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Archive for junho, 2011


Como no mundo do vinho estamos sempre aprendendo, estas dicas servem tanto para iniciantes como para os já iniciados, mais experientes.

  1. Separe os vinhos por variedades;
  2. Separe por teor de açúcar, isto é, vinhos suaves (doces) num grupo, meio secos (demi-sec) em outro, e secos num terceiro grupo;
  3. Tire os rótulos das garrafas ou esconda o nome dos vinhos, para evitar influência externa;
  4. Entre a degustação de um vinho ou outro, apenas pão (torrado, de preferência) e água;
  5. Se forem poucos vinhos a serem degustados, pode beber. Se forem muitos, apenas experimente na boca e jogue fora, para que a ingestão de álcool não prejudique o julgamento dos últimos vinhos;
  6. Utilize o mesmo tipo de cálice e a mesma temperatura para todos os vinhos degustados;
  7. Deixe descansar o vinho. Entre o ato de comprar o vinho e o ato de degustá-lo, o produto deverá descansar, deitado, em local razoavelmente escuro, sem variações de temperatura e sem vibrações;
  8. Não permita que outros fatores influenciem, não use perfume, e principalmente, não fume. Faça a degustação numa sala arejada, sem odores fortes ou perfumes;
  9. Não coma antes da degustação, principalmente chocolates ou alimentos à base de ovo, pois os mesmos alteram o processo de degustação. O chocolate, por exemplo, pela sua consistência “fecha” durante um espaço de tempo as papilas gustativas;
  10. Vá disposto a apreender na degustação, e não ensinar, sem preconceitos, deixe o vinho fluir.

fonte: Jornalismo eBand via Blog Casa Pisani – Sommelier Manuel Luz

Qual a diferença entre as uvas Syrah, Shiraz e Petite Sirah? À primeira vista, não parece existir diferença diferenças entre elas por se tratar de diferentes nomes ou grafias para a mesma variedade de uvas.

A lenda conta que a Shyraz originalmente se desenvolveu na região de Shiraz, antiga cidade da Pérsia, atual Irã. Séculos mais tarde, levada ao Vale do Ródano, os franceses adaptaram a grafia e a pronúncia ao seu idioma. Na Austrália, hoje o maior e mais importante produtor dessa cepa, mantém-se a tradição de usar o seu nome original.

A despeito de serem da mesma qualidade botânica, a francesa Syrah e a australiana Shiraz refletem tipicamente diferentes estilos de vinificação. A australiana desenvolve-se principalmente nos Vales de Clare, Barossa e McLaren, onde o vinho de riqueza maior provém do clima mais quente e seco do Vale de Ródno. Os vinhateiros australianos algumas vezes fazem a fermentação das uvas Shiraz em tanque, mais retiram prematuramente as cascas do mosto, antes mesmo de a fermentação ter se completado. O vinho é então colocado seco ou em final de fermentação em barris de carvalho americano, de onde retira maior agressividade e desenvolve mais densidade e estrutura. Por último o vinho é transferido para o carvalho francês para completar o amadurecimento.

Certamente a Syrah francesa não apresenta uma falta de riqueza ou maturidade, mais apresenta um terroir e características diferentes da australiana.

Os franceses preferem um maior contato da casca para extraírem maior teor de taninos da uvas, em vez dos taninos da madeira. São envelhecidos em carvalho de sua própria terra, para adquirirem delicadeza e um suave amadeiramento, que não predomina no exame gustativo. São Exemplos de qualidade, E.Guigal e o Hermitage La Chapelle de Paul Jaboulet Ainé.

Todos os países produtores tentam cultivar a Shiraz. Alguns fazem vinhos realmente de destaque. Vale citar a Itália que tem conseguido excelentes resultados numa região não tradicionalmente produtora de grandes vinhos, como a Sicília. O exemplo maior é o extraordinário vinho chamado Solinero, de teor alcoólico em torno de 15°, complexidade aromática intensa, madeira delicada, mas não predominante, e grande estrutura para longa guarda.

O Chile produz o Montes Folly no novo Valle Apalta e o EQ produzido pela vinícola Matetic no Vale Del Rosario. Ambos com teor alcoólico de 14%.

Nos Estados Unidos da América do Norte a Shiraz é também muito cultivada e produz vinhos inesquecíveis. Os vinhos de maior prestigio, são os vinificados à maneira francesa do Ródano, tendo os nomes de Araujo Syrah Napa, Arrwood Syrah, Joseph Phelbs Syrah como os exemplos máximos. Os vinificados à maneira australiana produzem vinhos bons, mais não da mesma estatura.

Uma geração de enólogos e comerciante pensou tratar-se a Petite Syrah, que mais se desenvolveu na Califórnia, EUA, da mesma Shyraz ou Syrah. Pesquisa de DNA, conduzida por Carole Meredith na Universidade da Califórnia, mostrou que são aparentadas, mas não iguais. Descobriu-se que se tratava da cepa secundária Durif, desenvolvida na França nos anos de 1880.

A uva de origem da Durif é conhecida como Peloursin. É parente da Syrah, mas a identidade genética só pode ser provada só pode ser provada com o exame de DNA. Essa uva é grandemente cultivada na Califórnia desde o início do século passado e produz vinhos de coloração muito escura, taninos firmes. É utilizada também, na maioria das vezes, como uvas de corte para conferir cor e estrutura aos vinhos. Quando utilizada para vinhos varietais, produz vinhos longevos, mas sem a complexidade e a qualidade de uma Syrah.

Autor: Carlos José Vieira

Acho que agora posso falar que já degustei todos os ditos Top’s Chilenos da atualidade. Neste feriado na casa do mais novo Chef de cozinha capixaba Aldir Manuel, eu e mais casais de amigos tivemos a oportunidade de apreciar este caldo grosso. Para acompanhar o Chef elaborou um belo cordeiro, Cuscuz marroquino e batatas, perfeito casamento!

O Viñedo Chadwick, está localizado em Puente Alto, na fronteira sudeste de Santiago, ao longo da margem Norte do rio Maipo, no pé da Cordilheira dos Andes. Em 1945, Don Alfonso Chadwick Errázuriz, pai de Eduardo Chadwick, atual presidente da Viña Errázuriz, comprou a propriedade conhecida como Viña San José Tocornal. Esta propriedade de 300 hectares no Vale de Maipo foi plantada para castas tintas produzindo vinhos de grande qualidade que eram famosos no Chile. Mais tarde, em 1967, ele vendeu parte da propriedade a Viña Concha y Toro.

Avaliação Pessoal: ST (93+)

Visual intransponível, aromas primários, lácteos, compota de frutas negras, cassis, que com tempo abriram, passando para baunilha, chocolate, especiarias, cedro…Na boca mostrou muita potência, estrutura, taninos aveludados, fruta de grande qualidade, madeira dando o tom, com final bastante longo. Belo vinho, digno de sua história.

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Segue a relação dos Vinhos do Porto mais pontuados na história pela Wine Advocate/RP.

  • 1997 Quinta do Noval Nacional 100 pts
  • 1997 Quinta do Noval Vintage Port 100 pts
  • 1992 Taylor Fladgate Vintage Port 100 pts
  • 1994 Quinta do Noval Nacional 99 pts
  • 1963 Quinta do Noval Nacional 99 pts
  • 1966 Quinta do Noval Nacional 99 pts
  • 2000 Taylor Fladgate Vintage Port 98 pts
  • 2003 Taylor Fladgate Vintage Port 98+ pts
  • 1992 Fonseca Vintage Port 97 pts
  • 1994 Fonseca Vintage Port 97 pts
  • 1994 Taylor Fladgate Vintage Port 97 pts
  • 1990 Dow Quinta Do Bomfim 96 pts
  • 1994 Dow Vintage Port 96 pts
  • 2003 Fonseca Vintage Port 96+ pts
  • 1963 Fonseca Vintage Port 96 pts
  • 1963 Graham Vintage Port 96 pts
  • 1985 Graham Vintage Port 96 pts
  • 1994 Graham Vintage Port 96 pts
  • 1997 Taylor Fladgate Vintage Port 96 pts
  • 1970 Taylor Fladgate Vintage Port 96 pts
  • 1977 Taylor Fladgate Vintage Port 96 pts
  • 2000 Cockburn Vintage Port 95 pts
  • 1983 Cockburn Vintage Port 95 pts
  • 2000 Fonseca Vintage Port 95 pts
  • 2003 Graham Vintage Port 95 pts
  • 1994 Quinta do Noval Vintage Port 95 pts
  • 1963 Taylor Fladgate Vintage Port 95 pts
  • 1991 Taylor Quinta de Vargellas Vintage Port 95 pts

Montar uma loja de vinho pode custar R$ 1 milhão. Saiba como entrar neste ramo com o especialista em vinhos e professor da FGV-RJ Valdiney Ferreira.

Segue a relação dos Cabernet Sauvignon Chilenos mais pontuados na história pela Wine Advocate/RP.

  • 2006 Errazuriz Vinedo Chadwick 97 pts
  • 2007 Errazuriz Vinedo Chadwick 97 pts
  • 2003 Almaviva 96 pts
  • 2006 Concha y Toro Don Melchor 95 pts
  • 2005 Errazuriz Vinedo Chadwick 95 pts
  • 2005 Almaviva 95 pts
  • 2004 Concha y Toro Don Melchor 94+ pts
  • 2005 Concha y Toro Don Melchor 94 pts
  • 1997 Concha y Toro Don Melchor 94 pts
  • 2002 Santa Rita Cabernet Sauvignon Casa Real 94 pts
  • 2007 Almaviva 93+ pts
  • 2004 Almaviva 93 pts
  • 2002 Almaviva 93 pts
  • 1999 Concha y Toro Don Melchor 93 pts
  • 2001 Concha y Toro Don Melchor 93 pts
  • 2003 Concha y Toro Don Melchor 93 pts
  • 2004 Errazuriz Vinedo Chadwick 93 pts
  • 2001 Almaviva 92 pts
  • 1996 Almaviva 92 pts
  • 2006 Almaviva 92 pts
  • 2006 Canepa Cabernet Sauvignon Magnificum 92 pts
  • 1995 Concha y Toro Don Melchor 92 pts
  • 2003 Errazuriz Don Maximiano 92 pts
  • 2001 Errazuriz Vinedo Chadwick 92 pts
  • 2006 MontGras Ninquen 92 pts
  • 2005 Porta Cima Limited Edition 92 pts
  • 1999 Santa Rita Casa Real Cabernet Sauvignon 92 pts
  • 2004 Santa Rita Cabernet Sauvignon Casa Real 92+ pts


Segue a relação dos Carmenéres Chilenos mais pontuados na história pela Wine Advocate/RP.

  • 2003 Terrunyo Carmin de Peumo Carmenere Pelmo Vineyard 97 pts
  • 2005 Terrunyo Carmin de Peumo Carmenere Pelmo Vineyard 97 pts
  • 2004 Terrunyo Carmenere Peumo Vineyard 95 pts
  • 2006 Terrunyo Carmenere Peumo Vineyard Block 94 pts
  • 2005 Casa Silva Carmenere Micro Terroir 93 pts
  • 2005 Terrunyo Carmenere 93 pts
  • 2005 Arboleda Carmenere 92 pts
  • 2005 J & F Lurton Alka 92 pts
  • 2005 Santa Rita Carmenere Pehuen 92 pts
  • 2008 Terra Noble Carmenere Ca2 Costa 92 pts
  • 2005 Casa Silva Carmenere Los Lingues Estate 91 pts
  • 2007 Concha y Toro Carmenere Marques de Casa Concha 91 pts
  • 2007 De Martino Carmenere Alto de Piedra 91 pts
  • 2006 Errazuriz Carmenere Don Maximo Estate 91 pts
  • 2007 J & F Lurton Alka 91 pts
  • 2007 La Playa Axel Carmenere 91 pts
  • 2007 Montes Alpha Carmenere 91 pts
  • 2007 Morande Carmenere Edicion Limitada 91 pts
  • 2008 Terra Noble Carmenere Ca1 Andes 91 pts
  • 2007 Undurraga Carmenere Founder’s Collection 91 pts
  • 2008 Vina Ventisquero Quelat Gran Reserva 91 pts


Segue a relação dos Malbecs Argentinos mais pontuados da história pela Wine Advocate/RP.

  • 2006 Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard 99 pts
  • 2004 Achaval Ferrer Malbec Finca Altamira 98 pts
  • 2004 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard 98+ pts
  • 2008 Achaval Ferrer Malbec Finca Bella Vista 98 pts
  • 2004 Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard 98 pts
  • 2005 Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard 98 pts
  • 2004 Achaval Ferrer Malbec Finca Bella Vista 97 pts
  • 2005 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard 97+ pts
  • 2004 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard 97 pts
  • 2005 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard 97 pts
  • 2007 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard 97 pts
  • 2003 Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard 97 pts
  • 2007 Achaval Ferrer Malbec Finca Bella Vista 96 pts
  • 2004 Achaval Ferrer Malbec Finca Mirador 96 pts
  • 2008 Achaval Ferrer Malbec Finca Mirador 96 pts
  • 2004 Bodega Enrique Foster Firmado 96 pts
  • 2004 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Nicasia Vineyard 96 pts
  • 2005 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Nicasia Vineyard 96 pts
  • 2007 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Adrianna Vineyard 96 pts
  • 2006 Bodegas Catena Zapata Malbec Catena Zapata Argentino Vineyard 96 pts
  • 2006 Vina Alicia Brote Negro 96 pts
  • 2002 Vina Cobos Malbec Marchiori Vineyard 96 pts
  • 2005 Vina Cobos Bramare Marchiori Vineyard 96 pts
  • 2006 Vina Cobos Bramare Marchiori Vineyard 96 pts

No meio de como disse um amigo, uma esbórnia anunciada, onde foram servidos grandes vinhos, outro amigo bem intencionado decidiu colocar às cegas mais uma garrafa para apreciação do grupo. Bom, na “minha avaliação pessoal” o vinho se mostrou bem elaborado, mostrando aromas de um bom Bordeaux, bom corpo, amplo, equilibrado, em fim, aprovei. A não ser pelo preço que se não me engano é comercializado por 160,00. O vinho as cegas era o brasileiro, Tormentas Premium 2007 ST (88), 100% Merlot, 12,6% alc, produção 700 garrafas, elaborado por Marco Danielle. Danielle é constantemente atacado pela critica, alguns amam e outros odeiam seu estilo e seus vinhos.

Agora na mesa um amigo discordou e sentiu aromas que eu realmente mesmo tendo a maior atenção não consegui achar. Veja a sua avaliação abaixo.

Opinião MF: “Tem cheiro de suco de uva!!!”. E tinha mesmo. Alguns à mesa discordaram. Falou-se em estrebaria e outras coisas mais. Mas por mais que eu tentasse perceber outros aromas o que mais me chamava a atenção era justamente esse desagradável cheiro de suco de uva. Pior que eu conhecia esse aroma de outros carnavais e sentenciei: “Vinho nacional!!!”. Na mosca. Era um Tormentas 2007. Não estou afirmando que todo vinho nacional tem esse aroma foxado, mas já bebi muitos que o têm e, definitivamente, não é algo que me agrade, pois, a mim, remete a vinho de baixa qualidade. Talvez ele tenha sido jogado aos leões ao ser servido lado a lado com o Chadwick ou mesmo com o VSC.

Palavra do autor:

Primeiro produto do atelier concebido sob vinificação 100% natural, fruto de seis anos de experimentações com elaborações a baixo SO2 (conservante INS 220), este vinho não recebeu SO2 em nenhuma etapa da vinificação, nem leveduras selecionadas comerciais. Foi fermentado espontaneamente pelas leveduras selvagens naturais, presentes nas próprias uvas. Contudo, cabe informar que as leveduras selecionadas atuando nos demais tanques, presentes no ambiente, provavelmente têm algum grau de influência sobre as leveduras selvagens. Ainda assim, este vinho é o fruto minimalista de uvas esmagadas, tão somente, e nada mais. Qualitativamente, tem demonstrado concentração, potência, raça, vocação à longevidade e grande ersonalidade, expressando a quintessência do terroir com máximo purismo. Em degustação, é o vinho mais clássico entre os três novos lançamentos, remetendo aos melhores Bordeaux, com nuances do Priorato. No que tange a naturalidade, eis aqui o expoente máximo da proposta de “vinicultura radical” tão almejada neste projeto. Se os franceses costumam chamar de alquimistas os raros vinhateiros que elaboram vinhos sem adição de sulfitos, este vinho é nossa primeira pedra filosofal – entre tantas outras vindouras, assim esperamos.