search engine optimizationsubmit websiteemail extractor

Archive for junho, 2011

Vamos lá meus amigos, mais um vinho evoluído que degusto neste feriado. Desta vez falo um pouco do Château Léoville Poyferré 1983 um St Julien Deuxièmes Crus de Bordeaux. Em relação ao Palmer postado anteriormente a expectativa era bem mais favorável, nota melhor de RP, sites também dando boa avaliação.

Uma das coisas que mais gosto de um vinho antigo é o ritual, o cuidado em abrir a garrafa, conseguir retirar a rolha, expectativa pelos aromas diferenciados, terciários, evoluídos que fazem a gente abrir um sorriso. Neste caso como se vê acima a situação da rolha era dramática, afinal era um jovem de 28 anos.

Uma razão para a incomparável regularidade de St-Julien nos últimos anos é que 80% dos 900ha são propriedades de 11 Châteaux Classificados de alto nível, 5 deles segundo vinhedo e todos comprometidos com a qualidade. A outra razão é a localização: denominação pequena de Médoc, a Aoc St-Julien inclui 2 platôs cascalhosos bem expostos e com boa drenagem de frente para o Estuário de Gironde. A vinha predominante é a Cabernet Sauvignon, mais o produto de St-Julien, ao contrario dos vinhos potentes de Pauillac, é mais contido, de caráter frutado mais agradável, marcado pelo equilíbrio, mais igualmente longevo.

Hoje quem vai descrever o vinho é o meu amigo Marcos Fonseca.

Avaliação:

Um vinho nitidamente mais estruturado, dominado por frutas escuras com traços de verniz e grafite. Não apresentou a mesma complexidade aromática e elegância do Palmer. Um pouco tímido, destacou-se mais pela integridade e estrutura, o que já é um grande mérito para um vinho com quase 30 anos de estrada.

Dando continuidade aos comentários sobre os vinhos da noite de ontem, vou falar um pouco sobre o Château Palmer 1980. Sabendo os vinhos que ia degustar nesta noite fiz um pesquisa de opiniões sobre o vinho, já que com 31 anos achava difícil estar exuberante. A opinião que mais me chamou atenção e me deixou com medo foi a de RP que em 1984 avaliou com 72 pontos e relatou que o vinho estava em sério declínio e orientou para ser degustado logo. Mais o cara errou, o vinho estava inteiro e liberando muito prazer na taça….

A vinícola foi criada no século XlX pelo major-general Charles Palmer, oficial inglês do exército de Wellington, e hoje pertence a um consórcio de famílias holandesas, inglesas e francesas. Por anos a reputação do Palmer excedeu seu nível de terceiro vinhedo, e nos anos 60 e 70 os vinhos foram de fato superiores ao Château Margaux. Boa porcentagem de Merlot contribui para sua textura aveludada, e investimentos recentes (1995) em novas instalações mantiveram a qualidade. O segundo vinho se chama Alter Ego.


Avaliação Pessoal: ST (91) RP (72)

Visual acastanhado, levemente turvo, aromas bastante complexos de torrefação, alcatrão, casa antiga, mentol, canfora e um leve vegetal que se alternavam todo momento na taça. O paladar se mostrou totalmente redondo, taninos macios, acidez presente, com média persistência final. Uma bela surpresa pela sua idade!



Bem meus amigos não posso dizer que ficar em Vitória no feriado está sendo ruim. Depois da noite de italiana de quarta com Brunello & Barolo na taça, a na noite de ontem foi a vez de degustar um dos sonhos de consumo de qualquer enófilo que se preze. O vinho aberto foi nada menos que um Château d’Yquem 1996, um néctar, o melhor vinho de sobremesa do mundo, cortesia do amigo Marcos Fonseca.

Château d’Yquem é o único Premier Cru Classé Superior, a categoria mais alta que uma vinícola pode alcançar na região de Sauternes. A vinícola tem mais de 400 anos de história onde doze gerações vem elaborando um dos vinhos mais famosos e caros do mundo. Uma garrafa dependendo de sua safra, chega a custar até 5 mil euros. Seus vinhos fazem parte das melhores cartas de vinho do mundo e são servidos nas luxuosas festas de reinos e principados.


O motivo da abertura desta garrafa foi tão nobre quanto o próprio, homenagear o amigo Dr. Welington Andrade que recebeu de Deus uma nova vida. Mais não parou por ai, levei um Château Leoville Poyferre 1983, Luiz Cola um Château Palmer 1980, Aldir um Chadwick 2003 e um Coulée de Serrant 2005 e Welington um VSC 2003, que comentarei durante o feriado.


Avaliação Pessoal: simplesmente perfeito ST (100)

Na noite de ontem em um grupo de amigos demos a largada para um feriadão que promete aqui na capital Capixaba. Abrimos duas garrafas, um Brunello di Montalcino do produtor Giunti 1998 ST(87+) e um Barolo 1997 Canova ST (91) dois produtores que ainda não conhecia na taça.

  • O Barolo se apresentou mais franco, aromas complexos, alcatrão, tabaco, madeira velha, especiarias, floral que se alternavam na taça. No paladar perdeu força, mais continuou liberando prazer com uma acidez equilibrada, taninos firmes, madeira bem colocada e um final com média persistência.
  • O Brunello estava mais contido mesmo depois de aberto por duas horas não quis expressar o seu melhor, e sim mostrando notas tímidas florais. Na boca continuou calmo, não sei se sem caráter ou porque ainda não estava em seu momento. Mais sem dúvida é um vinho que temos que respeitar, sentimental…


Dando continuidade falando sobre a influência do barril de carvalho para o amadurecimento do vinho, veja agora algumas substâncias do carvalho que transmitem ao vinho seus aromas.

  • Lactonas – em alta concentração no carvalho americano. Dão ao vinho aroma de carvalho novo e de coco (cocada preta queimada, sabão de coco, doce de coco), além de terra, herbáceos, especiarias.
  • Vanilina – aromas de baunilha.
  • Guaiacol – aromas de defumados e especiarias.
  • Eugenol – aroma de cravo.
  • Furfural – aroma de caramelo.
  • Ellagitaninos – os taninos da madeira absorvidos pelo vinho, dão estrutura e cor, são adstringentes.
  • Coumarin – dá amargor e acidez.

Fonte das substâncias :Mar de Vinho/ Marcelo Copello

Para quem ainda não sabe o tamanho de um barril tem grande influência no amadurecimento de um vinho. Quanto menor, mais rapidamente o vinho amadurece, pois há uma razão maior de superfície de madeira em relação ao volume de vinho e maior infiltração de ar.

Abaixo os principais tipos de barril:

BarriqueFrançaBordeaux 225 l
Demi-muid FrançaMidi 600-700 l
Foudre FrançaBordeaux 1.000 l
PièceFrançaBourgogne 228 l
Tonneau FrançaBordeaux 900 l
Botte ItáliaMarsala 422,6 l
Pipa Portugal Porto550 l
Bota EspanhaJerez 490-600 l
Puncheon EUACalifornia450-615 l
HogsheadEUACalifornia300-315 l


No post anterior falei sobre a contribuição do amadurecimento do vinho no barril de carvalho. Agora falo um pouco sobre uma alternativa que para mim é curiosa, pois não vi em nenhuma garrafa de vinho até hoje descrito em seu rótulo que o vinho não passa em carvalho e sim é introduzido Chips (lascas de carvalho). Essa alternativa é em virtude dos altos custos de uma barrica, que inviabiliza em alguns casos o seu uso. Por isso começaram a introduzir nos tanques de aço bolsas, tipo saquinho de chá, carvalho em pó, Chips (lascas de carvalho), ou cubos de carvalho de tamanhos variados. Teoricamente este método permite especificar o tipo da madeira e o grau de tosta, lhe conferindo também aromas e sabores. Quanto a qualidade como falei acima nunca provei sabendo???!!!

Deve ter muito vinho falando que passa em barril e na verdade é Chip! Se alguém souber mais informações favor comentar.


Estudos químicos e análises sensoriais comprovam que o uso do carvalho durante o seu amadurecimento lhe confere qualidades e características distintas. Um objetivo é a harmonia entre taninos, acidez, aromas e álcool. O vinho que amadurece em carvalho terá uma coloração mais estável, aromas mais complexos, carga mais tânica, ajudando sua vida em garrafa, ficando mais longevo. A madeira por ser porosa propicia também uma oxidação sutil que suaviza sua textura. Outra característica relevante é o nível de “tosta” (baixa, média ou alta) que confere aromas passados da madeira para o vinho.

Os vinhos brasileiros estão presentes pela primeira vez no Festival Internacional de Criatividade, em Cannes, no sul na França, que está acontecendo até 25 de junho. Reunidas pelo projeto Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), oito vinícolas terão seus espumantes servidos no lounge da Apro (Associação Brasileira das Produtoras de Audiovisual) instalado na beira da praia em Cannes. 



Os espumantes das vinícolas Aurora, Casa Valduga, Cooperativa Vinícola Garibaldi, Irmãos Basso, Peterlongo, Piagentini, Pizzato e Salton serão apreciados entre os dias 20 e 24 nos happy hours promovidos no lounge da Apro e no coquetel oferecido pela Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), no dia 22. As ações em Cannes da Abedesign contemplaram o envio de kits contendo o saca-rolha Laçador dos Vinhos do Brasil/Wines of Brasil e um vinho brasileiro.

Saiba mais

Com lançamentos realizados em Porto Alegre, São Paulo e Milão, o saca-rolhas de inox projetado pelos Irmãos Campana é a principal arma da estratégia de marketing do Ibravin para reposicionar os Vinhos do Brasil no mercado interno e iniciar o processo de construção de imagem da marca no exterior. Tanto que virou logomarca do Vinhos do Brasil e Wines of Brasil. “Já podemos dizer que a peça símbolo dos vinhos brasileiros é um sucesso”, afirma o gerente de Promoção e Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. 

Esta estratégia foi planejada pela Escala, que sugeriu a criação do ícone a partir de um estudo de posicionamento de marca feito pelo Ibravin, com consultoria da empresa Top Brands e participação de todas as entidades do setor vitivinícola. “A força do ícone foi tão grande que ele se transformou na verdadeira marca dos vinhos brasileiros”, destaca Bertolini.

Crédito das fotos: Orestes de Andrade Jr. / Ibravin


O curso de qualificação e certificação de conhecedores da enologia portuguesa Portugal Wine Expert já está em Fortaleza. Com ações de formação a decorrer desde ontem, o Gran Marquise Hotel, na capital cearense, acolherá até ao próximo dia 17 os participantes do evento, sob a liderança do enólogo luso José Carlos Santanita. O Portugal Wine Expert tem percorrido várias cidades brasileiras. De 21 a 25 de março passou por São Paulo, em parceria com a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS). Está já prevista também a passagem do evento por Brasília, em agosto. O Portugal Wine Expert tem em sua programação duas atividades (um curso e um concurso de vinhos portugueses), dirigidas a profissionais de restaurantes, garçons, sommeliers e estudantes de gastronomia e enologia que estejam cursando a partir do 3º semestre. A ação é conduzida pelas mãos de José Carlos Santanita, em parceria com a Associação Escanções de Portugal, e Arthur Azevedo, que já presidiu à Associação Brasileira de Sommeliers. O concurso, com premiação para os três primeiros colocados, inclui viagem com estágio em Portugal, duas bolsas de estudo, e livros sobre vinhos de castas portuguesas. A final será nos moldes da ASI-Associação Internacional de Sommeliers, que avaliza e autentica o certificado. O Portugal Wine Expert, cuja primeira edição decorreu no final do ano passado em Salvador (Bahia), esteve no final de abril na feira ExpoVinis Brasil.

Fonte: Portugal Digital