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Archive for junho, 2010

Texturas

A textura dos vinhos pode ser melhor compreendida se levarmos em conta dois aspectos:

  • O corpo do vinho, que traduz o peso relativo deste vinho como leve ou encorpado. Aqui reside o fundamento do princípio básico de equilibrar a potência do vinho com a do prato;
  • A untuosidade do vinho. Se tomarmos como exemplo um vinho branco, veremos que um Sauvignon Blanc do novo mundo pede adjetivos como fresco, vivo, áspero, crocante, etc., enquanto que um Chardonnay é mais conhecido como sendo untuoso, amanteigado, redondo. Assim, um peixe com molho cremoso ou feito na manteiga tenderá a casar melhor com um Chardonnay, enquanto que o mesmo peixe temperado com limão terá textura menos untuosa e tenderá a preferir o Sauvignon Blanc.

Aromas

Os aromas de um vinho podem nos proporcionar agradáveis combinações com diferentes pratos. Aquele aroma de pimenta negra de um Syrah pode trazer uma interessante harmonia com um steak au poivre. Um Porto Tawny envelhecido, com seu caráter de amêndoas, será uma grande companhia para uma deliciosa torta de amêndoas. Já um late harvest chileno, com caráter de damasco, se sairá melhor ao lado de uma torta de damasco. Um borgonha evoluído, com aromas terciários de couro, fará ótima dupla com carne de caça. Que tal um sauvignon blanc chileno, com seu aroma de maracujá, para acompanhar um abadejo com molho de maracujá? Notem que a exuberante acidez deste vinho estará perfeita com a acidez do molho de maracujá; neste caso, temos harmonização por semelhança no componente gustativo acidez, semelhança de textura e ainda de aromas, o que sugere um belo resultado!


Amargor

O amargor no vinho não é desejável, com poucas exceções. Deve ser evitado mais ainda quando estamos diante de um prato que oferece componentes amargos, como alcachofra, jiló, couve, feijão preto, carne torrada, etc.

Álcool

É importante lembrar que o álcool em teores elevados, quando bem equilibrado pela acidez e adstringência, nos traz uma sensação adocicada.

O álcool em excesso é incompatível com o salgado intenso.

Experimente brincar com os componentes gustativos. As harmonizações vão fazer mais sentido e proporcionar mais prazer!


A acidez é um dos principais qualidade do vinho para a harmonização. Um vinho com pouca acidez fica limitado frente a variedade de pratos.

Comidas com ingrediendes ácidos pedem vinhos com acidez elevada. É o caso do do molho de tomate. Então, pratos italianos com tomate normalmenteharmonizam bem com um Chianti.

Outro papel relevante da acidez do vinho é contrastar com gordura e doçura. Lembrem que aperitivos gordurosos, como salaminho e frituras, pedem um limão espremido. A acidez do vinho fará o papel do limão.

A adstringência provocada pelos taninos contrasta muito bem com gorduras e com a suculência (de uma carne mal passada, por exemplo).

É incompatível com peixes, ovos, diversos tipos de queijos e o salgado intenso. Se usar vinho tinto com estes pratos, procure os mais pobres em tanino.

 A Argentina é considerada como uma das nações mais dinâmicas produtoras de vinho no mundo, e possivelmente a mais importante região vinícola da América Latina . Apenas quatro países no mundo produzem mais vinho que a Argentina. Investimentos consideráveis, foram feitos em novas vinhas e tecnologia de vinificação nos últimos anos, que junto com o plantio de variedades. A região de Mendoza é a região mais importante na indústria do vinho de Argentina .
 O Riglos Gran Corte é a prova de tudo isso, com sua primeira safra em 2005, utiliza uvas cultivadas no vinhedo Finca Las Divas , localizado a 1.250 metros de Tupungato, Mendoza. Passa por 18 meses em carvalho francês e é um blend de Malbec (55%) e Cabernet Sauvignon (45%).  
Notas de Prova:
 
Visual roxo brilhante, aromas agradéveis de cereja, amoras e leve cedro. Na boca se mostrou apesar de ser novo com uma maturidade, estando equilibrado com taninos macios, fruta integrada sem estar enjoativo, boa acidez e uma longa persistência. Vinho do confrade Luiz Cola.  

Argentina – Mendoza – Malbec e Cabernet Sauvignon – 14,5% – ST(91+) – 198,00

 

 

Na noite de ontem eu e minha esposa provamos este belo Bordeaux superior. Quando falamos em Bordeaux sempre relacionamos a altos preços, mais este nos surpreendeu pela relação qualidade x preço. O Chateau Puycarpin 2006 se encontra a sudoeste de Saint-Émillion, nas Côtes de Castillon, região que toma o nome da cidade de Castillon-la-Bataille (“La Bataille” que marcou o fim da Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra). Por questões estratégicas, o GVG decidiu utilizar a denominação Bordeaux Supérieur ao invés da de Castillon, que é superior hierarquicamente.

Notas de Prova:

Visual púrpura, aromas muito agradáveis de ameixa, leve tosta e um balsâmico que se alternavam e evoluíram em taça. Na boca estava elegante, álcool integrado, taninos redondos, ótima acidez e uma persistência media +. Achei que não escoltaria bem um penne ao gorgonzola com um filé, mais me surpreendeu mais uma vez crescendo bastante com o prato.

França – Saint Emilion – 12,5% – 60% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc – Preço 75,00 – ST(91)


A harmonização é a busca de uma combinação, que é a soma das duas partes. Para verificar esta combinação siga este roteiro:

  • Prove o vinho;
  • Em seguida prove a comida;
  • Para finalizar prove os dois juntos da seguinte forma: mastigue a comida, coloque o vinho na boca, mastigue mais um pouco, misturando com a comida, e engula os dois juntos;
  • Verifique se um melhorou o outro.

Agora é só fazer o seu teste, aproveite para testar os sentidos !!!

Comece já a juntar as suas rolhas de cortiça! Em Portugal já é possível ir colocar as suas rolhas de cortiça para reciclagem. Aqui em casa o que não falta é rolha !!!  

O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.

O projeto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2!

As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.

Defender a rolha de cortiça

Assiste-se, actualmente, a uma grande pressão sobre as rolhas de cortiça, produto vital na cadeia de valor acrescentado que beneficia as comunidades rurais e que garante igualmente a sustentabilidade económica de todas as aplicações de cortiça. Esta pressão provém de produtos alternativos (vedantes sintéticos e cápsulas de alumínio), que são derivados do petróleo e do alumínio, indústrias ambientalmente nocivas.

Há, pois, que defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global. Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, contrariamente ao que acontece quando se decompõe ou é incinerada.

Porquê reciclar rolhas de cortiça?

A rolha de cortiça faz parte da embalagem do vinho e tal como em outras embalagens em que as tampas ou vedantes são reciclados, a rolha de cortiça também deve ser. Sem esta reciclagem a rolha de cortiça não se pode defender a rolha de cortiça como um produto ecológico.  Defendendo a rolha de cortiça estamos também a defender o montado de sobro e a biodiversidade que lhe é associada.
A matéria-prima cortiça, como produto natural (que necessita de um tempo longo de crescimento) é limitada, pelo que o seu reaproveitamento não diminui a utilização da cortiça que sai das árvores, mas permite a sua utilização em outros produtos. Não serão feitas novas rolhas a partir das usadas, as rolhas serão materia-prima para a produção de outros materiais como isolamentos de construção que substituem e se tornam mais competitivos em relação aos seus equivalentes sintéticos menos amigos do ambiente.

Este projeto de reciclagem ajudará o ambiente de 3 formas:
1 – redução de resíduos
2 – defesa da rolha de cortiça como produto plenamente ecológico e consequente defesa do montado
3 – plantação de novas árvores (espécies mediterrânicas)


No dia 2 julho , em Nova York, E.U.A. , Wines of Argentina irá realizar uma abrangente degustação de vinhos argentinos em conjunto com especialistas QW Wine.

Existem 139 vinícolas da Argentina que vão participar com os seus vinhos . Uma vez que cada um pode ter até quatro rótulos, serão 550 amostras que serão degustados durante aqueles dias.

Os vinhos que serão apresentados nesta degustação são distribuídos no mercado E.U. A, ou estarão disponíveis para venda dentro dos próximos seis meses. Nenhum destes vinhos foram provados por Jay Miller em uma de suas provas anteriores. O norte-americano colabora com Robert Parker há mais de 20 anos e desde o ano passado ficou incumbido de degustar os vinhos das regiões de Oregon, Washington, Espanha, Austrália e América do Sul.

Como sugestão para as vinícolas , o especialista destacou as culturas de jovens presentes para vinhos brancos e tintos , a menos que seja um vinho de qualidade “Reserva “.

O Master of Wine que estavam presentes em Mendoza Argentina, a última edição da Wine Award , concordou que ” os vinhos que são bem sucedidos nos Estados Unidos são os frescos, com muita fruta , equilibrado e sem arestas . ”

Wine of Argentina


O Concours Mondial de Bruxelles – juntamente com o Bordeaux Supérieur ODG de Bordeaux – lançou o primeiro Concours Mondial de Sauvignon Blanc durante o Le Fete feira de vinhos Bordeaux Vin.
Mais de 40 provadores de dez países participaram , inclusive o escritor David Cobbold, enólogos e JD Pretorius de vinhas Steenberg na África do Sul , e Jean Christophe Bourgeois Domaine de Henri Bourgeois no Loire.
512 vinhos foram apresentados para esta primeira edição , da França, África do Sul, Nova Zelândia, Japão , Suíça, Espanha , Itália, Alemanha , Grécia e Brasil .
A França dominou os dois prêmios e as inscrições – com mais de 300 entradas e 90 prêmios. O Chile foi o segundo mais bem-sucedido, com 61 inscrições e 21 medalhas. Casa Marin Sauvignon Blanc de Cipresse Vineyard levou o troféu para sauvignon unoaked mais de € 12 e Michel Laurent de Sancerre 2009 o troféu de menos de € 12.

Decanter

Semana passada fui a loja Ville Du Vin em Vitória atrás de vinhos Australianos e da África do Sul que a tempo não provava. Um vinho comprado e provado foi este o Rosemout Shiraz, à 60,00. A vinícola é uma das mais prestigiadas da Austrália, como diz o seu enólogo, o vinho Rosemount não é feito ele apenas é criado.

Notas de Prova:

Visual vermelho rubi transparente. Ao colocar no nariz senti uma framboesa muito doce, algo que não me agrada muito. Na boca estava com corpo leve, taninos macios mais com acidez fraca e uma persistência curta. Acredito que irá agradar as mulheres, pelo seu dulçor.

Produtor: Rosemount
País: Austrália
Safra: 2006
Uva: Shiraz
Vinhedos: Vinhedos próprios, predominantemente das regiões de McLaren Vale, em South Australia e Mudgee, em New South Wales, com algum fruto vindo da Fleurieu Peninsula e da Barossa Valley.
Vinificação: Fermentação tradicional com controle de temperatura.
Maturação: Maturado 10 meses em barricas de carvalho.
Teor Alcoólico: 13,5%
Corpo: leve

ST(84)