) – Terra Andina Cabernet Sauvignon-Merlot (Chile) 2011.

As melhores Companhias na categoria Vinho Branco

1ª Lufthansa – Peter & Peter Riesling, Mosel, Germany 2011

2ª KLM – Terra Andina Sauvignon Blanc-Chardonnay (Chile) 2012

3ª Easyjet – Louis Mondeville, Sauvignon Blanc, Pays d’Oc, 2011)

4ª Pegasus – Kavaklidere Cankaya 2011

5ª BA & Iberia – Val de los Frailes, Bodegas Matarromera Verdejo 2011

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Nesse domingo, 28 de outubro de 2012, a população de Vitória “desarolhou” e decidiu que Luciano Rezende vai comandar a cidade pelos próximos 4 anos, a partir de 2013. Assim como acontece com os vinhos, a politica tem características e estilos diferentes. O vinho não fez parte da campanha eleitoral de nenhum partido, e nem foi tema de nenhum debate nas tv’s e rádios. Aliás, nem sei se o futuro prefeito é um admirador de vinho, porém mesmo assim o Blog Vivendo a Vida decidiu fazer uma analogia.

Se Luciano Rezende fosse um vinho, seria um daqueles biodinâmicos, sem maquiagem, um legítimo representante do mundo da saúde. Rótulo moderno, pensado para agradar os novos consumidores de vinho, antenados com a sustentabilidade. Os vinhos elaborados com esses princípios teoricamente revelam que tem mais de 20 anos de evolução pela frente. Mas por se tratar de uma cultura nova, precisa de tempo para confirmar suas qualidades.

O blog ainda indica bons vinhos da safra (idade) 1962, que estarão perfeitos para a celebração da vitória! Muito bons exemplares em toda Bordeaux. Destaque para os brancos e Sauternes. Borgonha, bons tintos e excelentes brancos. Champagnes também acima da média. Bons tintos da Toscana na Itália e da Rioja na Espanha. Ótimos tintos da uva Shiraz da Austrália finalizam as melhores opções da safra.

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Será amanhã, sábado dia 27, no Hotel Bourbon na cidade de Curitiba, mais uma edição do famoso Encontro de Vinhos. A partir das 14h os visitantes poderão conhecer e degustar centenas de vinhos
importados e brasileiros. Para você que é da cidade ou estará por lá amanhã, não deixe de visitar, é muito legal. Procure o Daniel Perches e o Beto Duarte, eles vão comandar o evento.

Serviço: Encontro de Vinhos Curitiba 2012 – Hotel Bourbon – Rua Candido Lopes, 102 – Curitiba – Horário: das 14h às 22h – Valor: R$ 60,00 – Mais informações em www.encontrodevinhos.com.br

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Localizado no bairro do Itaim-Bibi em São Paulo, o mais ousado e completo projeto de Wine Bar do Brasil abre suas portas. O Bardega tem como diferencial uma ampla variedade de vinhos em taça, 110 diferentes rótulos, de 20 países, em máquinas modernas que fracionam e preservam a integridade dos vinhos por até 30 dias depois de abertos. No formato de auto serviço os amantes do vinho poderão conhecer em doses esse mundo em todas as suas vertentes, espumantes, brancos, rosés, tintos e sobremesas. A degustação conta com a ajuda de um aplicativo para smartphones, onde mostra os detalhes de cada rótulo. Os preços são democráticos, começam em 4 reais e vão até os bem caros, do tipo Château d’Yquem. Para a harmonização a casa oferece um cardápio pensado no tema, que leva a assinatura do chef Fábio Andrade (ex-ArolaVintetres/Tivoli).

Endereço: Rua Doutor Alceu de Campos Rodrigues, 218, Vila Olímpia. Telefone: (11) 2691-7578

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Pela terceira vez provei a safra 1997 do Casa Ferreirinha Reserva Especial. Considerado o Barca Velha disfarçado, foi lançado pela primeira vez em 1962. Esta safra, 1997, demorou nove anos para ser anunciado como Reserva Especial, no qual somente 13 safras teve essa condecoração. É um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, provenientes da Quinta da Leda, na região do Douro. Nas duas últimas vezes a experiência não foi das melhores. Talvez pela falta de aeração necessária antes da prova. Dessa vez, o vinho respirou por 2 horas antes da prova. Antes de falar sobre a prova, conheça um pouco da sua história.

Hoje parte integrante do grupo Sogrape, o maior de Portugal, a Casa Ferreirinha possui como nome o apelido de sua mais notável proprietária, D. Antonia Adelaide Ferreira, herdeira de terras que, com excepcional presença de espírito e um pouco de sorte, conseguiu multiplicar o patrimônio da família e contribuir para a produção vitivinícola do Douro. Um de seus mais importantes feitos foi o de adquirir um grande lote de vinhos a preços baixíssimos devidos à superprodução logo antes do período de extrema escassez causado pela praga da phylloxera. A senhora pôde negociar então, de maneira excepcional, com os ávidos compradores ingleses e aumentar em muito o patrimônio da família, reinvestindo grande parte do dinheiro no replantio das videiras mas também na construção de quilômetros de estradas e linhas de trem.

Avaliação Pessoal: ST (91)
Casa Ferreirinha Reserva Especial 1997 – 13%. – Importadora zahil

  • O vinho na taça mostrou um visual granada intenso, sem sedimentos, com discreta borda alaranjada. O nariz ainda primário, com uma fruta muito fresca, pitanga agradável, esmalte e uma baunilha proveniente da madeira, essa muito bem trabalhada. O paladar se apresentou seco, com uma fruta passificada (uva passa), ótima acidez, taninos firmes e persistência bastante longa. Equilibrado e elegante. Um vinho que está primário (jovem), vai evoluir muito com tempo em garrafa, ganhando complexidade nos aromas e sabores.

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